Editorial: vendas

Black Friday deve crescer 21% e movimentar mais de R$ 3,15 bilhões, segundo idealizador do evento

A data mais importante para o e-commerce brasileiro e mais aguardada para quem gosta de economizar, a Black Friday, neste ano acontece dia 29 de novembro. A previsão de crescimento é de 21%, ultrapassando a faixa dos R$ 3,15 bilhões, de acordo com o idealizador do evento: www.blackfriday.com.br.

A região que deve apresentar maior crescimento é a Nordeste, subindo de 12% para 14% sua participação sobre o total de vendas nacional. A líder em vendas continuará sendo a região Sudeste, com previsão de 61% do valor total do faturamento do evento; o que revela uma população mais amadurecida para compras online.

“Devemos continuar tendo um crescimento expressivo no volume de vendas este ano. Mesmo no ápice da crise econômica, o Black Friday continuou puxando a economia para cima. Por volta de 5 milhões de pessoas compram pela primeira vez na internet a cada ano e o Black Friday é uma grande porta de entrada para elas” destaca Ricardo Bove, criador do evento.

Dessa forma, é possível observar no gráfico abaixo que os momentos de crise no Brasil, incertezas políticas e baixo crescimento econômico não atrapalharam o aumento constante de compras no Black Friday:


Esse crescimento vem acontecendo não apenas no e-commerce. Em 2010, os grandes descontos aconteciam exclusivamente online — e esse meio continua liderando o crescimento. Segundo pesquisa do idealizador do evento: 58,4% dos consumidores compraram pela internet na edição anterior.

Porém, as lojas físicas estão começando a ganhar aderência à data: 26,5% dos consumidores utilizaram além da internet, também o varejo tradicional. E aqueles que preferiram fazer suas compras exclusivamente no ambiente físico representaram 15%.

Entre os produtos mais desejados estão aqueles mais caros, em que o desconto se torna mais significativo, e não são de necessidade imediata — o consumidor pode esperar o evento e se programar. Em 2019 o celular continua em primeiro lugar na intenção de compra: 37% das pessoas vão buscar um aparelho novo. Agora seguido de perto por Eletrodomésticos com 36% dos consumidores e TVs por 29,3%.

Isso está de acordo com o fato de que o ticket médio de compra durante o Black Friday seja de mais de R$600, enquanto o valor médio de compra pela internet do brasileiro em dias comuns é um pouco menor do que R$ 450.

Ainda de acordo com a pesquisa, a grande maioria (70,2%) pretende gastar este ano no evento mais de R$ 500, sendo que praticamente a metade de todos aqueles que irão comprar (46,4%) possui a intenção de desembolsar mais de R$ 1.000.

Sobre o LeadMedia BR
O LeadMedia BR é um grupo de origem Francesa, de investimento em tecnologia, que está presente também na Europa, Ásia, Austrália e Canadá. Foi fundado em 2008 e traz soluções e tecnologias inovadoras de marketing digital orientadas por dados, desenvolvimento de tecnologias e campanhas de marketing de BrandPerformance. No Brasil dentre outras atividades, foi fundador das chamadas Big Dates, como Black Friday, Cyber Monday, Boxing Day e Dia do Frete Grátis.

Vendas do comércio paulistano caem em agosto

 O frio tardio durante o mês acabou puxando a ligeira alta nas vendas do comércio paulistano em agosto. Apesar de enfraquecerem diante dos meses anteriores, o movimento registrou crescimento médio de 1%, ante igual período de 2018, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

O indicador de vendas à vista subiu 1,4% na comparação anual, devido à procura por itens de vestuário, calçados e artigos de uso pessoal beneficiados pelo clima. Já nas compras parceladas ou a prazo a alta foi de apenas 0,6%.
“Isso mostra que o consumidor, inseguro no emprego, continua cauteloso em fazer compras parceladas – como as de móveis e eletrodomésticos, por exemplo”, afirma Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Na comparação com julho, a alta média foi maior, de 1,3%, puxada pela venda à vista de itens em liquidação da coleção outono-inverno. Inclusive na compra de lembranças para o Dia dos Pais, que ajudou as vendas a crescerem 6,1%. Já no movimento a prazo, o resultado ficou negativo em 3,5%. 

“São resultados normais, que refletem a sazonalidade do mês e melhoram com a data comemorativa”, diz Alfieri. “Porém, mesmo com essa data na quinzena, o resultado das vendas parceladas é reflexo dessa cautela.”

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, a alta média ficou em 1,8%, sendo que as vendas à vista cresceram 2,4% no período, e as a prazo, 1,2%. “Ao analisar o resultado do ano, embora tenham predominado grandes flutuações ao longo dos meses, o número ficou ligeiramente abaixo da projeção de alta de 2% nas vendas para o comércio paulistano no mês”, afirma. 

Mas há boas perspectivas para setembro, segundo o economista da ACSP: até então considerado um mês fraco para o comércio, as promoções e ofertas da recém-lançada Semana do Brasil, que será realizada entre os dias 6 e 15 de setembro, devem ajudar a melhorar os resultados das vendas no período. 

“Muitos varejistas estão se engajando em função dessa campanha para melhorar o movimento. Com a ajuda da liberação do FGTS e do PIS/PASEP, mais a antecipação do 13º dos aposentados e pensionistas do INSS, esse número pode surpreender”, finaliza. 

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