Editorial: Sesc

Fios, linhas, rendas, fibras: exposição EntreMeadas apresenta produção de artesãs de diferentes regiões do estado de São Paulo

Crédito: Mariana Chama

Cerca de 60 obras inéditas de artesãs de todo o estado de São Paulo compõem a exposição EntreMeadas, que será inaugurada em 15 de outubro, às 19h30, no Sesc Vila Mariana, com intervenção do coletivo Rendeiras da Aldeia (Carapicuíba). 

Idealizada pelo Sesc São Paulo, com curadoria da crítica e historiadora do design Adélia Borges, a mostra dá destaque ao artesanato brasileiro feito por mulheres e valoriza o patrimônio cultural ao reunir o trabalho de artesãs e coletivos de 14 cidades paulistas, para as quais o artesanato é um meio de expressão, de afirmação de identidade e de geração de renda. 

Com riqueza de trançados, cores e formas, a exposição apresenta obras artesanais e suas raízes, desde o material escolhido, a comunidade de origem e a artesã criadora. O trabalho de curadoria também se destaca pelo recorte geográfico. Durante o processo de pesquisa, Adélia Borges mapeou uma rica diversidade artesanal no estado, que tem como resultado uma mostra com obras feitas na capital paulista e oriundas das cidades de Carapicuíba, Atibaia, Olímpia, Cananeia, Bertioga, São Bento do Sapucaí, Miracatu, Bauru, Américo Brasiliense, Guapiara, Eldorado, Tremembé, Bertioga e Osasco. 

Produzidos em diferentes técnicas, aprendidas e transmitidas pela oralidade, os trabalhos revelam a complexidade do trançar, tecer, costurar ou bordar. Para que o público possa explorar as texturas e os materiais usados na produção dessas obras, algumas delas poderão ser manipuladas. 

As peças também suscitam uma interpretação do artesanato como frente de resistência cultural e de empoderamento, o que reforça o lugar das artesãs enquanto autoras de suas histórias. “O protagonismo das mulheres fica em evidência nessa montagem, na qual episódios de suas histórias de vida se entrelaçam às suas próprias produções artísticas”, afirma Priscila Lourenção, da equipe de programação do Sesc Vila Mariana. 

Também com o intuito de favorecer a aproximação junto ao universo do artesanato e com as artesãs expositoras, durante o período da mostra haverá uma programação integrada, que contará com bate-papos, oficinas e cursos. 

Artesanato e transformação social – Ao reunir e expor esse acervo, a mostra EntreMeadas também possibilita que associações, comunidades e artesãs tenham seu trabalho (re)conhecido pelo caráter de transformação social que imprimem em suas localidades. Um exemplo é o coletivo Mulheres Artesãs da Enseada da Baleia (Cananeia), que trabalha com a reutilização de redes de pesca de camarão. Há também obras dos quilombos Ivaporunduva e Sapatu (Eldorado) e Banarte (Miracatu), que usam as fibras das bananeiras como matéria-prima para suas criações – isto possibilita o aproveitamento integral da planta e evita o desperdício. 

Há grupos que utilizam os trabalhos têxteis como suporte para a aproximação e comunicação. O Piradas no Ponto, por exemplo, reúne-se mensalmente no Parque Trianon, na Avenida Paulista, no que define como um “uso poético do espaço público”. Seus bordados contam narrativas e em vários casos problematizam situações para reflexão e discussão, como os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho. 

Rendeiras de Aldeia, iniciativa criada a partir de um curso de alfabetização em Carapicuíba, possibilita que mulheres usem suas memórias e técnicas manuais para a geração de renda. Destaque para Wilma de Fátima da Silva, uma das rendeiras que levou a Renascença (bordado feito em círculos que irradia por tecidos) para o grupo e ganhou o prêmio de Mestre da Renda Renascença pelo Ministério da Cultura. O grupo, inclusive, apresenta-se na abertura da exposição EntreMeadas com a intervenção Cantos de Trabalho do Fiar, Tecer, Coser, Bordar e Rendar. Os cantos de trabalho fazem parte da tradição de comunidades de muitos lugares e seu repertório musical é movido pela gestualidade e ritmo do trabalho. 

Adélia Borges, que assina a curadoria da mostra, tem uma relação estreita com o artesanato: aprendeu a bordar com o grupo mineiro Matizes Dumont e realizou exposições e palestras, no Brasil e mundo, sobre a linha tênue entre o design e o artesanato. Em seu currículo acumula 40 exposições e 16 livros, entre eles Design + Artesanato: O Caminho Brasileiro (2011), no qual traça um panorama da revitalização recente do objeto artesanal brasileiro. 

Programação completa em: sescsp.org.br/vilamariana 

_Exposição EntreMeadas – Livre | Grátis Abertura: 15 de outubro de 2019, terça, às 19h30 Visitação: 16 de outubro de 2019 a 9 de fevereiro de 2020 Terças a sextas, das 10h às 21h30 Sábados, das 10h às 20h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30 Local: Térreo (Torre A) Agendamento de grupos: agendamento@vilamariana.sescsp.org.br 

_Cantos de Trabalho do Fiar, Tecer, Coser, Bordar e Rendar Com as Rendeiras da Aldeia – Dia 15 de outubro, às 20h Local: Praça de Eventos Livre | Grátis 

Sesc Vila Mariana | Informações 

Horário de funcionamento da Unidade: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábado, das 9h às 21h; e domingo e feriado, das 9h às 18h30 

Central de Atendimento: Terça a sexta, das 9h às 20h30; sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30 

Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 12 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 111 vagas. O estacionamento conta com bicicletário gratuito. 10 vagas.

Sesc Vila Mariana apresenta infantil inspirado em Manoel de Barros com a Cia de Achadouros

O Auditório do Sesc Vila Mariana recebe a nova temporada do espetáculo infantil Os Lavadores de Histórias, da Cia. de Achadouros, em temporada que vai de 9 a 30 de junho, com sessões aos domingos, às 15 horas.

A montagem, dirigida por Tereza Gontijo, foi inspirada na poesia de Manoel de Barros. A dramaturgia de Silvia Camossa, foi concebida em processo colaborativo com o grupo, a partir das cenas improvisadas na sala de ensaio.

Os Lavadores de Histórias são três personagens – Urucum, Tom Tom e Jatobá -, interpretados pelos atores palhaços Emiliano FavachoMariá Guedes e Felipe Michelini, respectivamente. À noite, eles visitam quintais abandonados para lavar objetos esquecidos como brinquedos e roupas, e reviver momentos especiais da infância. Eles carregam consigo o “rio da memória”, no qual vão lavando as coisas que encontram e revelando histórias, fantasias, personagens e brincadeiras. Por meio de cenas cômicas, circenses, teatro de sombras e objetos, o espetáculo faz uma sensível reflexão sobre a relação da criança com o mundo real e da imaginação, e lança sobre a infância o olhar lúdico e poético.

Tendo como ponto de partida a potente e delicada poesia de Manoel de Barros, a concepção valoriza a intimidade com as pequenas coisas, a beleza contida em sutilezas, a graça da imaginação, as brincadeiras espontâneas e colaborativas e o contato com a natureza. A partir de uma imersão na obra do poeta, os atores foram para as ruas do bairro São Mateus em busca de histórias reais da memória afetiva de pessoas comuns (moradores antigos e crianças) que foram usadas em cenas da peça. “Um dos poemas de Manoel de Barros que mais nos inspirou foi Desobjeto, que fala sobre como a imaginação pode dar novos sentidos e funções a um objeto e transformá-lo em outras coisas na hora de brincar”, comenta Felipe Michelini. Os protagonistas contam que lembranças de suas próprias infâncias e de outras pessoas envolvidas na produção também estão no enredo.

A diretora Tereza Gontijo – mineira de Belo Horizonte, que também é palhaça, integrante dos Doutores da Alegria e da Cia. Vagalum Tum Tum – enfatiza que Os Lavadores de História foi concebido como um espetáculo para a família. “Enquanto a palhaçaria é diversão garantida para as crianças, o tom lírico e poético da peça toca os adultos ao acionar o dispositivo de suas lembranças da infância”. Ela ainda comenta que o processo junto à Cia. de Achadouros teve como estímulo o prazer do jogo de palhaços no trabalho de criar para o público infantil.

Urucum, Tom Tom e Jatobá sabem que nas coisas esquecidas nos quintas das casas estão guardadas muitas histórias de meninos e meninas que cresceram e já não se lembram de seus sonhos e brincadeiras. As histórias vão surgindo à medida que os objetos e brinquedos vão sendo lavados e revelados.

Entre as cenas está O menino que queria voar: um lençol manchado revela o garoto que queria viajar pelo mundo. Às vezes, fazia xixi enquanto dormia e depois se escondia embaixo da cama, sonhando em voar e unir os quatro continentes. Tem também A menina triste que descobre o que a faz feliz: um lenço colorido traz a história da menina que vivia triste até conhecer um menino mágico. Na história, inspirada nas conversas com a sambista Tia Cida, moradora da região de São Mateus, a menina conhece um amigo quando vai buscar lenha para o fogão e o acompanha até o acampamento cigano, descobrindo ali o seu amor pela música. Outro momento é O menino que vai para a lua com o amigo imaginário: um sapato velho se transforma em um interfone secreto para anunciar a missão da primeira criança a pisar na lua (história do ator Felipe). E ainda A menina que encantava os passarinhos: uma velha escova de cabelos faz as personagens reviverem a história de uma rádio de passarinhos (lembrança da atriz Mariá). Na programação desta rádio muitas aves participam: a andorinha dá receita de bolinho de chuva (chuva mesmo!); o tico-tico, que voa muito alto, faz a previsão do tempo; na transmissão do futebol, os jogadores são pássaros; e a radionovela dramatiza a história do menino que ficou chateado porque ia ganhar uma irmãzinha – não um “irmãozinho para brincar” -, mas ele descobre a alegria dessa nova relação (história do ator Emiliano).

Ficha técnica  Com Cia. de Achadouros. Dramaturgia: Silvia Camossa. Direção: Tereza Gontijo. Elenco: Emiliano B. Favacho (Urucum, Gururu e Cipriano), Felipe Michelini (Jatobá, Bugrinha e Menino Cigano) e Mariá Guedes (Tom Tom, Menina Triste e Meninassarinha). Cenografia: Alício Silva e Bira Nogueira. Figurino: Cleuber Gonçalves. Iluminação e fotografia: Giuliana Cerchiari. Adereços: Clau Carmo e Cia. de Achadouros. Pesquisa musical: Emiliano B Favacho e Tereza Gontijo. Músicas: Kevin Macleod. Preparação corporal: Ana Maíra Favacho, Erickson Almeida e Tereza Gontijo. Edição de som: Emiliano B. Favacho e Rodrigo Régis. Voz em off: Evandro Favacho. Grafite do painel: Celso Albino. Operação de som: Rebeka Teixeira e Thiago Mota. Operação de luz: Francisco Renner. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização: Cia. de Achadouros. Realização: Sesc.

 Serviço

 Espetáculo: Os Lavadores de Histórias

Temporada: 9 a 30 de junho. Domingos, às 15h

Ingressos: R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (meia) e R$ 5,00 (credencial plena do Sesc).

Grátis para crianças até 12 anos, com retirada de ingresso.

Duração: 60 min. Livre para todos os públicos (recomendação: a partir de 4 anos)

Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP/SP.

Telefone: 5080-3000

Estacionamento: R$ 5,50 + R$ 2,00 a h adicional (credencial plena) e R$ 12,00 + R$ 3,00 a h adicional (outros).

sescsp.org.br/vilamariana

SESC SÃO PAULO REALIZA A EXPOSIÇÃO “O QUE OS OLHOS ALCANÇAM – CRISTIANO MASCARO” NA UNIDADE DE PINHEIROS

A partir de 29 de março, o Sesc Pinheiros recebe a exposição “O que os olhos alcançam – Cristiano Mascaro”, com curadoria de Rubens Fernandes Junior. Em um panorama amplo do trabalho fotográfico de Cristiano Mascaro (Catanduva, SP, 1944), a exposição traz um repertório estético do artista, com aproximadamente 180 fotografias. Do início da carreira no fotojornalismo na revista Veja, em 1968, até atualidade com uso do digital e celular, a mostra está estruturada em diversos núcleos, como Retratos, São Paulo, Cidades Brasileiras, entre outros. A exposição revela a imagética da fotografia e suas afinidades com a arquitetura, o espaço urbano, as pessoas e as paisagens. Visitação gratuita, de terça a domingo e feriados, noEspaço Expositivo da unidade (2º andar).

Serviço

“O que os olhos alcançam – Cristiano Mascaro”, curadoria Rubens Fernandes Junior.

Abertura no dia 28 de março, quinta-feira, às 20h.

Visitação de terça a sábado, das 10h30 às 21h30. Domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Livre. Grátis.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados). Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m.

Sesc entrega placa de homenagem ao prefeito Rogério Franco

O prefeito de Cotia Rogério Franco e o secretário de Esportes, Cultura e Lazer, Givaldo da Costa receberam na manhã desta quarta-feira (2/08) uma placa simbólica como forma de agradecimento ao apoio da Prefeitura pela realização do Circuito Sesc de Artes que aconteceu no município no mês de maio, com o apoio do Departamento de Cultura municipal. A placa foi entregue pelo diretor de comunicação do Sesc, Renato Pereira.

O Circuito Sesc de Artes aconteceu na Praça da Matriz e trouxe diversas atrações artísticas e culturais para o município. Cotia esteve entre as 118 cidades que participaram do programa que contou com exibição de curtas-metragens de Charles Chaplin, grupo de manifestação cultural afro-brasileira, oficinas de artes visuais com xilogravura e isogravura, rodas de leitura, música, circo e teatro.






SESC – Serviço Social do Comércio apresenta no Teatro do SESC Pompéia – De Partida

Foto: Luciana Cortez

 https://youtu.be/CKAdbD1t41c

Neste espetáculo, os personagens da Cia Suno criam um universo colorido e divertido, e trazem a nostalgia cantada na música típica da alma do artista.

No mês de julho, o público da capital terá a chance de dar boas risadas e se emocionar com o espetáculo “De Partida”, da Cia Suno. A peça será apresentada no Teatro do SESC Pompeia nos dias 22, 23, 29 e 30 de julho, sempre às 12h. Nesse espetáculo o público pode se divertir com as peripécias de Sanduba e Fiorella em uma cruzada pelo mundo, como novos ciganos. Carregando suas malas e os poucos objetos que acumularam em suas vidas (guarda-chuva, chapéus, cartolas e instrumentos musicais) eles buscam novos desafios por onde passam. Dirigido por Marcelo Lujan, “De Partida” traz à cena números de contorcionismo, mágica, equilibrismo, acrobacias e muita palhaçada.  As apresentações são gratuitas para crianças até 12 anos.

“Neste projeto, a Cia Suno cria um universo colorido e divertido com o personagem lúdico do palhaço, mostrando que esse personagem segue sua essência e exerce sua maior função dentro do circo: espalhar alegria”, declara Duba Becker, artista que dá vida ao palhaço Sanduba. “Imagens inspiradas nas obras impressionistas de Toulouse Lautrec e Mentor Blasco, trazem um ar fugaz e ao mesmo tempo marcante, de passagem, de artistas que não deixam nada além de um perfume e um suspiro nostálgico de alegria”, completa a artista e fundadora da companhia, Helena Figueira.

A Cia Suno:

Composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker), a Cia Suno foi fundada em 1998 por um grupo de amigos que sonhavam criar um núcleo de pesquisa cênica na cidade de Santos.

Inicialmente, a Cia dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre “Fando e Lis”, “Piquenique no Front” e “O Arquiteto e o Imperador da Síria”. Logo após, iniciou um trabalho sobre “Esperando Godot”, onde integravam as artes circenses e dramáticas. O espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante iniciava aí a “identidade” da Cia Suno: mesclar a riqueza poética do circo com a linguagem teatral, sem perder a essência da máscara. Todas as peças realizadas pela companhia, desde então, têm uma temática, uma história.

Hoje a Cia Suno tem dezesseis espetáculos em seu repertório. Há desde o lúdico “A Bailarina e o Palhaço”, que conta uma linda história de amor entre esses tradicionais personagens do universo infantil; como o dinâmico “Estripulias no Circo”, que apresenta a história da criação do circo em ordem cronológica, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo, até a linhagem mais moderna e inusitada.

Além de se dedicar à arte circense nestes 18 anos de existência, a Cia Suno assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba X9 Santista (2008) e Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2017). Também foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

FICHA TÉCNICA

Roteiro e criação: Cia Suno

Direção: Marcelo Lujan

Assistência de Direção: Daniela Rocha Rosa

Elenco: Duba Becker e Helena Figueira

Cenografia: Palhassada Ateliê

Iluminação: Marcos Tadeu Diglio

Figurinos: Helena Figueira

Produção: Moretti Cultura e Comunicação

SERVIÇO

O quê: De Partida – Com a Cia Suno

Onde: SESC Pompéia – Teatro – Rua Clélia, 93 – Pompéia

Quando: 22, 23, 29 e 30 de julho, sempre às 12h

Quanto: R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena)  – Crianças até 12 anos não pagam

Para quem: Livre

Informações: 11 3871-7700






QUARTO 19, ADAPTAÇÃO DO CONTO DE DORIS LESSING, DIRIGIDA POR LEONARDO MOREIRA, SEGUE EM CARTAZ ATÉ DIA 15 DE ABRIL NO SESC PINHEIROS

Foto: Cris Lyra

Monólogo de Amanda Lyra tem construção cênica inspirada em obras de artistas como Louise Bourgeois e Edward Hopper

Em março, o Sesc Pinheiros recebe Quarto 19, espetáculo com direção de Leonardo Moreira. Com estreia no dia 9 de março, o monólogo, concebido e encenado por Amanda Lyra, segue em temporada no Auditório da unidade, de quinta a domingo, às 20h30, até o dia 15 de abril.

 

A montagem é baseada no conto No Quarto Dezenove (To Room Nineteen),da escritora britânica Doris Lessing (1919-2013), Nobel de Literatura em 2007. Publicado originalmente em 1978, o conto apresenta Susan Rawlings, uma mulher em um caminho de auto-percepção e apreensão de seu “eu” autêntico. Os efeitos provocados pelo casamento burguês com Matthew, a fragmentação da identidade feminina daí resultante, a extenuante procura pelo significado da vida e a tensão entre o “eu social” e o “eu marginal” são tópicos evidenciados no dilema da personagem.

 

O enredo trata da independência feminina no mundo contemporâneo e sua identificação com os papeis sociais de mãe, esposa e organizadora do lar, representados aqui por uma personagem que, mesmo tendo conquistado o que poderia ser o ideal maternal, não encontra satisfação pessoal, buscando refúgio no silêncio, no “quarto nº 19”.

 

Ela está consciente de que é prisioneira de alguma coisa maior e, em seu discernimento embotado, passa a acreditar que está doente”, conta Amanda Lyra. “No entanto, vemos que o mal que a aflige está no âmago da sociedade, e não em algum lugar escondido das anomalias individuais. A personagem vive assim a luta silenciosa de muitas outras mulheres”, prossegue.

 

Além da narrativa de Lessing, a montagem é concebida com forte influência das artes visuais. Na pesquisa para construção do espetáculo, foram referências diretas no processo a escultora francesa Louise Bourgeois (1911-2010), com a série de pinturas e esculturas que refletem sua vida como mãe e esposa, Femme Maison; e o estadunidense Edward Hopper (1882-1967), através de suas pinturas.

 

SINOPSE

A peça é construída a partir do conto homônimo da escritora britânica Doris Lessing, prêmio Nobel de Literatura em 2007. Quarto 19 é  história de uma mulher de classe média, casada e mãe de três filhos. Após anos sem trabalhar fora, dedicada à criação dos filhos, ela espera  o momento em que o mais novo entrará para a escola, quando finalmente terá algum tempo para si. Mas quando isso acontece, ela não sente a liberdade que esperava. Fugindo da irritação doméstica e do ritmo familiar, ela então passa a alugar um quarto de hotel no centro da cidade, o quarto 19.


SERVIÇO

 

Ficha Técnica:

Concepção e Atuação: Amanda Lyra

Direção: Leonardo Moreira

Preparação Corporal: TarinaQuelho

Iluminação e cenografia: Marisa Bentivegna

Fotos: Cris Lyra

Tradução: Amanda Lyra

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Produção: Aura Cunha | Elephante Produções Artísticas

 

QUARTO 19
De 9 de março a 15 de abril de 2017. Quinta a sábado, 20h30
(Não haverá espetáculo em 14 de abril)
Duração
: 80 minutos
Local: Auditório- 3º andar (98 lugares)
Ingressos: R$ 25,00 (inteira). R$ 12,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 7,50 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Venda online a partir de 21/2, terça, às 16h30 e nas bilheterias da rede Sesc a partir de 22/2, quarta, às 17h30.
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m






Michelle Ferreira trabalha com o enigma na peça Não Somos Amigas no Sesc Consolação

Novo texto de Michelle Ferreira Não Somos Amigas estreia dia 27 de março às 20h no Sesc Consolação. A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve.

Foto: Ligia Jardim

A peça desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo?

 

Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste”.

 

SERVIÇO

Sesc Consolação – Espaço Beta – 3° andar. R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo – SP, Telefone: (11) 3234-3000.Capacidade: 50 lugares. Temporada: de 27 de março a 18 de abril. Horário: Segundas e terças, às 20h. Duração: 60 minutos. Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 6,00 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Michelle Ferreira. Direção: Maria Maya. Diretora Assistente: Cynthia Falabella. Elenco: Lulu Pavarin e Sabrina Greve. Figurino: Tatiana Brescia. Desenho de Luz: Aline Santini. Sonoplastia: Aline Meyer. Cenografia e Design Gráfico: Amanda Vieira. Fotografia: Ligia Jardim. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio. Produção Executiva: Fernanda Moura e Renata Araújo. Produção: Impacto R e Palimpsesto Produções Artísticas. Assistente de Produção: Taís Luna. Idealização e Direção de Produção: Lulu Pavarin.






SESC PINHEIROS RECEBE ESTREIA DE “GAGÁ”, ESPETÁCULO INFANTIL INÉDITO DE MARCELO ROMAGNOLI

O Sesc Pinheiros recebe a estreia do espetáculo GAGÁ, com direção e dramaturgia de Marcelo Romagnoli. Voltada a crianças de todas as idades, a peça tem no elenco os atores Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco. A temporada vai de 12 de março a 30 de abril, sempre aos domingos, em dois horários: às 15h e 17h.

Foto: Maria Clara Diniz

 

O espetáculo conta a história de Lelé e Tantã, que vivem aparentemente felizes em um espaço sem portas nem janelas, à espera de seu cuidador, o Sr. Gagá. Enquanto esperam, passam o tempo divertindo-se com jogos e lembranças. Podem ser amigos ou casados há 70 anos. Podem ser duas crianças brincando em um quarto de dormir. Podem ser dois velhos doidos num asilo.

 

Os personagens passeiam pelo absurdo e pelo patético, alternando humor, memória e lirismo para mostrar que todo tempo é um grande movimento circular da vida. O cenário representa um não-lugar, onde tudo é branco porque a memória é branca: uma cama de ferro branca, um alto-falante branco e uma escada branca que leva ao céu.

 

“Este é um espetáculo que pretende se comunicar com todas as idades, pois a cada pessoa é oferecida uma camada de entendimento. É uma peça divertida que fala sobre o cuidar, a atenção com o outro, que flerta com a filosofia e com o teatro do absurdo. As cenas reúnem gags e a encenação não tem medo de investir em silêncios. A comicidade é muito marcante na montagem e traz uma reflexão sobre o sentido da vida, sobre as semelhanças entre a velhice e a infância através de metáforas e simbologias”, fala Marcelo Romagnoli.

 

O espetáculo reforça a pesquisa de uma dramaturgia para crianças que envolva toda a família e que considera o teatro para crianças uma arte que vai além do entretenimento. Sua linguagem pretende ser o conjunto de um pensamento artístico que converse com diferentes públicos em vários níveis ou camadas de entendimento.

Na percepção dos artistas envolvidos em GAGÁ, a dramaturgia para crianças no Brasil vem se aprofundando muito nos últimos anos. É notável a evolução artística dos espetáculos para a infância que ocorre em São Paulo e no país. Este projeto, portanto, faz parte de uma pesquisa de linguagem, iniciada com o premiado espetáculo Terremota, de 2012, composto por grande parte desta mesma equipe.

No elenco, Jackie Obrigon, atriz formada pela EAD em 1994, com mais de 30 espetáculos na carreira, entre eles; Os Collegas, Assembleia dos Bichos, O Tesouro do Balacobaco, A Falecida, Boca de Ouro, A Alma boa de Setsuan e Galileu Galilei. Completam o elenco, Guto Togniazzolo, da Cia do Feijão e Fausto Franco, também formado pela EAD em 1992 e com longo currículo de espetáculos em SP.

Na equipe principal de criação o figurinista Chris Aizner, que transita entre a ópera, o teatro adulto e o infantil; a iluminadora e cenógrafa Marisa Bentivegna, integrante de Cia Hiato, Banda Mirim e outros grupos da cidade e o músico, cantor e compositor Morris Piccioto, o Dr. Morris, da Cia Barracão Cultural.

 

SINOPSE

Enquanto esperam a visita de seu cuidador, Lelé e Tantã divertem-se alternando humor, memória e lirismo. Vivem felizes num espaço sem portas nem janelas e hoje prepararam uma surpresa para o Sr. Gagá. A peça, uma comédia do absurdo para todas as idades, fala sobre o tempo, o movimento circular da vida, a velhice e a infância.

 

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Marcelo Romagnoli

Elenco: Jackie Obrigon, Guto Togniazzolo e Fausto Franco
Cenário e Luz: Marisa Bentivegna

Trilha Sonora: Dr Morris

Figurino: Chris Aizner
Adereços: Ivaldo de Melo

Operação de Som: Bruno Garcia

Operação e Montagem de Luz: Jean Marcel

Cenotécnico: César Rezende Santana

Assistente de Cenografia: Amanda Vieira

Produção: Stella Marini/ Púrpura Produções Artísticas

 

SERVIÇO
GAGÁ
TEMPORADA: de 12 de março a 30 de abril de 2017. Domingos, às 15h e às 17h

Local: Auditório (3º andar) – 98 lugares

Duração: 50 minutos
Classificação: Livre para todos os públicos.
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos. Ingressos à venda nas bilheterias da Rede Sesc. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.

SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional.
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m






Cia Hiato estreia novo espetáculo no Sesc Consolação em que atores profissionais e artistas amadores se encontram em cena.

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Como podemos trazer para o reino da representação indivíduos e corpos que muitas vezes são excluídos dessa possibilidade? Como podemos usar o acontecimento teatral e seus recursos – suas convenções, códigos, locais, gêneros e profissionais – a fim de readequar sua moldura, ou seja, aumentar o perímetro do que pode ou não ser colocado num palco? E ainda: como podemos repensar o palco como um meio democrático, ao alcance de todos aqueles atraídos pela efemeridade da cena?

 Novo espetáculo da Cia Hiato, Amadores estreia dia 29 de abril no Sesc Consolação para temporada até dia 29 de maio.

 Amadores é um espetáculo teatral resultante da atual pesquisa da Cia. Hiato. Atores profissionais e artistas amadores de diversas áreas (selecionados através de anúncios em jornal ou oficinas públicas) se encontram em cena. O que começou como uma entrevista, em que cada um deles exibiu suas especialidades e seus “objetos de arte” chega ao palco como um compartilhamento de experiências pessoais que questionam nossa relação com a arte e como nosso desejo por ela pode revelar nossa história, nossos desejos e nossas falhas ­ a desesperança, o anseio pelo outro, a falta de pertencimento.

 O espetáculo é um relato poético, mas também um manifesto artístico. Uma galeria de retratos vivos. Um passeio por histórias e contextos que poderiam nos separar, mas que se aproximam em cena. Um evento que almeja o estabelecimento (ainda que só poético, porque tão distante da experiência real) de um palco sem divisões.

 Depois do “Projeto Ficção”, em que o depoimento biográfico é um meio de questionar própria teatralidade, a Cia Hiato retorna à cena paulista com uma nova abordagem: deixa de lado o depoimento pessoal para olhar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso.

 No palco, estes indivíduos são portadores de um discurso pessoal que os revela também socialmente: seja pela marginalização por questões raciais, de gênero ou sexualidade; seja por uma exclusão de classe (e, logo, geográfica, na cidade de São Paulo) ou por contextos culturais diversos. O trabalho, porém, não corre o risco de ser interpretado apenas sob um prisma social. Antes, o que se vê em cena é uma espécie de diálogo cênico que remove (ou, pelo menos, confronta) as distinções entre artistas e artesãos, profissionais e amadores, cena e política.

 Não se trata apenas de colocar em cena pessoas cuja relação com a experiência artística é secundária ou cuja qualidade técnica é limitada, mas sim dar voz àqueles que são marginalizados da artes (como público ou como profissionais). É também a possibilidade de colocar em cena pessoas para quem o palco é o seu trabalho e aqueles a quem o palco nunca foi “permitido”.

 SINOPSE

Um anúncio de jornal convida pessoas que se definam como “amadores” para uma seleção de elenco. No mesmo palco, artistas amadores e profissionais se encontram. A nova criação da Cia Hiato – o espetáculo AMADORES – volta-se às experiências teatrais mais comuns (o evento comemorativo, a festa, a apresentação amadora de fim de ano, o exercício) e as subverte, colocando-as num espaço de artes, para refletir sobre nossa relação com a arte e como o nosso desejo por ela revela nossas histórias pessoais, superações e falhas.

 SOBRE A CIA. HIATO

Em 2016, a Cia. Hiato comemora oito anos desde a estreia de seu primeiro espetáculo, “Cachorro Morto”. Nesses anos, o projeto artístico da Cia. foi compartilhado com o público através da criação de cinco espetáculos, que associam memória e invenção, alicerçados em dois pilares fundamentais.

 O primeiro deles, a investigação de novas dramaturgias, que vão desde a escrita linear que é a multiplicada e fracionada constantemente (Cachorro Morto),  passando por um mapa textual cujas lacunas são expostas a partir de diferentes perspectivas (Escuro – Prêmio Shell de Melhor Autor, Cenário e Figurino; Prêmio CPT de Melhor Dramaturgia e Projeto Visual) ou por uma estrutura fractal, simultânea e fragmentada que simula os procedimentos mnemônicos (O Jardim – Prêmio Governador do Estado, Prêmio APCA de Melhor Direção, Prêmio Shell de Melhor Autor e  Cenário) até o depoimento autoral que questiona procedimentos de representação e autoria (Ficção – 3 indicações ao Prêmio Shell, Prêmio Questão de Crítica de Melhor Ator; e 2 Ficções – coprodução com o KunstenFestivaldesArts/ Bruxelas).

 O segundo pilar é a autoria de seus atores, impressa na transformação de biografias em ficções, alinhavando referências literárias a memórias – entre o discurso artístico e o depoimento pessoal, entre o indivíduo e o coletivo, entre o público e o privado.

 Após uma série de apresentações em importantes palcos e festivais internacionais – Alemanha, Áustria, Bélgica, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Holanda, Grécia e Romênia – o coletivo retorna a São Paulo para dar um passo em direção oposta aos recentes trabalhos da Cia. Hiato.

 Abandonamos a pessoalidade, a metalinguagem e a biografia para pensar o outro, aquele que normalmente é excluído do palco ou que só aparece nele como representação ou discurso.

Ficha técnica – Amadores

Uma criação da Cia. Hiato

Aline Filócomo

Aura Cunha

Fernanda Stefanski

Leonardo Moreira

Luciana Paes

Maria Amélia Farah

Marisa Bentivegna

Paula Picarelli

Thiago Amaral

Yumi Ogino

Elenco

Aline Filócomo

Chicão Paraizo

Dalva Cardoso

Dom Lino

Fabi de Farias

Fernanda Stefanski

Giovanni Barontini

Márcia Nishitani

Maria Amélia Farah

Maurício Oliveira

Nairim Bernardo

Nsona Kiaku Arão Isidoro Jorge

Oswaldo Righi

Paula Picarelli

Roberto Alves

Ronaldo de Morais

Rose Sforcin

Thiago Amaral

Serviço – Amadores

De 29 de abril a 29 de maio.

80 minutos.

16 anos.

Local: Teatro Anchieta – Sesc Consolação – Rua Dr Vila Nova, 245
280 lugares.

Tel: (11) 3234-3000.

Quinta a sábado às 21h, domingos e feriado às 18h

R$ 40.

Até dia 29 de maio.






Germano Melo estreia seu espetáculo solo Coisas Úteis e Agradáveis no SESC Ipiranga

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A peça narra as aventuras do hindu Ravi em sua viagem de descoberta do Ocidenmte. Ravi vivia em Varanasi, cidade sagrada da Índia, quando faz amizade com um homem chamado Gregório, e é convidado a viajar para Goa em plena dominação da cidade pelos europeus. Ali, Ravi é ludibriado e feito prisioneiro da Igreja, que o acusa de ser apóstata (aquele que renuncia à sua fé ou doutrinação). Após ser fisicamente violentado e obrigado a comer carne e beber vinho – terrível heresia segundo os preceitos do hinduísmo – Ravi é levado para Roma para ser julgado pelo Papa. Durante essa violenta experiência, o indiano toma consciência das difíceis contradições que regem a civilização ocidental. A peça estreia dia 26 de fevereiro no SESC Ipiranga.

 COISAS ÚTEIS E AGRADÁVEIS é a primeira peça do projeto intitulado Trilogia Filosófica.  Através das obras dos filósofos Voltaire, Nietzsche e Michel Foucault, pretende-se abordar o conceito de dessacralização encontrado na obra e pensamento dos três filósofos: Voltaire dessacraliza a igreja, Nietzche dessacraliza a cultura ocidental, Foucault dessacraliza os discursos/instituições.

 O objetivo desse projeto teatral é criar peças que explorem a densidade e as nuances do pensamento expresso em verbo, em teatralidade vocal, especialmente nesse momento em que a sociedade e a cultura questionam os efeitos diluidores do excesso de fragmentação e do valor desmedido dado à cultura da imagem. “Me interessa que ator e plateia partilhem uma experiência, não queremos a contemplação por si só”, conta o diretor.

 A parceria com o ator e diretor Leonardo Ventura foi instigada pelo desejo de aplicar os métodos de criação estudados por ambos no Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho. Surgiu, então, o projeto de criação de um solo que colocasse em perspectiva elementos da história, filosofia e política. “A montagem da peça “Coisas Úteis e Agradáveis” não é apenas a criação de um solo, mas a síntese de um processo de pesquisa que conjuga atuação e dramaturgia na busca da autonomia do ator na criação da linguagem teatral”, comenta o autor e ator Germano Melo.

 Germano Melo desenvolve pesquisa dramatúrgica há quinze anos, tendo atuado em diversos processos colaborativos e na montagem de textos inéditos da dramaturgia brasileira contemporânea. É o autor e diretor das peças Dos Venenos o Mais Santo, Os Belos Elementos, Tudo na Faixa e Céu da África. Co-escreveu Como Ser Uma Pessoa Pior, em parceria com Michelle Ferreira, monologo de Lulu Pavarin dirigido por Mario Bortolotto. Também escreveu a adaptação teatral de A Obscena Senhora D de Hilda Hilst, em parceria com Suzan Damasceno.

 Atuando em teatro, cinema e televisão, integrou por quarto anos o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), dirigido por Antunes Filho, onde fez os espetáculos Trono de Sangue – Macbeth e Drácula e Outros Vampiros.  Recentemente atuou em Elis, a Musical, direção de Dennis Carvalho, e no cinema está no longa – metragem Aquarius, dirigido por Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Sonia Braga, e previsto para estrear este ano. Na televisão, foi apresentador do programa Café Filosófico, exibido pela TV Cultura de São Paulo, trabalho que lhe inspirou o projeto de trazer obras de filósofos para o teatro.

Leonardo Ventura é bacharel em Interpretação Teatral pelo Departamento de Artes Cênicas do Instituto de Artes da UNICAMP, onde trabalhou com importantes profissionais do teatro. Integrou o Centro de Pesquisa Teatral, onde protagonizou os espetáculos TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA e NOSSA CIDADE, ambos dirigidos por Antunes Filho. Em 2014, foi indicado ao prêmio de Melhor Ator pela Associação Paulista de Críticos da Arte – APCA por sua atuação em NOSSA CIDADE.

 Foi integrante do Núcleo Experimental de Artes Cênicas Sesi/SP 2003, onde estudou com artistas de ressonância da cena teatral. Também foi integrante da Casa Laboratório para as Artes do Teatro 2005-2010, grupo fundado no Brasil pelo ator Cacá Carvalho e pelo diretor italiano Roberto Bacci, atuando em três espetáculos e trabalhando com  mestres do mundo inteiro.

 Teve ainda contato com o pensamento e fazer teatral dos artistas: Juliana Carneiro da Cunha (Theatre Du Soleil ), Thomas Richards ( Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards ), Anatoli Vassiliev ( diretor russo ), LUME, Yoshito Ohno, entre outros. Atou em espetáculos dirigidos por João das Neves, Georgette Fadel, Marcio Aurélio, entre outros. Seu último espetáculo como ator foi ” A Tempestade” de W. Shakespeare com direção de Gabriel Vilella no TUCARENA.

 O espetáculo COISAS ÚTEIS E AGRADÁVEIS foi contemplado pela segunda edição do edital Prêmio Zé Renato da Prefeitura de São Paulo.

 

Serviço:

SESC IPIRANGA – R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga

Coisas úteis e agradáveis

Temporada: De 26 de fevereiro a 3 de abril.

Dias 26, 27/02, 04, 05, 06, 11, 12, 13, 18, 19, 20, 26/03, 01, 02, 03/04. (15 apresentações)

Sextas às 21h30; sábados ás 19h30 e domingos às 18h30 (exceto dia 28/02 e 27/03 e feriado do dia 25/03).

 

Livre

Duração: 50 minutos

Recomendação etária: 14 anos. Auditório. R$ 20,00 (outros); R$ 10,00 (credencial atividade); e R$ 6,00 (credencial plena)