Editorial: sdpd

SDPD dá suporte técnico a comerciante que deixa seu espaço mais acessível

 CPA apresenta relatório com as adaptações de acessibilidade à comerciante
 

Hoje, segunda-feira (dia 11 de outubro), é o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, e para destacar a data, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD) reforça a importância da acessibilidade também em estabelecimentos comerciais.

Pensando em diminuir essas barreiras entre o comerciante e o consumidor com deficiência, a SDPD, por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), auxilia e orienta os comerciantes, sejam de grande ou pequeno porte, a adequarem o acesso a seus espaços para pessoas com a mobilidade comprometida.

Em pesquisa realizada por uma empresa especializada em soluções inclusivas para consumidores com deficiência, a Inclue, mais de 67% dos entrevistados relataram não haver acessibilidade nos estabelecimentos comerciais que costumavam frequentar, além da falta de capacitação de funcionários em lidarem com clientes com deficiência.

“Eu sempre passava numa loja de tatuagem, até então com um degrau na entrada e pedia para os atendentes darem um ‘grau’ (empinar a cadeira). Mas sempre deixava minha insatisfação em alto e bom som: ‘falta rampa aqui’. Depois de reclamar muito, para minha surpresa, fui até o local e me deparei com uma rampa lá. Já encontrei o proprietário e falei ‘até que enfim’ e rimos”, conta o gestor público Leandro Ribeiro, que utiliza cadeira de rodas.

Para o operador de telemarketing Bruno Rosa, a principal dificuldade é encontrar banheiros adaptados. “Pra gente, que é cadeirante, é muito difícil encontrar acessibilidade em comércios e lojas. Na capital de São Paulo, no bairro Santa Ifigênia, por exemplo, não tem banheiro adaptado em nenhuma loja que passo”, conta.

No caso da empresária Andrea Gomes da Silva, proprietária de uma padaria que fica próxima à Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a história foi um pouco diferente, já que o comprometimento de tornar o seu espaço mais acessível partiu dela. Sensibilizada ao ver um cliente que também é atendido pela SDPD com dificuldades de circulação, resolveu iniciar as adaptações estruturais.

“Eu creio que todos deveriam investir um pouco nessa parte, tem muita gente precisando ser inserida. Hoje em dia você vê que a sociedade não se preocupa com as pessoas com algum tipo de deficiência”, lamenta.

O secretário da SDPD, Carlos Roberto da Silva, alerta que o comerciante pode solicitar a visita técnica da CPA para vistoriar a obra e indicar possíveis correções, como aconteceu com Andrea.

“O técnico veio aqui olhar a adaptação, quando percebeu que a obra precisaria ser refeita. Agora com o relatório em mão será mais fácil fazer a obra e cumprir com as normais de acessibilidade sem prejuízos”, relata Andrea.

A Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) é composta por engenheiros, arquitetos e outros profissionais técnicos que têm como missão não apenas fiscalizar, mas também orientar o empreendedor engajado em transformar o seu espaço físico acessível para todos os públicos.

“Além de ser uma responsabilidade social, o comerciante acaba ganhando mais clientes. É um investimento que melhora a reputação da loja ou comércio. Todos ganham. A nossa Secretaria está disposta em oferecer toda a orientação técnica que precisar”, ressalta o professor Carlinhos.

Sobre a CPA

A CPA é um órgão municipal que auxilia o Poder Executivo na elaboração de normas, fiscalização e controle da acessibilidade de pessoas com deficiência nas vias e espaços públicos, edificações, meios de transporte, mobiliários e equipamentos urbanos. A comissão cumpre o Decreto Municipal de número 8.766, datado em 28 de maio de 2018.

Assim como Andrea, para quem quiser acionar a visita técnica pontuando as adequações, seja pessoa física ou jurídica, basta enviar um e-mail para cpa@barueri.sp.gov.br.

SDPD rompe barreiras entre pessoas com deficiência e mercado de trabalho

Funcionários com deficiência do Hospitalis posam para foto 

A inserção no mercado de trabalho não tem sido fácil para a maioria das pessoas, principalmente nos últimos tempos devido à crise econômica causada pela pandemia. Para as pessoas com deficiência o cenário pode complicar ainda mais, até mesmo porque ainda existem muitas empresas que desconhecem a lei de cotas, assim como pessoas com deficiência que não se candidatam à uma vaga porque também não sabem o seu potencial produtivo. 

Pensando em transpor as barreiras entre o empregador e o profissional com deficiência, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), por meio do Departamento de Empregabilidade, auxilia e estimula o mercado de trabalho por meio de um suporte especializado. 

Apoio ao candidato 

“Quando o candidato entra em contato com o departamento, seja presencial, telefônico ou on-line, a gente analisa se o mesmo tem o perfil para cota. Feito isso, realizamos o cadastro desse candidato, que passa a ser inserido no banco de dados e é convidado a participar das nossas oficinas de preparação. No primeiro encontro falamos sobre o universo da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Trata-se de um grande bate-papo, porque é importante fazer a escuta desse candidato”, explica a diretora do Departamento de Empregabilidade, Patrícia Fulachio. 

Suporte à empresa    

Além do respaldo dado à pessoa com deficiência que está à procura de emprego, a equipe técnica do Departamento de Empregabilidade também oferece todo suporte para as empresas.  

“Tanto a empresa pode nos procurar, como nós fazemos a busca ativa propondo parcerias. A partir disso, as empresas disponibilizam e fazem a descrição das vagas disponíveis. Com essas informações a equipe técnica passa a buscar possíveis candidatos com perfil para a vaga. Há toda uma análise técnica para esse levantamento”, detalha Patrícia. 

Há empresas parceiras que estão à procura de novos funcionários que utilizam o espaço da SDPD para fazer o processo seletivo. Esse foi o caso do Hospitalis, que realizou no dia 27 de agosto a primeira etapa do recrutamento de colaboradores da unidade de saúde particular para a vaga de auxiliar de escritório. 

“Essa parceria é muito positiva para nós, pois a SDPD consegue filtrar as necessidades e os recursos que nós, como instituição, precisamos disponibilizar para esses candidatos. Isso representa uma otimização de tempo e aproveitamento. É uma parceria que tem cada vez mais apresentado resultados, e assim esperamos continuar, pois entendemos como uma prestação de serviço indispensável”, declara a gestora de RH do Hospitalis, Grazilene Ferreira Salles. 

Dennis Santana Padilha, de 29 anos, que conquistou seu emprego na mesma empresa por meio da indicação da SDPD, celebra a contínua parceria. 

“O suporte que a SDPD dá às empresas para contratação de pessoas com deficiência é muito importante, pois através da SDPD esses colaboradores são incluídos no mercado de trabalho. Uma porta se abre para o primeiro emprego para a pessoa com deficiência. Eu e meu irmão somos prova disso, tivemos nossas oportunidades de emprego por meio da Secretaria”, relata Dennis, que hoje é auxiliar de escritório. 

Programa Incluir 

Criado com o objetivo de diminuir as barreiras que a pessoa com deficiência encontra para o ingresso no mercado de trabalho, a SDPD mantém o Programa Incluir, que é composto por uma equipe técnica que realiza desde a busca ativa de candidatos, o monitoramento e oferece suporte à família e à empresa. 

“Existem várias barreiras, não só de acessibilidade, por exemplo, física e arquitetônica, mas barreiras nas questões de acessibilidades atitudinais. Oor isso que nós, enquanto equipe técnica, trabalhamos com essas três frentes: candidato, família e empresa, para que a gente possa cada vez mais diminuir essas barreiras que hoje também são um grande fator de impedimento desta inserção”, conclui Patrícia. 

Sobre a Lei de cotas 

A chamada Lei de cotas de número 8.213 de 1991 prevê que empresas com 100 ou mais funcionários devem ter em seu quadro de colaboradores de 2% a 5% de pessoas com deficiência. 

SDPD promove Semana de Prevenção às Deficiências

Barueri possui diversos serviços voltados à pessoa com deficiência 

Você sabia que dá para viajar sem sair de casa? Com criatividade dá para estimular a imaginação, além de aprender novas culturas. Isso foi promovido para os usuários que participam do Centro-Dia por meio de uma oficina on-line na qual aprenderam curiosidades sobre o Japão, além de conhecerem mais sobre as Olimpíadas. 

Esta oficina foi registrada e será transmitida em um vídeo no saguão da SDPD (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência) durante toda a semana. Essa, entre outras atividades, faz parte da programação da Semana de Prevenção às Deficiências da SDPD, que começa nesse sábado (dia 21) e vai até dia 27 de agosto.  

A programação também contará, entre os dias 25 e 27, com a exposição no Ganha Tempo “Marcos da SDPD”, com fotos que registram as principais suas ações. A Semana de Prevenção às Deficiências foi instituída pela lei municipal de número 954, de 1996, e é comemorada de 21 a 28. Ela tem o objetivo de dar visibilidade à pessoa com deficiência. 

Na segunda-feira (dia 23), às 15h, a programação segue on-line com o programa Inova SDPD, que acontece em parceria com o CIT (Centro de Inovação e Tecnologia) e terá a participação da psicopedagoga Cristiane Furlan e a psicóloga Fernanda Jorge. O programa é conduzido por Marcia Bueno, do Departamento de Comunicação da SDPD, e contará com a intérprete de Libras Júlia Martins. Você pode acompanhar nas redes socias da Secretaria. 

Oficinas on-line para os usuários do Centro-Dia 

A partir do dia 23 de agosto os usuários da SDPD que participam do Centro-Dia (programa voltado à pessoa adulta com deficiência), terão acesso exclusivo às oficinas on-line, que seguem até dia 27. 

Também no dia 23 haverá um encontro on-line às 16h sobre “Orientações e cuidados para o cuidador familiar” com a fisioterapeuta Jamine Martins. 

Já no dia 24 (terça-feira), às 10h, a intérprete de Libras falará sobre a importância da Língua Brasileira de Sinais. No mesmo dia, também às 10h, a profissional de saúde Lilian Arruda, falará sobre a importância do Teste do Pezinho, do pré-natal e do teste BERA (exame que avalia todo o sistema auditivo do tronco cefálico).  

O psicólogo Ricardo Valls, que atua no CAPS Álcool e Drogas, dá continuidade na agenda do dia 24 e abordará a “Prevenção no uso abusivo de medicações, álcool e drogas”. 

No cronograma do dia 25, quarta-feira, às 10h, o assunto será “O impacto da vacinação na prevenção de deficiências”. E logo mais, às 14h, o assunto será sobre “Prevenção de acidentes no trânsito”, com Marcelo Pascoal, do Núcleo de Educação para o Trânsito da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SSMU). 

Na quinta-feira (dia 26), às 10h, o bate-papo será sobre “Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para prevenção de acidentes”. Às 14h, a fonoaudióloga Rina Lamboglia dará importantes dicas sobre “Cuidados com a saúde auditiva”. 

Para encerrar a programação, os agentes da Defesa Civil da SSMU, Fabiana Queiroz Aquino e Aldair Liberato, compartilham orientações sobre “Prevenção de acidentes domésticos”, às 14h. 

SDPD completa 11 anos mantendo vínculos e lutando por direitos

 SDPD oferece diversos serviços voltados à inclusão da pessoa com deficiência

Herbert Andrade Vicente, 21 anos, gosta de participar das aulas on-line que acontecem toda semana. Adora as oficinas de desenho e de música. É pontual e não perde nada. Já o Marcelo Pimentel, 10 anos de idade, corre para pegar os brinquedos e utensílios como corda, garrafas, bola de futebol, cones e outros instrumentos para participar das atividades também on-line. Ambos têm a mesma condição genética, a síndrome de Down, mas não é a única coisa em comum. Os garotos enfrentam o isolamento exigido pela pandemia com o essencial apoio das atividades remotas promovidas pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri (SDPD).

As mães de Herbet, Brasilina Benedita Vicente, e de Marcelo, Cícera Pimentel, também têm muito em comum: a gratidão por contar com um atendimento público de qualidade voltado à pessoa com deficiência.

“Eu agradeço muito por ter a SDPD. Eles nos ajudam demais e creio que ajudam muitas outras famílias. É uma dedicação fora de série. É uma Secretaria muito bem estruturada e a Prefeitura de Barueri está de parabéns”, declara Cícera Pimentel.

São 11 anos de avanços em prol da pessoa com deficiência

No dia 18 de agosto, a SDPD completa 11 anos de existência. É mais de uma década oferecendo serviços que contribuem com o desenvolvimento em diversas áreas. São mais de 12 mil pessoas cadastradas e que são beneficiadas através do esporte, da cultura, de passeios inclusivos, de apoio tecnológico e muito mais.

Tecnologia Assistiva

O Departamento de Tecnologia Assistiva da SDPD é um grande diferencial. A pessoa com deficiência de Barueri tem acesso a recursos tecnológicos que são essenciais para resgatar a autonomia. Órteses, próteses com tecnologia de ponta, aparelhos auditivos, cadeira de rodas e guinchos elétricos que auxiliam na remoção de pessoas acamadas estão na lista de equipamentos disponibilizados, além de acompanhamento técnico para melhor adaptação.

Equoterapia

Com um espaço exclusivo para a prática de equoterapia (terapia com cavalos), os atendidos pela SDPD contam com uma terapia que proporciona um tratamento multidisciplinar e interdisciplinar que melhora a coordenação motora, o equilíbrio, o tônus muscular, a socialização, a concentração, dentre outros benefícios terapêuticos e físicos.

Emprego que vai além da Lei de cotas

Garantir a autonomia de pessoas com deficiência por meio da inserção no mercado de trabalho é um dos principais focos da SDPD, que se mobiliza sempre para garantir que pessoas com deficiência conquistem seu espaço. A área de empregabilidade da SDPD, por meio do Projeto Incluir, ganhou até prêmio internacional ao ser reconhecida como ideia inovadora por capacitar e auxiliar pessoas com deficiência a ingressarem no mercado.

Esporte como ferramenta de inclusão

Ao longo dos anos a SDPD apresentou o esporte para centenas de pessoas com deficiência como mais uma ferramenta de inclusão e resgate da autoestima. Um bom exemplo está na Bocha, uma das práticas esportivas mais inclusivas, que permaneceu mesmo durante a pandemia em competições on-line.

Centro-Dia

O Centro-Dia foi mais um avanço ofertado à pessoa com deficiência adulta, que oferece uma atenção singular e amplia essa assistência aos familiares por meio de oficinas de criação.  O serviço tem oficinas de cultura, artesanato, esporte e passeios acessíveis, além de outras ações que estimulam as atividades de fazer.

“Nos últimos anos, expandimos o atendimento e conquistamos até prêmios internacionais. Somos referência na região. Representantes de outras cidades nos procuram, pois querem inserir em suas cidades a nossa maneira de gerir. Esse trabalho é reconhecido graças ao um incrível trabalho técnico feito com muito carinho”, declara Carlos Roberto da Silva, secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Rumo à medalha: atleta de vôlei sentado da SDPD vai representar Barueri em Tóquio

Samuel posa com medalha de ouro em Mundial de vôlei sentado

No dia 24 de agosto acontecerá a abertura oficial das Paraolimpíadas de Tóquio e Barueri tem dois bons motivos para torcer: o primeiro é que, ao todo, 253 atletas competirão pelo Brasil e é prevista uma chuva de medalhas brasileiras. Já o outro é que o atleta Samuel Henrique Arantes, de 34 anos, que integra a equipe de vôlei sentado da SDPD (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência) de Barueri foi convocado para integrar a seleção brasileira na modalidade e representará o município na capital japonesa.

Samuel traz consigo uma vitrine de importantes títulos mundiais, com duas medalhas de ouro, uma em 2019 nos Jogos Parapan de Lima, no Peru, e outra em 2011, pelos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México. Ele, que já vem se preparando para as Paraolimpíadas, relata que participará do maior desafio da sua carreira esportiva, já que o time brasileiro é o segundo melhor do mundo.

“Fiquei muito realizado com essa convocação, éramos 14 atletas que tinham muita chance de integrarem a equipe. Foi muito gratificante! A nossa expectativa é grande e o nosso foco é subir ao pódio e conquistar essa medalha que estamos tentando desde 2008”, destaca o atleta, que atuou nas Paraolimpíadas de Pequim em 2008 pela seleção brasileira de vôlei sentado.

Samuel treina pela SDPD Barueri há um pouco mais de um ano e menciona a importante acolhida feita pela equipe.

“Quando Carlinhos (Carlos Roberto da Silva, secretário da pasta) me ligou convidando para conhecer a equipe e fazer parte, eu aceitei, pois fiquei muito à vontade com o time.  O pessoal me acolheu muito bem, tanto os atletas quanto a comissão técnica”, revela.

Agora é torcer!

Tanto a equipe de vôlei sentado masculina quanto a feminina do Brasil estão de malas prontas rumo ao Japão e agora é só torcer por elas, e claro, vibrar para que Barueri conquiste mais esse carimbo internacional por meio do Samuel.

“Agradeço muito o apoio da Prefeitura de Barueri, e pedimos a torcida de todos da cidade. Mandem vibrações positivas pra que a gente consiga subir nesse pódio e trazer uma medalha que não representará só Barueri, vai ser para toda a população brasileira”, declarou Samuel.

SDPD realiza ação de doação de sangue junto aos seus servidores

 Doação de sangue mobilizou servidores da SDPD

Preocupado com as constantes notícias de estoques de sangue defasados, o secretário Carlos Roberto da Silva, o prof. Carlinhos, da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri (SDPD), resolveu convidar doadores entre os funcionários da sua própria secretaria para ajudar a minimizar o problema.

“Procuramos servidores que estivessem aptos e agendamos as doações pelo site da Fundação Pró-Sangue”, revela Carlinhos, que conseguiu também convencer sua própria filha, Maria Vitória, de 16 anos (idade mínima) a doar.

“Doar sangue é um ato de solidariedade ao próximo. Sou doador, mas com a correria do dia a dia fazia um tempo que não realizava doação. Vimos a campanha da Prefeitura de Barueri  incentivando a doação e decidimos trazer a ideia para dentro da nossa Secretaria, sensibilizando nossos servidores”, complementou o secretário.

Nessa semana, 19 voluntários da SDPD compareceram ao Hemocentro, mas nem todos passaram na triagem. Servidores da Prefeitura de Barueri comparecem regularmente para doar sangue. No ano passado a iniciativa partiu da Secretaria de Esportes.

“Em razão da pandemia de Covid 19 e do maior número de cirurgias, a demanda por sangue aumentou. Essas doações vieram em boa hora”, atesta Nara de Moraes, coordenadora-médica do Hemocentro, que funciona no andar térreo do Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB).

Nos meses frios, os estoques costumam diminuir. A Fundação Pró-Sangue promove campanhas para atrair doadores e o Junho Vermelho faz parte do calendário oficial de Barueri desde 2017.

Novos tempos
A Fundação Pró-Sangue adotou novos procedimentos em razão da pandemia de Covid-19. Para evitar aglomerações, o agendamento agora é somente pelo site. E as macas são rigorosamente higienizadas após a saída de cada doador.

Dependendo do tipo de vacina contra a Covid-19 que o candidato a doador tenha tomado, há um tempo de espera para a doação de sangue, que varia de 48 horas (Coronavac) a sete dias (Astrazeneca e Pfizer). Para a vacina contra a gripe o prazo também é de 48 horas.

No site da Fundação Pró-Sangue há a informação dos tipos sanguíneos que estão em nível “estável”, “alerta” ou “crítico”, mas o doador não precisa se preocupar com isto: todo os tipos de sangue recebidos são encaminhados para uma central da Pró-Sangue, que faz a distribuição.

Como todo o sangue é examinado, muita gente doa somente para saber se tem HIV. “Se percebermos na triagem essa intenção, encaminhamos a pessoa para um exame específico. É preciso ser honesto. Não podemos correr esse risco”, afirma Nara.

Todos os requisitos para doação e demais informações estão no site da Fundação Pró-Sangue, no Alô Pró-Sangue: (11) 4573-7800 e também nas redes sociais (Facebook e Instagram).

SDPD entrega aparelho auditivo para munícipe de 104 anos

Foto: Ricardo Santos

Da sua longa vida de 104 anos, 35 dos quais vivendo em Barueri, a pernambucana Josefa Dias da Silva, nascida em Garanhuns, aos poucos foi perdendo a audição. Um problema que poderia ser facilmente resolvido com um aparelho auditivo.

Sabendo disso, a família recorreu aos serviços do Departamento Técnico de Tecnologia Assistiva da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), que realizou os exames necessários em Josefa. No dia 1º de julho ela recebeu em sua casa o par de aparelhos que a fará ouvir com nitidez a voz da sobrinha de criação, com quem vive, e das outras pessoas da família, como a da bisneta Paula Tuane, de 29 anos de idade.

Josefa mora em uma pequena casa de dois cômodos no Jardim Reginalice e recebeu com muita alegria a equipe da SDPD. “Aqui é que nem buraco de tatu, mas o coração é grande”, disse ela ao prefeito Rubens Furlan, que acompanhou a entrega junto com o vice-prefeito e secretário de Obras, Beto Piteri.

“O serviço de Tecnologia Assistiva é essencial para que a autonomia da pessoa com deficiência seja preservada. Quando falamos especificamente em aparelhos auditivos, sabemos que quando essa tecnologia é entregue várias questões na vida daquela pessoa são resgatadas, como autoestima e independência. Fazer parte deste momento na vida da Sra. Josefa, nos traz imensa alegria e a certeza de que este trabalho é fundamental”, afirmou o secretário das SDPD, Carlos Roberto da Silva – o prof. Carlinhos.

Tecnologia Assistiva
O Departamento Técnico de Tecnologia Assistiva é formado por técnicos das áreas de fisioterapia, psicologia, terapeutas ocupacionais, psicopedagogo e fonoaudiólogos, além do suporte de profissionais administrativos. O departamento disponibiliza as chamadas tecnologias assistivas que visam contribuir para a qualidade de vida da pessoa com deficiência.

Neste ano já foram entregues 646 aparelhos, 200 deles só no último mês de maio. A grande maioria das pessoas recebem duas unidades do Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), já que grande parte desenvolve perda auditiva nos dois ouvidos, explica a diretora do Serviço Técnico da SDPD, Solange M. Lança.

Melhor forma de celebrar Dia Internacional da Síndrome de Down é com inclusão, prega SDPD

21 de março é o Dia Internacional da Síndrome de Down. As várias entidades que trabalham com esse público-alvo criaram a data como forma de conscientização de toda a sociedade à luta pelos direitos de inclusão dessas pessoas.

A Síndrome recebeu esse nome em homenagem ao médico inglês John Langdon Down, que descreveu suas características em 1866. Ela ocorre em razão da trissonomia (três cromossomos ao invés de dois no par número 21). Daí a razão da escolha do dia 21 do terceiro mês.

Em Barueri a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD) atende 209 pessoas com Síndrome de Down. Além das atividades físicas (natação, capoeira, taekwondo, ginástica, entre outras), há Empregabilidade, Tecnologia Assistiva, Centro Dia etc.

Música e pintura também fazem parte das aulas. Os técnicos avaliam as potencialidades individuais, encaminham os alunos e acompanham a evolução. Os pais também recebem orientação através de palestras para que mantenham e até aprimorem os avanços dos alunos.

“Muitas outras atividades, tais como oficinas de artesanato, passeios e viagens, também são acompanhadas pelos pais e responsáveis”, explica Patrícia Fulachio, diretora do Departamento de Empregabilidade.

Em razão da pandemia, muitas atividades estão suspensas. A SDPD, entretanto, manteve algumas delas on-line. “Meu filho tem ginástica todas as quartas-feiras”, afirma Isabel Santana, moradora do Jardim Belval desde 2012, e mãe de Davi Santana, de 29 anos.

“Anteriormente ele também frequentava as aulas de natação, violão e pintura. Estou muito triste com a suspensão, mas no momento não tem jeito. Sou muito grata à SDPD e por todo o bem que os professores fazem pelo Davi”, complementa ela.

A data será lembrada nas redes sociais da SDPD. Muitas atividades também estão disponíveis no portal da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD). Acesse: http://federacaodown.org.br/programacao-2021/

Prefeitura de Barueri convida a população para conhecer a SDPD

A Prefeitura de Barueri quer conhecer os moradores do município com algum tipo de deficiência. Para isso, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência convida a população que se enquadra nesse cenário, a conhecer de perto o espaço da SDPD a fim de direcionar as principais demandas enfrentadas por esse grupo social.

“A atualização do banco de dados é de extrema importância porque tem o objetivo de mapear os casos existentes e propor soluções que melhorem a qualidade de vida para esses cidadãos”, afirmou a coordenadora de Informações e Estatísticas Fabiane Antunes.

A população dispõe, também, do Departamento de Empregabilidade que auxilia na inserção no mercado de trabalho e apoia empresas no cumprimento da Lei de Cotas n° 8.213/1991, em que empresas com 100 empregados ou mais devem garantir 2% a 5% dos cargos com pessoas com deficiência. Hoje, o departamento de empregabilidade, tem parcerias com mais de 130 empresas.

Para atualizar os dados cadastrais ou se quiser fazer parte do banco de dados da SDPD, e usufruir dos serviços oferecidos, o munícipe pode procurar a sede da Secretaria situada na rua Vereador Isaías Pereira Souto, n° 175 – Jardim Belval, de segunda a sexta, das 7h às 17h. Mais informações pelo telefone: 4194-4938.

Você conhece a SDPD?

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência há seis anos é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas para pessoas com deficiência de Barueri, seja auditiva, visual, intelectual, física e Transtorno do Espectro de Autista, com a missão de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e de seus familiares, garantindo assim, o exercício pleno da cidadania.