Editorial: peça

Enquanto as Crianças Dormem

Após uma bem-sucedida temporada de 02 meses, no Teatro Aliança Francesa, o espetáculo Enquanto as Crianças Dormem, reestreia no dia 15 de setembro para uma curta temporada no Teatro Viradalata.

Nesse novo texto, um antimusical tragicômico, Dan Rosseto em que também assina a direção, discute o que o ser humano seria capaz de fazer para realizar os seus sonhos.

Enquanto as Crianças Dormem, conta a história de Kelly (Carol Hubner) uma fã do musical O Mágico de Oz, que trabalha como atendente de uma rede de fast-food e sonha em imigrar para a América e se tornar uma atriz de musical na Broadway.

Sem perspectivas para realizar o seu desejo, a mulher fantasia sua rotina transformando em números musicais momentos da sua vida: um dia difícil na lanchonete se torna um show onde ela é a grande estrela. Mas como a vida não sorri para a mulher, à medida que a história avança ela acumula experiências ruins, fazendo com que os sonhos se transformem em pesadelos terríveis.

 

Num inusitado encontro no supermercado, Kelly vê uma possibilidade de transformar o seu sonho em realidade ao conhecer Ellen (Carolina Stofella), uma mulher disposta a financiar passagem, passaporte e dólares para bancar as suas despesas na América.

 

Mas qual será o preço a pagar? E se há um preço, o que pode acontecer quando alguém muda por completo a sua vida e embarca numa jornada sem redenção? Kelly e Ellen, serão cúmplices ou inimigas? E você, estaria disposto a tudo para realizar um sonho?

O elenco além das atrizes Carol Hubner e Carolina Stofella, conta com os atores, Diogo Pasquim, Guilherme Araújo, Haroldo Miklos, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco. A peça tem a trilha sonora original composta pelo cantor, ator e compositor Fred Silveira.

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Dan Rosseto

Direção de produção: Fabio Camara

Assistente de direção: Diogo Pasquim

Elenco: Carol Hubner, Carolina Stofella, Diogo Pasquim, Guilherme Araújo, Haroldo Miklos, Juan Manuel Tellategui, Roque Greco e Samuel Carrasco

Produção executiva: Roque Greco

Assistente de produção: Ana Clara Rotta

Trilha sonora original: Fred Silveira

Letras originais: Dan Rosseto

Figurinos: Kleber Montanheiro

Assistente de figurino: Marina Borges

Cenário e adereços: Luiza Curvo

Cenotécnico: Domingos Varela

Desenho de luz: César Pivetti e Vania Jaconis

Preparação de elenco: Amazyles de Almeida

Direção de movimentos e coreografias: Alessandra Rinaldo e João Sá

Operador de luz e som: Jackson Oliveira

Designer gráfico: André Kitagawa e Francine Kunghel

Fotos: Leekyung Kim

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Applauzo Produções e Lugibi Produções Artísticas

SERVIÇO: 

LOCAL: Teatro Viaradalata, Rua Apinajés, 1387 – Sumaré. 241 lugares (Estacionamento conveniado em frente)

DATA: 15/09 até 27/10 (Sexta 21h)

INFORMAÇÕES: 3868 3525

INGRESSOS: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)

DURAÇÃO: 120 min

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

EQUIPE:

Dan Rosseto (autor e diretor) – Graduado em Comunicação Social, Cinema e Pós-Graduado em Crítica de Arte e diretor da escola Applauzo Produções. Dirigiu em 2016 os espetáculos Diga que Você já me Esqueceu de sua autoria, As Loucuras que as Mulheres Fazem de Luciana Guerra Malta e Hoje é Dia de Maria – O Musical de Carlos Alberto Soffredini. Em 2015, foi responsável pelas direções de O Colecionador de Universos e o Falcão Vingador de Luccas Papp, Lisbela e o Prisioneiro – O Musical de Osman Lins, Tadzio de Zen Salles e Antes de Tudo, seu segundo texto montado. Esteve à frente da direção dos espetáculos Manual para Dias Chuvosos (2014) de sua autoria, Valsa nº 6 (2012) de Nelson Rodrigues, Eles não usam Black Tie (2011) de Gianfrancesco Guarnieri, Quando as Máquinas Param (2008) de Plínio Marcos, Maldito Coração (2008) de Vera Karam, O Colecionador (2007) de Mark Healy, Dois Irmãos (2006) de Fausto Paravidino entre outros. É fundador da Cia. Eventual de Teatro e esteve em países como México e Chile com a peça Marcas de um Crepúsculo (2005), Antes que seja Tarde (2008) e Como Dizemos, Adeus (2009). Como ator, esteve nas montagens de Roleta Russa (2015/16) de Raphael Montes, Imperador e Galileu (2008) de Henrik Ibsen, O Beijo no Asfalto (2007) de Nelson Rodrigues, Canãa – A Terra Prometida (2005) de Jarbas Capusso Filho, Mão na Luva (2001) de Oduvaldo Viana Filho, Ponto de Partida (1999) de Gianfrancesco Guarnieri, Madame Blavatsky (1997) de Plínio Marcos entre outros.

Carol Hubner (atriz) – Atuou em 12 peças de teatro, 01 novela e 06 filmes. Entre os destaques, vale ressaltar os espetáculos A Banheira, Ervilha Sapo Junior, Sobre Nossa Liberdade, Chá das Seis, Til, Capitães de Areia, entre outras. Esteve junto a profissionais como Fátima Toledo, Hudson Senna, Ivo Muller, Marcus Vinicius de Arruda Camargo, Fernando Meirelles entre outros. Formada em Artes Cênicas no Studio Beto Silveira, em Direção pelo Actor Studio SP Brasil e participou do grupo de estudos do Tapa.

Carolina Stofella (atriz) – Formada em artes cênicas pela CAL, trabalhou com alguns dos principais diretores do cenário teatral brasileiro, entre eles Michel Bercovitch, Thierry Tremouroux, João Brandão, Roberto Alvim, Ernesto Piccolo, Leo Gama e Ricardo Karman.Fez parte do elenco do espetáculo: Viagem ao centro da terra, vencedor do prêmio Shell especial de montagem em 2001, com produção de Marcelo Serrado. Endependência ao lado de Leandro Hassum, A Antessala, dividindo o palco com Joana Fomm, espetáculo com direção de Ernesto Piccolo. No cinema atuou em “Talvez” e “Pelas minhas próprias mãos” de Felipe Sassi e “Histórias Íntimas de Julio Lellis; longa vencedor do Cubo – Festival de Cinema do Rio e Melhor Doc. Drama no Los Angeles Brazilian Film Festival 2014.

Diogo Pasquim (ator) – formado pelo Teatro Escola Célia Helena de São Paulo em 2008, integrou o Grupo “Gattu” sobre o comando da atriz e diretora Eloíza Vits até 2012, participando dos espetáculos “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente, “Viúva, porém Honesta”, “Dorotéia”, “Boca de Ouro” e “A Serpente” todos de Nelson Rodrigues. Integrou também a “London Dry Ópera” atuando em “Gargólios” e “Gargólios 2.0” do diretor e dramaturgo Gerald Thomas. Em 2013 já no Rio de Janeiro, passa a integrar a “Cia. Guerreiro” do ator e diretor Jorge Farjalla, onde fez “Paraíso Agora ou Prata Palomares” baseado no roteiro do filme de Zé Celso Martinez e “Vou deixar o amor pra outra vida” de Rodrigo Monteiro. Em 2015 e 2016 atuou em “Roleta-Russa” de Raphael Montes, sob a direção de César Baptista. Atualmente é assistente de direção do espetáculo “Dorotéia” (dirigido por Farjalla) e também de “Dias Perfeitos” de Raphael Montes também com direção de César Baptista.

Juan Manuel Tellategui (ator) – argentino radicado no Brasil desde 2011. Começou no teatro há 19 anos. Em Buenos Aires, estudou no UNA (Universidade Nacional des Artes) e fez espetáculos e filmes. No Brasil, estudou na SP Escola de Teatro e na Faculdade Paulista de Artes fez cursos com Zé Renato, Ingrid Koudela, entre outros nomes da cena teatral e integrou núcleos de pesquisa no Grupo XIX de Teatro. Participou em obras como América Vizinha, dirigido por Juliana Sanchez e Cabaret- o musical, dirigido por André Latorre. Participou de festivais como Satyrianas e Festival de Teatro de Curitiba, com trabalho de sua autoria em 2016. Em 2015, estreou no cinema brasileiro com filme Divã a 2 e Apto 240 de Dellani Lima com estreia para 2017. Fez participação no seriado Manual para se defender de Alienígenas, Zumbis e Ninjas no canal Warner.

Haroldo Miklos (ator) – formado pelo Teatro Escola Macunaíma em 2007 e pela Escola de Atores Wolf Maya em 2008. Ficou por 5 anos acompanhando o grupo TAPA em suas diversas montagens. Estudou o Método Meisner com a atriz e diretora Ana Paula Dias e com Isabel Setti fez um intensivo estudo de voz entre os anos de 2009 e 2013. No teatro, atuou em “Auto da Barca do Inferno”, direção de Luiz Baccelli em 2005; em “Insânia”, direção de Adriano Cypriano em 2006; em 2008 em “Uma Vida Não É Suficiente”, direção de Brian P. Ross. Entre 2010 e 2015 ficou afastado dos palcos quando abriu sua produtora de vídeo. Durante esses anos produziu 02 curtas-metragens, sendo que um deles “Sorte e Fortuna”, direção de Fernando Leal de Souza, foi selecionado para o Festival de Cannes de 2016. No final de 2016 retornou aos palcos com “Um Sol Cravado no Céu da Boca”, de Drica Nery e direção de Leonardo Medeiros, além de gravar, como ator, os curtas-metragens “A Ordem do Caos, ou…”, selecionado para o Festival de Cannes desse ano e “The Cosmic Dope”, direção de Pedro Clemente e produção da Paranoid.

PROJETO TODODOMINGO MUSICAL EM SP APRESENTA CALEFAÇÃO TROPICAOS

A Associação Cultural Casa das Caldeiras voltou a realizar eventos dominicais de forma gratuita e continuada através do edital PROAC-ICMS da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo e com o patrocínio da empresa TNT Energy Drink. No próximo domingo, o projeto TODODOMINGO Musical em São Paulo recebe o evento Calefação Tropicaos, que promove um dia de cultura brasileira!

 

PRÓXIMO DOMINGO TEM CALEFAÇÃO TROPICAOS NA CASA DAS CALDEIRAS COM ENTRADA GRATUITA

No próximo domingo, dia 10 de setembro, o projeto dominical da Casa das Caldeiras chamado TODODOMINGO Musical em SP apresenta a famosa festa de cultura brasileira Calefação Tropicaos, com participações de Andarilho Show, Zé Cafofinho (Olinda-PE), Discotecagem com muitos convidados especiais, Karaokê, Comidinhas, Bazar, Exposição no Túnel das Chaminés e outras atrações a confirmar.

 

Recentemente a Associação Cultural Casa das Caldeiras foi contemplada pelo edital PROAC-ICMS da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e conquistou o patrocínio da empresa TNT Energy Drink. Sendo assim, alegrou o público frequentador deste polo multicultural com a notícia de que os eventos de domingo voltaram a ser gratuitos e a programação foi toda reformulada.

 

O projeto TODODOMINGO MUSICAL EM SP ou como muitos conhecem TODODOMINGO, tem como foco principal a produção cultural independente e chega a receber até 6 mil pessoas em domingos mais movimentados. Com o novo patrocínio da empresa TNT Energy Drink, a Casa das Caldeiras volta a ter uma programação semanal continuada gratuita e convida o público para conferir a super programação potente e diversificada que vem pela frente. Nos próximos domingos, a Casa das Caldeiras recebe na sequência: Calefação Tropicaos, Semana da Mobilidade e Festival C.R.I.A.

 

A programação do projeto TODODOMINGO vai de agosto de 2017 a 22 de abril de 2018, sem intervalos (exceto pausas especiais para comemorações de fim de ano e carnaval). Serão 9 meses com eventos gratuitos, democráticos e que pretendem abarcar o máximo de diversidade possível! Do samba-rock às batalhas de breaking dance, música brasileira, latinidades, mostras artísticas, performances e muito mais, a população terá acesso a este polo multicultural que vem fazendo história em São Paulo e que já foi eleito como Melhor Clube de São Paulo em 2014 pelo júri do Guia da Folha. Além das apresentações, o público poderá desfrutar das comidinhas, artesanato e muitas novidades que a Associação Cultural Casa das Caldeiras, junto com os produtores e coletivos artísticos parceiros do TODODOMINGO, estão preparando e prometem surpreender.

 

Antes da conquista deste edital, durante meses a Casa das Caldeiras manteve o TODODOMINGO sendo realizado de forma independente, com apresentações extraordinárias, algumas com a cobrança de valores simbólicos para a entrada. Tudo isso com objetivo de manter este projeto que foi construído ao longo de muitos anos de trabalho e que conquistou o seu espaço na programação cultural da cidade de São Paulo. Foi mantido um espaço colaborativo com os produtores independentes para que realizassem seus eventos culturais e também seguissem com as atividades para a ocupação cultural na Casa das Caldeiras. O projeto resistiu durante todo este tempo, criando alternativas para que pudesse existir. E agora, com a chegada do novo patrocínio da TNT Energy Drink, o TODODOMINGO MUSICAL EM SP vem com força total e totalmente reformulado, animando os domingos paulistanos com muita arte e cultura independente.

 

SOBRE A ASSOCIAÇÃO CULTURAL CASA DAS CALDEIRAS

“Casa das Caldeiras” é o nome dado a construção fabril de 1920, localizada na Avenida Francisco Matarazzo que com seus tijolos e chaminés remete os visitantes à memória viva do período em que a cidade se transformou em metrópole. Desde o seu restauro (1998-1999) abriu suas portas para a cidade e após alguns anos, passou a ser reconhecida como palco de eventos culturais, sociais, privados e coorporativos, valorizando os encontros, as relações sociais e a construção de novas histórias. Desde então, se tornou um polo de cultura independente que é referência em São Paulo, com importantes programas – OBRAS EM CONSTRUÇÃO e TODODOMINGO ou TODODOMINGO MUSICAL EM SP, este último vem anualmente se consolidando como um dos projetos mais democráticos da cidade, possibilitando a produtores independentes, realizarem eventos e ocupar esse espaço de diferentes formas.

 

Entre os projetos que borbulham nesta antiga fábrica de caldeiras, estão os de cunho social, que buscam produzir novas perspectivas de atuação e de protagonismo sociocultural para a cidade e o país. Fomentando contextos de troca de conhecimentos, partilhando e abrindo espaço para encontros, a ACCC quer dar oportunidade para que outro território seja criado: o da afetividade. Foi assim que o espaço foi aberto para receber famílias que participaram de oficinas e relataram suas experiências, engrossando o caldo do projeto “Manual da Família – A difícil arte de educar no Séc. XXI”. O projeto surgiu com a pesquisa e elaboração de um e-book com apoio da Fundação Itaú Social, e cresceu com conquista do Edital CONDECA 2015. Recentemente aconteceu a Mostra Especial do projeto Manual da Família, na Casa das Caldeiras, que foi transformada em um verdadeiro lar, com diversos ambientes, para receber o público de todas as idades e apresentar o resultado deste lindo trabalho. Cerca de 1500 pessoas puderam experimentar as práticas propostas no projeto e se inspirar para incluir práticas positivas em seu cotidiano.

 

PROJETO TODODOMINGO MUSICAL EM SP APRESENTA CALEFAÇÃO TROPICAOS

Dia 10 de setembro – De 15H00 às 22H00 – Entrada Gratuita

Festa de Cultura Brasileira que une Música, Feira, Comidas e Arte.

NO SALÃO: Shows especiais apostando na Música Ousada Brasileira, autoral e swingada.
ANDARILHO SHOW : Do Caos Para a Liberdade!
ZE CAFOFINHO (Olinda-PE)
Nos intervalos dos shows,  trilha sonora de Pita Uchoa e PG

NO QUINTAL:  Música à céu aberto.

“UM GRANDE ACORDO NACIONAL”
Unindo as festas Pilantragi, Calefação Tropicaos e Realce!

Discotecagem:
– Rodrigo Bento ( Pilantragi )
– Pita Uchôa ( Tropicaos )
– Fred Lima ( Realce )

Porão do KARAOKÊ : com atrações ainda a serem confirmadas


COMIDINHAS da LARICARIA
BAZAR – Minas que inspiram através da Arte
EXPOSIÇÃO no TÚNEL das Chaminés – artista Camila Teshima

Na Casa não é permitido: Entrada de animais, Entrada de bebidas (alcóolicas ou não), Camisas de times de futebol

Menores de 18 apenas acompanhados de responsável legal.

 

PRÓXIMAS ATRAÇÕES DO PROJETO TODODOMINGO MUSICAL EM SP

Dia 17 de setembro – ALD AUTOMOTIVE – SEMANA DA MOBILIDADE – De 16H00 às 22H00

Dia 24 de setembro – Festival CRIA – De 16H00 às 22H00


Local: Casa das Caldeiras – Av. Francisco Matarazzo, 2000 – Barra Funda – São Paulo – SP
Informações(11) 3873-6696 / www.facebook.com/casadascaldeiras ou casadascaldeiras.com.br/blog

GRUPO ESPARRAMA SE APRESENTA DOMINGO NO SESC SOROCABA

Um dos mais famosos grupos de teatro de São Paulo se apresenta no próximo domingo no SESC Sorocaba. Famoso por realizar o Teatro na Janela, no Minhocão, o Grupo Esparrama apresenta agora o espetáculo FIM? que convida crianças e adultos para uma divertida passagem pelo fim do mundo.
 

ESPARRAMA PROPÕE REFLEXÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DOS HUMANOS EM ‘FIM?’


O Grupo Esparrama formado por Iarlei Rangel, Kleber Brianez, Ligia Campos, Luciana Gandelini e Rani Guerra se apresenta no domingo dia 10 de setembro, no SESC Sorocaba e convida o público para uma passagem pelo fim do mundo, onde só sobraram duas baratas e dois palhaços. Com o sugestivo nome “FIM?” o grupo propõe importantes reflexões sobre os comportamentos da sociedade contemporânea e questiona: afinal, para onde e de que forma nós, os humanos, estamos caminhando?

Em um cenário de destruição, duas baratas festejam o fim do mundo, pois agora o mundo é só delas. Mas de repente, se deparam com dois seres atrapalhados e esquisitos que acreditam que poderão plantar a semente do novo recomeço: dois palhaços. Irritadas com a presença destes seres, elas passam a executar planos mirabolantes e colocar divertidas armadilhas para que assim eles entendam que não tem mais jeito, que o mundo agora é das baratas. De forma leve e divertida, estes palhaços irão percorrer cenários de guerras, desastres, catástrofes provocadas pelos seres humanos e convidarão as crianças para encontrar uma forma de reavivar tudo o que foi perdido.

FIM? é um espetáculo que trata das diversas perspectivas sobre o fim do mundo. Por um viés ecológico, trata da necessidade de recuperar a natureza, da necessidade de pensarmos formas de consumo consciente e sustentável. E trata também do fim do mundo decorrente da falta do encontro do ser humano com o seu outro. Do fim do mundo que acontece pela falta de diálogo, pela ausência de afetos, pela falta de empatia com a dor do outro. Assim como no espetáculo, onde os dois palhaços buscam um local para plantar essa semente do recomeço, o Grupo Esparrama entende que as crianças e o seu território infantil, são um terreno fértil para também plantar sua semente. Com a interação das baratas, com estes dois palhaços, o grupo pretende instigar e provocar o público, propondo que as pessoas se percebam e tentem imaginar-se no lugar do outro, estimulando uma reflexão sobre o momento em que estamos vivendo, como tratamos o nosso planeta, buscando uma convivência mais afetuosa e humana, como cidadãos do mundo.

“Escolhemos falar com as crianças por que sabemos que elas ainda se deixam afetar, ainda se espantam diante das novidades (sejam boas ou ruins). Queremos continuar falando para as crianças, pois temos esperança de que elas possam emprestar seu olhar inquieto para os adultos. Queremos que elas repitam perguntas que pareçam ingênuas, de tão óbvias que são. Queremos que estas questões sejam repetidas por elas, na esperança que um dia os adultos as ouçam de verdade.”, comenta o diretor do espetáculo Iarlei Rangel.

O Grupo Esparrama ganhou notoriedade por trazer arte para o Minhocão e é um dos grandes responsáveis por dar cara nova a esta região do centro de São Paulo. Esparramando cores, arte e muito bom humor, o grupo cativou a população local e atraiu os olhares de pessoas de diversos lugares, que passaram a incrementar seus domingos de lazer, participando as atividades propostas pelo Esparrama.  Após a explosão do teatro na janela, forma como carinhosamente a população apelidou o projeto onde o grupo apresenta um espetáculo de teatro a partir da janela de um apartamento, localizado em frente ao Minhocão, o Grupo Esparrama volta para falar do fim do mundo, mas mantém sua pesquisa com elementos e importantes reflexões sobre a cidade.

Criado em 2012, o Grupo Esparrama, tem como base de sua pesquisa o estudo do palhaço e das estruturas cômicas em suas variadas expressões nas artes cênicas (rua, palco convencional, intervenções, etc.). Com o projeto de teatro na janela, que surgiu em 2013, atraiu os olhares da crítica especializada, da imprensa nacional, internacional e ganhou notoriedade. Com o projeto ainda sendo realizado de forma independente, foi contemplado com importantes prêmios do teatro: Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem (Categoria Revelação – pela direção – e Prêmio Crystal Eco de Sustentabilidade) e o Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro, na categoria Melhor Ocupação de Espaço.

Em 2014 o grupo foi contemplado com o programa Rumos Itaú Cultural e em janeiro de 2015 deu início ao projeto Janelas do Minhocão, que contou com importantes ações de ocupação, como uma temporada com artistas convidados (Esparrama Amigos pela Janela), uma temporada do primeiro espetáculo (Esparrama pela Janela), ciclos de debates no Minhocão sobre arte e cidade e culminou com a criação de seu segundo espetáculo “Minhoca na Cabeça”. Para esse espetáculo o grupo contou com os atores convidados Gabi Zanola, Renato Ribeiro e Vinicius Ramos, integrantes da Trupe DuNavô. Ainda em 2015, na segunda edição do Prêmio Zé Renato, foi contemplado e realizou temporadas de seus dois espetáculos feitos especialmente para o Minhocão: Esparrama pela Janela e Minhoca na Cabeça.

Com um publico participativo desde o seu surgimento, o grupo tem em suas redes sociais um ambiente de troca e conversa com seus seguidores, aproximando as pessoas e proporcionando uma vivência para além dos limites de sua janela física. Por isso, em 2016, o grupo resolveu experimentar outra forma de comunicação, através de um canal oficial no youtube. Em parceria com a produtora Bruta Flor Filmes, o Grupo Esparrama lançou o videoclipe “Bem-te-vi”, gravado com um dos personagens mais carismáticos da janela: A Pomba Cantora.  Além de uma gama de pessoas muito diferentes, o grupo contou com um time de convidados de peso! Entre eles, a cartunista Laerte, o ator Ailton Graça, a atriz Bete Dorgam, os palhaços Raul Figueiredo e Ronaldo Aguiar, Gazi Zanola, Renato Ribeiro, Gis Pereira e Vinicius Ramos, da Trupe Dunavô, entre muitos outros membros de coletivos e grupos parceiros. A Pomba Cantora é um boneco produzido pelo cenógrafo e diretor de arte Jaime Pinheiro, que tem uma história de longa data com o Grupo Esparrama, já que foi o grande responsável pela confecção do principal marco do projeto do Minhocão: a janela azul. Além de ter produzido o boneco Jardineiro, personagem do espetáculo Esparrama pela Janela.

Recentemente o grupo foi contemplado pelo mais importante programa de apoio ao teatro da cidade, o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, para dar continuidade à pesquisa de intervenção urbana a partir de sua janela.

Mais informações você encontra na página: facebook.com/esparrama

FICHA TÉCNICA

Direção: Iarlei Rangel. Assistente de Direção: Lígia Campos. Elenco: Kleber Bianez e Rani Guerra. Cenógrafa, Figurinista e Aderecista: Marcela Donato. Iluminação: Tulio Pezoni. Dramaturgia e Trilha Sonora: Grupo Esparrama. Músicas Originais: Rani Guerra. Assessora de Imprensa e Comunicação: Luciana Gandelini. Preparação Corporal: Ronaldo Aguiar. Designer Gráfico e Cenário da Guerra: Amanda Vieira. Confecção de Casacos das Baratas: Ana Griz. Ilustrações do Programa: Marina Faria. Fotógrafa: Sissy Eiko. Produção: Lígia Campos e Iarlei Rangel.

GRUPO ESPARRAMA

FIM?

O mundo acabou. Tudo está destruído e só sobraram lixões, campos de guerra, estranhos muros, restos lamacentos de um rio doce e… Duas baratas: Beatriti e Margueriti que, juntas, comemoram este fim.

Elas acreditam que agora o mundo será apenas das baratas. Mas o que elas não sabem é que outros dois seres esquisitos e muito atrapalhados também sobreviveram: os palhaços Batatinha e Nerdolino, que agora perambulam pelo mundo com um mapa, uma semente e muita esperança.

Empenhados em encontrar um novo começo para a humanidade, eles não desconfiam que estão sendo observados pelas baratas, que criarão divertidas armadilhas para “ajudá-los” a entender que o mundo delas é bem melhor sem eles… Será o Fim?

Quando: 10 de outubro de 2017

Horário: 16h00
Onde: Sesc Sorocaba – 
R. Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade, Sorocaba – SP, 18030-160– Telefone (15) 3332-9933

A partir de 5 anos

Duração: 50 minutos
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos. Ingressos à venda nas bilheterias da Rede Sesc. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.

TRUPE DUNAVÔ PARTICIPA DE EVENTOS IMPORTANTES DA CULTURA INDEPENDENTE NESTA SEMANA

Nos próximos dias, a Trupe DuNavô participa de dois eventos muito importantes de valorização à cultura periférica e de resistência cultural. O grupo, já consagrado na cena do teatro infantil e jovem, utiliza a linguagem do palhaço para propor reflexões sobre a sociedade contemporânea e sobre o que é invisível na cidade! Ótima oportunidade de conhecer o trabalho do grupo e de ajudar a fortalecer a cena cultural de São Paulo!

 

TRUPE DUNAVÔ SE APRESENTA NO ESPAÇO CLARIÔ E NO GALPÃO DO FOLIAS

 

Formada por Renato Ribeiro, Gis Pereira, Vinicius Ramos e Gabi Zanola, a Trupe Dunavô vem se destacando na cena do circo e teatro infantil de São Paulo, com espetáculos de alta qualidade e muito divertidos. E com o objetivo de fortalecer a cena cultural independente de São Paulo, o grupo participa de dois eventos muito importantes, convidando seu público a participar deste momento de união. O primeiro deles trata-se de uma mostra no Espaço Clariô, que reflete sobre a produção do gueto, estéticas e discursos, além de compartilhar as experiências e formas de luta entre artistas/pesquisadores/criadores e comunidade. O objetivo é fortalecer o movimento de cultura periférica. O segundo evento, faz parte de uma super programação em prol do famoso Galpão do Folias, espaço de resistência cultural situado no Bairro Santa Cecília. A população é convidada para se integrar aos eventos e, além de conhecer o trabalho incrível da trupe, ainda ajudar a fortalecer a cena cultural independente, que anda precisando de muito apoio de todo o público.  

 

Um dos espetáculos a ser apresentado pela trupe será o premiado Refugo Urbano.  O universo de uma catadora de lixo e de um lixeiro, retratado de forma sensível e criativa. Um cenário construído a partir de objetos descartados é o ambiente onde os palhaços Pamplona e Claudius se encontrarão para viver uma possível história de amor. É a partir deste improvável encontro, que se dá uma delicada e encantadora fábula urbana, que desde a sua criação surpreendeu o público e agradou a crítica especializa.  

“Refugo Urbano”, conta a história de dois palhaços vindos de universos distintos, que a partir de um encontro improvável, passam a conviver e lidar com suas diferenças. Pamplona é uma catadora de lixo e Claudius, um lixeiro. Eles se encontram em um beco esquecido da cidade, e passam a ter um divertido convívio em meio ao improvável. Com brincadeiras circenses, corpo cômico, malabarismo e o divertido jogo do palhaço, o espetáculo traz para o palco o resultado dos experimentos anteriores da trupe, pesquisando a máscara do palhaço e realizando intervenções urbanas, onde entraram em contato com a realidade das ruas do centro de São Paulo e de algumas periferias. Dessa forma, a Trupe aprofunda suas pesquisas em torno do tema do refugo urbano, colocando sobre essa realidade outra perspectiva, explorando o que há de mágico na fria e crua realidade de quem vive à margem na sociedade.

 

Programação Trupe Dunavô – Espaço Clariô e Galpão do Folias

No dia 07 de setembro, a trupe se apresenta às 16h e 20h30, durante a 7° Mostra Mario Pazini De Teatro Do Gueto que acontecerá no Espaço Clariô –  Rua Santa Luzia, 96, 06754-005, Taboão da Serra. Entrada gratuita

 

Já no dia 08 de setembro (sexta-feira) às 20h00, o grupo realiza uma importante apresentação de “MOBILIZAÇÃO” em prol do famoso espaço de resistência cultural Galpão do Folias, localizado no Bairro de Santa Cecília. A apresentação faz parte de uma programação chamada “FOLIAS _ Estado de Emergência” na qual diversos grupos e coletivos vem realizando apresentações para arrecadar fundos e colaborar com o espaço Galpão do Folias que atualmente está ameaçado de fechar suas portas por falta de verba e ajuda pública.

Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília (ao lado do metrô)

Informações e reservas: (11) 3361.2223, whatsapp (11) 97283.7082 (Lui), email foliasdarte@gmail.com

ou pelo messenger da página Facebook.com/GalpaoDoFolias

Venda online (até 1 dia antes): http://galpaodofolias.eventbrite.com.br/

Valor dos ingressos: R$ 20 (inteira)

R$ 10 (meia – para estudantes, professores da rede pública, classe teatral, pessoas acima de 60 anos e apoiadores do nosso projeto no Catarse)

R$ 5 (moradores da região de Santa Cecília ou das regiões periféricas de São Paulo com comprovante)

Estacionamentos ao lado

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

Lotação máxima: 99 pessoas

Duração: 55 min

Classificação: Livre

Se programe para participar e ajude a fortalecer a cultura independente de São Paulo!

Dama do teatro brasileiro atual, Denise Weinberg faz novas temporadas de Imortais e O Testamento de Maria no Teatro Aliança Francesa

Foto: João Caldas Fº

Espetáculo de Newton Moreno tem sessões de sexta a domingo, entre 22 de setembro e 3 de dezembro; já a peça deColmTóibin fica em cartaz de 27 de setembro a 30 de novembro, às quartas e quintas

Contemporâneo e tradicional, vida e morte, liberdade e moral, masculino e feminino entram radicalmente em choque na peça Imortais, com texto de Newton Moreno e direção de Inez Viana, o mais recente trabalho da veterana Denise Weinberg. Esses conflitos servem para criar uma reflexão sobre a noção de pertencimento e sobre quais aspectos da experiência humana são capazes de tornar um indivíduo imortal.

 

A trama narra o reencontro entre uma mãe extremamente apegada às tradições e uma filha que não se ajustou ao modo de vida de sua casa, fugiu precocemente e, desde então, nunca mais falou com a família. Doente e desenganada, a matriarca amargurada decide se mudar para o cemitério onde o marido e a outra filha estão enterrados, com a última esperança de que alguém apareça para realizar a coberta de sua alma.

 

De acordo com esse ritual fúnebre de origem açoriana (também realizado em comunidades conservadoras no sul do Brasil), quando uma pessoa morre, é preciso que um ente querido vista suas roupas e imite seus gestos para que seu espírito possa se despedir de todos e descansar em paz.

 

A filha retorna à terra natal acompanhada de seu noivo, um homem trans ainda em processo de transição. Enquanto espera pela morte, a mãe precisa assimilar a cultura e o modo de vida da sua única herdeira, além de enfrentar um segredo terrível do passado que a filha carregou durante todos esses anos.

 

A encenação, segundo Denise Weinberg, trata da necessidade de se resgatar um ritual para que as pessoas possam celebrar a vida, os nascimentos, as mortes, as aventuras, as desventuras, os encontros e os desencontros. “Por que temos essa preocupação em deixar uma saudade, em marcar nossa caminhada fazendo algo ‘importante’, esse incômodo de sermos mortais, finitos? Por que querermos ser tão notados, tão aceitos, tão amados? Essas são perguntas que sempre fiz e sempre farei. Onde ficam aqueles que não pertencem a lugar nenhum?”, complementa a atriz.

 

Para Newton Moreno a ‘coberta da alma’ surge como meio – dispositivo performático da raiz – proposto para detonar esta reflexão. Até onde a tradição e o contemporâneo podem conviver e se retroalimentar? Qual a negociação ainda possível entre os dois?

 

Segundo a diretora Inez Viana esta peça fala de tradição, família, traição, morte e desamor. Falamos aqui de escolha e liberdade, através do encontro de três mulheres, no momento em que decidem seguir por outros caminhos, mudar o rumo de suas vidas.

 

Além de Weinberg, o elenco da peça é formado pelas atrizes Michelle Boesche e Simone Evaristo e pelo músico Gregory Slivar, que interpreta ao vivo a trilha sonora. O espetáculo estreou em junho no Sesc Consolação.

 

Maria mulher

Foto: João caldas F°

 

Já o solo O Testamento de Maria, com direção e adaptação de Ron Daniels, é inspirado no livro homônimo do escritor irlandês ColmTóibin, que também escreveu o bestseller “Brooklyn”, cuja adaptação para cinema foi indicada ao Oscar 2016 em três categorias.

 

A montagem revela como Maria, a mãe de Jesus Cristo, procura desvendar os mistérios ao redor da crucificação de seu filho. Perseguida e exilada, ela narra a sua trajetória e todo o seu sofrimento com uma voz carregada de ternura, ironia e raiva. Maria se propõe a falar apenas a verdade sobre a enorme crueldade dos romanos e anciãos judeus.

 

A ideia da encenação é destacar não apenas a importância religiosa de Maria, mas revelá-la como uma figura de enorme estatura moral. “Estava alerta, também, ao fato de vermos Maria como ícone, como mãe, mas nunca como uma mulher que sabe se colocar e que precisa ser ouvida. Para dar-lhe uma voz, olhei para os textos gregos, para as imagens de uma mulher solitária e corajosa, pronta para dizer palavras que são difíceis de ouvir”, esclarece ColmTóibin.

 

A montagem rendeu à Denise Weinberg o prêmio APCA 2016 (Associação Paulista de Críticos de Arte), na categoria de melhor atriz. “O ponto de partida do nosso espetáculo também é este: uma atriz maravilhosa, que é a Denise, um texto de grande profundidade, e um espetáculo puro, belo e despojado, que possa oferecer à platéia

momentos de grande humanidade”, diz Ron Daniels.

 

Em cena, a atriz é acompanhada apenas pelo músico Gregory Slivar, que assina e executa a trilha sonora ao vivo. O espetáculo foi produzido originalmente na Broadway, por Scott RudinProductions e desenvolvido pelo Dublin Theatre Festival e LandmarkProductions, com o apoio do IrishTheatreTrust.

 

DENISE WEINBERG

Considerada um ícone no teatro brasileiro atual, a atriz e diretora carioca Denise Weinberg é uma das fundadoras do Grupo TAPA, com o qual trabalhou durante 21 anos. Ao longo de sua carreira, ganhou dois prêmios Molière, três Mambembe, três APCA e um Shell, além de sete condecorações no cinema.

Algumas das peças em que atuou são “As Criadas”, de Jean Genet; “Outono Inverno”, de Lars Nóren; “Dançando em Lúnassa”, de Brian Friel; “Navalha na Carne, Oração para um pé de chinelo”, de Plínio Marcos, Ivanov e Tio Vania de Tchékov, Vestido de Noiva, Viúva porém Honesta, A Serpente, Album de Familia de Nelson Rodrigues. Ela também dirigiu “A Máquina Tchekhov”, de Matéi Visniec; “Salamaleque”, de Kiko Marques e Alejandra Sanz; “O Pelicano”, de Strindberg; “A Refeição”, de Newton Moreno, entre outros.

Nas telonas, Weinberg participou de “Meu Amigo Hindu”, de Hector Babenco, “De Pernas pro Ar 1 e 2”, “Salve Geral, de Sergio Rezende, pelo qual fanhou o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Los Angeles e no Grande Prêmio Do Cinema Brasileiro, entre outros. Nas telinhas, atuou em “Psi”, série de Contardo Calligaris (HBO), “Questão de Família”, de Sergio Rezende (GNT), “A Teia”, direção de Rogerio Gomes (Globo),  “Maysa”, de Jayme Monjardim (Globo); “Dalva e Herivelto”, de Dennis Carvalho (Globo);  e ”Alice”, de Karin Ainouz e Sergio Machado (HBO)

 

NEWTON MORENO – DRAMATURGO

Formado em Artes Cênicas pela Unicamp e Mestre e Doutor pela USP. Em 2001, encenou seu primeiro texto Deus Sabia de Tudo… e imediatamente destacou-se no cenário teatral paulista. Escreveu também os textos: “Dentro”, “A Cicatriz é a Flor”, “Fronteiras”, “Agreste” – Por este texto ganhou o Prêmio Shell e o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes) de Melhor Autor. Em 2003 Recebeu Bolsa Vitae de Artes para adaptar o livro Assombrações do Recife Velho de Gilberto Freyre e que no ano seguinte dirigiu a bem sucedida montagem da peça e ganhou os Prêmios Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo, Direção e Ator na categoria Comédia e teve indicações ao Prêmio Shell de Teatro para direção, iluminação e música. Escreve para Marieta Severo e Andreia Beltrão a peça “As Centenárias” que recebeu Prêmio Shell de Teatro no Rio de Janeiro e o Prêmio Contigo! de Melhor Autor. Em 2008 dirige, adapta e cria o cenário junto com Marcelo Andrade para “Memória da Cana”, espetáculo que lhe rendeu os prêmios APCA de Melhor Espetáculo e o Prêmio Shell de Melhor Direção e Cenário. Em 2010 escreveu a peça “O LIVRO”, com direção de Christiane Jatahy e atuação de Eduardo Moscóvis; e “MARIA do CARITÓ”, com direção de João Fonseca e atuação de Lilia Cabral e Leopoldo Pacheco, e com ela recebeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Espetáculo Comédia e foi indicado ao Prêmio Shell e APTR de Melhor Autor. Em 2012 dirigiu e escreveu “TERRA de SANTO” que junto com “MARIA DO CARITÓ” ganhou APCA de Melhor Autor. Em 2014, adaptou com Alessandro Toller “O GRANDE CIRCO MÍSTICO” com direção de João Fonseca e ganhou APCA de Melhor Texto.

INEZ VIANA – DIRETORA

É atriz, diretora e professora teatral, formada pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) desde 1987. Já atuou em mais de 25 peças, filmes, novelas e shows.

No teatro

Trabalhou com diretores renomados como: Aderbal Freire-Filho, Enrique Diaz, Miguel Falabella, Jorge Fernando, Sérgio Britto, Charles Möeller e Cláudio Botelho, Cecil Thiré, Sérgio Britto, Domingos de Oliveira, Luís Antônio Martinez Corrêa, entre outros.

Protagonizou os musicais: “Elis – Estrela do Brasil”, de Douglas Dwyght e Fátima Valença, com direção de Diogo Vilella – indicada ao Prêmio Qualidade Brasil 2002; “Cole Porter: Ele nunca disse que me amava” de Charles Moeller e Cláudio Botelho; “Sassaricando” de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral, com direção de Cláudio Botelho e “Orlando Silva, O Cantor das Multidões”, com Tuca Andrada.

No final de 2007, estreou o elogiado monólogo “A Mulher que Escreveu a Bíblia”, de Moacyr Scliar e direção de Guilherme Piva, onde ganhou o Prêmio Qualidade Brasil 2008, foi indicada ao Prêmio Shell e APTR de Teatro. Em 2009, dirigiu “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna, com a Cia OMONDÉ. O espetáculo recebeu os seguintes prêmios: 2 Prêmios Contigo 2010, na categoria Melhor Espetáculo Comédia (júri popular e júri especializado); Prêmio Shell de melhor música (Marcelo Alonso Neves); Prêmio APTR Melhor Atriz (Dani Barros). O mesmo também foi indicado aos Prêmios Shell, APTR e Qualidade Brasil na categoria Melhor Direção. Em 2011 dirigiu “Amor Confesso”, de Arthur Azevedo e que concorreu ao Prêmio Shell de melhor direção; além de dirigir “Os Mamutes” de Jô Bilac, com a Cia OMONDÉ. Ainda em 2011, atuou na peça “Na Selva das Cidades” de Bertold Brecht, com direção de Aderbal Freire- Fo. Dirigiu ainda os shows: “Sidney Miller”, com Muiza Adnet e Vidal Assis, no Centro de Referência da Música; “Samba de Breque”, com Soraya Ravenle e Marcos Sacramento, no Teatro Rival, “Sanfoneando”, com Marcelo Caldi e Cia, no CCBB; “Na Asa do Vento – Tributo a João do Vale” com Teresa Cristina, Rita Ribeiro, Chico César, Xangai e Flávio Bauraqui na Caixa Cultural (RJ e Brasília).

Em 1987, recém-formada em teatro, estrela o musical “Gardel – Uma Lembrança”, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Em 1991, ganha o prêmio de melhor atriz de Teatro por sua atuação em “Uma Aventura Carioca”, de Caio de Andrade. É também indicada como uma das 10 melhores atrizes do ano de 1996 por “Futuro do Pretérito”, de Regiana Antonini.

Na televisão

Atualmente está atuando em “Malhação Seu Lugar no Mundo” (Rede Globo) na mesma emissora atuou também em: “Flor do Caribe”, “Negócio da China”, “Páginas da Vida”, “Laços de Família”, “As Brasileiras”, “Toma Lá Dá Cá”, “Faça Sua História”, “Casos e Acasos”. No Multishow atuou na série “Meu Passado Me Condena”.

No cinema

“Meu Passado Me Condena 2”; “Meu Passado Me Condena”; “Nosso Lar”; “Nesta Data Querida”; “Quem é Cezar?!”; “Um Show de Verão”; “A Breve História de Cândido Sampaio”.

IMORTAIS

Uma mulher simples, matriarca de rígidos princípios e muito apegada às tradições, está doente e desenganada. Decide passar seus últimos momentos no cemitério, ao lado de seu falecido marido. Ela sofre com o dilema de não ter um parente para realizar o ritual fúnebre da “coberta da alma”, em que o morto é interpretado por um ente querido para que sua alma parta em paz. Sua filha, que fugiu de casa há anos, retorna com um noivo, uma mulher em processo de transição para homem trans.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Newton Moreno Direção: Inez Viana Direção de Produção: Emerson MostaccoElenco: Denise Weinberg, Michelle Boesche e Simone Evaristo Trilha Sonora e Músico ao Vivo: Gregory Slivar Figurinos e Visagismo: Leopoldo Pacheco e Carol Badra Costureira: Judite Lima Camareira: Alaídes Alves Peruca: Emi SatoDreadlock: Marcos Baroni – Estúdio Baron iMaquiagem na Pré-Produção: Sergio GordinCenário: André CortezAssistente de Cenário: Carmem Guerra Cenotécnico:  Fernando Brettas – ONO-ZONE estúdio Sistema Hidráulico:Edison Salgueiro Jr. – TAILTEC Equipamentos Hidráulicos Contra regra: Márcio Santiago Iluminação: Wagner PintoOperador de Luz: Cláudio Cabral e Gabriel GreghiAssessoria de Imprensa: Pombo Correio Estagiário de Produção: Pedro ColombelliCatering ensaios: André Luís Pacheco da Silva – Quero Quilo Restaurante Produção:Mostacco Produções

SERVIÇO – IMORTAIS

Teatro Aliança Francesa – Rua General Jardim, 182, Vila Buarque

Temporada: de 22 de setembro a 3 de dezembro

Às sextas-feiras e aos sábados, às 20h30; e aos domingos, às 19h

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada), com venda na bilheteria duas horas antes do espetáculo ou pelo site Ingresso Rápido

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Gênero:  Drama

Lotação: 230 lugares + 4 lugares para pessoas com deficiências

Informações: (11) 3572-2379

 

O TESTAMENTO DE MARIA

O escritor ColmTóibin imagina como Maria, perseguida no fim de sua vida e no exílio, procura desvendar os mistérios que cercaram a crucificação de Jesus Cristo. Maria faz questão de falar somente a verdade. Ela encara não só a imensa crueldade dos romanos e dos anciãos judeus, e a estranha e inexplicável exaltação dos discípulos do seu filho, como também as suas próprias angústias e hesitações. Deste modo, além de mãe, de símbolo religioso e de figura histórica, Maria se revela uma figura de enorme estatura moral, uma verdadeira e inesquecível mulher.

COLM TÓIBIN – DRAMATURGO

Colm Tóibin nasceu em Ennisscorthy, no Condado de Wexford, na Irlanda. Ganhador de inúmeros prêmios de literatura, incluindo o Encore, e o IMPAC, de Dublin, foi também, duas vezes, finalista do prestigioso Booker Prize.

Sua obra já foi traduzida para mais de 30 línguas. No Brasil, foram publicados, até o presente, BROOKLYN, O SUL, EM TEMPOS SOMBRIOS, O MESTRE E O TESTAMENTO DE MARIA.

A peça O TESTAMENTO DE MARIA estreou em Dublin, com Mary Mullen no papel de Maria, e depois, foi vista na Broadway e depois em Londres, no Barbican Theatre, com Fiona Shaw interpretando a mãe de Jesus. Outras montagens da peça já foram realizadas em São Francisco e Chicago, nos Estados Unidos, na Espanha e na Itália.

RON DANIELS – DIRETOR

Diretor de teatro, de ópera e de cinema com atuação internacional. Nasceu em Niterói e reside em Nova York. Fez parte da formação amadora do Teatro Oficina. É hoje um dos diretores honorários da Royal Shakespeare Company, na qual foi diretor artistico do The Other Place, o teatro experimental da RSC. Encenou mais de trinta obras de Shakespeare na Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Brasil. Dirigiu, entre outros, Ian McKellen, Glenda Jackson, Claire Bloom, Dianne Wiest, Gary Oldman, Patrick Stewart, REalph Fiennes, Derek Jacobi, Juliet Stevenson, Kathleen Turner e Mikijiro Hira.Em 2009, assinou seu primeiro longa-metragem, Os Meninos da Guerra. Foi diretor do Instituto de Treino Avançado da Universidade de Harvard e lecionou interpretação e direção na Real Academia de Arte Dramática de Londres e ainda nas universidades de Yale, Nova York e Columbia, nos Estados Unidos, e no Teatro-Escola Celia Helena, no Brasil. Em 2000, encenou Rei Lear com Raul Cortez e em 2012, Hamlet, com Thiago Lacerda e, em 2015, dirigiu “Repertório Shakespeare” com Thiago Lacerda.

FICHA TÉCNICA

Texto:ColmTóibin Tradução: Marcos Daud e Ron Daniels Concepção, adaptação e direção: Ron Daniels Cenografia:Ulisses Cohn Figurino: Anne Cerutti Música originalmente composta e execução ao vivo: Gregory SlivarIluminação: Fábio Retti Diretor Assistente: Pedro Granato Fotografia: João Caldas Operação de luz: Claudio Cabral Assessoria de imprensa: Pombo Correio

SERVIÇO – O TESTAMENTO DE MARIA

Teatro Aliança Francesa – Rua General Jardim, 182, Vila Buarque

Temporada: de 27 de setembro a 30 de novembro

Às quartas e quintas-feiras, às 20h30

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada), com venda na bilheteria duas horas antes do espetáculo ou pelo site Ingresso Rápido

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos

Gênero: Drama

Lotação: 230 lugares + 4 lugares para pessoas com deficiências

Informações: (11) 3572-2379

Não Somos Amigas reestreia no Teatro Sérgio Cardoso dia 16 de setembro

Foto: Ligia Jardim

Peça enigma de Michelle Ferreira com direção de Maria Maya e as atrizes Lulu Pavarin e Sabrina Greve no elenco reestreia depois de temporada com ingressos esgotados no Sesc Consolação

Não Somos Amigas desafia o público a desvendar a relação entre duas mulheres que discutem em um apartamento perto do aeroporto.  É um labirinto retórico onde amor e ódio se revezam, colocando à prova nossas certezas sobre o significado do amor incondicional. Afinal, quem são elas, por que estão ali e o que realmente está acontecendo? 
 
De Michelle Ferreira, a peça volta ao cartaz no dia 16 de setembro de 2017 no Teatro Sérgio Cardoso (Sala Paschoal Magno). A peça tem direção de Maria Maya e o elenco é formado por Lulu Pavarin e Sabrina Greve.
 
Depois de mais de dez textos escritos e encenados, no Brasil e no exterior, Michelle Ferreira inaugura uma nova fase do seu trabalho: a escalada irracional. “O irracional nos guia mais, não necessariamente melhor, mas bem mais do que o racional. Temos que admitir que a racionalidade não é uma grande coisa e nem nos levou a um lugar tão elevado. Muitas vezes desprezamos o corpo e suas sensações, e somos domesticados por primícias que nem se quer acreditamos. O espetáculo é que fala da vida e da morte, emociona o público e o leva à reflexão. É um tratado de memória, de conflito e de amor, com o qual é possível dialogar com as sensações de quem assiste”.
 
SERVIÇO
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Magno. R. Rui Barbosa, 153. Telefone: (11) 3288-0136. Capacidade: 144 lugares. Temporada: de 16 de setembro a 2 de outubro. Horário: Sábados e Segundas às 20h; Domingos às 19h30. Duração: 60 minutos. Ingressos: R$ 40.
 
FICHA TÉCNICA
Texto: Michelle Ferreira
Direção: Maria Maya
Diretora Assistente: Cynthia Falabella 
Elenco: Lulu Pavarin e Sabrina Greve
Figurino: Tatiana Brescia
Desenho de Luz: Aline Santini 
Sonoplastia: Aline Meyer
Cenografia e Design Gráfico: Amanda Vieira
Fotografia: Ligia Jardim
Produção Executiva : Gustavo Sanna e Cesar Ramos
Assistente de Produção : Stella Rossi
Produção : Complementar Produções Artísticas 
Operadora de luz: Oliveira Azul
Operadora de som: Fernanda Sampaio
Assessoria de Imprensa : Pombo Correio
Idealização: Lulu Pavarin

​C​om direção de Elias Andreato, Cerbera faz crítica à classe média, que esconde suas perversões em discursos libertários

Foto: Cia do Ruído / Divulgação

Peça encerra trilogia de textos de Carol Rainatto, composta ainda por Oito Balas e Meia-Noite, Feliz Natal. Espetáculo estreia no Espaço Parlapatões, no dia 14 de setembro 

Uma classe média sem coragem de assumir suas doenças esconde sua perversão atrás de discursos libertários. Esse é o mote de Cerbera, que encerra a trilogia de peças escritas pela atriz e dramaturga Carol Rainatto, ainda composta pelos espetáculos “Oito Balas” (2016) e “Meia-Noite, Feliz Natal” (2016).
Com direção de Elias Andreato, o novo trabalho adota uma narrativa fragmentada em vários tempos, espaços e sensações para abordar diversas formas de morte (de gênero, sexo ou ideais). O enredo narra a história dos amigos Martin e Cecília, que estudam no mesmo colégio. Ele acredita que a amiga é a solução para todos os seus problemas.
 
A mãe de Martin é alcoólatra e vítima da fúria de um homem incontrolável. Além disso, o menino precisa lidar com o abuso sexual que sofre de sua professora de piano. O espectador assiste a tudo isso como se olhasse pelo buraco de uma fechadura.
 
O intenso jogo psicológico entre todos esses personagens é ofuscado pela sedução, o que revela a deformação máxima da sociedade contemporânea, sempre no limite entre a loucura e a morte.
 
Além de Rainatto, o elenco conta com a participação de Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson. Carolina Rossi assina a assistência de direção; Yan Montenegro, a trilha sonora; Diogo Monteiro, a cenografia; e Ananda Sueyoshi, o figurino.
 
CAROL RAINATTO
A atriz e dramaturga Carol Rainatto é formada pela Escola de Atores Wolf Maya e pela SP Escola de Teatro (no curso de dramaturgia), além de graduada em comunicação social. Na televisão, atuou nas novelas “Amor à Vida” e “I Love Paraisópolis”, ambas da TV Globo. Recentemente, participou do filme “Gostosas, Lindas e Sexies” (2017), de Vinícius Marques. Nos palcos, trabalhou com o Grupo XIX de Teatro e com a Cia. da Oficina dos Menestréis. Além de “Cerbera”, é autora das peças “Oito Balas” (2016) e “Meia-noite, Feliz Natal” (2016).
 
ELIAS ANDREATO
Com longa carreira no teatro, televisão e cinema, o ator e diretor paranaense Elias Andreato já ganhou importantes prêmios das artes cênicas, como Shell, APCA, APETESP, entre outros. Nas telinhas, atuou em novelas como “Beleza Pura”, “A Muralha” e “Suave Veneno”, e foi roteirista da série “Sai de Baixo”. Nas telonas, participou de filmes como “Sábado”, “Os Boleiros” e “O Príncipe”, de Hugo Georgete, e “Mãe”, de Luis Antonio Pereira. Nos palcos, algumas das muitas peças em que atuou são “Esperando Godot”, “Um Réquiem para Antonido”, “O And@ante”, “Doido” e “Andaime”. Também dirigiu os espetáculos “Rei Lear”, “Elza e Fred”, “Jocasta”, “A Casa de Bernarda Alba”, entre outros.
 
SINOPSE
Martin e Cecília estudam na mesma escola e são muito amigos. Ele acredita que ela é  a única capaz de solucionar seus problemas. A mãe de Martin é alcoólatra e vítima da violência de um companheiro incontrolável. Além disso, sua professora de piano abusa sexualmente dele. A peça tem uma narrativa fragmentada em vários tempos e espaços para retratar diferentes tipos de morte – de gênero, de sexo e de ideais. A encenação faz dura crítica à classe média atual, que prefere esconder suas doenças a lidar com elas.
 
FICHA TÉCNICA
Texto: Carol Rainatto
Elenco: Carol Rainatto, Rodrigo de Castro, Rodrigo Frampton, Victoria Blat e Ynara Marson
Direção: Elias Andreato
Assistente de Direção: Carolina Rossi 
Preparação Vocal: Camila Blat
Trilha sonora: Yan Montenegro
Cenário: Diogo Monteiro
Figurino: Ananda Sueyoshi
Arte: Lucas Sancho
Produção: Cecília Barçante
Assistentes de backstage: Homero Ligere e Mariana Spinola
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
 
SERVIÇO
“Cerbera”, de Carol Rainatto
Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação
Temporada: de 14 de setembro a 27 de outubro
Às quintas e sextas-feiras, sempre às 20h
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Lotação: 96 lugares

ATO FALHO Primeiro espetáculo da Cia Imaginária de Teatro reestreia dia 01/09 na Sala Multiuso do Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo

Foto: Leekyung Kim

Escrita, interpretada e dirigida pelas artistas Bruna Anauate e Tati Lenna, a peça faz um raio-x do contexto social em que vivemos com o excesso de conexões, informações e tecnologia que contraditoriamente nos levam a uma imensa solidão.

 

O último ano foi movimentado nos meios teatrais/culturais da cidade de São Paulo. A crise econômica que o país vem atravessando amedrontou patrocinadores, as verbas de cultura municipais sofreram cortes e a Lei Roaunet sofreu mudanças marcantes. Diante desse cenário desfavorável às produções artísticas independentes, as atrizes e dramaturgas Bruna Anauate e Tati Lenna, fundadoras da Cia Imaginária de Teatro, resolveram criar um espetáculo que se encaixasse neste momento de dificuldades tornando-se realizável independentemente de patrocínios ou editais.

“Estávamos cansadas de ter textos e projetos presos na gaveta pela impossibilidade de recursos que os viabilizassem. Acreditamos que a força do teatro está no texto e no ator. Esse material já tínhamos, então resolvemos investir nisso e criar uma montagem com o mínimo de recursos possível, focada na palavra e no jogo cênico.”

O espetáculo teve seus custos de produção supridos pelas próprias artistas que tiveram o retorno do investimento através da bilheteria da bem-sucedida primeira temporada no Espaço Cia do Pássaro em São Paulo.

A comédia dramática ATO FALHO reestreia dia 01 de setembro na Sala Multiuso do Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo para temporada até 24 de setembro. Bruna Anauate e Tati Lenna assumem praticamente a ficha técnica toda trazendo um espetáculo árido onde o riso se faz bastante presente.

“Optamos por assumir o maior número de papéis da ficha técnica possível para reduzir custos, logística e também para experimentarmos o teatro neste lugar mais essencial, o poder da síntese cênica. O produto artístico passa em todas as instâncias por nossas mãos. Assumimos todos os riscos e o retorno foi maravilhoso”.

Bruna Anauate e Tati Lenna, criadoras da Cia Imaginária de Teatro e do espetáculo ATO FALHO, se conheceram em 2008 no CPT – Centro de Pesquisa Teatral, sob a batuta de Antunes Filho, e desde então seguiram em contato. Bruna Anauate já havia se envolvido na área de produção em 2013 quando atuou como atriz e produtora em “Tem alguém que nos odeia”, texto de Michelle Ferreira. Tati Lenna investiu mais na área da dramaturgia ao integrar o Núcleo de Dramaturgia do Sesi através do qual publicou em 2016 seu primeiro texto teatral “Circo Chernobyl – Um ensaio sobre a peça”.

 

Sobre texto e direção

ATO FALHO foi escrito e dirigido quase que simultaneamente. Bruna Anauate e Tati Lenna uniram forças e através das experiências adquiridas ao longo dos mais de 15 anos de carreira, criaram o espetáculo. Os encontros semanais com improvisação e exercícios de dramaturgia resultaram no espetáculo composto por 6 cenas que se mesclam propondo um jogo para o espectador.

“Jogamos as peças e quem monta o quebra cabeça é o público. As peças são coringas e podem se encaixar de diversas formas permitindo que várias leituras sejam possíveis. Queremos o espectador ativo na obra e não entregar uma narrativa fechada.”

As cenas trazem à tona uma discussão sobre nosso momento social. Os personagens não são caracterizados permitindo que as sensações, emoções e atitudes por eles expressadas possam ser atribuídas a toda e qualquer pessoa independente de classe social, cor, credo, orientação sexual ou gênero.

“O excesso de informação e ferramentas de comunicação tornou o ser humano tão conectado a tudo que nos tornamos incapazes de nos conectarmos com nós mesmos, com nossas emoções e expectativas. Saímos por aí todos no piloto automático, impulsionados por uma ansiedade de viver desejos que nem conhecemos e isso gera um stress tão grande que nos tornamos fios elétricos desencapados, prontos para entrar em curto circuito ao menor contato com o outro.”

“Costumamos metaforizar que o espetáculo é uma dissecação da nossa sociedade. Se formos mexer nas nossas entranhas sociais encontraremos momentos parecidos com nossas cenas. Não se trata de particularizar este ou aquele personagem, trata-se de uma condição geral em que estamos vivendo ou sobrevivendo.”

 

Sinopse

Um ato falho. Um acidente. O acaso urbano. Uma distração. Uma tragédia. Um ritmo. Um descaso. Um descontrole. Uma cidade. Os trajetos. A manifestação dos dias, das esquinas, dos desejos. O congestionamento de viver. O cotidiano. O ato. A falha.

Um ato fortuito no cotidiano de uma mulher cansada desencadeia uma série de situações onde a fragilidade humana é revelada sem cuidado. Fatos aparentemente pequenos e irrelevantes assumem grandes proporções quando as personagens se encontram a ponto de explodir. Um copo que cai, um mascar de chicletes excessivamente barulhento, um atendimento de telemarketing que não se conclui, uma foto que não fica boa. Tudo, qualquer coisa, pode ser o estopim para uma revelação que estávamos tentando esconder na ansiedade de viver e cumprir um cotidiano aprisionador.

 

Serviço

Gênero: Comédia Dramática

Reestreia: 01/09 às 21hs – Sala Multiuso do Teatro Municipal da Mooca Arthur Azevedo – Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca

Temporada: Sextas e Sábados 21hs e domingos 19hs até 24/09.

Duração: 60min

Capacidade: 50 lugares

Preço: R$ 20,00 / R$ 10 (meia)

Carol Badra e Mel Lisboa voltam em cartaz com o espetáculo infantil PESCADORA DE ILUSÃO no Teatro Morumbi Shopping dia 9 de setembro

​Foto: Deborah Schcolnic

Dirigida por GpeteanH, a peça inspirada no livro A Mulher que Matou os Peixes, de Clarice Lispector foi pré-indicada seis vezes em cinco categorias do Prêmio São Paulo: melhor espetáculo, melhor autor de texto adaptado, melhor figurino, melhor atriz (Mel Lisboa e Carol Badra) e melhor trilha musical original
Pescadora de Ilusão conta a história de uma mãe que pede perdão aos filhos por ter esquecido de dar comida aos seus peixinhos vermelhos, o que fez com que eles morressem. Para justificar seu pedido de desculpas, Clarice garante que ama os animais e conta histórias divertidas sobre os bichos de estimação que passaram por sua vida, como o cachorro Dilermando e a macaquinha Lisete. No enredo da peça as atrizes Carol Badra e Mel Lisboa vivem as personagens EU e TU, duas atrizes, que pedem para as crianças perdoarem a Clarice Lispector por ter matado os peixes, assim como ela faz no livro. 
 
A adaptação do texto e direção geral do espetáculo são de GpeteanH, tendo como seu assistente Arnaldo D’Ávila. Em um clima de mistério, diversão e interatividade com a plateia, as atrizes explicam a importância do perdão e a relação com as perdas, separações e até mesmo a morte, fazendo uma analogia, entre as diversas histórias que intercalam a trama, com a morte dos tais peixinhos vermelhos. 
 
A encenação utiliza objetos e adereços animados, concebidos pelo diretor de arte Marco Lima, que assina também o cenário e os figurinos. Estes objetos são “pescados” pelas atrizes ou surgem de forma inusitada para ajudá-las a contar essa história.
 
“A dupla de atrizes ainda mostra a sua versatilidade ao cantar, sapatear e tocar alguns instrumentos, na bela trilha idealizada pelo diretor musical Pedro Paulo Bogossian, e na coreografia de Chris Matallo”, completa o diretor GpeteanH.
 
SINOPSE
PESCADORA DE ILUSÃO – As personagens EU e TU são amigas inseparáveis. O que as une é o amor pelo teatro. Um dia, decidem sair em defesa da escritora Clarice Lispector que esqueceu-se de alimentar os peixinhos de seus filhos. Para conseguirem seu intento, montam um espetáculo pedindo para que os espectadores perdoem a “Pescadora de Ilusão”.
 
SERVIÇO
Teatro Morumbi Shopping – Av. Roque Petroni Júnior, 1089
(11) 5183-2800
250 lugares
Temporada: 09/09 a 29/10
Dias e Horários: Sábado e Domingo, às 15h
Valores: R$ 50,00 (cinquenta) para inteira 
                 R$ 25,00 (vinte e cinco) para meia
Duração:  60 minutos
Classificação indicativa: Livre
 
FICHA TÉCNICA
Elenco: Carol Badra e Mel Lisboa 
Dramaturgia e direção: GpeteanH 
Diretor Assistente: Arnaldo D’Ávila
Diretor de Arte: Marco Lima
Diretor Musical: Pedro Paulo Bogossian
Coreografia: Chris Matallo
Iluminação: Alessandra Domingues 
Direção Técnica: Yuri Fabiano 
Confecção de bonecos e adereços: Zé Valdir Albuquerque
Costureira: Zezé de Castro
Fotos: Deborah Schcolnic
Direção de Produção: Cristiani Zonzini 
Direção Geral: GpeteanH 

Cia do Fubá apresenta A Menina Lia no Teatro Arthur Azevedo a partir de 9 de setembro

Inspirada no livro Matilda, do britânico Roald Dahl, o espetáculo foi vencedor do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro como Melhor Espetáculo para Plateia Infanto-Juvenil-2012

Lia tem seis anos e sua maior diversão é passar horas na biblioteca, lendo livros e mais livros – para desgosto de seus pais, que ficariam mais felizes se ela visse TV, “como toda boa criança”. Um dia, ela encontra o livro ”Matilda”, que fala sobre uma garota tão incompreendida quanto ela, e decide fazer como sua heroína: enfrentar o autoritarismo da diretora do colégio e o descaso dos pais para encontrar seu próprio final feliz. Mas para isso será preciso superar um obstáculo: diferente da personagem de Roald Dahl, Lia não tem poderesmágicos, e terá de usar a cabeça para resolver seus problemas.
 
O espetáculo se apresenta no Teatro Arthur Azevedo na Mooca em São Paulo, de 9 de setembro a 1 de outubro – sábados e domingos às 16h. Para assistir, basta doar um livro infantil ou infanto-juvenil não-didático em bom estado.
 
Produção da Cia do Fubá, A Menina Lia tem dramaturgia e direção de Fernanda Gamae é inspirado em Matilda, de Roald Dahl, mesmo autor de A Fantástica Fábrica de Chocolates. Criado em 2012 após ser aprovado no edital do 16º Cultura Inglesa Festival, o espetáculo foi vencedor do Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro como Melhor Espetáculo para Plateia Infanto-Juvenil-2012.
 
Com currículo extenso, A Menina Lia já realizou duas temporadas em São Paulo,  em 2012 e 2013, e depois passou a circular pelo interior de São Paulo, realizando mais de 150 apresentaçõesem mais de 30 cidades. Agora, o espetáculo retorna à capital em projeto contemplado pela 5 edição do Premio Zé Renato de Teatro,que tem como foco aumentar o interesse das crianças pela literatura através do teatro.
 
“Pra nós a relação com os livros sempre foi mágica, mas percebemos que hoje as crianças e os livros estão mais afastados” contam os integrantes da Cia do Fubá. “Isso tem a ver com as novas tecnologias, com a dificuldade de acesso aos livros, mas também com uma impressão de que ler é uma coisa chata, um dever de escola.”
 
“Este projeto quer contribuir pra aproximar as crianças dos livros, mostrando o encantamento que a literatura traz, através da trajetória da Lia no espetáculo, e também arrecadando livros infantis e infanto-juvenis em troca dos ingressos, que serão levados a crianças para quem o acesso ao livro é mais difícil”.
 
Todos os livros arrecadados nas apresentações serão doados ao Instituto DuGueto, e se tornarão acervo de bibliotecas comunitárias e pontos de leitura em áreas periféricas da cidade. O instituto atua na região de Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo, mais informações podem ser encontradas em https://www.facebook.com/InstitutoDugueto.
 
Vale a pena ainda frisar que serão aceitos apenas livros de ficção voltados ao público infantil e infanto-juvenil. Livros para público adulto e livros didáticos não podem ser trocados por ingressos. 
 
A CIA DO FUBÁ foi fundada em 2010, dentro do Núcleo Experimental do SESI-SP, por artistas que já se conheciam da Escola de Comunicações e Artes da USP. É formada por Bruno Gavranic, Fernanda Gama e Leonardo Devitto. O primeiro espetáculo, Que Aconteceu com Vô Quim?, tinha como tema as memórias familiares, estreou em 2011 no Teatro Cacilda Becker, circulando pelos CEUs em 2012 e apresentando-se no SESI Santos em 2013. Segundo espetáculo do grupo, A Menina Lia é inspirado em Matilda, de Roald Dahl, foi produzido para o 16º Cultura Inglesa Festival, venceu o Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012 na categoria Melhor Espetáculo Infanto-juvenil, foi convidado a participar de importantes festivais, como o Festival Paideia de Teatro para a Infância e Juventude 2013 e o Festival de Inverno de Garanhuns 2014, e já realizou mais de 150 apresentações por todo o estado de São Paulo, no Auditório Cultura Inglesa, Teatro Cacilda Becker, Sala Olido, SESCs Interlagos, Osasco, São Caetano, Itaquera, São José dos Campos e Santos, Teatro Alfredo Mesquita, Bibliotecas Públicas Municipais, Virada Cultural Paulista, Espaço Clariô, Viagem Teatral SESI 2013 e 2014, passando por dez cidades, Circuito Cultural Paulista, Festival de Teatro Infantil Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Festival de Teatro Infantil de Registro, Circuito SP de Cultura, além de circulação pelos CEUs da cidade de São Paulo e do Circuito SESI de Arte Educação, com apresentações em 18 cidades. Poetinha Camará, terceiro trabalho do grupo, parte da vida e obra de Vinícius de Moraes. Estreou em outubro de 2015 no Sesc Santo Amaro, seguindo depois por Sesc Santos, Presidente Prudente, Jundiaí, Itaquera, e Virada Cultural Paulista nas cidades de Botucatu e Assis em maio de 2016. Space Invaders, atualmente em fase de produção, é o primeiro trabalho do grupo voltado ao público adolescente. Tem texto de Fernanda Gama, escrito com o apoio do PROAC 2015 – Criação de Dramaturgia, e estreia prevista para outubro de 2017, com o apoio do edital PROAC 2016 – Produção de espetáculos infanto-juvenis.
 
FICHA TÉCNICA – A MENINA LIA
Dramaturgia e direção: Fernanda Gama
Elenco:
Bruno Gavranic (Sra Leonino)
Fernanda Gama (Lia)
Leonardo Devitto (Sr Lamas/Régis)
Paula Bega (Sra Lamas/Professora Mel/Amanda)
Cenário e Figurinos: Antonio Vanfill
Adereços: Victor Merseguel
Iluminação: Luciano Ferreira Alves
Trilha Sonora: Fernanda Gama
Cenotécnica e Operação de Som: Jimmy Wong
Designer Gráfico: Uibirá Barelli
Fotografia: Leekyung Kim
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Mídias Digitais: Elemento Cultural
Produção e Administração: Núcleo Corpo Rastreado
Realização: Cia do Fubá
 
SERVIÇO
Duração do espetáculo: 70 minutos
Recomendação etária: entre 06 e 12 anos 
Ingressos: um livro infantil ou infanto-juvenil não-didático em bom estado
 
De 9 de setembro a 1 de outubro no Teatro Arthur Azevedo
Sábados e domingos, às 16h
Av Paes de Barros, 955 
Capacidade | 340 lugares 
Telefone 11 2605-8007