Editorial: Mulher

Região Oeste terá Fórum em defesa dos direitos da mulher

Representantes de municípios da Região Oeste de São Paulo estão se unindo para construir um fórum de discussão de políticas públicas em defesa dos direitos da mulher. O foco estará nas ações de conscientização e prevenção à violência e ao feminicídio.

O primeiro passo para a criação do fórum foi dado na Câmara Municipal de Osasco, manhã desta terça-feira (5), quando as vereadoras Lúcia da Saúde (DC) e Dra. Régia (PDT) receberam representantes das câmaras municipais de Embu das Artes e Carapicuíba, da Prefeitura do Município de Osasco e da Ordem dos Advogados do Brasil – 56ª Subsecção de Osasco, para debater o tema.

A idealizadora do encontro, Vereadora Lúcia da Saúde, pretende iniciar o trabalho a partir do mês de março, que é dedicado à mulher, com uma grande caminhada de conscientização. A expectativa dela é que o fórum aconteça no mês de maio.

“Queremos promover tudo que venha ao encontro da mulher no sentido da conscientização, porque a mulher não está na vida de um homem para apanhar ou ser morta, mas para ser valorizada”, diz.

A Vereadora Dra. Régia, que é autora de um projeto de lei que envolve essa temática, acredita que essa primeira reunião é importante para Osasco e região, porque viabiliza o debate de assuntos que favoreçam a discussão de políticas públicas para as mulheres.

“Tenho aqui na casa um projeto que é uma Semana de Conscientização e Combate à Violência e Feminicídio e a gente espera que conseguir fazer essa conscientização de muitas mulheres, através dos órgãos, de entidades e de igrejas, para que esses fatos possam ser minimizados”, salienta. 

A Vereadora Rosângela Santos (PT), de Embu das Artes, ressalta que o encontro na Câmara de Osasco é o início de um projeto que permitirá cuidar das mulheres da região, por meio de políticas públicas “para defender os direitos das mulheres contra o feminicídio, a favor das creches e da melhoria na saúde”.

Já a Vereadora Cida Carlos (PT), de Carapicuíba, reforça que o tema do fórum é bastante atual, porque há um grande número de mulheres que estão se empoderando para tentar se libertar da violência que sofrem.

Dentre os assuntos em pauta, uma das principais reivindicações é que as delegacias de defesa da mulher funcionem 24 horas por dia e também nos finais de semana. Segundo as vereadoras, a medida deve auxiliar no registro de ocorrências de violência contra a mulher, em conjunto com outras ações, como a implantação de centros de atendimento específico às vítimas de violência.

Consórcio da Região Metropolitana de São Paulo lança CASA ABRIGO para Mulheres Vítimas de Violência

O CIOESTE- Consórcio Intermunicipal da Região Oeste de São Paulo, lança nesta sexta-feira, 14 de Dezembro, às 9h da manhã, no Centro de Convenções Rio Negro em Alphaville- Barueri, a Casa Abrigo- com o objetivo de proteger mulheres vítimas de violência da região metropolitana.

Para o Presidente do Consórcio Elvis César, que abrirá o evento, “Quando pensamos na Casa Abrigo foi com o objetivo de ajudar as mulheres a romperem o ciclo de violência e fortalece-las a fim de começarem uma nova vida com autonomia e direitos respeitados.”

A Casa abrigo é um serviço de acolhimento institucional voltado a políticas públicas para mulheres em situação de violência doméstica e risco iminente de morte, seu objetivo é promover proteção integral as mulheres e seus filhos durante um período mínimo de tempo de seis meses e articular outras políticas públicas para ruptura e superação do ciclo de violência.

O lugar da Casa Abrigo é sigiloso só podemos dizer que atenderá aos oito municípios conveniados com o Programa. Tem capacidade 20 pessoas no total, independe do número de famílias.

A mulher e seus filhos só irão para a casa abrigo em última instância, após todas as tentativas de localizar família em outros municípios, estados, amigos… Se não for possível proteger essa mulher sem o abrigo, aí sim essa mulher receberá o acolhimento na Casa.

O trabalho será feito de modo intersetorial de polícias públicas e serviços e com olhar interdisciplinar técnico da equipe da Casa Abrigo e rede local de atendimento e apoio regional dos municípios conveniados. A mulher vítima de violência terá apoio psicológico, jurídico, social e atividades socioeducativas, além de palestras sobre os seus direitos.

O Cioeste abriu um edital e a Ong vencedora que cuidará da Casa Abrigo é a Fala Mulher

Falamulher.org.br A Associação atua há 14 anos no enfrentamento à violência contra a mulher, na defesa e garantia de direitos de crianças, adolescentes e idosos, visando uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Lançamento CASA ABRIGO/ Para Mulheres Vítimas de Violência

Sexta-feira, 14 de Dezembro, às 9h

Centro de Eventos Rio Negro

Ed Demini- Alameda Rio Negro, 585- Alphaville Barueri






Fórum de Saúde encerra atividades do Mês da Mulher em Jandira na sexta-feira (31/03)

Mulheres realizam pedágio com orientações sobre empoderamento feminino (Roberto Andrade/PMJ)

Evento debate avanços do atendimento dedicado ao público feminino nas unidades de saúde do município

Após um mês inteiro de atividades voltadas ao público feminino, a Prefeitura de Jandira encerra a programação com a realização do Fórum de Saúde da Mulher, na próxima sexta-feira (31/03), a partir das 14 horas. O evento, que acontece na ETEC Jandira (Rua Elton Silva, 140 – Centro), tem como objetivo debater avanços nas políticas de saúde voltadas à mulher no município.

O Fórum é a última atividade da extensa programação desenvolvida pela Diretoria de Políticas para a Mulher e Igualdade Racial de Jandira. Ao longo do mês, inúmeras palestras, eventos sociais, apresentações culturais e ações desportivas foram realizadas em toda a cidade, envolvendo milhares de pessoas.

Ao longo dessa semana, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Núcleos de Integração e Cidadania (NIC) receberam palestras sobre economia solidária, participação da mulher na sociedade e no mercado de trabalho. Além disso, na última semana, moradoras da cidade participaram do Pedágio Mulher, distribuindo panfletos e conscientizando as pessoas sobre o empoderamento da mulher, na região central.

De acordo com a diretora da Mulher, Márcia Barufi, a programação cumpriu sua meta. “Queremos ampliar a participação da mulher na sociedade. Para isto, é preciso que sejam desenvolvidas mais ações como estas, voltadas à conscientização e a valorização do público feminino. Estamos no caminho certo, uma vez que o Mês da Mulher foi muito proveitoso”, concluiu Márcia.






Prefeitura de Jandira assina convênio com MP e lança projeto “Guardiã Maria da Penha”

Prefeitura de Jandira assina convênio com MP e lança projeto

Com o objetivo de oferecer mais segurança às mulheres que sofrem violência doméstica em Jandira, um convênio foi firmado na tarde desta quarta-feira (09) entre a Prefeitura Municipal e o Mistério Público de São Paulo, que garante a implantação do projeto ” Guardiã Maria da Penha” no município.

        O projeto consiste em garantir a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica a partir de visitas domiciliares realizadas pela Guarda Civil Municipal. Jandira foi a primeira cidade da região a implantar o projeto.

       A cerimônia de assinatura aconteceu no auditório da ETEC, e contou com a presença da Promotora de Justiça do Estado de São Paulo e Coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica, Dra. Valéria Scarance. Na oportunidade, Valéria falou sobre os índices de violência cometida às mulheres no Brasil.

Dentre 83 países que mais matam mulheres no mundo, o Brasil ocupa o quinto lugar. Mas há uma boa notícia, enquanto esses índices crescem no Brasil, esses números diminuíram em São Paulo 30%, graças também, ao projeto Guardiã Maria da Penha”, destacou a promotora.

Para o Secretário Municipal de Segurança de Jandira, Rogério Vieira, “a mulher, apesar de toda força que possui, precisa do apoio ao direito da proteção contra a violência doméstica”, considerou o secretário.

Já para a diretora de Políticas Públicas para Mulheres, Marly Lobato, as mulheres alcançaram diversos direitos, porém elas continuam sofrendo preconceito. “O projeto foi realizado com o intuito de garantir segurança às mulheres que já conseguiram ter acesso aos seus direitos e contraditoriamente não são reconhecidas como tal”, ressaltou Lobato.

Na ocasião os promotores de justiça de Jandira, prestigiaram a cerimônia e entregaram os certificados aos guardas civis municipais que se capacitaram para a realização do projeto. A GCM, cedeu  ainda, uma viatura para o patrulhamento exclusivo às residências das vítimas.






Mulher: Aqui jaz o sexo frágil!


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Não, a mulher não é o “sexo frágil”. Também não é o “segundo sexo”. O que coloca as mulheres na situação de fragilidade e numa suposta segunda posição da fantasiosa hierarquia dos gêneros é a cultura do machismo e do patriarcalismo.

Por isso, é importante termos discussões voltadas especificamente para as mulheres, a fim de que elas se conheçam cada vez mais, assumam seu protagonismo na vida, na sociedade e em si mesmas. Para que elas tenham as mesmas condições que nós, homens, de tomar as rédeas das suas vidas sem precisar ser à sombra do gênero oposto.

VENCENDO BARREIRAS E CONQUISTANDO SEU ESPAÇO

É claro que debater a saúde da mulher, nesse sentido, é compreender um pouco também de uma “saúde social” que envolve a cultura do nosso povo. Segundo ranking anual do Fórum Econômico Mundial, o Brasil avançou 20 posições em termos de igualdade de gênero, saindo da 82ª para a 62ª posição, entre 135 países pesquisados.

O aumento da participação feminina em cargos políticos e em sistemas educacionais são os principais responsáveis pela melhoria do índice.

“Isso é coisa de homem e isso é coisa de mulher” diziam (dizem) os pais. Esses ensinamentos de infância refratam a realidade do trabalho e nos faz compreender porque, até hoje, raramente vemos mulheres operando máquinas, e, quando vemos, chamamos a imprensa para fazer uma reportagem, já que se torna a algo incomum, exótico, extraordinário.

Dentro desse contexto, exaltemos a personalidade transgressora da mulher e incentivemos os homens a não terem medo de pisar no solo tido como feminino. Podemos caminhar por todas essas representações, experimentá-las, nos identificarmos com elas – ou não – e construir uma identidade própria. Permita-se!

Por José Roberto Marques






Itapevi: A trajetória das mulheres na política está apenas começando

Camila Godói (2013/2016)

Camila Godói

A força da mulher está presente nas universidades, mercado de trabalho, maioria do eleitorado e ocupa mais espaço no mercado de trabalho, esses são apenas alguns números que demonstram o avanço feminino em diferentes seguimentos da sociedade.

Essa conquista também vem refletindo nas decisões políticas e na defesa dos seus direitos, pois a presença feminina teve um crescimento no Poder Legislativo nas eleições de 2014. Elas passaram a ocupar 10 % do total das 513 cadeiras na Câmara Federal.

Em Itapevi, a 13 ª legislatura (2013/2016) passou a contar com três mulheres, uma bancada18% maior que a legislatura anterior (2009/2012), quando a Casa de Leis tinha apenas uma representante, a ex-vereadora Sonia Salvarani.

No mês que se comemora o Dia Internacional da Mulher, as vereadoras Camila Godói, Erondina Godoy (Tininha) e Inácia dos Santos falaram sobre os caminhos da mulher na política.

“A participação da mulher na política vem crescendo a cada ano no Brasil, o que tem contribuído no fortalecimento da democracia, no combate da exclusão e, principalmente, na luta pela igualdade social e pelos direitos da mulher”, disse a vereadora Camila, que ainda destacou a eleição da primeira mulher na Câmara de Itapevi. “A nossa cidade teve sua primeira mulher no Poder Legislativo em 1969 com a eleição da Maria Aparecida Franco”.

Inácia dos Santos (2013/2016)

Inácia dos Santos

A vereadora Inácia dos Santos destacou que apesar dos obstáculos, a mulher consegue equacionar a vereança e a família. “Não é fácil a vida da mulher na política. Por natureza a mulher é multitarefa, porém ao ingressar na vida pública essas tarefas mais que duplicam. A vereadora tem que fiscalizar o serviço público, cobrar, propor e defender leis para cidade, atender a população, além desta jornada ela não descuida do lar, pois ainda cuida da família, porém tudo isso só é possível quando com o apoio do marido e dos filhos”, disse Inácia.

As mulheres são maioria do eleitorado no país (51,7%, segundo dados da Justiça Eleitoral). Segundo as vereadoras esses dados sinalizam ainda mais a necessidade dos governos atenderem essa parcela da sociedade com políticas públicas. “Esses números são positivos, mas muito ainda precisa ser feito para ampliar a participação feminina na política, além de fortificar ainda mais a participação das mulheres, negros e índios no processo de construção da democracia”, argumento Tininha.

Apesar dos avanços, a vereadora Camila acredita que a mulher ainda tem muito um longo caminho para trilhar na política. “A trajetória das mulheres na política está apenas começando”.

Mulheres eleitas para Câmara Municipal

Camila Godói (2013/2016)
Erondina Godoy (2013/2016)
Inácia dos Santos (2013/2016)
Sonia Salvarani (2001/2004 – 2005/2008 – 2009/2012)
Aparecida Fernandes (2001/2004)
Maria Ruth Banholzer (1993/1996 – 1997/2000)
Geone Xavier Pereira (1993/1996 – 1997/2000)
Norma Lucia Ribeiro (1993/1996)
Benedita Morelli Franci (1989/1992)
Maria Aparecida Franco (1960/1963 – 1973/1977)

Tininha

Erondina Godoy – Tininha

 

Fotos: Bruno Netto