Editorial: MAS

Pesquisa MAS aponta que população desaprova Bolsonaro e é contra reforma da Previdência

Levantamento ouviu moradores de Araçariguama, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Pirapora do Bom Jesus e Vargem Grande Paulista; pesquisa ainda será feita nas demais cidades que integram o Cioeste

Em boa parte da região oeste, a maioria dos moradores vê a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) como ruim ou péssima e quase metade não gostaria que a reforma da previdência fosse aprovada. 

Os dados fazem parte de pesquisa do Instituto MAS, que ouviu 1.705 moradores das cidades de Araçariguama, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Pirapora do Bom Jesus e Vargem Grande Paulista, sobre a percepção do atual governo e como as coisas têm sido encaminhadas até aqui. 

Bolsonaro completou os primeiros seis meses de governo e ainda não conseguiu a aprovação da reforma da previdência, tida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, como fundamental para o crescimento do Brasil e para contornar a situação das contas públicas. A oposição questiona o argumento e alega que a população mais pobre sofrerá em caso de aprovação.

Em meio ao embate, a gestão de Bolsonaro foi considerada ruim/péssima por 37% dos entrevistados. Outros 26% disseram que aprovam o início do mandato do presidente, enquanto 27% consideram regular o atual governo. Outros 10% não opinaram ou não souberam responder. Chama a atenção que em todas as cidades pesquisadas, Bolsonaro teve mais votos na eleição do ano passado. 

De acordo com o cientista político, Marcos Agostinho, diretor do Instituto MAS, o índice de ótimo e bom da avaliação do governo é inferior, se fosse feito um paralelo dos resultados com a intenção de voto de Bolsonaro na região, sobretudo, a do segundo turno das eleições. A queda e o aumento do número de que consideram o governo regular, segundo o cientista, pode ser explicada. “O número de pessoas que considera a gestão regular ainda não conseguiu enxergar o sentido desse governo, não sabem avaliar se é bom ou ruim”, explica.

Esse percentual, de certa forma, segue a mesma tendência de outros levantamentos feitos em nível nacional. “A expectativa de avaliação do governo era bem alta, passado o primeiro mês de atuação, ela se manteve, porém, no terceiro mês caiu, e agora, houve queda ainda maior. “Pela primeira vez, é nítida a diferença entre aqueles que aprovam e desaprovam o governo Bolsonaro, sendo que o saldo é negativo”, ressalta. 

Numa avalição sobre as ações do governo federal, Agostinho afirma que elas não priorizam as grandes pautas do país, focando apenas na questão econômica, por meio da reforma da Previdência, e outros compromissos morais, como as propostas da campanha na questão do armamento, do combate à esquerda e às artes, por meio da limitação da Lei Rouanet”, diz.

Para o cientista, se existem distorções nos subsídios sociais e nas leis de incentivo à cultura, os mesmos poderiam ser corrigidos e não extinguidos. “Existe uma série de contradições desse governo que passam a ser cada vez mais explícitas aos olhos da população, como a participação do presidente na cúpula do G20”, relembra, onde Bolsonaro evitou tratar de pautas como o Meio Ambiente, relevantes para as 20 maiores economias do mundo.

A expectativa de mudança concreta do País, com a eleição do governo Bolsonaro, começa a ruir pouco a pouco, restando apenas o núcleo mais radical, de acordo com o cientista. “Os liberais que aderiram ao Bolsonaro já perceberam que suas ações não apontam para uma perspectiva de melhora do Brasil”.

Previdência

Sobre a reforma da previdência, os índices são ainda mais desfavoráveis ao gestor. Segundo o MAS, 47% dos entrevistados disseram ser contra o projeto que muda as aposentadorias, 37% é a favor. Outros 9% se declararam indiferentes a proposta e 7% não souberam responder. “Passado o período de aprovação dessa reforma, se ocorrer, o que virá depois? Qual é a política de emprego, da reindustrialização do País; o que fará com as novas tecnologias e a política de direitos humanos? A grande dúvida em relação a que veio o governo Bolsonaro, permanece”, concluiu.

Sequência

A pesquisa de avaliação do governo Jair Bolsonaro prossegue nas cidades de Barueri, Santana de Parnaíba, Osasco e Jandira, que integram o Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo), e será divulgada pelo Instituto MAS ao longo desse período que celebra os 20 anos dos MAS. 

Saúde é o problema mais citado em pesquisa do Instituto MAS nas cidades da região.

Segundo pesquisa do Instituto MAS, problemas enfrentados na saúde, segurança e educação são os mais citados pelos moradores da região. (Victória Vasconcelos – Barueri Eventos)

Segurança e educação estão no ranking das maiores críticas feitas pelos entrevistados

O Instituto MAS Pesquisa revela em levantamento divulgado na segunda-feira (24) pelo cientista político Marcos Agostinho que ausência de médicos, medicamentos, atendimento ineficiente e falta de hospitais e postos de saúde são os principais problemas da região, com 48,2% das citações na média.

Foram entrevistados 3.506 moradores de nove cidades: Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Cotia, Barueri, Santana de Parnaíba, Araçariguama e Vargem Grande Paulista.

Na estratificação por cidades, Jandira lidera as críticas na área, com 57%. Na contramão, aparece Araçariguama, com 31,8%.

O segundo maior problema apontado pelos entrevistados é falta de segurança, com enfoque para violência urbana, que envolve principalmente, assaltos, tráfico de drogas e ausência de policiamento.

A cidade mais segura da região, segundo entrevistados, é Cotia, onde apenas 4,7% apontaram a falta de segurança como problema. A população mais insegura está em Osasco (34,8%).

Na terceira posição do ranking de problemas na região, está a educação, com destaque para falta de materiais e uniformes escolares, além de professores e baixa qualidade de ensino. Dentre as nove cidades avaliadas, Jandira aparece com o maior número de reclamações (31,8%), enquanto que Cotia está com 8,9%.

Destacada na pesquisa, a falta de vagas em creches é problema citado por 8,5% dos entrevistados na região. Na estratificação por cidades, Carapicuíba e Jandira lideram, com 17,9% e 15,4%, respectivamente. Com menor número de citações está Cotia (3,4%).

 

Tarifa e transporte público

Problemas que resultaram em manifestações no início do ano, como aumento da tarifa de ônibus e qualidade do transporte público é apontado por 2,9% dos entrevistados na região. Santana de Parnaíba tem o maior número de ocorrências, 5,2%, enquanto que Cotia aparece na contramão, com 1,3%.

Para Marcos Agostinho, as gestões precisam atuar de acordo com as necessidades da população. “Muitas vezes, nota-se que o administrador não concentra esforços para atuar na área que a população anseia mais investimentos. Os entrevistados, que reclamam da qualidade da saúde, apontam que esta é a terceira prioridade dos governos. Não há atenção para aquilo que deve ser passado à frente, como a saúde, segundo os dados que levantamos”, destacou.

Até a conclusão desta matéria, o Instituto MAS não havia concluído a estratificação da cidade de Pirapora do Bom Jesus.






Instituto MAS Pesquisa firma parceria com Amecom

Marcos Agostinho firma nova parceria para dar visibilidade à PRM 2017. (Divulgação)

Associação que reúne profissionais da imprensa regional irá contribuir com a divulgação da PRM 2017

O Instituto MAS Pesquisa ganhou mais um reforço para a Pesquisa Regional de Mercado (PRM) 2017. Trata-se da Associação Metropolitana de Comunicação, que reúne mais de cem profissionais que atuam na Região Oeste da Grande São Paulo.

De acordo com o presidente da entidade, Mauro Sérgio, a parceria tem como objetivo contribuir com a divulgação dos levantamentos realizados pelo Instituto MAS Pesquisa.

“Conhecemos o histórico da empresa, que completa 18 anos de atuação, e o trabalho sério do sociólogo Marcos Agostinho. Vamos trabalhar em conjunto para dar transparência ao resultado sobre a atuação dos prefeitos”, destacou Mauro. Ainda segundo ele, o levantamento é positivo para a população, que será ouvida, e também aos gestores, que terão conhecimento dos anseios dos munícipes e ainda saber se o trabalho realizado nos 100 primeiros dias do ano está satisfatório”.

Para Marcos Agostinho, sociólogo e proprietário do Instituto MAS Pesquisa, a parceria com a Amecom dará mais visibilidade aos resultados. “Houve muitas tentativas de reunir os profissionais da imprensa nos últimos anos, mas agora vemos nesta Associação o resultado positivo do esforço dos profissionais. Sem dúvida, a Amecom é e continuará sendo uma importante entidade para fortalecer a democracia e a categoria.”

 

A PRM

O Instituto MAS prepara a quinta edição da Pesquisa Regional de Mercado (PRM), que neste ano terá como foco avaliar os primeiros 100 dias de governo, os problemas das cidades, na visão dos entrevistados, e a opinião sobre a política local. Também terá questionamentos voltados às eleições de 2018, quando haverá disputas para deputados estadual e federal, governador e presidente.

A pesquisa será realizada em dez cidades, integrando as que compõem o Cioeste, Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Cotia, Barueri, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus, além de Araçariguama e Vargem Grande Paulista.

A PRM entrevistará 3.500 moradores distribuídos nas dez cidades, permitindo uma margem de erro de menos de 1% no geral da região e de 4% por cada um dos municípios, e os resultados serão apresentados no dia 24 de abril, durante coletiva de imprensa, às 19h, no auditório do Diário da Região (Rua Ester Rombenso, 349, Centro, Osasco)

 






Instituto MAS inova na região com tecnologia para realizar pesquisa

Marcos Agostinho inova ao colocar a tecnologia como aliada às pesquisas de mercado (Michela Brígida/Arquivo Agência Impacto)

Neste mês, Instituto realizará levantamento utilizando tecnologia mobile para coleta de informação

Com 18 anos de atuação, o Instituto MAS volta a inovar. Para a 5a edição da Pesquisa Regional de Mercado (PRM) a empresa fará uso da tecnologia mobile para realizar as entrevistas. Por meio de aplicativo (APP), o Instituto planeja substituir gradativamente a utilização de formulários impressos.

O resultado final almejado pela empresa é fortalecer ainda mais a confiabilidade e assertividade na coleta de informações dos moradores. “Vamos ter a tecnologia aliada ao nosso trabalho, garantindo mais agilidade na tabulação dos dados e menor custo”, destacou o sociólogo e proprietário do Instituto, Marcos Agostinho.

A pesquisa a ser realizada a partir da primeira semana deste mês terá como objetivo avaliar a expectativa da população com relação aos 100 primeiros dias de governo de dez cidades (Osasco, Carapicuíba, Barueri, Itapevi, Jandira, Cotia, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Vargem Grande Paulista e Araçariguama).

O APP foi criado por meio da plataforma uMov.me, referência no Brasil em tornar a coleta de informação ainda mais padronizada, ágil, segura e qualitativa. Com o uso do aplicativo e, por meio do geoprocessamento, será possível ter acesso aos resultados em ‘tempo real’, além de acompanhar a localização e deslocamento dos pesquisadores em campo.

“Enquanto o pesquisador está na rua, as informações são disponibilizadas no mesmo instante para que, no escritório do Instituto, já iniciemos as análises e a formatação das tabelas”, explicou Marcos Agostinho.