Editorial: LIBRAS

Alunos da Emef Sandro Luiz aprendem Libras por meio do projeto Mãos que Falam

Alunos estão muito interessados em aprender a linguagem dos sinais

Os alunos da Emef Sandro Luiz Braga, do Engenho Novo, estão participando de um projeto que visa ampliar cada vez mais o processo de inclusão entre toda a comunidade escolar.

Trata-se do projeto da professora Ana Cláudia da Silva, denominado “Mãos que Falam”.

A iniciativa tem o intuito principal de ensinar aos pequeninos alunos do 1º ano a Língua Brasileira de Sinais (Libras). O projeto visa inserir todos os alunos e também as pessoas surdas no contexto escolar promovendo inclusão social em todos os sentidos, tornando-os agentes multiplicadores em vários segmentos e, dessa forma, transformando vidas e cumprindo seu papel como seres críticos. 

É sabido que os surdos sofrem com a falta de comunicação e isso impacta a vida de muitos deles.  A sociedade brasileira ainda não está preparada para lidar com situações de comunicação com crianças, jovens e adultos surdos porque o processo de inclusão é, muitas vezes, tardio, o que leva à exclusão dessa comunidade de certas situações no contexto social.

Durante as aulas a professora faz diariamente com os alunos um ditado das letras do alfabeto, que além de oral, são mostrados em libras para que eles estabeleçam relação entre a linguagem falada e a língua de sinais.  “Também são apresentados os números até 10, cumprimentos, dias da semana, contos, cantigas e músicas, nomes de animais e insetos e cores, nome de alimentos e frutas. Assim, iremos treinar a sinalização desses nomes diariamente nas aulas remotas no Hangout Meet e atividades no Google formulários, Google apresentação, vídeos e músicas”, explica a professora.

Com o retorno às aulas presenciais, as crianças continuam realizando essas mesmas atividades, mas agora com mais entusiasmo por estarem frente a frente com a professora, tendo contato com outros colegas e também usando recursos oferecidos pela escola, como a lousa digital, cartazes elaborados por eles e fazendo apresentações para os colegas de sala.

Assistência Social retoma aulas de LIBRAS

Foto: Marcelo Deck 

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, acompanhou no sábado, 11/9, a aula inaugural do curso de LIBRAS para Todos (Língua Brasileira de Sinais), oferecido pela Secretaria de Assistência Social a pessoas com deficiência auditiva. O evento aconteceu no Centro de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Avenida Marechal Rondon, 263, Centro) e marca a retomada das atividades após a suspensão no ano passado em razão da pandemia do corona vírus. 

Na cerimônia de retomada das atividades houve uma homenagem ao ex-professor do curso, Sérgio Medina de Oliveira, falecido recentemente.  

Na última turma que se formou, em 2019, 554 alunos participaram do curso, que tem quatro meses de duração. São duas turmas por ano. A aulas presenciais acontecem nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e seriam retomadas na segunda-feira, 13/09, seguindo os protocolos de distanciamento em razão da pandemia. Ouvintes que queiram aprender também podem participar do curso, ministrado desde 2010. 

“Este é mais um dos nossos projetos de inclusão das pessoas e o trabalho é feito por profissionais que têm o verdadeiro compromisso com o ensino, com a inclusão. O professor Medina foi muito especial nesse trabalho para todos nós, para a assistência social da cidade. Estava sempre alegre, disposto a fazer o seu melhor. Vamos trabalhar para continuar sempre melhorando o trabalho de inclusão em Osasco”, disse Rogério Lins. 

“A comunicação por LIBRAS é fundamental não apenas para as pessoas com deficiência auditiva, mas a toda a sociedade, porque a pessoa que não ouve está inserida no ambiente familiar e social”, comentou o secretário de Assistência Social, José Carlos Vido. 

A Língua Brasileira de Sinais é a forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual e motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. 

Osasco conta com dois Centros Especializados em Reabilitação (CER), um no Jardim Cipava (Edmundo Campanhã Burjato), na zona Sul, e outro na Vila dos Remédios, zona Norte, administrado pela Associação Mantenedora de Mães Especiais (AMME), organização de caráter filantrópico que desenvolve programas voltados ao atendimento de crianças, jovens e adultos com alguma deficiência física ou intelectual.