Editorial: estreia

TV Cultura estreia o game show Tá Certo?

Foto: Nadja Kouch

A competição bem-humorada traz respostas para dúvidas curiosas, em um programa com bonecos voltado para toda a família. A atração chega à emissora nesta segunda-feira (11/9) e vai ao ar de segunda a sexta, às 20h30

Bonecos com diferentes personalidades disputando um game show movido a perguntas curiosas: assim é o Tá Certo?, programa que a TV Cultura estreia na segunda-feira (11/9), às 20h30, com apresentação do humorista Warley Santana. A novidade vai ao ar de segunda a sexta-feira, com transmissão simultânea no YouTube.

Clique aqui para baixar fotos em alta resolução e a vinheta de abertura do programa.

A cada episódio, Tá Certo? reúne três competidores que disputam um prêmio intrigante e, às vezes, não muito convencional. Eles são desafiados a responder questões que variam entre temas de Tecnologia, Futuro, Gente e Natureza. Instigantes, as perguntas são feitas sempre por figuras conhecidas do cenário artístico, esportivo e intelectual, como Sérgio Mamberti, Raí, Daniel, Nasi, Fábio Porchat, Fafá de Belém, Maria Fernanda Cândido, Renato Teixeira, Rivellino e Zélia Duncan.

Por que a gente treme quando está com frio? O que acontece com o nosso corpo no horário de verão? Nossos gestos podem revelar o que estamos pensando? Por que nosso cérebro reage à TV como se fosse realidade? O papel pode ser tão duro como o aço? Perguntas como essas são lançadas aos participantes, que, à sua maneira, tentam acertar as respostas e vencer a competição do episódio. Nos vídeos que apontam se o boneco está certo ou não, o público se diverte e fica a par das respostas.

 

O programa reúne bonecos participantes de diferentes regiões, idades, profissões e níveis de escolaridade, como Dudu, Edmilson Som, Geisinha, Valtinho, Edwirges, Fafá, Bob e Dona Zilda. Quem também está sempre presente em cena é Tosco, um ET que veio do Mundo dos Monstros fazer um intercâmbio na Terra. No Tá Certo?, ele assume a função de diretor, contrarregra, cinegrafista… Um verdadeiro “faz tudo”! Os bonecos são manipulados e interpretados por nomes de referência, como André Milano (Sésamo e Cocoricó), Kelly Guidotti (Cocoricó e Sésamo) e Paulo Henrique (Que Monstro Te Mordeu? Sésamo).

Com trinta minutos de exibição, os episódios são apresentados por Warley Santana, ator, humorista, tradutor, intérprete e ventríloquo. Ele se tornou nacionalmente conhecido durante sua participação no programa CQC, além de atuações em diversas produções, como publicidade, séries, curtas e longas-metragens. “O objetivo principal do programa é incentivar jovens e adultos a desenvolverem raciocínio e criatividade, além de despertar a curiosidade para temas do cotidiano”, explica ele.

Para o presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, a estreia da atração dá continuidade à tradição da emissora de levar ao ar programas que estimulem a curiosidade e o interesse por novos conhecimentos: “a televisão brasileira carece hoje de um programa familiar, capaz de informar, divertir e educar várias gerações. Vimos esse potencial noTá Certo?. O uso de bonecos no formato de game show permite que perguntas cheguem até as pessoas de forma leve, incentivando-as a aprender mais sobre diferentes temas”.

Segundo Marcos Amazonas, idealizador do projeto, “as perguntas que movem o programa são surpreendentes e inusitadas para aguçar a curiosidade do público. E a liberdade que os bonecos possuem ao respondê-las proporciona um resultado que os torna um pouco transgressores, por meio de um humor leve, divertido, ideal para toda a família”.

Tá Certo? é um programa da Libertà e tem direção assinada por Léo Liberti. O presidente Marcos Mendonça também reforça a importância de fomentar a produção independente: “abrigar em nossa grade atrações nacionais de qualidade, selecionadas de maneira plural e democrática, é uma das missões da TV Cultura”.

Saiba mais sobre o apresentador e cada um dos personagens:

  WARLEY SANTANA – APRESENTADOR 

Simpático  e divertido, é ele quem comanda o programa. Apesar de fazer brincadeiras e ser engraçado, é um contraponto à maluquice dos bonecos.

  DANTE E STELLA – URSIVERSITÁRIOS

Um recurso para os participantes quando eles não sabem a resposta. Esses dois ursinhos de pelúcia são irmãos, mas têm personalidades completamente distintas. Eles nunca estão de acordo: enquanto um fala uma resposta quase certa, o outro dá uma completamente errada.

  TOSCO – CONTRARREGRA, DIRETOR, ASSISTENTE… 

Este ET em intercâmbio na Terra é o responsável por ‘anarquizar’ o cenário. Fala um pouco de português, come tudo o que vê pela frente e vive aprontando com todos.

  BOB – PARTICIPANTE 

Personal trainer, Bob tem 25 anos. Malhado, bonitão, simpático, doce, amável, amigo das plantinhas e animais. Preocupado com os outros competidores, é querido por todos.

  GEISINHA – PARTICIPANTE 

É uma típica patricinha consumista, viciada em compras e academia. Mimada e enjoada, tem ataques sempre que uma pergunta nojenta é feita a ela. Adora ir a Miami e costuma usar palavras em inglês. Tem uma queda por Tosco, mas não admite isso a ninguém.

  DUDU – PARTICIPANTE 

É o mais palhaço de todos e acerta apenas sem querer. É fofo, sincero e gente boa, além de apaixonado por Edwirges.

  EDWIRGES – PARTICIPANTE

Dramática, fatalista, exagerada e neurótica. Tem síndrome do pânico e transforma qualquer questão em uma catástrofe. É um pouco hipocondríaca e pode ter asma emocional. Dudu é apaixonado por ela, mas Edwirges gosta mesmo é de Bob.

  EUGÊNIO – PARTICIPANTE 

Eugênio é certinho, CDF e quase sempre acerta. Inteligente, tem uma personalidade descolada que se aproxima mais do estilo geek do que do estereótipo nerd. E ele sabe que é bom. Costuma dizer que está certo em 98% das vezes.

  FAFÁ – PARTICIPANTE

Aos 35 anos, Fafá vende de tudo: perfume, potes, doces… Ela tem faro para negócios e é inventiva e comunicativa. Sempre que pode, leva um produto e tenta vender a algum concorrente.

  HETERÔNIMA – PARTICIPANTE

Heterônima tem múltipla personalidade e, a cada programa, pensa ser uma pessoa famosa da história: Cleópatra, Einstein, Fernando Pessoa, Ella Fitzgerald…

  VALTINHO – PARTICIPANTE 

Acelerado, agitado e com raciocínio rápido. Assim é Valtinho, motoboy e namorado de Fafá. Entrega comida chinesa durante o dia e pizza à noite. Ele sempre responde com histórias da rua e acerta mais do que erra.

  EDMILSON SOM – PARTICIPANTE

Participa do programa para tentar saltar para a fama, já que quer trabalhar na TV. Então, aproveita as respostas para cantar, fazer imitações e tentar roubar a vaga de Warley. Prefere chamar atenção a acertar as respostas.

SEU VALÉRIO – PARTICIPANTE

Aos 50 anos, Seu Valério é um contador. Burocrata, ele fala devagar, é chato, prolixo e acha que está dando uma aula sobre o assunto, mas, na verdade, não fala nada com nada. Tem uma certa arrogância, pois se acha mais inteligente do que os outros, mesmo sendo um enrolador.

  DONA ZILDA – PARTICIPANTE 

Esta professora ranzinza de 82 anos é a mais velha competidora. Fala o que ninguém tem coragem, diz as verdades de forma ácida e dá conselhos pessimistas a Geisinha, além de se irritar com Seu Valério. De tão mal-humorada, acaba sendo engraçada.

Estreias infantis na TV Cultura animam as férias da garotada

Neste sábado (1/7), ‘Passado da Hora’ chega à emissora. No mesmo dia, série ‘Os Cupins’ apresenta sua segunda temporada  

Neste sábado (1/7), a TV Cultura dá início à programação de férias com a estreia de novas atrações infantis. A série ‘Os Cupins’ ganha episódios inéditos com a chegada de uma nova temporada, enquanto ‘Passado da Hora’ passa a integrar a grade da emissora. Os novos programas vão ao ar, respectivamente, às 17h45 e às 18h.

 

A primeira novidade a ir ao ar, às 17h45, é a segunda temporada de ‘Os Cupins’. Os bichinhos que detestam música voltam a atacar o piano do Joca na série musical mais cult da TV. Com Joca, Clarinha, Vida e Vidinha, além dos impagáveis Cupim e Cupincha, vêm aí novos personagens: o folgadão Bartô; Exatix, o Extraterrestre; Ratô, o detetive francês; o Coral Meia-Boca; e Queirós, o homem sem rosto. Juntos, eles estrelam mais 13 episódios de 15 minutos repletos de traquinagens. Agora, as confusões entre o músico Joca e os dois cupins ficaram ainda mais divertidas, e eles continuam a atrapalhar o artista quando esse quer tocar seus instrumentos ou cantar e dançar.

Criada por Roberto Machado Júnior, a série de bonecos encanta pela musicalidade e pelas situações cada vez mais cômicas. O elenco de vozes e manipuladores de bonecos é composto por consagrados nomes, como os atores Álvaro Petersen (Celeste, do Castelo Rá-Tim-Bum), Edu Alves (Lola e João, do Cocoricó), Fernando Gomes (Júlio, do Cocoricó), Iara Jamra (Nina, do Rá Tim Bum), André Milano (Grover, da Sésamo),  e Paulo Henrique (Come-Come, da Sésamo). Já nas canções, as interpretações são de Carla Masumoto, Graça Cunha e Marcos Sacramento. São mais de 140 músicas ao longo de toda a série, compostas pelo músico carioca Paulo Baiano.

 

Passado da Hora

Na sequência, às 18h, a TV Cultura leva ao ar a série ‘Passado da Hora’. A cada episódio, são relatados os principais fatos e processos históricos do Brasil, em código de aventura de cartoon e com dinamicidade. Além disso, são desmistificados fatos e figuras da história, provocando reflexões e questionamentos, e apelando para o humor, como a questão do “descobrimento” do Brasil. A série está situada em um fictício e maluco museu, onde todos os objetos ganham vida para falar sobre os aspectos do tema central de cada edição, seguindo seu próprio ponto de vista. Criada e produzida pela Animaking Studios, a série traz 13 episódios de 10 minutos cada, em um formato de animação 3D, 2D e Live Action.

Serviço

 

Os Cupins II

Estreia: Sábado (1/7), às 17h45.

Exibições: Sábados, às 17h45

Episódios: 13

Tempo: 15 minutos

 

Passado da Hora

Estreia: Sábado (1/7), às 18h00.

Exibições: Sábados, às 18h

Episódios: 13

Tempo: 10 minutos

TV Cultura estreia Regal Academy, animação inédita na TV aberta

Em uma releitura moderna dos contos de fadas, o infantil traz netos de heróis e princesas aprendendo a controlar seus poderes em uma escola mágica. A atração estreia nesta segunda-feira (19/6), às 19h

Estreia na TV Cultura nesta segunda-feira (19/6), às 19h, a animação Regal Academy. Com personagens cativantes e consagrados pelo universo dos contos infantis, a atração é inédita na TV aberta e uma produção da italiana Rainbow, conhecida pela animação Winx Club – também exibida pelo canal. No PressBook anexo, você encontra mais informações sobre a produção e seus personagens.

Releitura moderna de clássicos de contos de fadas, o enredo acompanha Rose, uma adolescente comum que descobre ser neta de Cinderella. Sua avó é diretora da Regal Academy, uma escola mágica fundada por personagens de contos de fadas para formar uma nova geração de heróis.

É na Terra dos Contos de Fadas, rodeados por encantamentos e dragões, que Rose e seus amigos aprendem a dominar seus poderes para proteger o mundo de novos e antigos vilões. Além da neta de Cinderella, o programa também coloca em evidência descendentes de Branca de Neve, Rapunzel, Doutor LeFrog, a Bela e a Fera. Os antigos protagonistas, agora velhinhos, exercem a função de professores da escola.

A primeira temporada conta com 26 episódios, cada um com cerca de 24 minutos. Realizado completamente em computação gráfica, o projeto foi finalizado com uma moderna técnica de renderização chamada Toon Shade. A trilha sonora traz 12 canções originais, que acompanham a audiência pela saga dos heróis.

 

Serviço:
Regal Academy
Na TV Cultura, de segunda a sexta-feira, às 19h, a partir de 19/6.

Palhaços, de Timochenco Wehbi, faz temporada no Parlapatões.

Foto: João Rabello

Com texto de dramaturgo Timochenco Wehbi (1943 – 1986), Palhaços estreia sexta-feira, 12 de maio às 21h noParlapatões. O espetáculo conta com direção de Marcio Vasconcelos e atuação de Antônio Netto e Sérgio Carrera, além do sanfoneiro Guilherme Padilha. A montagem tem sessões sextas, às 21h, e sábados, às 22h, até 17 de junho. O projeto é uma realização da Cia das Artes e a Cia Pompa Cômica.

 

A trama se passa no intervalo de apresentação do palhaço Careta (Antônio Netto) que recebe em seu camarim a visita de um espectador, Benvindo (Sérgio Carrera), um vendedor de sapatos encantado com a performance. Se aproveitando da extrema inocência do visitante, o palhaço Careta expõe as dificuldades e dores de ser um artista, e estabelece um jogo de faz de contas para que Benvindo perceba o sentido de sua própria vida, condicionada aos padrões estabelecidos pela sociedade.

 

A peça fala sobre a condição humana ao expor os dois lados de um mesmo tipo de fragilidade: a desilusão frente à exploração social somada à uma insciência desta. Nesta versão, a obra de Timochenco Wehbi, ganha um novo integrante: o sanfoneiro.

 

Este personagem, em meio às músicas, caminha entre as histórias de Benvindo e o palhaço Careta, conduzindo a dramaturgia em um labirinto entre ficção e realidade. A montagem traz elementos que ajudam a trazer a atmosfera do picadeiro para o palco com artistas circenses que fazem números de clown, malabares, mágica.

 

“O espetáculo é uma metalinguagem na questão da dificuldade de se viver de arte pelo país. O texto é um contraponto ao abordar o universo dos artistas, que mesmo diante de muitas barreiras, fazem o que mais gostam na vida. E também representa o mundo em que as pessoas seguem os costumes ditados pela maioria ”, fala Carrera.

 

O ator viveu uma situação contrária de seu papel na vida real ao desistir da carreira médica e optar pela vida artística. “Definitivamente, trabalhar com arte no Brasil é resistir. Já meu personagem Benvindo abriu mão de seus anseios ao entrar para todos os padrões possíveis”.

 

“Um dos maiores trunfos do texto é fazer um jogo em que nos perguntamos quem é o palhaço de quem durante o encontro entre os personagens. Expurga os conflitos internos, coloca uma outra face do palhaço, além do picadeiro. Em cena, um é complemento do outro”, diz Netto.

 

Assim como o dramaturgo, Netto também nasceu em Presidente Prudente e sua atuação no espetáculo Palhaçosna cidade natal foi um fator determinante para sua chegada em São Paulo e continuar sua carreira no início dos anos 90. Os dois atores têm uma longa trajetória de parceria nos palcos, pois já trabalharam juntos em duas montagens da comédia musical Bar D’Hotel e no espetáculo De Um Dia de Pierrot ao Curto-Circuito, obra também de Timochenco Wehbi.

 

“Timochenco Wehbi é um dramaturgo extremamente significativo, contendente, transgrediu a época em que vivia. Estava inserido na era da contracultura, um momento de ebulição na sociedade. Questões que não passaram em branco e ficaram refletidas em sua obra. Era uma pessoa apaixonada pelo circo e acompanhou bem as famílias que viviam dessa arte pelo interior”, diz os Netto.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Marcio Vasconcelos. Assistente de Direção/ Preparação de Atores: Jair Aguiar. Cenário e Figurino: Marcio Thadeu. Elenco: Antonio Netto, Sérgio Carrera e Guilherme Padilha. Artistas Circenses: Caio Albuka, Caio Solano, Gabriela Santana, Gabriel Felizardo, João Mendes e Yumi Mandú. Produção: Contorno Produções. Direção de Produção e Produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assistente Geral: Aline Prado.  Realização: Cia das Artes e Cia Pompa Cômica. Assessoria de Imprensa: Renato Fernandes.

 

SERVIÇO:

Espaço Parlapatões: Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3258-4449. Capacidade: 98 lugares. TemporadaSextas, às 21h, e Sábado, às 22h até 17 de junhoPreço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).https://www.ingressorapido.com.br/Classificação: 12 Anos. Duração: 70 minutos.

‘Senhor das Moscas’ estreia dia 4 de maio no Teatro do SESI.

Foto: Giovana Cirne

Com direção de Zé Henrique de Paula, direção musical de Fernanda Maia e elenco de 13 atores, o texto de Nigel Williams ganha tradução de Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula.

Senhor das Moscas estreia no Teatro do SESI para temporada gratuita de 4 de maio a 3 de dezembro. O elenco é composto por Arthur Berges, Bruno Fagundes, Davi Tápias, Felipe Hintze, Felipe Ramos, Gabriel Newman, Ghilherme Lobo, Lucas Romano, Paulo Ocanha Jr., Pier Marchi, Rodrigo Caetano, Rodrigo Velozo e Thalles Cabral.

Sinopse
Crianças inglesas de um colégio interno ficam presas em uma ilha deserta, sem a supervisão de adultos, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra. Os meninos se vêm sob duas lideranças naturais: Jack está sempre preocupado em caçar, matar os porcos selvagens que existem na ilha, organizando sua equipe de caçadores; enquanto Ralph ocupa-se em deixar uma fogueira sempre acesa, para que possam ser, um dia, salvos. Ralph deseja voltar para o mundo moderno, para a civilização, enquanto Jack cada vez mais rompe seus laços com ela.

A situação se torna mais complexa quando aparece um “bicho” para aterrorizá-los. Então as crianças escolhem um símbolo sobrenatural: uma cabeça de porco espetada numa estaca, que eles batizaram como Senhor das Moscas e para quem pedem proteção contra os perigos da ilha.

Sobre a encenação – por Zé Henrique de Paula
“O Senhor das Moscas” é um clássico da literatura inglesa – escrito em 1954, em plena Guerra Fria, o romance se tornou um dos mais importantes do século XX e deu a William Golding um Prêmio Nobel de Literatura.  Mas o que existe nele que ainda possa nos interessar e, mais ainda, provocar interesse no jovem de hoje em dia?

Felizmente, a obra sobreviveu ao tempo e está mais atual do que nunca. Em tempos de grande agitação política, de ídolos instantâneos e de fluidez de identidade (especialmente entre os adolescentes), as aventuras de Jack, Ralph, Simon e Porquinho e seus dilemas éticos, morais e afetivos parecem ter sido escritos para o Brasil do século XXI. Como numa saga shakespereana em que há drama, comédia, luta, morte, natureza, aventura e religião – tudo junto numa só história – queremos dar combustível à peça através de uma de suas principais características: a velocidade e aferocidade dos acontecimentos.

Há muito esse binômio ritmo acelerado/violência tem frequentado o cinema, as graphic novels, o videoclipe. No teatro, o fenômeno é sazonal: visitou os palcos na era elisabetana, reapareceu pontualmente em alguns momentos do século XX. Pois é esse binômio que queremos explorar, acreditando ser a matéria prima que trará à tona os grandes eixos temáticos da obra de Golding – a essência verdadeiramente bestial do ser humano; a luta pela civilização; a formação dos partidos (em sentido mais amplo, não o meramente político); o sentido de amizade, lealdade e a criação dos vínculos afetivos; a natureza do misticismo, a necessidade dos deuses e da epifania espiritual na vida dos homens.

O Núcleo Experimental tem como base de seu trabalho o ator. Aliado à síntese de elementos cênicos e à busca de bons textos, o trabalho dos atores é o foco de nossa pesquisa cênica. Pesquisamos a expressividade da ação física, o sentido de coesão e união cênica e, paralelamente, experimentamos os possíveis usos para a música e o canto no acontecimento teatral. Todos esses elementos permeiam a encenação de “O Senhor das Moscas”, já que buscamos uma encenação limpa, de poucos elementos, com iluminação e música com alta significação cenográfica e direcionada aos quatorze intérpretes das crianças criadas por William Golding. Ele que é o nosso protagonista, uma vez que acreditamos que não há bom teatro se não iluminarmos, antes de mais nada, as ideias do autor.


Elenco
Arthur Berges
Bruno Fagundes
Davi Tápias
Felipe Hintze
Felipe Ramos
Gabriel Newman
Ghilherme Lobo
Lucas Romano
Paulo Ocanha Jr.
Pier Marchi
Rodrigo Caetano
Rodrigo Velozo
Thalles Cabral
Stand-in: Gabriel Malo, João Paulo Oliveira e Luiz Rodrigues

Ficha Técnica:
Texto: Nigel Williams
Tradução: Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção musical e preparação vocal: Fernanda Maia
Preparação de atores: Inês Aranha
Coreografia: Gabriel Malo
Cenografia: Bruno Anselmo
Figurinos: Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Design de som: João Baracho
Assistente de direção: Rodrigo Caetano
Diretor residente: Lucas Farias
Assistentes de figurino: Danilo Rosa e Leandro Oliveira
Design gráfico e videos: Laerte Késsimos
Coordenação de produção: Claudia Miranda
Produção executiva: Louise Bonassi
Assistentes de produção: Laura Sciuli e Mariana Mello
Fotos: Giovana Cirne

Serviço
4 de maio a 26 de novembro de 2017
Teatro do SESI
Avenida Paulista, 1313
Quinta a sábado às 15h.
Domingos às 14h30.
90 minutos
14 anos
Grátis 

Espetáculo se inspira estreia dia 6 de maio na Estação Satyros

Criado a partir de relatos de alguns sobreviventes da tragédia de Mariana (MG) que ocorreu em novembro de 2015, o espetáculo Hotel Mariana estreia dia 6 de maio  de 2017 na Estação Satyros. Com direção de Herbert Bianchi e dramaturgia de Herbert Bianchi e Munir Pedrosa, em cena os atores usam fones de ouvido e reproduzem instantaneamente os relatos que estão ouvindo – coletados pelo idealizador do projeto Munir Pedrosa, que foi até a cidade uma semana depois do desastre.

 

Sinopse

Eram quase três e meia da tarde de 5 de novembro de 2015, um dia quente, como de costume no vale do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos de minérios de Fundão, em Mariana-MG, com cerca de 55 bilhões de litros de lama espessa, rompeu-se sobre os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Depoimentos perturbadores e surpreendentes são colocados no palco e evidenciam a simplicidade de pessoas que perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Da criança do grupo escolar ao velho da folia de reis, do ativista de direitos humanos à aposentada que escreve poemas, somos convidados a escutar os sobreviventes que, com suas histórias, traçam um panorama político, histórico e cultural do nosso país.

 

Ficha técnica


Elenco
Angela Barros

Bruno Feldman

Clarissa Drebtchinsky

Fani Feldman

Isabel Setti

Lucy Ramos

Marcelo Zorzeto

Munir Pedrosa

Rita Batata

Rodrigo Caetano

 

Idealização e pesquisa: Munir Pedrosa 

Direção: Herbert Bianchi 

Edição: Herbert Bianchi e Munir Pedrosa 

Assistente de direção: Letícia Rocha

Designer de luz: Rodrigo Caetano 

Cenário: Herbert Bianchi

Cenotécnico: Marcelo Maffei

Figurinos: Bia Piaretti e Carol Reissman 

Acervo: David Parizotti

Produção executiva e direção de produção: Munir Pedrosa

Apoio: Greenpeace e Oficinas Culturais do Estado de São Paulo

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Realização: Governo do Estado de São Paulo 

 

Serviço:

Temporada: 6 de maio a 10 de julho.

Sábados e segundas, às 20h. Domingos, às 18h.

Estação Satyros.

Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 134 Consolação São Paulo – SP
Telefone: (11) 3258.6345 / (11) 3231.1954 
Capacidade:
60 lugares
Classificação: 
Livre
Duração:
70 minutos
Ingressos: 
Sábados e domingos – inteira 30 reais / meia 15 reais. Segundas-feiras – gratuito

Antonio Petrin e Roberto Arduin estreiam espetáculo do argentino Carlos Gorostiza dia 5 de maio no Teatro Cacilda Becker

Foto: João Caldas Fº

Aeroplanos tem direção de Ednaldo Freire e apresenta, com humor, o medo da sombra da morte, a solidão, a perda de independência e a esperança de desfrutar livremente os últimos anos de vida

 

O espetáculo Aeroplanos foi escrito pelo argentino Carlos Gorostiza e adaptado por Antonio Petrin, que, ao lado deRoberto Arduin, compõe o elenco dirigido por Ednaldo Freire.

Aeroplanos compõe o terceiro espetáculo do projeto Velhos Protagonistas, que iniciou-se quando Antonio Petrin completou trinta e cinco anos de carreira profissional. Na época, com sessenta e dois anos de idade e mais da metade de sua vida dedicada ao teatro, cujo repertório sempre esteve comprometido com obras de conteúdo humanitário, o ator resolveu comemorar essa longa jornada com um texto que pudesse marcar esse momento.

A peça escolhida foi A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett. Montado em 2000 com recursos próprios, o espetáculo retrata um homem na sua absoluta solidão, que, ao completar 69 anos, ouve em um antigo gravador de rolo seu áudio de 30 anos atrás. Em 2004, produziu e interpretou Um Merlin, texto escrito especialmente para ele por Luis Alberto de Abreu. O espetáculo aborda a última

proeza do sábio herói, que construiu uma nação, e a paixão que o transformou.

 

Para Petrin, ‘Aeroplanos é uma das mais profundas e comoventes peças da atual dramaturgia argentina. O espetáculo apresenta, com humor, sensibilidade e diálogos inteligentes e desafiadores, a própria alma dos idosos: o medo da sombra da morte, a solidão, a perda de independência e a esperança de desfrutar livremente os últimos anos de vida’.

Os personagens Cristo e Chico são duas figuras extraídas das camadas mais simples de nosso cotidiano. São amigos que, na velhice, conversam sobre o porquê da existência, com bom humor e leveza, por meio de uma troca de anedotas, piadas e confidências feitas em um dia crucial para ambos.

 

Sinopse

Velhos amigos que chegaram juntos aos 75 anos, Cristo e Chico se identificam em suas respectivas solidariedades: um no âmago de uma possível enfermidade (da qual decidira não se inteirar) e outro internado em um asilo por sua família, que se mudará para outro país. A solidão e a inexorável perspectiva da morte são encaradas de frente, exigindo atitudes, dado que “A eternidade está no minuto que vivemos’, como filosofa um dos personagens.  Brincando, mas sem forçar a barra, superam e quebram as regras. Tomam um avião, um “aeroplano” em suas fantasias, e decidem dar uma volta ao mundo. Finalmente convertidos em “aeroplanos”, se entrecruzam as cenas em pleno delírio, esquecidos de tudo e imensamente felizes.

 

Sobre Antonio Petrin

Cursou a Escola de Arte Dramática em 1967. Participou de 42 peças teatrais como ator; dirigiu 12 espetáculos teatrais; atuou em 35 programas entre novelas e especiais para a televisão e em 12 filmes nacionais. Foi indicado para os mais importantes prêmios como melhor ator, tendo ganhado o prêmio APETESP no ano de 1983 com a peça “Ganhar ou Ganhar (Gim Game)” e em 1991 o prêmio Manchete pela novela “Pantanal”. No teatro atuou em: “Hamlet”, de William Shakespeare e direção de Ron Daniels (2012); “Seria Cômico Se Não Fosse Sério”, de Friedrich Dürrenmatt e direção de Alexandre Reinecke (2010); “Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores”, direção de Eduardo Figueiredo (2009/10); “A Última Gravação de Krapp”, de Samuel Beckett e direção de Francisco Medeiros (2003/04); “Um Merlin”, de Luis Alberto de Abreu e direção de Roberto Lage (2000/03); entre outros.

 

Sobre Roberto Arduin

Ator e arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, é também cenógrafo e figurinista. Em São Paulo, paralelamente ao trabalho de arquiteto, começou sua formação com José Eduardo Vendramini. Depois de cinco anos exercendo a profissão, decide abandonar a arquitetura e dedicar-se exclusivamente ao teatro. Entre os espetáculos de que participou estão: “A Aurora da Minha Vida”, direção de Naum Alves de Souza (Montagens Paulista e Carioca) e direção de Bárbara Bruno (Montagem Paulista); “Trair e Coçar é Só Começar”, direção de Atílio Riccó; ”Dom Juan”, direção de William Pereira; “O Mistério de Gioconda”, direção de Bibi Ferreira; “Sete Vidas”, direção de Bárbara Bruno e Paulo Goulart; “Purcell – O Rei Arthur”, direção de Naum Alves de Souza; “Nijinski”, direção de Naum Alves de Souza; “Santa Joana”, direção de José Possi Neto; “Os Sete Gatinhos”, direção de Nelson Baskerville. Na televisão, atuou nas novelas “Éramos Seis” (SBT); “Chiquititas”,  (SBT) e Marisol (SBT). Também participa do seriado Malhação (Rede Globo)  e do seriado 9MM (FOX).

Ficha técnica

Texto: Carlos Gorostiza. Tradução: Antonio Petrin. Direção: Ednaldo Freire. Elenco: Antonio Petrin e Roberto Arduin. Direção de produção: Sonia Kavantan. Realização: Proa Produções Artísticas. Produção: Kavantan Projetos e Eventos Culturais.

Serviço

Teatro Cacilda Becker, R. Tito, 295 – Lapa

Temporada de 5 de maio a 25 de junho.

Não haverá espetáculo nos dias 26, 27 e 28 de maio.

Sextas e sábados, às 21h.

Domingos, às 19h.

Valor: R$ 20,00 (inteira)

R$ 10,00 (meia)

Fone: 3864-4513

198 lugares

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

COM DIREÇÃO DE ERIC LENATE, REFLUXO ESTREIA DIA 12 DE ABRIL NO MEZANINO DO CENTRO CULTURAL FIESP

Cenário da peça convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a trama, acompanhando tudo do ponto de vista do ascensorista. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes em cena. A entrada é gratuita

 

São Paulo, março de 2017 – Texto inédito de Angela Ribeiro foi desenvolvido durante a 7ª turma doNúcleo de Dramaturgia do SESI – British Council(vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação).Refluxo exibe um olhar incomodado sobre a sociedade contemporânea. O espetáculo tem direção deEric Lenate e fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp de 12 de abril a 2 de julho, de quarta a sábado, às 20h30e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita.

O Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council promoveu leituras dos textos da 7ª turma dirigidas por diretores convidados e na ocasião Eric Lenate assistiu a leitura de Refluxo. No dia seguinte Lenate escreveu para a autora dizendo que tinha interesse em transformar o texto em espetáculo. “Enquanto assistia a leitura, apareciam na minha cabeça as imagens de uma possível encenação, com o texto me solicitando um tipo de realismo muito particular. Uma espécie de ‘realismo cubista’. E esse tipo de solicitação de uma dramaturgia me desperta fascínio”, conta o diretor.

Meses depois, o texto de Angela foi escolhido pelo SESI-SP para ganhar uma temporada no Mezanino do Centro Cultural Fiesp. A coordenadora do Núcleo de Dramaturgia, Marici Salomão,entrou em contatocom Lenate convidando-o para conversar sobre uma possível parceria e, para surpresa do diretor, era a direção deRefluxo.

A ENCENAÇÃO

Eric Lenate é um diretor-cenógrafo, queutiliza a arquitetura cênica como grande aliada de suas encenações e assina essa parte da criação também. Em Refluxonão será diferente. O diretor optou por transformar o Mezaninodo Centro Cultural Fiesp, espaço gerenciado pelo SESI-SP,em uma espécie de instalação que convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a história. Depois de percorrer a entrada do prédio, o corredor e entrar no elevador, o público encontra sua arquibancada e é convidado a se sentar, em uma tentativa de induzir a sensação de entrar e permanecer dentro do elevador durante todo o espetáculo, participando do ponto de vista de Dário, o Ascensorista, personagem protagonista da peça. Cada vez que a porta do elevador se fecha, a cena se concentrará no espaço que delineia o elevador. E cada vez que a porta do elevador se abre, o público terá acesso visual ao saguão do prédio e aos outros andares que compõem a instalação cenográfica. A manipulação docenário será realizada pelo próprios atores e atrizes.

A encenação se inscreve no gênero “suspense cômico-dramático”.

“As personas da peça podem ser consideradas como que “destituídas de superego. É um texto forte, violento, cheio de quinas, curvas fechadas, o que nos encaminhou para um trabalho de composição de personagens com feições cubistas, para conseguirmos dar conta de todas as características que existem em cada personagem e que coexistem, às vezes, em uma única fala.Tudo no espetáculo tem contornos dilatados. Não existem meios tons. As personas receberam um desenho hiperbólico. A fala é partiturizada. Elementos cuidadosamente combinados para fornecer ao público o que chamo de ‘efeito estilingue’: estranhamento de imediato, seguido de uma violenta imersão e envolvência com o espetáculo. Apesar dessa saturação, penso que o público pode conseguir enxergar o cotidiano ali no palco”, completa Lenate.

Sinopse: Refluxo é uma necessidade de expelir o que de mais indigesto a sociedade tem nos feito engolir: a violência moral. Dário (Maurício de Barros) é um ascensorista que trabalha em um prédio de classe média decadente onde todos acham que suas próprias inquietudes são sempre as mais insuportáveis. Naquele dia, em especial, dois incidentes atravessam seu trajeto até o trabalho: uma obstrução monstruosa nas linhas do metrô e uma árvore que cai em frente ao prédio. De um ninho da árvore, ele recolhe um pássaro, uma espécie de esperança que tenta preservar neste dia estranho, permeado por moradores que transitam entre o extremo da violência e a conveniente generosidade. Algo muito terrível está acontecendo. Ninguém sairá imune, impune.

Sobre o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council

Criado em 2007, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, é voltado para descoberta e formação de novos autores teatrais através do incentivo a discussão e reflexão sobre o cenário contemporâneo. Sob a coordenação da dramaturga e jornalista Marici Salomão e assistência do diretor César Baptista, o programaoferece exercício de técnicas, estudo de teorias, atendimento individual e coletivo, leituras comentadas de peças, atividades práticas de escrita e sistema narrativo.

Serviço:

Refluxo

Temporada:12 de abril a 2 de julho de 201

Horários: quarta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h30

Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: Suspense cômico-dramático

Grátis.Reservas antecipadas de ingressos para as sessões realizadas entre os dias 1º e 15 de cada mês devem ser realizadas pelo portal Meu SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi) a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30; domingos, das 11h às 20h).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.

Ficha técnica:Texto:Angela Ribeiro | Direção: Eric Lenate | Elenco: Agnes Zuliani, Carlos Morelli, Felipe Ramos, Laerte Késsimos, Lavínia Pannunzio, Maurício de Barros, Patrícia Vilela e Sheila Faermann | Arquitetura Cênica:Eric Lenate | Figurinos: Rosângela Ribeiro | Iluminação: Aline Santini | Trilha Sonora: L. P. Daniel | Direção Audiovisual: Laerte Késsimos | Visagismo: Leopoldo Pacheco | Fotógrafo:Leekyung Kim | Material Gráfico:Laerte Késsimos | Ilustrações: João Pirolla | Assistência de Direção: Felipe Ramos | Ouvinte de Direção:Mariana Leme | Assistência de Produção: Jamil Kubruk | Produção Executiva:  Munir Pedrosa | Direção de Produção: Luís Henrique (Luque) Daltrozo | Produção: Daltrozo Produções | Realização: SESI-SP |Criação:Sociedade Líquida

Juliana Moraes estreia solo EU ELAS no SESC Belenzinho dia 7 de abril

Foto: Cris Lyra

EU ELAS parte de gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 50, para desconstruir e questionar esses comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante 30 minutos, a artista elabora uma dramaturgia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando apuradas combinações.

O solo desdobra-se majoritariamente no silêncio, tendo o corpo como marcador de pulso repetitivo e mecânico, quebrado por variações enérgicas nas quais ações se embaralham em extrema aceleração.

Na segunda metade do solo, o silêncio é quebrado por uma única música, de cinco minutos, composta especialmente por Laércio Resende, cuja entrada e saída se dão inesperadamente.

No final, Juliana retira um saco plástico do bolso, usa-o para conter a respiração e a fala, e, a seguir, enfia-o inteiro na boca, numa clara crítica à quietude ainda imposta ao feminino.

O trabalho foca a identidade feminina construída em processos complexos de submissão e resistência. Tais processos são levados à cena como estratégias coreográficas que forçam a intérprete a lidar, no tempo presente, com a submissão e a resistência de seu próprio corpo às posturas e aos gestos que ela aprendeu desde a infância.

EU ELAS é resultado do aprimora poético de Juliana Moraes, que vem se especializando no uso da repetição como estrutura de composição em dança. Nessa nova fase, a artista faz uso de estratégias de edição cinematográfica para a organização temporal do solo, entre as quais o tempo reverso. Juliana também se aprofunda na criação coreográfica alicerçada em estados corporais através do controle polirrítmico do corpo e de diversos usos da respiração, além da sustentação de pausas após longos trechos de fiscalidade cansativa e vice-versa.

A aceleração gera uma alteração no estado físico-psíquico da artista, a partir da qual ela compõe no tempo real da cena. Juliana argumenta que essa forma de performar não pode ser chamada de improvisação, pois consiste em composição coreográfica a partir de posturas e estados físicos, psíquicos e emocionais estudados exaustivamente em ensaios. A artista busca uma coreografia que não se organiza linearmente, pois em vez de fazer um movimento depois do outro busca a simultaneidade e o acúmulo.
A textura corporal básica do solo EU ELAS vem sendo trabalhada pela artista desde 2005. O aprimoramento dessa corporalidade ao longo dos anos permite que agora Juliana elabore um solo inteiro somente a partir dela, mergulhando no conceito e expandindo sua assinatura poética, que alia fisicalidade vigorosa a extremo rigor formal.
Ficha técnica

Direção, coreografia e interpretação: Juliana Moraes
Música: Laércio Resende
Desenho de luz: Juliana Moraes e Armando Junior
Operação de luz e som: Pamola Cidrack
Produção: Gustavo Sanna e César Ramos / Complementar Produções
Fotografias: Cris Lyra
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Serviço:

SESC Belenzinho – Rua Padre Avelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo.

Duração: 30 minutos

Ingressos: R$ 20

Dias 7, 8 e 9 de abril, sextas e sábados às 20h30 e domingos às 17h30.
WORKSHOP
Dia 4 de abril das 15h às 21h30
Sesc Belenzinho – R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho, São Paulo