Editorial: Economia

Sobrevivendo ao coronavírus – Capital de Giro na pandemia

O e-commerce é um importante caminho para que muitos negócios continuem no mercado

Nós já vivenciamos no mundo o maior choque econômico já registrado, superando a crise financeira de 2008 e a de 2001, logo após os ataques de 11 de Setembro. Fala-se em crescimento global de 1,5% nesse ano, o que se acontecer, já soa muito otimista diante dessa crise.

Com a minha experiência de 35 anos de vida corporativa, boa parte em cargos executivos, sólida vivência acadêmica e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, ajudando empresas a encontrar o caminho da lucratividade, com liquidez, hoje pretendo esclarecer sobre como as empresas podem sobreviver ao coronavírus, mais precisamente pretendo esclarecer sobre o valor do capital de giro na pandemia.

Estamos em uma situação emergencial, antes de mais nada, gosto de me posicionar como consultor, empresário e, acima de tudo, como ser humano, sobre a importância nesse momento de que os países priorizem a saúde e o bem-estar da população. A crise econômica, com trabalho, com estratégias, podemos recuperar em longo prazo.

É natural que as empresas entrem em crise quanto ao que tem ocorrido nas últimas semanas, que se preocupem, que tentem soluções emergenciais, sendo uma das primeiras, infelizmente, a demissão de pessoas, mas vale ressaltar a importância do recurso do capital de giro, que é o que vai ditar a (sobre)vida do negócio no mercado.

Sobrevivendo ao coronavírus – importância do capital de giro na pandemia

Principalmente para esclarecer para empresários que têm dificuldade de operacionalizar a importância do capital de giro no negócio, gosto de exemplificar por meio da metáfora da caixa d’água. Por que temos uma caixa d’agua em casa, ao invés de ligarmos a água que vem da rua, direto ao encanamento de toda a casa? Porque se assim fizéssemos, com relativa frequência estaríamos sem água para as necessidades básicas. Daí o motivo que temos uma “reserva” “líquida” em nossa caixa d’água.

O cálculo do volume de capital de giro não é simples, se executado da maneira como a controladoria calcula, porém uma maneira mais fácil de fazer a conta do valor aceitável de capital de giro é somar as despesas fixas (água, luz, telefone, salários, encargos, pró-labore, etc.) e multiplicar por 6, o volume ideal seria equivalente a 6 meses das despesas fixas. Este seria o saldo “zero”. Por exemplo: Se o meu cálculo resultar em R$100.000,00, e o meu saldo “líquido”, somando-se banco e caixa (não somar recebíveis futuros, somente o 100% disponível, líquido), for R$90.000,00, no momento analisado, seria como se eu estivesse “negativo” em R$10.000,00. Portanto o meu “zero”, no exemplo acima, seria um saldo “líquido” de R$100.000,00.

Esse valor de capital de giro ideal precisa ser mensalmente recalculado e recorrentemente o negócio precisa injetar capital de giro em sua empresa para se manter em atividade. Caso ao recalcular, nota-se que o saldo “líquido” está acima do calculado, move-se este excedente “líquido” para uma outra conta, que gosto de chamar de reserva de contingência. Pode ser que no próximo mês você precise repor dinheiro no capital de giro, em função do novo cálculo que demonstre que o volume “líquido” esteja abaixo do calculado, aí você lança mão da reserva de contingência para recompor o saldo que falta no novo capital de giro calculado.

Essa necessidade de capital de giro pode ter, como fonte de financiamento, bancos privados ou públicos, bancos de investimento, investidores ou o seu próprio capital, ou um pouco de cada um deles, compondo o capital de giro, mas o conceito por trás do capital de giro é que a empresa tenha sempre reservas “líquidas” para um caso emergencial, como esse que estamos vivendo no momento devido à pandemia de Covid-19. No exemplo acima, em tese, suportaríamos pouco mais de 6 meses com as portas fechadas.

Devido a este momento de crise por conta do coronavírus, o governo abriu linhas de crédito para pequenos empreendedores. Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), emprestarão recursos a juros de 2,5% ao ano. Essa medida tem um custo estimado de 430,5 milhões até 2024.

O foco dessa medida governamental está no atendimento aos setores produtivos, industrial, comercial e de serviços.

A preocupação com o capital de giro na pandemia tem aumentado exponencialmente entre os negócios. Empresas com maior reserva têm um tempo a mais para pensar em estratégias de como aumentar o volume de capital para continuar no mercado após o período de quarentena.

Esse é um momento delicado, é importante que os negócios que podem procurar auxílio especializado, o faça o quanto antes, sem esperar a crise se agravar no país devido ao Covid-19. O especialista pode ajudar a diagnosticar o estado financeiro da empresa, apontando estratégias e ações para reverter uma crise generalizada no negócio.

Vendas online, por telefone e delivery são caminhos para muitas empresas continuarem suas atividades

Os restaurantes que investiram no serviço delivery, por exemplo, mesmo com a queda do faturamento, continuam em atividade, seguindo nesse momento de crise econômica.

Vale para muitos modelos de negócios o investimento no online (e-commerce), no atendimento por telefone e nos serviços de entrega. É uma estratégia para se manter, gerando algum caixa, ainda que não o suficiente, mas pode manter a empresa aberta. Em caso de reorganização das finanças, por exemplo, com corte de custos, a empresa pode até mesmo ter lucratividade, mesmo em um período caótico.

Demissão deve ser pensada com cautela em um momento tão conturbado

Quando se fala em corte de custos, as empresas, principalmente movidas à impulsividade, optam pelo corte de pessoal, mas acho interessante frisar alguns pontos, como pensar naquilo que tanto já falei quando o assunto é governança corporativa, e quando se chega no tópico da responsabilidade social empresarial.

É claro que empresas que contam com um volume maior de funcionários, diante de uma crise econômica como essa, precisará reduzir a equipe, mas ainda assim, ressalto a importância de que se pense não apenas em longo prazo, mas com base na cultura de sustentabilidade empresarial.

Um negócio, mais do que lucratividade, também tem compromisso social, ou pelo menos deveria, acredito que dentre as prioridades da empresa em fase de criação de estratégias para se manter em atividade, as pessoas devem estar no topo, afinal, é por elas que o negócio existe e vale repensar o papel empresarial em um momento como esse.

Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing).É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.

2,5 milhões receberam auxílio emergencial de R$ 600 nesta quinta. Veja como receber também!

Primeiros a receber foram os que estão no Cadastro Único, mas não recebem Bolsa Família e têm conta no BB ou poupança na CEF.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas receberam nesta quinta-feira (9) a primeira parcela do auxílio emergencial de R$ 600 anunciado pelo governo para trabalhadores informais. Os primeiros a receber foram aqueles que estão no Cadastro Único do governo federal, mas não recebem Bolsa Família, e que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa.
O benefício será creditado na conta poupança de 2.150.497 clientes da Caixa e na conta de 436.078 clientes do Banco do Brasil. O total disponibilizado foi de cerca de R$ 1,5 bilhão.
O auxílio emergencial será pago para trabalhadores informais, desempregados, contribuintes individuais do INSS e MEIs. Veja como deve ser o calendário de pagamento para todos os trabalhadores que têm direito ao auxílio:

Primeira parcela
Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal: quinta-feira (9);
Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e não têm conta nesses bancos: terça-feira da semana que vem (14 de abril);
Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial;
Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril, seguindo o calendário regular do programa
Segunda parcela
Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 27 e 30 de abril
Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Terceira parcela
Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial: entre 26 e 29 de maio;
Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de junho, seguindo o calendário regular do programa
Quem tem direito?
Durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos:

ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado;
não ter emprego formal;
não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135);
que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.
O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. O texto diz também que o trabalhador deve exercer atividade na condição de:

microempreendedor individual (MEI);
contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado
intermitente inativo
estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020
ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.
A proposta estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa.

A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.


Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio.

Como pedir o auxílio
Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas:

Clique aqui para acessar pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio
Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.caixa.auxilio
Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-aux%C3%ADlio-emergencial/id1506494331
Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, apenas para as pessoas que não tenham acesso à internet, será possível também fazer o registro em agências da Caixa ou lotéricas. O cadastro presencial será uma exceção, apenas em último caso.

O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único).

Cadastramentos no app, site e Central 111
Até a manhã desta quinta, foram realizados mais de 240 milhões de acessos ao site e aplicativo do auxílio emergencial, sendo que 28 milhões de brasileiros já finalizaram o cadastro.

A Central 111 recebeu mais de 4 milhões de ligações. A Caixa reforça a orientação para que sejam apenas utilizados os aplicativos oficiais do banco e o único site disponível para solicitar o benefício.

A Caixa abrirá automaticamente as contas de poupança digitais para 3.113.356 brasileiros considerados aptos a receber o auxílio emergencial e fará o crédito nas contas na próxima terça-feira (14). Os que receberem o crédito por meio da conta digital poderão efetuar transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias. Além disso, podem pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras.

Fonte: G1

Grupo Carrefour Brasil registra aumento de 11,4% das vendas brutas no 4T19 e fecha mais um ano de crescimento rentável

No quarto trimestre de 2019, o Grupo Carrefour Brasil consolida sua posição de liderança no varejo alimentar brasileiro, com vendas brutas totalizando R﹩ 17,6 bilhões. No período, as vendas registraram forte avanço de 11,4% (ex-gasolina). Em 2019, as vendas brutas atingiram R﹩ 62,2 bilhões. O lucro líquido ajustado teve alta de 6,3%, alcançando R﹩ 695 milhões, pré-IFRS 16 no 4T. No consolidado do ano, o crescimento foi 5,1%, contabilizando R﹩ 1,98 bilhão.

As vendas em mesmas lojas (LfL) registraram alta de 7,6%, no trimestre. Esse aumento foi motivado em grande parte pelo sólido crescimento de 12,7% na divisão de varejo, o maior aumento trimestral dos últimos cinco anos. No Atacadão, as vendas brutas creseceram de 10,8% e o crescimento em mesmas lojas (LfL) atingiu 5,5%, refletindo a força do modelo de negócios, que se beneficia de uma tendência de inflação volátil em várias categorias, garantindo o melhor preço para os consumidores. A Black Friday impulsionou os bons resultados do período.

O Ebitda ajustado cresce 11%, atingindo R﹩ 1,4 bilhão, pré-IFRS 16 no 4T, e uma margem de 8,7%, praticamente estável em relação ao ano anterior, que demonstra a força do nosso modelo de negócios.

Segundo Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil, “com um crescimento de dois dígitos nas vendas e um robusto EBITDA Ajustado, o Grupo Carrefour Brasil novamente registrou outro ano de crescimento rentável em 2019, em particular no quarto trimestre, estimulado pelo sucesso da Black Friday, de nossas iniciativas comerciais e ganhos de eficiência. Todos os nossos formatos contribuíram para esse sólido desempenho: O Atacadão voltou a registrar um crescimento de dois dígitos no 4T e atingiu sua meta de abertura de 20 novas lojas no ano. O Carrefour Varejo registrou seu maior aumento trimestral em cinco anos no quarto trimestre, com um crescimento de dois dígitos nas vendas, ganhos de participação de mercado nos hipermercados e uma crescente contribuição do e-commerce. O faturamento do Banco Carrefour vem mantendo o seu sólido crescimento. A recém anunciada aquisição de 30 lojas do Makro fortalece ainda mais o ecossistema do Grupo Carrefour Brasil e nos posiciona para consolidar nossa posição de liderança no mercado de varejo brasileiro.”

Atacadão

De outubro a dezembro de 2019, o Atacadão registrou um crescimento total de 10,8%, totalizando uma receita bruta de R﹩ 11,9 bilhões. O desempenho reflete a estratégia de expansão da rede, que atingiu sua meta de abrir 20 lojas em 2019, com oito aberturas realizadas no 4T. Com isso, o Atacadão encerrou 2019 com 186 lojas no Brasil. O sucesso das vendas da Black Friday, que aumentaram 63,4% em relação ao ano anterior, também contribui para o resultado.

As vendas (LfL) do Atacadão tiveram um crescimento de 5,5% no 4T e 5,4% em 2019, em relação a igual período de 2018. Já a expansão da rede contribuiu com um crescimento adicional de 6% das vendas totais no trimestre.

No 4T19, o lucro bruto avançou 10% pré-IFRS 16, alcançando R﹩ 1,7 bilhão, e uma margem bruta de 15,5%, praticamente estável em relação ao ano anterior. No mesmo período, o Ebtida ajustado aumentou 12,6%, um dos maiores crescimentos trimestrais desse ano, atingindo R﹩ 825 milhões e a margem cresceu 0,12p.p., alcançando 7,6%, o que demonstra que as estratégias comerciais foram efetivas e conseguimos crescer com rentabilidade. No consolidado do ano, o Ebtida ajustado cresceu 5,3%, atingindo R﹩ 2,7 bilhões e com uma margem de 7,2%.

Carrefour Varejo

As vendas (LfL) da operação de varejo do Grupo Carrefour Brasil aumentaram 12,7% (ex-gasolina), ante 3,5% no mesmo período do ano anterior. Já as vendas totais cresceram 7,5%, atingindo R﹩ 20,2 bilhões, incluindo gasolina. O desempenho acima da média do segmento é reflexo das iniciativas adotadas em 2018, com foco em preço e sortimento, associadas com ações comerciais e voltadas a venda de produtos saudáveis. A estratégia resultou em uma melhor experiência do cliente, com o NPS atingindo uma alta histórica, e uma diminuição dos níveis de ruptura dos estoques.

O multiformato registrou o melhor nível de vendas (LfL) desde 2014 no período de outubro a dezembro, representando um crescimento de 9,6% com os volumes aumentando 5,4% e os tickets, 6,8%, alcançando transações adicionais superiores a 3 milhões. Na categoria não-alimentar, houve acréscimo de 16,4% (conferir esse numero) nas lojas físicas, assim como o melhor desempenho da categoria alimentar dos últimos cinco anos (aumento de 6,1% nas vendas e 4% nos volumes). Os formatos de conveniência, especialmente a bandeira Express, registraram 24,2% de incremento de vendas (LfL).

No período, os ganhos de participação de mercado dos hipermercados (+2,2 p.p de acordo com a Nielsen) e do varejo multiformato foram sustentados por: melhor execução logística; fortes vendas durante a Black Friday – com um crescimento anual de 40% das vendas e de 26% do faturamento do cartão Carrefour; e pela campanha Act for Food, com foco em alimentos saudáveis e frescos a preços justos.

A rede já realizou a implementação de corredores de saudáveis e orgânicos em 82 hipermercados, com mais de 3.100 SKUs (+22% na comparação anual), e mais de 2.600 SKUs itens de marca própria. Os produtos Carrefour registraram crescimento de 30%, no segmento de grande consumo e representaram 13% das vendas líquidas totais de alimentos no 4T, um aumento de 2,4 p.p. na comparação com o ano anterior.

Esse expressivo crescimento propiciou diluição de despesas fixas e aumento de 17% no ebitda do multivarejo, viabilizando importante investimentos no e-commerce alimentar

E-commerce

O e-commerce manteve crescimento, com o GMV total avançando 40,1%, representando 16,1% das vendas totais do varejo (ex-gasolina). O marketplace representou cerca de 19% do GMV total, com 3.756 sellers e 4 milhões de SKUs.

Na divisão de e-commerce alimentar, a empresa continua ganhando participação de mercado, com aumento de 405% no GMV. No 4T, as soluções de entrega Drive e Clique & Retire, presentes em 54 pontos de vendas, representaram 39% da entrega de alimentos. Além disso, fechamos 2019 com 12 side stores, que absorveram 25% das vendas totais no período, melhorando o tempo de entrega e atingindo um nível de 97% de pontualidade nas entregas.

No e-commerce não-alimentar, as vendas ultrapassaram R﹩ 700 milhões no 4T e R﹩2 bilhões em 2019. Esse resultado significativo já representa 34% das vendas totais do varejo não-alimentar e apenas três anos depois do seu lançamento para o mercado. Para atender esta operação, a empresa já conta com 110 pontos de Clique & Retire.

Banco Carrefour

No 4T, o Banco Carrefour manteve seu ritmo de desempenho, com crescimento de 28,9% no 4T19, em relação a 2018, atingindo um faturamento de R﹩ 9,7 bilhões. O Ebitda ajustado somou R﹩336 milhões, um aumento de 22,8% em relação ao 4T18 e o lucro líquido aumentou 74,1%, somando R﹩223 milhões no 4T e 55,5% em 2019, atingindo R﹩643 milhões.

O faturamento dos cartões de crédito apresentou um forte crescimento. O cartão Carrefour registrou aumento de 21,8%, atingindo R﹩ 6,9 bilhões (15,9% em comparação com o 3T). Já o cartão Atacadão teve um aumento de 51,2%, somando R﹩ 2,7 bilhões, e 15,9% na comparação trimestral. O faturamento bruto de Black Friday, dentro e fora de nossas lojas, somou R﹩ 380 milhões em um único dia, com aumento de 20% no número de transações e de 25% no ticket médio, em relação a 2018.

Sobre o Grupo Carrefour Brasil

Há 45 anos no país, o Grupo Carrefour Brasil é líder de mercado de distribuição de alimentos. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, reúne operações de varejo e Cash & Carry, além do Banco Carrefour e de sua divisão imobiliária, o Carrefour Property. Atualmente, conta com os formatos Carrefour (hipermercado), Carrefour Bairro e Carrefour Market (supermercado), Carrefour Express (varejo de proximidade), Carrefour.com (e-commerce), Atacadão (atacado e atacado de autosserviço), além de postos de combustíveis e drogarias. Presente em todos os Estados e Distrito Federal, sua operação já abrange mais de 690 pontos de vendas. Com faturamento de R﹩ 62,2 bilhões em 2019 e mais de 87 mil colaboradores no Brasil, a empresa é a segunda maior operação dentre os países nos quais o Grupo Carrefour opera. A companhia se destaca ainda por ser uma das maiores empregadoras privadas do país e uma das 20 maiores empresas listadas na bolsa brasileira (B3). Além disso, tem focado em democratizar cada vez mais o acesso da população à alimentação saudável, promovendo o movimento Act For Food. No mundo, o Grupo Carrefour atua em mais de 30 países e, nos próximos anos, implementa estratégia prevista no plano Carrefour 2022, por meio da qual lidera intenso movimento de omnicanalidade, transformação digital e transição alimentar para que seus clientes consumam ainda melhor em qualquer lugar. Com mais de 360 mil colaboradores e 12 mil lojas espalhadas pela Europa, Ásia e América Latina, está presente na vida de mais de 105 milhões de clientes. Em 2019, a receita global da companhia totalizou € 80,6 bilhões.

SP economizará R$ 5,8 bilhões com vigência imediata da nova previdência

Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
O alinhamento de São Paulo com a estrutura previdenciária aprovada pelo governo federal para a carreira dos policiais militares busca manter o equilíbrio fiscal e recuperar a capacidade de investimentos no Estado. A vigência imediata das alterações nas regras previdenciárias garantirá ao Governo do Estado de São Paulo uma economia anual de R$ 583 milhões. Nos próximos dez anos, a previsão é que a economia alcance os R$ 5,8 bilhões.

A principal mudança diz respeito à contribuição previdenciária. Atualmente, no caso de inativos e pensionistas militares, a alíquota de contribuição é de 11% e o cálculo é realizado sobre o valor que excede o teto do INSS. Com a mudança, a alíquota deste ano será de 9,5% e, a partir de 2021, será de 10,5%. Porém o cálculo passará a ser realizado sobre o valor total dos rendimentos.

O Governo busca manter o equilíbrio fiscal e recuperar a capacidade de investimentos em setores como saúde, segurança e educação. Para se ter ideia, em 2018, o rombo da previdência foi de R$ 29,5 bilhões. Estima-se que cada cidadão paulista tenha pago cerca de R$ 664, por meio da dedução de impostos, para cobrir este rombo.

Além deste alinhamento, em novembro de 2019 , o Governo encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo a PEC nº 18/2019 e o PLC nº 80/2019, que contemplam o projeto de reforma da previdência para os servidores estaduais. Com a aprovação das propostas, estima-se que em dez anos a economia total chegará a R$ 32 bilhões.

A reforma é essencial para a sustentabilidade financeira dos recursos públicos, garantindo aos servidores o direito à aposentadoria sem atrasos ou redução, assim como a manutenção e ampliação de serviços públicos essenciais.

Quando as novas regras entrarem em vigor, a idade mínima para aposentadoria voluntária será de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Já o tempo mínimo de contribuição passa de 35 para 25 anos de recolhimento.

Com o objetivo de aumentar as receitas e reduzir a insuficiência financeira também está sendo proposta a elevação da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14%, mudança que entrará em vigor 90 dias após a aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa.

OdontoPrev lança solução online que vai economizar 3,24 toneladas de papel ao ano

A OdontoPrev, empresa líder em planos odontológicos na América Latina, lançou uma ferramenta de aprovação de exames que vai beneficiar os dentistas, os clientes e o meio ambiente. A Solicitação OnLine (SOL) de Exames Radiológicos automatiza o processo de aprovação do procedimento, economizando tempo e evitando a impressão de guias.

“Hoje são realizados cerca de 1,5 milhão de exames ao ano, que utilizam aproximadamente 3,24 toneladas de papel. O recurso lançado tende a reduzir a próximo de zero o uso de papel para os pedidos, preservando árvores e evitando a emissão de CO2 na atmosfera, tudo em conformidade com nossos programas de sustentabilidade”, explica Luciano Aveiro, Gerente da Convergência Digital da OdontoPrev.

Além dos benefícios ambientais, a ferramenta torna o processo na Rede Credenciada mais eficiente, ao mesmo tempo em que padroniza as solicitações e otimiza o controle das indicações. “Deste modo, o dentista saberá quais procedimentos estão inclusos no plano do beneficiário, evitando deslocamentos e agilizando o atendimento e diagnóstico”, completa Marcos Costa, Superintendente de Operações da OdontoPrev.

Com a nova solução disponível no portal, os beneficiários não precisam mais apresentar um pedido em papel para realizar seus exames em Clínicas Radiológicas. Basta escolher o local, agendar e o profissional credenciado faz a captura do pedido na ferramenta, conferindo as regras contratuais e podendo buscar alternativas de exames ou solicitar pré-autorizações, evitando surpresas, insatisfações ou a necessidade de retorno ao consultório.

Sobre a OdontoPrev
A OdontoPrev, empresa de capital aberto desde 2006, é líder em planos odontológicos no Brasil, com mais de 7 milhões de beneficiários. A rede de cirurgiões dentistas da OdontoPrev é altamente especializada, com aproximadamente 29 mil credenciados. A companhia é listada no Novo Mercado da B3, participa do índice britânico FTSE4Good e tem prática de distribuição trimestral de resultados a acionistas, de mais de 30 países.

Centro de Economia Solidária abriga cursos de artesanato e geração de renda.

Com um leque de atividades, o Centro Público de Economia Solidária abriga diversas turmas com instruções sobre artesanato, além da atuação da Limpet, ONG que atua na fabricação de vassouras a partir do fio de garrafa pet.

Duas vezes por semana, sempre às segundas e quartas-feiras, das 13 às 16 horas, o local recebe as turmas do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social. São turmas de 10 a 15 pessoas com deficiência intelectual, nos cursos de pintura em tecido ou tecelagem. Enquanto uma parte do grupo se envolve nas tintas, outros assumem o tear, de onde saem bolsas, cachecóis, tapetes e cintos. “Tudo o que produzem e vendem, retorna para eles”, comenta Thiago Villela dos Reis, assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e Trabalho da prefeitura.

O equipamento tem um espaço onde a ONG Limpet executa sua rotina de produção de vassouras, como atividade de geração de renda. As garrafas são recolhidas, lavadas e cortadas. Em seguida, um equipamento corta os fios, que sofrerão um choque térmico para ganhar resistência. Finalmente, são montadas as vassouras.

A prefeitura estuda agora a possibilidade de otimizar o espaço público: “estamos avaliando a possibilidade de oferecer alguns outros cursos”, comenta o prefeito Marcos Neves, “com instrutores de outros setores, principalmente para atividades de geração de renda”.






Endividamento dos Brasileiros sobe para 62,4%, aponta PEIC

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O endividamento uma preocupação de todos os brasileiros. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que este ano o percentual de famílias endividadas alcançou 62,4%, o que representa uma alta em relação aos 61,6% observados em abril, mas uma queda em relação aos 62,7% de maio de 2014. É a quarta alta consecutiva este ano.

Dentre as famílias brasileiras, 12,5% se consideram muito endividadas – um aumento de meio ponto percentual em relação ao mês de abril -, e 21,9% afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas. O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,9% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,6%) e, em terceiro, por financiamento de carro (13,6%).

Segundo a CNC, apesar do crescimento mais moderado do crédito as condições menos favoráveis de contratação de novos empréstimos e de renegociação de dívida, somadas ao recuo dos rendimentos dos trabalhadores, levaram a uma piora na percepção das famílias em relação ao seu endividamento. Acompanhando a alta do percentual de famílias endividadas, a proporção daquelas com dívidas ou contas em atraso também aumentou na comparação mensal, passando de 19,7%, em abril de 2015, para 21,1% do total este mês.

Também houve alta no comparativo anual, quando esse indicador alcançou 20,9%, em maio de 2014. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também aumentou em ambas as bases de comparação, atingindo 7,4% em maio de 2015, ante 6,9% em abril e 6,8% em maio de 2014. É o maior patamar desde julho de 2013.

Assim, cada vez mais, o cidadão brasileiro acaba sendo vítima de dívidas, tendo sua vida enrola por conta de financiamentos, cartões de créditos e carnês. Por uma simples somatória de todas as parcelas do financiamento, percebe-se o abuso das cobranças. Assim, aquele que se sentir no prejuízo deve contar com um profissional gabaritado para proteger seus direitos. É possível se ver livre de cobranças indevidas e diminuir dívidas que se tenha juros abusivos. Verifique se é o seu caso. Não seja vítima do endividamento.

Dr. Paulo Quissi
Contato: drpaulo@quissiadvocacia.com.br