“ No governo do Sergio Ribeiro (PT) não existem diálogos, existem apenas monólogos”

IMG_9642 EAlexandre Simões Pimentel, vereador e pré-candidato a prefeito pelo PC do B. Legislando em seu segundo mandato, Pimentel foi militante do PT e já atuou como assessor de Sergio Ribeiro, quando o prefeito era vereador na Câmara Municipal. Após longos anos, deixou o partido dos trabalhadores por divergências internas. Carrega em seu currículo a presidência da Câmara e também sua atuação na secretaria de Planejamento.
1 – Você era do PT por muito tempo, por que deixou o Partido dos Trabalhadores?
R: O PT de Carapicuíba não tem regras, e eu não gosto de viver em lugar sem regras. No Partido não havia mais espaço para discutir a formação da cidade como queríamos. Então, deixei a casa, mas não sai do quintal já que o partido tem uma perspectiva de esquerda.
2 – O que você acha da saída do Abraão do PT e a sua ida para o PSDB?
R: Acho que ele foi para o lugar certo. O Abraão foi para onde é o lugar dele, trata-se de uma pessoa que pensa de forma fechada e não cabia dentro do PT. Eu enxergo como uma aberração essa atitude, mas que ele siga o caminho dele.
3 – Como é sua relação hoje com Sergio Ribeiro, já que você o conhece desde a época estudantil?
R: Conheço o Sergio desde meus 14 anos, já fazem 29 anos. Construímos um projeto juntos, porém hoje não temos mais um espaço para diálogo. Projeto se constrói coletivamente e isso não acontece mais no PT. Já no governo do Sergio Ribeiro não existe dialogo existe monólogo.
4 – Parecia que você fugiu do partido devido aos escândalos envolvendo o PT, não foi isso que aconteceu?
R: Não, de forma alguma! Desde a reeleição do PT no governo Municipal, os militantes mais antigos sentiram falta de espaço, nossa missão era continuar ajudando a cidade, porém as ferramentas de melhorias desapareceram.   Fui presidente do partido por duas vezes, porém os rumos que tomaram não foram as que sonhamos.
5 – O seu diálogo continua o mesmo com o Prefeito?
R: Continua melhor em um sentido, porém, não existe diálogo, o que existe como disse é monólogo.  Além existir clara perseguição política. Tenho funcionários que foram exonerados  e até hoje não receberam suas rescisões. A Câmara fez uma cartilha que só tive acesso porque um determinado vereador me entregou, nem fui consultado sobre  a confecção dela para escolher minha foto.
6 – Como surgiu essa vontade de ser pré-candidato?
R: Depois que deixei o PT, surgiram bons convites para eu me filiar, eu fiquei lisonjeado, no entanto comecei a estudar os convites até aceitar o do PC do B, que por sinal ofereceu espaço para eu ser hoje pré-candidato. As pessoas envolvidas no Partido, são velhos conhecidos, então eu gozo de plena confiança deles e eles de mim.
7 – E no quesito dos pré-candidatos a vereador, como está o partido?
R: Fizemos um bom trabalho, temos um bom grupo e vamos disputar com chapa fechada para fazer um representante na câmara municipal e disputar o executivo.
8 – Como anda o dialogo com os outros pré-candidatos?
R: O PC do B pode indicar alguém para a chapa da Professora Sônia, no entanto, iremos executar o que for melhor para o partido e se isso estiver em sintonia com a orientação da coordenação estadual.
9 – Surgiu uma investigação contra você sobre contratação de funcionários, isso não pode manchar sua participação na campanha?
R: Eu sou cidadão do mundo não tenho medo de processo. Não faço parte do governo Sergio e como eu vou interferir no processo de contratação da administração? Existe “boataria” de que eu fui preso, mas apenas o Paulo Xavier foi preso. Essa denúncia que está em curso é anônima e quem não deve não teme, é o meu caso.
10 – O Everaldo está envolvido nessa situação? Já que as denúncias envolvem o período que ele trabalhou na prefeitura?
R: Olha, existe muita conversa fiada nessa situação. Eu sou professor concursado, passei no mestrado pela Unicamp. Tenho uma história para zelar e não vou humilhar minha família com minha prisão,  não posso afirmar que o Everaldo está envolvido isso está com o ministério público.
11 – Existe um acordão liderado por Sergio Ribeiro para enfrentar o Marcos?
R: Se existe, eu não sei, mas tenho certeza que não fui convidado para fazer parte. Talvez por eu ser questionador e isso incomoda a administração ou quem esteja por trás desse grupão.
12 –  Quais os projetos que você apresentou na Câmara que melhorou a vida das pessoas?
R: Fiz diversos, um deles é o fundo que destina trinta por cento da receita das multas para a educação no trânsito.  Em nossa cidade, infelizmente temos um alto índice de atropelamentos.
13 – Sendo eleito, o que seria urgente para Carapicuíba?
R: Regularização fundiária. Temos mais de 70%  de nossos imóveis sem escritura. E a  recuperação dos nossos recursos hídricos com parques lineares. Não existe nenhum rio na cidade que o seus arredores tenha habitações sem esgoto. É um típico de um projeto arrojado. Carapicuíba precisa se reurbanizada com urgência.
14 – O Parque  Santa Tereza tem uma UPA que está fechada. Como vereador, você tem dialogado com o atual prefeito sobre essa situação?
R: É lamentável o Sergio não foi na audiência pública sobre saúde e não mandou nenhum representante para falar sobre isso. É lamentável passar 8 anos num governo e não conseguiu informatizar a saúde para dinamizar o atendimento, consultas, entradas de remédios. Tudo isso poderia melhorar muito a saúde da nossa cidade.  A UPA é só mais um reflexo disso.

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