Ministério Público investiga Professora Sônia por uso de funcionário fantasma

Na ação, o ministério público pede o bloqueio dos bens de Professora Sônia, e a condenação de inelegibilidade por 8 anos.


A pré-candidata ao cargo de deputada estadual e  ex-vereadora por Carapicuíba, Sônia Maria Esteves, (Professora Sônia), responde uma Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público (MP),  por contratação e utilização de funcionário fantasma e nepotismo.

A ação de número 100618639.2017.8.26.0127 tramita na segunda vara cível da Comarca de Carapicuíba, sob os cuidados do Juiz João Guilherme Ponzoni Marcondes, e foi instaurado após uma denúncia que aponta para os crimes de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, além de danos ao erário público.

Na ação, Professora Sônia é acusada de ter contratado e mantido em seu gabinete a dentista Renata Meira, que no período de 14 de maio de 2015 até 13 de maio de 2016 ocupou o cargo como assessora parlamentar I em seu gabinete. Com jornada de trabalho das 9h à 18h, mesmo horário em que trabalhava na cidade de Osasco na função de dentista.

Em sua defesa, Professora Sônia alegou que Renata atuava á distância em seu gabinete e que assim não se configura ausência no trabalho, o que afastaria o crime de “funcionária fantasma”.

No entanto um dia após a prisão do ex-vereador Paulo Xavier pelo crime de funcionário fantasma no dia 12 de maio de 2016, Professora Sônia exonerou a sua assessora por medo de também ser presa pelo mesmo delito.

Sobre a denúncia de nepotismo, o Ministério Público alega na ação que no gabinete da professora Sônia já trabalhava Fernanda Meira, irmã de Renata e portanto não poderia haver a contratação da própria irmã.  

Professora Sônia alega que não tinha conhecimento do grau de parentesco entre Renata e Fernanda, porém, o Ministério Público anexou ao processo o pedido de nomeação assinado por Sônia, bem como a declaração de Renata na qual afirmava não ter parentes até segundo grau nomeados na Câmara de Carapicuíba.

Na ação, o ministério público pede o bloqueio dos bens de Professora Sônia para ressarcir os cofres públicos em quase R$ 50 mil reais,  e a condenação de inelegibilidade por até 8 anos.

Professora Sônia disputou as eleições de 2016. Após a derrota para Marcos Neves, Sônia assumiu por 6 meses o cargo de secretária de Habitação de Itapevi e de coordenadora do Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT).

O Jornal Metrópole procurou a assessoria de comunicação da professora Sônia para esclarecimento sobre o caso, porém até o fechamento desta edição a reportagem não obteve resposta.

Após a veiculação da matéria, a equipe da professora Sônia se organizou para recolher os jornais na cidade, ferindo assim a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Para acessar o processo completo basta clicar no link

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