“Hoje você não vê um prefeito preparado para governar e o resultado disso são obras paradas pela cidade. ”

Rogério Polita, Empresário, tem 45 anos, gaúcho que chegou em Carapicuíba há 7 anos. Decidiu entrar na política porque gosta de desafios. Pai dedicado, ele tem uma filha de 18 anos que vive com a mãe, porém todos os finais de semana faz questão de estar com o pai. Formado em economia, divide seu tempo entre a administração de sua empresa e sua carreira política. No ramo empresarial trabalha com consultoria na área tributária e de licenciamento, sua empresa atende grandes redes de lojas na liberação de licenças de funcionamento.4.2-polita

1 – Por que você é pré-candidato a prefeito?

R: Por uma realização pessoal, eu sempre esperei uma oportunidade, e o contexto está favorável. Hoje estou com 45 anos de idade e me sinto preparado para o momento. Na área empresarial já conquistei o que almejava, minha empresa caminha sozinha e eu gosto de desafios. Não preciso de política para nada, sou candidato por uma realização pessoal.

2 – O que espera das eleições desse ano?

R: Em Carapicuíba, a questão era polarizada. Hoje não, teremos quatro nomes que pontuarão bem. Estou contabilizando o Abraão Junior que é o candidato do prefeito. Marcos Neves, professora Sônia e eu. Não creio que teremos outros nomes nessa disputa devido ao histórico deles. Então teremos quatro protagonistas os demais se vierem serão apenas coadjuvantes.

3 – Em uma entrevista um pré-candidato disse que existe um grupão formado pelo prefeito Sergio Ribeiro? Você faz parte desse grupo?

R: Muita gente diz que não está no grupo do prefeito Sergio Ribeiro, mas na verdade esta apenas esperando para ser chamado, não é meu caso, pois nunca dei abertura para o Sergio me incluir no grupo dele. O que eu ganharia com isso? Nada! O Sergio está em uma situação delicada porque não pode controlar o grupo como ele quer. Eu sou um dos que ele não controla e isso causa um problema a ele.

4 – Qual sua experiência para se aventurar na área política?

R: Eu trabalho com a maquina pública, sei muito bem como funciona, conheço bem o tramite da maquina publica e isso é um diferencial para mim, pois entendo perfeitamente como ela funciona.

5 – O Marcos Neves não seria o seu principal adversário?

R: O Marcos tem um limite de votos, creio que ele esteja nesse limite. Em tese ele se beneficiara pelo fracasso da administração do PT por ser oposição, mas não é assim que funciona, porque eu também não sou a continuidade do que está ai e eu também vou lutar voto a voto com o Marcos Neves.

6 – Como é sua relação com a classe política de Carapicuíba?

R: Aqui tem um problema que é um dilema, “ou você está comigo ou está contra mim”, isso já não acontece comigo, eu converso com o Prefeito Sergio Ribeiro, converso com a Professora Sônia, Abrão jr., Marcos Neves, Elias Cassundé, enfim converso com todos os políticos da cidade, não tenho nenhum empecilho com nenhum deles. Estou sempre dialogando com quem quer o bem para a cidade.

7 – Como você enxerga a classe política de Carapicuíba ?

R: Hoje no Brasil elegemos pessoas que não estão preparadas para administrar uma cidade, devemos parar com isso. Hoje você não vê um prefeito preparado para governar e o resultado disso são obras paradas, UPA pronta há 5 anos e fechada, enfim isso não ocorre em uma empresa porque as coisas são feitas para darem certo, já na administração publica as coisas são feitas para acomodar grupos políticos e a classe política tem disso.

8 – Existe possibilidade de você compor e ser vice de alguém ou ter um dos pré-candidatos vice em sua chapa?

R: Sempre há possibilidade, porém hoje a possibilidade é pouquíssima, não vejo boas opções para compor. No entanto isso iremos discutir nas convenções do partido.

9 – Você já esteve muito próximo do governo Sergio Ribeiro, por que se distanciou?

R: Não fui eu que me distanciei, foram eles. O motivo foi o fato de eu propor a reformar do pronto socorro da vila Dirce, e o ginásio de esportes Tancredão. Eu apresentei o projeto iria investir o dinheiro e sem exigir contrapartida, porém eles não se manifestaram mais sobre o projeto e se afastaram, creio que seja porque não entreguei um cheque em branco na mão deles. Depois que essas coisas não andaram eu concluí, que se Carapicuíba depender desse grupo, a cidade está enroscada.

10 – Como está o seu partido para as eleições? Poderá coligar com algum outro? Como estão as tratativas sobre isso?

R: Formamos um bom grupo, temos 26 pré-candidatos a vereador que podem fazer duas cadeiras, e não existe vantagem coligar, porque estamos com a chapa completa e também não existe um partido equilibrado como o nosso com boas lideranças.

13 – Quem será o vice em sua chapa? Já escolheu?

R: Já temos um bom nome, porém só irá tornar-se publico na convenção do meu partido PSL. Nesse momento não podemos abrir pois isso pode atrapalhar os diálogos.

14 – Qual sua proposta para a cultura de Carapicuíba?

R: A Cultura precisa ser permitida em Carapicuíba, ela foi banida na cidade, por
questões religiosas talvez. O carnaval, por exemplo, que é uma tradição cultural pode gerar renda, entretenimento e muitos ganhos para a cidade, desde que, seja bem planejado e executado. A maior festa popular do país não acontece em Carapicuíba e trata-se de uma festa cultural. A cultura não existe na cidade, porque para o administrador não é importante ter cultura aqui em Carapicuíba.

15 – No seu plano de governo o que planeja para o esporte?

R: Hoje não temos um time de futebol profissional. Temos exemplos bem próximos de times profissionais que despontaram no esporte estadual e nacional. Um time mexe com a autoestima da população, pois o cidadão se orgulha do time local, além de fomentar o nome da cidade.
É preciso investir mais no esporte em nossa cidade com aquisição de novos uniformes, professores e infraestrutura adequada.

16 – O que você pensa sobre o lazer e entretenimento na cidade de Carapicuíba?

R: Os parques da cidade viraram uma “Cracolândia”. Para solucionar isso, temos que cercar os parques para que durante o dia seja área de lazer, e de noite devemos garantir segurança para não ser ponto de sexo, violência e drogas. É necessário dialogar também com os comerciantes, inserindo pólos de Bares de grandes redes para se tornarem ambientes seguros e pontos de lazer, pois são serviços direcionados, porque não há incômodo e gera renda para a cidade e proporciona lazer no município.

17 – Como você avalia a atual gestão do prefeito Sergio Ribeiro?

R: Começando pelas obras, podemos perceber o mau uso do dinheiro público, que foi direcionado para uma determinada finalidade, porém creio que não foi executado corretamente o que gerou situações embaraçadas ao nosso município que agora se encontra sem credito. O terminal, mal inaugurou e já alagou. Sem contar uma série de obras inacabadas. Isso é uma situação generalizada, por causa da falta de gestão e planejamento.

18 – Como entende a questão da moradia em Carapicuíba?

R: Primeiro, precisa-se perceber que Carapicuíba tem um número expressivo de moradias irregulares. Esse problema deve ser enfrentado. A Prefeitura tem que ter um projeto para auxiliar os moradores a regularizar essa situação. Depois não podemos permitir invasões, no entanto devemos oferecer condições para readequar a cidade para um programa habitacional que resolva o problema definitivamente.

19 – Algo em seu programa de governo menciona a questão de emprego e geração de renda?

R: Sim, tenho um bom programa para a geração de emprego. O prefeito tem que ser um bom vendedor da cidade. A população foi convencida de que a cidade não tem salvação e que será dormitório pela eternidade. Temos que atrair novos investimentos. Estamos entre três rodovias e devemos explorar essas malhas rodoviárias. Temos que liberar alvará online para facilitar a vida do empreendedor e se todos tiverem seus alvarás não haverá propina por parte da fiscalização ou empresário gastando seus recursos com burocracia.

20- Qual sua proposta para educação?

R: Se eu vier a ser eleito prefeito de Carapicuíba, assim que assumir a prefeitura, no dia seguinte vou criar pelo menos 1800 vagas na rede municipal, pois eu sei como fazer isso. Nós hoje temos um déficit de 5000 vagas nas creches. Temos 18 creches conveniadas vejo que esse convênio não esta sendo bem executado e isso atrasa a nossa cidade, falta gestão na educação e uma parceria mais eficaz com o terceiro setor.

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