“fui secretário na gestão Sergio Ribeiro e Fuad Chucre, então tenho experiência para governar Carapicuíba”

IMG_9327Elias Fernandes Cassundé, vereador por três mandatos, carrega a experiência como secretário de comunicação, cultura, Serviços Municipais e ainda Secretaria de obras. Apresentou diversos projetos na Câmara como o cartão BOM Carapicuíba e a lei que proíbe o uso de animais em rodeios. Foi candidato a deputado Federal em 2014 e tem dialogado com os demais pré-candidatos para construir uma aliança em Carapicuíba.
1 – Você é pré-candidato a prefeito, por quê?
R: Sou pré-candidato já algum tempo, desde 2014 quando disputei a eleição para Deputado Federal, eu já tinha essa pretensão. Já fui secretário de Comunicação, Cultura, Obras e Serviços Municipais e fui vice-presidente da câmara estou preparado para governar a cidade, já que por minhas passagens nas secretarias sempre levei inovação e realizei grandes feitos.
2 – Existe a possibilidade de renunciar sua pré-candidatura para entrar em outro projeto?
R: Nesse momento não. Estamos conversando com outros pré-candidatos a prefeito, ouvindo as ideias, mas estamos firmes no nosso caminho.
3 – O que a cidade de Carapicuíba mais precisa?
R: A cidade precisa de um Choque de gestão, a cidade precisa de austeridade, organização e desenvolvimento. Nenhuma cidade cresce se não tiver organização. Quero transformar Carapicuíba e com o desenvolvimento será possível investir mais em áreas como: educação e saúde.
4 – Por que Carapicuíba não se desenvolveu como outras cidades?
R: Não tivemos um prefeito que colocasse o dedo na ferida, só tivemos administradores populistas. Barueri é um exemplo a ser seguido, houve organização e planejamento, enquanto que os prefeitos que passaram por Carapicuíba fizeram apenas o papel de “bonzinhos” e conduzindo a gestão de qualquer forma não resolvendo os problemas da cidade.
5 – Existe diálogo para algum pré-candidato serem o seu vice?
R: Existem diálogos abertos com grande parte deles, porém tem alguns que não abrem mão de ser candidato a prefeito. Já conversei com a Professora Sônia e Salim Reis. Tenho falado muito com o Abraão Junior. Porém até agora não tem nada acertado, mas também estamos conversando sobre uma aliança no segundo turno. Fiz um convite para o PTB ser meu vice, também convidei outra pessoa, enfim, até já falei com o Políta, mas ele tem mais afinidades com a professora Sônia.
6 – Sergio Ribeiro está articulando um bloco para enfrentar o Marcos Neves, você já foi convidado para discutir sua participação nesse processo?
R: Pelo Sergio Ribeiro não fui convidado, até porque ele tem dois candidatos: o presidente da Câmara Abraão  (PSDB) e o Everaldo (PT), até que me provem o contrário, o Sergio está no PT  e a sigla irá lançar o Everaldo e não aceito participar de um bloco que já definiu seu candidato.
7 – Você atuou no governo Sergio Ribeiro, isso não pode atrapalhar sua candidatura já que o PT está envolvido em diversos escândalos?
R: Não acredito que isso vá atrapalhar. Fui secretário dessa gestão atuando na Secretaria de Serviços Municipais e de Obras. Fui secretário na gestão do Fuad (PSDB) e Sergio Ribeiro (PT) e trabalhei para a cidade e não para o partido, foi para o povo de Carapicuíba, não importa o partido, o que importa é a cidade.
8 – O que avalia de positivo no governo Sergio Ribeiro?
R: O Sérgio acertou na organização administrativa, mas sem austeridade. Sergio obteve muitos recursos para a cidade, nisso ele foi bom por meio de emendas e convênios e isso é a marca dele. Ele implantou vários benefícios na cidade, porém, não colocou o “dedo na ferida”.
9 – Existem erros na gestão de Sergio Ribeiro?
R: Faltou austeridade, ele tinha um compromisso de “Mudança para valer” e não teve essa mudança. A cidade continua a mesma. O mesmo orçamento,  que não dá para investir em saúde e educação. Temos que mudar o rumo da cidade doa a quem doer.
10 – Quais projetos você aprovou na câmara que influência diretamente a vida dos moradores?
R: O bilhete único é um projeto meu. Levou um ano e meio para ser aprovado, mas hoje contribuiu com a vida dos moradores. Tenho outro projeto que proíbe o uso de animais em rodeio. A lei que proíbe uso de celular no banco. A lei da virada da Cultura. Quando estávamos à frente, a Cultura funcionava, hoje não funciona mais.
11 – O que falta em Carapicuíba?
R: Falta investir na aquilo que já temos. Em Carapicuíba é preciso fazer investimentos sem gastos, usando bem a renda que temos. A população quer ver coisas bonitas, limpas e bem organizadas, por isso que gastamos fora da cidade porque aqui falta organização. Precisamos ter um calçadão organizado, bonito e limpo. Temos potencial e nosso povo gasta fora porque não estamos preparados.
12 – Como irá romper se o seu partido faz parte da administração?
R: Eu já rompi com a administração, porém a secretaria que hoje esta sob comando do partido é um acordo político feito lá atrás. Assim, como o partido da professora Sônia também tem também sua secretaria, mais isso é um acordo feito lá atrás e irá encerra-se dia 31 de dezembro apenas. Com o Salim Reis é igual. Continua no governo por meio do PSD, mas não apoia o candidato do partido do prefeito.
13 – Uma pesquisa aponta Marcos Neves à frente, o que você tem a dizer sobre isso?
R: Eu não fiz pesquisa, mas sabemos que o deputado está à frente porque o nome dele esta em evidência, mas talvez não com todo aquele resultado. Porém, uma grande parte da população não decidiu em quem votar, então eu e outros temos ainda uma boa parte de indecisos para conquistar.
14 – Qual sua principal atitude caso eleito prefeito
R: Organizar cidade e desapropriar áreas no Gustavo Côrrea e transforma-las em áreas empresariais para a cidade crescer. Iria ainda, transformar a Marginal do Rodoanel em uma área industrial, da Cohab até a Aldeia, só galpões e prédios empresariais.
15 – Qual sua visão sobre as obras paradas?
R: Já cobramos, mas senão houver consenso na Câmara não há fiscalização. A UPA, por exemplo é um presente de grego para a cidade. Fomos atrás de uma coisa que não podemos manter e isso é lamentável.

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