Crise eleva demanda por comida em delivery

O coronavírus chegou e está impactando diversos negócios no Brasil por causa das medidas restritivas que impedem a circulação de pessoas na maioria das cidades do país. Essa nova realidade provoca a digitalização de processos offline envolvendo a gestão de restaurantes e lanchonetes, até então, com operações sólidas em ambiente físico.

Empresários e funcionários levantam dúvidas sobre a manutenção ou não dos negócios no segmento alimentício em meio a várias incertezas.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criou uma cartilha em que orienta como deve ser o funcionamento dos estabelecimentos durante a epidemia para reduzir os riscos de funcionários e clientes.

Toda essa novidade exige uma mudança no core business dessas empresas para atuar no universo digital, seja por meio de aplicativos de delivery, como é o caso dos restaurantes, como também mudar o fluxo no atendimento e ter presença online em horários que sejam mais eficientes dentro da jornada do consumidor.

Geralmente, os restaurantes que já atendem em sistema de delivery já contam com um sistema de controle de clientes e pedidos com cadastro completo e dados que permitam controlar todo o processo de produção, entrega e pagamento. Porém, isso não é realidade na maioria dos estabelecimentos que está sofrendo com essa crise.

Como digitalizar rápido?

Estabelecimentos que tiveram que fechar as portas do dia para a noite por causa da quarentena imposta por diversos governantes precisam ser ágeis na migração do ambiente físico para digital. Qualquer lentidão nesta fase causará prejuízo ainda maior!

Se a intenção for já permanecer no serviço de delivery simultâneo com o atendimento físico após esse caos, a recomendação é que seja contratado um CRM de vendas para armazenar todos os dados dos clientes e entender o seu perfil de consumo.

Caso queira ir com mais cautela, use um sistema de controle via planilhas e coloque lá todos os dados que podem ser úteis no futuro:

  • Nome do cliente

  • Telefone

  • Endereço

  • Tipo de alimento pedido

  • Data de cada pedido

Estas informações serão úteis para entender a jornada de consumo, fazer promoções e também definir algumas estratégias de marketing para elevar o faturamento.

Treinamento de atendimento

Não dá para levar o mesmo modelo de atendimento usado no mundo físico para o digital. Com a loja aberta, geralmente o consumidor já vem até você com alguma dúvida mais simples e está dentro do seu ambiente, o que te dá mais controle sobre a operação.

No mundo digital, seja por Messenger, WhatsApp ou aplicativos de delivery, ele está ali com diversas outras ofertas e você tem poucas chances de convencê-lo que o seu produto é o melhor. Não subestime-o e não o frustre!

Ter alguém que fale a mesma linguagem, que seja simpático e conheça bem do negócio fará toda a diferença nesta hora.

Em dias de chuva e fim de semana é comum surgirem vários pedidos ao mesmo tempo. Demorar para responder um potencial consumidor pode levá-lo a desistir de fazer o pedido. Por isso, estude os fluxos de atendimento e amplie os profissionais responsáveis pelas reservas para não perder negócios.

Cuidados na entrega

Não é fácil ter um time de confiança nas entregas dos seus pedidos. Esta é uma reclamação recorrente dos empresários do setor. Por isso que surgiram as startups de delivery de comida e cresceram rapidamente.

Porém, com esse caso de epidemia do coronavírus, algumas recomendações devem ser seguidas:

  • Ofereça o pagamento digital, sem necessidade de máquina de débito;

  • Oriente funcionários a manusear os alimentos e embalagens com luvas;

  • Providencie sacolas e sacos plásticos para proteção das entregas;

  • Oriente a entrega sem contato para evitar o contágio.

Com esse cuidados simples será possível superar essa crise, evitar mais desemprego e ainda preservar a saúde do seu negócio.