Saúde

Coronavírus: especialista alerta para cuidados com idosos e doentes crônicos

O crescimento no número de casos confirmados de coronavírus no Brasil alerta para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção entre a população, especialmente nos grupos considerados de maior risco, entre eles os idosos, doentes crônicos, transplantados e pessoas em tratamento com determinados tipos de medicamento.

“Doentes crônicos estão mais suscetíveis, por exemplo, diabéticos, cardiopatas, pneumopatas (problemas nos pulmões) e pacientes renais crônicos”, afirma o médico nefrologista Bruno P. Biluca, do centro de nefrologia a Fenix Alphaville. “Geralmente, são pacientes de idade que, além de terem um sistema imunológico não tão eficiente quando comparado ao de um adulto jovem, têm essas comorbidades prévias que podem agravar um quadro infeccioso devido às limitações crônicas nos sistemas cardiorrespiratório”, explica.

O mesmo acontece com pacientes transplantados, em tratamento quimioterápico ou de doenças reumatológicas, como o lúpus, por exemplo. “Eles merecem atenção especial, pois usam medicações que diminuem a ação do sistema imune, aumentando muito o risco de infecção e com desfecho desfavorável” diz Biluca.

O especialista ressalta que, mesmo na ausência dessas condições, é preciso cautela com a população acima dos 60 anos. “Atenção mais que especial aos idosos! Se você estiver com qualquer sintoma gripal não deve visitar seus familiares de mais idade”, recomenda.

Segundo o médico, outros cuidados preventivos que podem ser tomados é ter uma boa qualidade de sono e na alimentação, além de adotar as medidas já amplamente difundidas, que são a higiene adequada das mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal e, ao tossir ou espirrar, proteger com as mãos, que devem ser imediatamente lavadas. “Neste momento, até mesmo o contato físico com outras pessoas deve ser restrito”, orienta.

Sobre a Fenix Alphaville

Inaugurada em 2018, a Fenix Alphaville é especializada em doenças renais, oferecendo uma experiência inovadora em hemodiálise e atendimento médico de excelência, em um ambiente hospitalar seguro e com padrão premium, de hotelaria 5 estrelas. Os tratamentos são orientados pelas mais modernas técnicas em nefrologia e prescritos de forma individualizada por uma equipe de médicos especialistas, com apoio multidisciplinar de psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeuta. Entre os diferenciais, estão a hemodiafiltração, que reduz efeitos colaterais, suítes para o tratamento noturno, spa, lanche preparado por chef, transporte Leva e Traz e heliponto. A clínica faz parte da Rede Fenix de Nefrologia, que atua há 23 anos na área, e está localizada em Alphaville, Barueri-SP.

Pró-Sangue pede doação para aumentar estoques, essenciais para cirurgias

A Fundação Pró-Sangue, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, está com o estoque bem baixo e precisa urgentemente de doadores. Em fevereiro, a doação de sangue registrou forte queda, possivelmente causada por situações que normalmente afastam os doadores dos postos de coleta: feriado do carnaval, campanha de vacinação contra o sarampo entre outros.

Atualmente a instituição está operando apenas com 40% da reserva necessária para dar atendimento a mais de 100 instituições de saúde da rede pública. Os sangues do tipo O+O- e B- estão em estado de emergência, ou seja, garantem o abastecimento por apenas um dia. Já as bolsas de sangue A- e A+ só conseguem atender à solicitação dos hospitais por apenas dois dias.

Pedimos apoio às pessoas para que doem sangue antes de participar das campanhas de vacinação, lembrando que a doação de sangue continua sendo segura e os postos de coleta não oferecem riscos aos candidatos.

Serviço – Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde e alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores de idade, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato.

Recomenda-se também evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem à doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação. Vale lembrar que o coronavírus foi incluído nos critérios de triagem e pode trazer alguns impedimentos para as pessoas que viajaram para o exterior (no site da Pró-Sangue é possível se informar das condições para doação em relação a essa infecção).

No mais, outros impedimentos poderão ser identificados durante a entrevista de triagem, no dia da doação. Para tanto, basta acessar o site da Pró-Sangue e consultar os pré-requisitos básicos para doar. Como dica, a sugestão é doar durante a semana, de segunda a sexta, pois o tempo de espera no atendimento é menor.

Para horário de funcionamento dos demais postos de coleta acesse www.prosangue.sp.gov.br ou ligue para o Alô Pró-Sangue (11 4573-7800).

Idosos devem contar com cuidado extra diante da epidemia do novo coronavírus

O poder de letalidade do novo coronavírus em idosos pode chegar a 15% a quem tem mais de 70 anos. Diante disso, o geriatra e cardiologista Marcelo Freitas, do Residencial Clube Leger, uma das mais importantes instituições de acolhimento de idosos do país, localizado em São Paulo, aponta uma necessidade de maior atenção com as pessoas dessa faixa etária. Segundo ele, a baixa imunidade, comum aos idosos, exige um trabalho preventivo ainda mais cuidadoso.

1)Por que os idosos formam o maior grupo de vítimas do novo coronavírus?

Dr. Marcelo – O coronavírus já conhecido há décadas, e causa em torno de 2% dos quadros similares a gripe no mundo inteiro, e também no Brasil. Esse novo coronavírus, é uma mutação que surgiu na China, e causa um quadro respiratório, gripal, mais agressivo. Naturalmente, os idosos são mais suscetíveis aos quadros infecciosos, virais ou bacterianos, por conta de sua decadência imunológica, e pela presença de doenças crônicas (DM, HAS, Artrites), especialmente após os 70 anos de idade. E, com esse novo coronavírus, não está sendo diferente, chegando à letalidade de até 15% nos maiores de 70 anos.

2)A que sinal de doença respiratória o idoso deve procurar atendimento médico?

Dr. Marcelo – Sempre sugerimos procurar uma unidade básica de saúde, aos quadros progressivos de febre, coriza, tosse, cansaço, falta de ar, mialgia e fraqueza. Mesmo sendo um quadro gripal mais simples, esses sintomas mais exagerados, com duração maior do que três dias, devem fazer procurar um pronto atendimento uma Unidade Básica de Saúde para realizar uma avaliação médica.

3)É comum que pessoas mais idosas apresentem pneumonia. Por que isso acontece e por que isso é perigoso?

Dr. Marcelo – Pneumonia é um quadro mais grave, pois acomete o pulmão. Pode ser de várias etiologias, sendo as mais comuns as bacterianas e virais. A incidência de pneumonias é maior no idoso por conta de sua imunidade estar em fase de decadência, ou seja, são mais suscetíveis a essas infecções também. A pneumonia é mais perigosa, pois, por comprometer o pulmão, pode levar a consequências mais severas, como insuficiência respiratória e até óbito. Sugere-se que os idosos, especialmente acima de 70 anos, recebe a vacina contra pneumonias bacterianas – Pneumovax.

4)Que cuidados extras com os idosos devem ser tomados agora?

Dr. Marcelo – Não só por conta do atual surto de coronavírus, mas devemos sempre adotar condutas de higienização de mãos, face, nariz e boca, pois, os vírus estão presentes nos chamados perdigotos (gotículas de saliva), e podem se depositar na boca, olhos, face, nariz e mãos. Também existem algumas substâncias que, notadamente, melhoram nossa imunidade, tais como Vitamina C, Vitamina D e Zinco. Não se trata de terapia, mas, melhoram o sistema imunológico, e nos deixam mais preparados para qualquer quadro infeccioso que possamos adquirir. Além disso, deve-se evitar a exposição dos idosos ao locais de aglomeração de pessoas, pois aumenta a chance de disseminação dos vírus..

5)Idosos com passagem marcada para algum país com grande número de casos deve cancelar a viagem?

Dr. Marcelo – Aqui, devemos utilizar o bom senso. Por exemplo, não sugeriria ninguém a viajar para China neste momento, pois, é o centro de onde surgiu esse novo vírus, e onde temos maior números de casos confirmados. Porém, para os outros países, não há nenhum contra indicação absoluta, mas, obviamente, se puder adiar viagens para esses locais, é mais prudente fazê-lo, até um outro momento em que estabilize o surto.

6)Por terem, em geral, a saúde mais frágil, os idosos já devem adotar o uso de máscara cirúrgica no dia a dia?

Dr. Marcelo – Por ora, não faz sentido, e não se indica uso de máscaras no dia a dia, pois, como vemos aqui no Brasil, até hoje há dois casos confirmados, em uma população de mais de 200 milhões de habitantes. Caso haja um aumento de casos, o uso de máscara se fará necessário.

7)Idosos que chegaram de viagem de algum país com grande número de infectados devem tomar algum cuidado especial?

Dr. Marcelo – Não só os idosos, mas todos que chegarem de países com muitos casos, devem se manter em monitoramento com relação aos sintomas como febre, falta de ar, tosse e coriza. Essa etapa deve durar pelo menos duas semanas, que é o período médio de incubação do vírus. As pessoas podem estar com o vírus, sem manifestação de sintomas. Evidentemente, os idosos tem que ficar mais atentos ainda a esses aspectos, e, aos primeiros sinais, procurarem avaliação de um médico.

Prefeitura de Osasco entrega reforma das UBSs da Vila Menck e Olaria do Nino

Em menos de uma semana, a Prefeitura de Osasco entregou dois equipamentos de saúde completamente reformados para a população. No sábado, 8/2, a UBS da Vila Menck, na Zona Norte, foi reaberta e na quinta-feira, 13/2, foi a vez da UBS do Olaria do Nino, na Zona Sul. A revitalização dessas unidades integra o pacote de obras que vai reformar as 35 Unidades Básicas de Saúde do município. Dessas, outras três já foram reformadas e reabertas nos seguintes bairros: Vila Yolanda, Padroeira e Munhoz Júnior.

A UBS da Vila Menck foi contemplada com pintura nas áreas internas e externas, troca de pisos, telhados, forros, calhas, manutenção elétrica, portas e janelas. A recepção e os corredores receberam novo mobiliário e design, e agora contam com ar-condicionado. Além disso, foi construída uma sala de esterilização e a farmácia foi ampliada.

Já a UBS do Olaria do Nino passou por uma grande reestruturação, que também inclui troca de pisos, telhados, forros, calhas, manutenção elétrica e pintura. Foram construídas salas para esterilização e almoxarifado e a unidade ainda recebeu novo mobiliário, cadeiras para odontologia e ginecologia, além de novo design.

“Nós fechamos as unidades para fazer a reforma que a população merece. Agora, essas UBSs contam com toda infraestrutura necessária para atender bem os munícipes e oferecer melhores condições de trabalho aos nossos colaboradores”, explicou o prefeito Rogério Lins. 

A Prefeitura entrega a revitalização da UBS do Metalúrgicos, na Rua Espedito Izídio Andrade, 530. Já as unidades de saúde de Presidente Altino e do Jaguaribe, ambas construídas, serão entregues em breve.

Maternidade de Santana de Parnaíba comemora o primeiro nascimento de gêmeos

Depois de alcançar a expressiva marca de 500 bebês nascidos, nesta semana a Maternidade Santa Ana, de Santana de Parnaíba, registrou o primeiro nascimento de gêmeos da unidade: os bebês Ayla Luiza e David Luiz.

O casal de gêmeos veio ao mundo no último dia 28 por meio de parto cesariano. Com 44 cm e 2,5 kg, Ayla nasceu por volta das 15h58 e o irmão David, com 48,5 cm e 3,08 kg, às 15h59, fazendo a alegria dos pais Rosilane dos Santos e Luiz Carlos Bispo dos Santos, moradores do Jardim Deghi.

O primeiro parto gemelar da maternidade junta-se aos outros 523 nascimentos, realizados em menos de 6 meses de funcionamento, somando-se partos naturais e cesáreos, mostrando a qualidade e eficiência deste equipamento público, que conta com um centro de parto natural, unidade neonatal para atendimento de bebês prematuros, equipamentos modernos e cerca de 50 profissionais, entre médicos, obstetras e enfermeiros.

Agentes de prevenção às endemias de Barueri são incansáveis na luta contra a dengue

Foto: Robinson Alvarenga/Secom

Logo cedo os agentes de controle e prevenção às endemias do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses de Barueri estão percorrendo as ruas, indo de casa em casa, para identificar e eliminar criadouros do mosquito da dengue, além de orientar e tirar dúvidas dos moradores. Esse trabalho tão importante acontece o ano todo, afinal, basta um descuido para que se tenha um surto da doença. 

Na quinta-feira (dia 30 de janeiro), uma das equipes esteve no Jardim Silveira realizando não apenas a visita de rotina às residências, mas também a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), exigida pelo Ministério da Saúde em determinados períodos do ano. A ADL consiste na coleta de amostras para que sejam analisadas e, assim, se identifique se é mesmo o Aedes aegypt e como está a infestação em cada bairro. Esses dados contribuem para traçar um panorama da situação, não apenas na cidade, mas no Estado. 

O trabalho dos agentes é minucioso: eles olham cada cantinho do quintal, os objetos que ficam expostos ao tempo, as plantas e, sempre que possível, vistoriam até as caixas d’água e calhas, por exemplo. Ao menor sinal de água acumulada apuram ainda mais a atenção em busca de possíveis ovos do mosquito. 

Além da ADL e das visitas de rotina, esses profissionais realizam também ações de bloqueio, que é quando há suspeita de dengue no quarteirão e não é possível acabar com todos os focos, então aplicam um larvicida no local. “Mas o ideal é sempre eliminar com controle mecânico e não deixar água parada”, reforça a agente Helena Alice Gomes Barbin. 

Barreiras 

Mas embora seja uma tarefa nobre e totalmente protetiva, nem sempre essas pessoas são bem recebidas. Cerca de 30% dos munícipes se recusam a abrir a porta para eles. “A gente tem muita dificuldade para entrar em algumas casas, porque as pessoas pensam que só temos que ir na casa que elas acham que tem problema, e nunca é a delas”, relata a agente Aline Felipe dos Santos de Paula, que há 10 anos atua no combate às endemias. E completa: “eu penso que o nosso trabalho é de fiscalização também. Se a gente chega na casa e não tem nenhum recipiente é ótimo, porque na verdade a obrigação de manter os cuidados é do munícipe. Se tiver recipiente a gente orienta”, desabafa. 

Outra dificuldade relatada pelos profissionais é com relação a terrenos baldios, já que são lugares onde não podem entrar e, portanto, a manutenção do espaço depende totalmente do proprietário. Em Barueri há a lei do Lote Limpo, de responsabilidade da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente, que aplica multas ao proprietário de terrenos sem capinagem e a correta limpeza, evitando o acúmulo de lixo e outros detritos que atraem vetores e sirvam de criadouro para arboviroses. 

O perigo à espreita 

Com muito boa vontade o morador do Jardim Silveira, Everton F. S., abriu as portas de sua casa para a equipe da Zoonoses. A ocasião não poderia ter sido melhor. Com a chuva dessa semana havia não apenas água acumulada sobre alguns sacos no quintal, mas larvas e até pupa – estágio em que a larva está prestes a virar mosquito. Além de eliminar o foco e coletar amostras, as agentes municiaram o morador com informações bem importantes para afastar o perigo iminente. “Eu aprendi muito, tanto é que eu pensei que aqui nem tinha larvas. Um pequeno descuido e dá nisso, são as pequenas coisas que a gente não percebe”, assume Eventon. 

Ele elogiou a postura dos profissionais e a iniciativa do município, até porque já foi vítima de dengue e não deseja isso a ninguém. “A abordagem foi boa, a explicação, pediram permissão, não chegaram com rispidez. É uma iniciativa boa da cidade, construtiva. As pessoas precisam se conscientizar porque a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente. Eu mesmo já tive dengue há uns anos e os sintomas são terríveis e é uma coisa silenciosa, você não  com a correria do dia a dia”, conta o morador. 

Orientações básicas 

Os agentes ensinam que nos locais que sempre acumulam água, como vasos, calhas, tampas de tambores etc., é recomendável pingar algumas gotas de produtos de limpeza domésticos, como detergente de louça, sabão em pó ou desinfetante, por exemplo. “Qualquer produto químico que altere o Ph da água serve”, explica Aline. 

   o uso de água sanitária não é encorajado por se tratar de um produto que evapora, exigindo aplicação bem mais constante, conforme detalhou Helena. A areia no fundo dos pratinhos de plantas também não deve ser usada, pois ela cede e acaba deixando espaço para acumular água por cima do mesmo jeito.  

Tela de proteção 

A atenção com caixas d’água, geralmente de difícil acesso, também deve ser redobrada. O ideal é colocar uma tela por cima, especialmente nas caixas de amianto, que não têm uma vedação completa. 

A Prefeitura de Barueri cede gratuitamente essas telas para os moradores. Basta buscar no setor de combate à dengue, dentro da Zoonoses (av. Anhanguera, 200, Centro). 

Mais informações sobre o assunto ou denúncias com relação a focos de dengue, ligue 4706-1011.

Ingestão de água é melhor forma de evitar cálculos renais, alerta HMB

Você já lembrou de tomar água hoje? Entre tantas atividades diárias como trabalhar, almoçar, estudar, ficar no trânsito, organizar a casa, tomar banho, jantar e dormir, muitas vezes a hidratação não é incluída na rotina. Pensando nisso, o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB) ressalta a importância da água para o funcionamento dos rins, em especial nos dias mais quentes. 

Entre janeiro e dezembro de 2019, o HMB realizou cerca de 230 procedimentos para remoção de cálculos renais, sendo que o primeiro trimestre do ano, caracterizado pelo verão, concentrou 39% das cirurgias. Durante essa estação, a temperatura pode ultrapassar os 30°C, e a elevação do calor está diretamente ligada ao aumento da transpiração do corpo. “Nesse período os casos de cálculos renais aumentam porque a eliminação da água é feita pela transpiração, e como a formação de urina é menor, quando não há ingestão de água suficiente, todas as substâncias que deveriam ser eliminadas pela urina ficam concentradas e favorecem a formação dos cálculos”, explica Agostinho Filgueira, coordenador de nefrologia do Hospital.

Os cálculos, que são o agrupamento das substâncias que ficaram acumuladas nos rins, podem surgir como consequência de alterações do metabolismo, histórico familiar, hábitos de vida, obesidade e até mesmo por causa da alimentação. “O consumo excessivo de proteínas de origem animal, de alimentos ricos em sódio e a menor ingestão hídrica diminuem a excreção de cálcio, ácido úrico, oxalato e fósforo, que favorecem o desenvolvimento dos cálculos”, comenta Sarah Franca, nutricionista clínica do HMB, que destaca a importância de consumir frutas, verduras e alimentos integrais, que possuem potássio, magnésio, citrato e fitato, e impedem a formação dos cálculos.

Alguns alimentos podem ajudar a evitar os cálculos, mas a principal forma de prevenção é com o aumento da ingestão de água. “Quanto mais água no organismo, mais diluída fica a urina e menor a chance de acúmulo de substâncias. A urina pode servir como alerta para hidratação, já que a sua coloração ideal é o amarelo claro. Quando estiver na cor amarelo forte, é indicação de que está faltando água”, esclarece o nefrologista, que alerta a necessidade de reparar na urina, já que se estiver avermelhada ou com presença de sangue, pode ser um sinal de cálculo renal.

Muitas vezes a cólica renal, que é a dor causada pela tentativa de expelir o cálculo, pode ser confundida com dor lombar, por isso é fundamental procurar ajuda médica para avaliação e indicação do tratamento mais adequado, que inclusive pode ser cirúrgico, quando a possibilidade de eliminação espontânea do cálculo for muito pequena devido ao seu tamanho e existir chance de obstrução no canal da urina.

Livro sobre a saúde da mulher fala das causas e tratamentos do Papiloma Vírus Humano (HPV)

O patologista clínico Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior realizou uma completa revisão bibliográfica sobre o tema nos últimos 10 anos, voltado ao público especialista no assunto. Lançado originalmente em edição bilingue (português-inglês), o livro “Saúde da Mulher” já contabiliza mais de 1000 downloads em menos de três meses.

Para a investigação sobre o Papiloma Vírus Humano (HPV) o autor utilizou os dados da Biblioteca Virtual do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciência de Saúde (BIREME), a Base de Dados de Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), da Biblioteca Virtual Scientific Electronic Library Online (SCIELO), além de pesquisas na internet e consultas a uma vasta bibliografia.

“O livro, lançado também no formato de E-book, tem como objetivo, ao longo de suas 196 páginas, apresentar informações sobre o Papiloma Vírus Humano, o HPV, que é transmitido pelo ato sexual, um vírus que gera uma infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus. A infecção pelo HPV é a causa fundamental e precursora para o câncer do cérvix. Segundo estudo publicado pelo Ministério da Saúde em 2017 mais da metade da população brasileira jovem, de 16 a 25 anos está infectada com o HPV”, explica o escritor.

Muitas pessoas com o HPV acabam não desenvolvendo nenhum sintoma, mas estando com o vírus podem infectar outros indivíduos pelo contato sexual. Mas em outras pessoas os sintomas podem incluir verrugas nos órgãos genitais ou na pele circundante.

Não há cura para o vírus, e as verrugas podem desaparecer por conta própria ou iniciar um processo cancerígeno. O tratamento visa eliminar as verrugas. Os dados que são fornecidos pela biologia molecular comprovam a elevada porcentagem de infecção por HPV em pacientes com carcinoma invasivo do colo do útero, NIC, NIV e carcinoma invasivo da vulva e pênis. Em um estudo desenvolvido nos EUA o risco de infecção aumentou de modo consistente com o número de parceiros sexuais masculinos relatados durante a vida.

Vacina polêmica

Considerada a única proteção contra o HPV, a vacina antiviral vem sofrendo diversas críticas por causar efeitos colaterais significativos. Para o Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior existem dois grupos distintos de pesquisadores, os que defendem integralmente seu uso e outro que desaconselha radicalmente sua aplicação: “Em todas as modalidades de tratamentos existem benefícios e malefícios. Eu, particularmente, ainda tenho um entendimento que os benefícios da vacina contra o HPV superam os eventuais malefícios. Temos que avaliar caso a caso e continuar as pesquisas sobre esses possíveis efeitos colaterais adversos que estão sendo relatados. Sei, por exemplo, que o Japão já retirou a vacina do seu calendário. Estamos atentos”, concluiu o médico.

O Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior é formado em Ciências Biomédicas pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, e pós-graduado em captação, doação e transplante de órgãos e tecidos pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

O livro Saúde da Mulher está à venda na rede de livrarias Saraiva, no site da editora Bonecker e online pela Amazon em formato E-book.

Para a investigação sobre o Papiloma Vírus Humano (HPV) o autor utilizou os dados da Biblioteca Virtual do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciência de Saúde (BIREME), a Base de Dados de Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), da Biblioteca Virtual Scientific Electronic Library Online (SCIELO), além de pesquisas na internet e consultas a uma vasta bibliografia.

“O livro, lançado também no formato de E-book, tem como objetivo, ao longo de suas 196 páginas, apresentar informações sobre o Papiloma Vírus Humano, o HPV, que é transmitido pelo ato sexual, um vírus que gera uma infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus. A infecção pelo HPV é a causa fundamental e precursora para o câncer do cérvix. Segundo estudo publicado pelo Ministério da Saúde em 2017 mais da metade da população brasileira jovem, de 16 a 25 anos está infectada com o HPV”, explica o escritor.

Muitas pessoas com o HPV acabam não desenvolvendo nenhum sintoma, mas estando com o vírus podem infectar outros indivíduos pelo contato sexual. Mas em outras pessoas os sintomas podem incluir verrugas nos órgãos genitais ou na pele circundante.  

Não há cura para o vírus, e as verrugas podem desaparecer por conta própria ou iniciar um processo cancerígeno. O tratamento visa eliminar as verrugas. Os dados que são fornecidos pela biologia molecular comprovam a elevada porcentagem de infecção por HPV em pacientes com carcinoma invasivo do colo do útero, NIC, NIV e carcinoma invasivo da vulva e pênis. Em um estudo desenvolvido nos EUA o risco de infecção aumentou de modo consistente com o número de parceiros sexuais masculinos relatados durante a vida.

Vacina polêmica

Considerada a única proteção contra o HPV, a vacina antiviral vem sofrendo diversas críticas por causar efeitos colaterais significativos. Para o Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior existem dois grupos distintos de pesquisadores, os que defendem integralmente seu uso e outro que desaconselha radicalmente sua aplicação: “Em todas as modalidades de tratamentos existem benefícios e malefícios. Eu, particularmente, ainda tenho um entendimento que os benefícios da vacina contra o HPV superam os eventuais malefícios. Temos que avaliar caso a caso e continuar as pesquisas sobre esses possíveis efeitos colaterais adversos que estão sendo relatados. Sei, por exemplo, que o Japão já retirou a vacina do seu calendário. Estamos atentos”, concluiu o médico.

O Dr. Luiz Teixeira Da Silva Júnior é formado em Ciências Biomédicas pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, e pós-graduado em captação, doação e transplante de órgãos e tecidos pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

O livro Saúde da Mulher está à venda na rede de livrarias Saraiva, no site da editora Bonecker e online pela Amazon em formato E-book. 

HMB inicia 2020 com novos equipamentos no Centro Cirúrgico

Para começar o ano com mais agilidade no atendimento, o Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB), unidade da Prefeitura de Barueri gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, recebeu, no final de 2019, sete focos cirúrgicos e um arco cirúrgico, aparelhos utilizados em diversas operações que representam melhora na qualidade do serviço. 

Com média mensal de 700 procedimentos, o CC do hospital tem capacidade para realizar desde cirurgias reparadoras até neurológicas, e os novos focos cirúrgicos, utilizados em todas as cirurgias convencionais – exceto nas minimamente invasivas, garantem iluminação constante durante toda a cirurgia. Mesmo com a movimentação da equipe médica, o aparelho faz a compensação automática da luz. “Operar sem foco é como dirigir à noite sem farol em uma via sem luz, ou seja, apresenta alto risco de danos” explica Ernesto Imakuma, cirurgião geral do HMB, que destaca a necessidade desse instrumento, porque os riscos são menores e os resultados podem ser melhores. 

Já o arco cirúrgico, utilizado em especialidades como ortopedia, crânio-maxilo-facial, coluna, neurocirurgia, cabeça e pescoço, cirurgia vascular e cirurgia geral, é um equipamento de raio-x que produz imagens em tempo real por meio do monitor. Além de ser mais ágil para manusear, essa metodologia pode impactar na qualidade do resultado cirúrgico e diminuir o tempo da operação. “Alguns procedimentos só podem ser realizados com o equipamento, pois a produção de imagens em tempo real que irá guiar o cirurgião. Em ortopedia, por exemplo, não é necessário realizar extensos cortes para tratamento de fraturas visto que com o arco, é possível visualizar a fratura na imagem de raio-X”, esclarece o cirurgião, que explica a importância do arco também para analisar a anatomia dos órgãos e confirmar se próteses ou drenos estão nos locais adequados. 

Para instalação dos novos equipamentos, foram realizados serviços de manutenção como adequações na estrutura, substituições de tomadas e pintura em todas as salas do CC. Além disso, para completar as melhorias, o setor também recebeu novas mesas cirúrgicas e macas hospitalares. 

 

Luiz Teixeira da Silva Junior comenta situação da doação de órgãos e transplantes no Brasil

Apesar dos avanços da medicina na área dos transplantes de órgãos nas últimas décadas, o caminho ainda é longo na conquista da conscientização das famílias na hora de decidir pela doação após a perda de um ente querido. Esta é a principal razão pela qual o país apresenta ainda uma fila de espera por um órgão com quase 40 mil pessoas. Isso acontece mesmo com o país sendo reconhecido como tendo o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo. Cerca de 96% dos procedimentos são custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o patologista clínico Dr. Luiz Teixeira Da Silva Junior, pós-graduado em captação, doação e transplante de órgãos e tecidos pelo hospital Israelita Albert Einstein, e ex-superintendente do hospital Dr. Francisco Moram, “a doação de órgãos é um ato de caridade e amor ao próximo. A cada ano, muitas vidas são salvas por esse gesto altruísta, mas pouco se fala no Brasil sobre a doação de órgãos, as pessoas têm um preconceito de ideias e pensamentos, mas a doação salva vidas, elimina filas em hospitais em diversas situações e casos, e promove a união de pessoas e amor ao próximo”.

Outro fator apontado pelo patologista clínico que impede a diminuição da fila de espera é a falta de investimentos no país como um todo: “existe uma discrepância muito grande entre os estados brasileiros, com falta de equipes para preparar os corpos e a falta de médicos especializados na área, sem contar a precariedade de muitos hospitais”.

O médico faz uma comparação simples entre o Brasil e os Estados Unidos, país que está muito à frente do nosso nesta área: “a taxa deles é praticamente o dobro da nossa, enquanto temos aqui pouco mais de 16 doadores por milhão de pessoas, nos Estados Unidos esta taxa é o dobro, com 32 doadores por milhão de pessoas. Enquanto eles ocupam a quinta colocação no mundo com a maior taxa de transplantes de doadores mortos (só perdem para a Espanha, Portugal, Bélgica e Croácia), ocupamos a 23ª colocação, segundo os dados de 2017 do Registro Internacional de Transplantes e Doações de Órgãos”. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Apesar disso, o Brasil só perde para os Estados Unidos em quantidade de transplantes.

“Em todos os hospitais em que atuei como diretor ou superintendente tive a preocupação de fazer o cadastro na Organização de Procura de Órgãos (OPO), além de providenciar a capacitação dos profissionais para a capacitação e transplantes de órgãos e tecidos. Cerca de 80% dos transplantes realizados hoje no Brasil atingem o sucesso, porém temos que intensificar as campanhas sobre a importância da doação de órgãos, e lutar por mais investimentos do governo no setor. A conscientização da população, entretanto, é vital para melhorar a realidade dos transplantes no país”, concluiu o patologista clínico.