Barueri

Coronavírus: atendimentos a sintomáticos nas UBSs ajudam a filtrar melhor os casos em Barueri

A união de todos os núcleos de saúde de Barueri após a pandemia causada pelo novo coronavírus em todo o mundo tem sido fundamental para garantir o bom funcionamento dos serviços de saúde públicos dedicado às vítimas da doença, que aumentam a cada dia.

Prova disso é o reforço que significou a reconfiguração das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, que desde o aumento de casos na cidade passou a atender prioritariamente pacientes com sintomas de Covid-19.

Estando mais perto da população e, com isso, evitando longos deslocamentos, o que contém a transmissão da doença, as UBSs têm colaborado na filtragem dos sintomáticos, deixando para os prontos-socorros apenas os casos mais urgentes e para o Hospital Municipal de Barueri (HMB) os casos mais graves, que necessitam de internação e UTI.

Números

Para se ter uma ideia, de 17 de março, quando teve início a reconfiguração das Unidades Básicas, até 14 de abril, as 19 UBSs da cidade realizaram o atendimento de 1.013 pacientes com sintomas do novo coronavírus.

Desses, 523 foram encaminhados ao isolamento domiciliar com suspeita de Covid-19; 444 foram diagnosticados com sintomas respiratórios não relacionados ao coronavírus; 39, com sintomas mais graves, foram encaminhados para coleta de exame; e 5 foram encaminhados ao pronto-socorro.

“A gente tem um atendimento que ainda não está muito grande para sintomáticos respiratórios, mas que tira um pouco daqueles que vão direto para o pronto-socorro. Eles ficam um pouco na unidade e quando precisa fazem um isolamento domiciliar ou são transferidos ao pronto-socorro, que são aqueles casos mais moderados a graves, que precisam de uma estrutura um pouco melhor, as vezes precisando até de uma internação, que são os casos que vão para o HMB”, detalha o médico e coordenador da Cabs (Coordenadoria de Atenção Básica à Saúde) de Barueri, Claudinei Alves Rodrigues.

Recomendações aos sintomáticos

Atualmente Barueri conta com 19 UBSs, todas dedicadas ao atendimento de pessoas com sintomas do novo coronavírus. A recomendação é que pessoas com sintomas gripais leves não saiam de casa, evitem ao máximo a exposição ao vírus e tratem a gripe normalmente. Quem apresentar sintomas mais graves, como falta de ar, tosse e febre, deve buscar atendimento na UBS mais próxima à sua casa.

O uso de máscaras é altamente recomendado a quem tem sintomas gripais e o isolamento social também. Quanto menos pessoas circulando pelas ruas, menor é o risco de um contágio em massa, que pode levar a um colapso do sistema de saúde.

No boletim epidemiológico da última segunda-feira (dia 21), Barueri registrou 1.031 casos em investigação, 420 casos confirmados da doença, 18 óbitos confirmados e 27 óbitos em investigação.

CTA de Barueri distribui autoteste de HIV a pacientes durante quarentena

Distribuição está ocorrendo em caráter emergencial para evitar aglomerações

Apesar dos atendimentos do Centro de Testagem e Acolhimento (CTA) de Barueri continuarem sendo oferecidos normalmente durante esse período de quarentena causado pela pandemia por coronavírus, foi natural uma queda no fluxo de pacientes, já que muitos estão cumprindo o isolamento social.

Com o intuito de manter o cuidado e a proteção dos usuários com essa demanda, a equipe do CTA tem disponibilizado a esse público autotestes de HIV. Cada pessoa pode retirar até cinco autotestes, possibilitando serem utilizados em casos de erro no momento da aferição e também repassados a parceiros sexuais e amigos.

Mas atenção! O autoteste não serve para fins diagnósticos, ele apenas indica, em caso positivo, se a pessoa deve procurar o serviço de saúde para realizar uma investigação mais aprofundada.

“O autoteste está sendo distribuído em caráter emergencial para evitar aglomeração no serviço e colaborar para que as pessoas não se exponham socialmente. Esse teste não tem função diagnóstica, no eventual resultado positivo o usuário deverá procurar o serviço mais próximo de sua residência ou mesmo o CTA para elucidação diagnóstica e possíveis encaminhamentos”, alerta o coordenador do Programa IST/Aids e Hepatites Virais de Barueri, Reinildo de Souza.

Reinildo explica que os CTAs são locais de referência para as pessoas mais vulneráveis do município. Seu papel é essencial na manutenção de estratégias de facilitação do acesso a insumos de prevenção, como preservativos femininos e masculinos, géis lubrificantes, materiais informativos, estratégias biomédicas de prevenção contra o HIV, como a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), além do tratamento das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

 Protocolos

Além da adoção de todas as medidas de segurança para evitar o contágio do novo coronavírus, o acolhimento dos pacientes que forem buscar o autoteste no CTA deve seguir uma série de protocolos. A entrega será feita somente às pessoas com demanda de testagem de HIV; as orientações de como utilizar o teste, além de impressas, devem ser feitas individualmente pelo profissional, e o usuário deve preencher um formulário de retirada.

O autoteste não se destina à população em geral, a menores de 12 anos, a pessoas que já sabem que são portadoras de HIV e a quem não saiba ler. Casos excepcionais devem ser analisados no acolhimento, como pessoas vulneráveis que estejam partilhando espaços comuns, jovens compartilhando moradia, profissionais do sexo numa mesma casa, abrigos e situações em que a pessoa referir contato com mais parceiros sexuais e/ou pares e se dispuser a entregar os autotestes às pessoas em sua convivência.

Ministério do Meio Ambiente concede a Barueri o Selo A3P por ações ambientais

Barueri recebeu na terça-feira (dia 14), do Ministério do Meio Ambiente, o selo A3P (Agenda Ambiental da Administração Pública) referente ao ano de 2019. A certificação foi concedida para o município devido às ações sustentáveis e ambientais realizadas no período.

As práticas adotadas por Barueri para obtenção da certificação foram o uso consciente de recursos naturais e o consumo racional de água, energia elétrica e combustível nos veículos utilizados pela administração, além dos critérios sustentáveis adotados nos processos licitatórios do município.

O programa do governo federal procura incentivar os órgãos públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais, a adotarem medidas de sustentabilidade e os reconhece no papel estratégico dos padrões de produção e consumo, bem como na adoção de novas estratégias e tecnologias que promovam ainda mais o aproveitamento que, em contrapartida, permitem a redução de desperdício dos recursos naturais.

A adesão ao projeto é voluntaria. O selo é concedido a quem preenche os requisitos do Sistema de Monitoramento de Responsabilidade Socioambiental da A3P (ResSoa).

De acordo com o biólogo Marco Antônio de Oliveira (Bidu), secretário de recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri, a certificação da Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P) reforça o que Barueri tem feito na questão ambiental. “Isso mostra que o governo federal vem reconhecendo o trabalho de Barueri. Além disso, Barueri já foi citado e reconhecido por outros programas, um deles é o Município VerdeAzul”, comentou o gestor da Sema.

HMB disponibiliza canal exclusivo de atendimento para familiares dos pacientes internados por Covid-19 em Barueri

Os parentes, que já recebem ligações diárias do hospital, também podem entrar em contato diante de qualquer dúvida.

O Hospital Municipal de Barueri Dr.Francisco Moran (HMB), unidade da Prefeitura de Barueri gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, criou um Comitê de Combate à Covid-19, composto por médicos, enfermeiros e funcionários administrativos, para nortear as medidas e decisões durante o período de pandemia. E uma das alternativas já adotadas foi a disponibilização do telefone (011) 2575-3314 especialmente para que os familiares dos pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 tirem suas dúvidas sobre o tratamento oferecido. Além do telefone, disponível entre 8h e 17h, o HMB também oferta o e-mail sau@hmb.spdm.org.br.

O Comitê, que mantém contato diário para alinhar todos os fluxos necessários de atendimento, encontrou essa opção para garantir a comunicação direta com as famílias, já que as visitas a esses pacientes precisaram ser suspensas, para reduzir o risco de novas contaminações. Todas as perguntas são anotadas por um funcionário e diariamente, no período vespertino, o próprio médico que está acompanhando o caso liga para o parente, considerado responsável legal, a fim de responder às questões, atualizar o boletim médico e explicar a evolução do quadro. 

“Precisamos assistir o paciente no hospital e cuidar do lado emocional dos familiares, porque eles não podem vê-lo. Nós explicamos que é pela segurança de todos, para que a doença não prolifere, e em geral, eles entendem, Mas, sabemos que é uma situação muito difícil, por isso, temos todo o cuidado e carinho necessários para passar as informações e não temos pressa nas ligações. Algumas chamadas duram mais de 30 minutos” explica Nara de Moraes, coordenadora do Pronto Atendimento e participante do Comitê, como responsável pelo contato com os familiares. 

Entre segunda e sexta-feira, o hospital recebe cerca de quatro ligações por dia, já durante o final de semana, a média sobe para sete, o que representa mais de 30 chamadas por semana para acalmar os familiares e tirar dúvidas que podem surgir mesmo depois do contato do médico. “Ligamos para um familiar de cada paciente. E aceitação das nossas ligações tem sido muito boa e muito gratificante. Já recebi pedido para cantar ‘Parabéns’ e já acompanhei a alegria de uma mãe ao receber a notícia que a filha já estava consciente e respirando sem ajuda de aparelhos”, comenta Nara, que tem escutado muitas palavras de gratidão dos familiares pela dedicação de toda a equipe do HMB. 

O Comitê também considerou necessário restringir as visitas em outros setores com objetivo de diminuir a circulação dentro da unidade e reforçou a solicitação para que equipe de hotelaria mantenha o abastecimento de sabonete líquido e álcool em todos os andares do hospital. 

Em relação os colaboradores, também já foram promovidas palestras com objetivo de esclarecer questões como origem do vírus, tratamento, uso de equipamentos de proteção individual e o fluxo de atendimento dos casos suspeitos ou confirmados, além de divulgação interna com vídeo, banner’s e informativos com orientações, comunicados e, principalmente,  agradecimentos pela dedicação de todos os  funcionários no combate à pandemia. 

“No cenário atual, considero que o hospital inteiro está na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Precisamos da colaboração e do engajamento de todos os setores, como, por exemplo, para melhorar a comunicação com as famílias, após as alterações das visitas. Contamos com a área administrativa, que realocou um funcionário para atender as ligações, dos setores de Internação e Plantão administrativo, que atualizam os telefones nos cadastros, da Tecnologia de Informação, para adaptar os pontos de telefone e computador, além da assistência direta dos médicos, que acolhem o paciente e também conversam com os parentes”, destaca Paulo Tierno, diretor técnico do HMB. 

CER utiliza plataformas on-line para garantir atendimento de pacientes com deficiência

Se o mais seguro é manter distância, então que ela não seja uma barreira para o cuidado às pessoas com deficiência. É com esse propósito que os profissionais do Centro Especializado em Reabilitação (CER) estão explorando ao máximo os recursos tecnológicos para manter a assistência aos pacientes do serviço, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Barueri dentro da SDPD (Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência).

 

Plataformas de videoconferência como o Hangouts, Whereby e Skype estão permitindo o contato constante dos profissionais com os pacientes durante esse período de quarentena causado pela pandemia por coronavírus. Aplicativos de conversa, como o WhatsApp, também têm diminuído a distância e mantido as orientações em dia.

 

A equipe tem apostado na produção de vídeos com os exercícios que os pacientes precisam continuar fazendo em casa, e o recurso ajuda bastante para que não sejam cometidos erros que prejudiquem o tratamento. Outras plataformas, como o Google Drive e o Google Fotos, por exemplo, também têm sido bastante úteis nessa troca de conteúdos e informações. E o bom e velho telefone não fica fora dessa lista cheia de inovações, já que garante o teleatendimento periódico dedicado a esses usuários.

 

“Os vídeos são a melhor forma de exemplificar o exercício, assim o paciente e o cuidador conseguem reproduzir com maior assertividade o proposto pelo terapeuta. Além disso, muitos pacientes dizem que a sensação de que não estão sozinhos e que o terapeuta praticamente está dentro de sua casa, a interatividade, a calma e as repetições contidas nos vídeos fazem com que o paciente realize os exercícios como se estivesse no CER”, justifica a diretora do serviço, Alexandra Cristiane Nogueira Ribeiro.

 

Ela conta que a aceitação por parte dos pacientes foi unânime, levando a equipe a ficar ainda mais motivada para explorar os recursos e reinventar-se. “Todos os pacientes recebem muito bem as orientações. Notamos a diminuição da sensação de abandono, ansiedade e pavor, não somente com relação à pandemia, mas também no que se refere à deficiência. Muitos pacientes deixaram de procurar os serviços de urgência e emergência em virtude das orientações recebidas, evitando, dessa forma, sobrecarregar os prontos-socorros. A sensação foi de amparo, segurança e preocupação com o indivíduo, fortalecendo assim o vínculo do usuário com o serviço”, descreve a diretora.

 

Letícia Takahashi dos Santos, mãe do pequeno Daniel, de 4 anos, portador de AME (Atrofia Muscular Espinhal tipo II), confirma isso. A criança está sendo monitorada por telefone e videoconferência pela equipe do CER.

 

“De certa maneira ele continua com a ‘rotina’ que ele tinha, principalmente quando o atendimento é com vídeo, porque ele pode amenizar a saudade das terapias e dos profissionais”, diz Letícia. Ela apoia a utilização desses recursos tecnológicos, pois é uma maneira de dar continuidade à reabilitação. “Muitas vezes temos outras preocupações e um telefonema perguntando pontualmente sobre o tratamento tem ajudado bastante”, afirma.

 

Missão: cuidar

No CER, Daniel faz fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional e fonoterapia há três anos. Letícia diz que a evolução desde que os tratamentos começaram é grande e não economiza elogios ao serviço e a toda equipe. Segundo ela, o pequenino desenvolveu maior fortalecimento muscular como um todo, melhor controle de tronco e cervical, assim como coordenação motora, capacidade respiratória, dentre outros.

 

O contato com os pacientes ocorre semanalmente ou de acordo com a necessidade, já que alguns casos exigem uma frequência maior. Todos os profissionais envolvidos no cuidado realizam a assistência. Os pacientes também utilizam esses canais para enviar vídeos aos terapeutas, que avaliam e fazem correções sempre que necessário. O acompanhamento inclui a observação de sintomas relacionados ao novo coronavírus em pacientes e membros da família, com o fornecimento de toda a informação técnica de como proceder.

 

A diretora Alexandra explica que todas as modalidades de atendimento adotadas após a pandemia são devidamente autorizadas pelos conselhos de classe. Além disso, a equipe permanece a postos. “Ao perceber que o paciente necessita de qualquer intervenção, é convocado a comparecer no CER em horários escalonados para que não haja aglomeração, podendo ser avaliado e/ou tratado pessoalmente. Todos os atendimentos são sigilosos e registrados nos prontuários”, detalha.

 

Outra forma de garantir que os usuários não tenham prejuízo funcional é a confecção de materiais informativos (cartilhas e fôlderes) enviados por e-mail, bem como produção de vídeos na qual a equipe demonstra na prática os exercícios que devem ser reproduzidos em casa.

 

Sobre o CER

Conforme explica Alexandra, “o CER é um ponto de atenção ambulatorial especializado em reabilitação que realiza diagnóstico, avaliação, orientação e estimulação precoce, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território”. Em Barueri, o CER atende a três modalidades de deficiência: física, auditiva e intelectual.

 

Ligado à Coordenadoria Geral de Assistência Especializada, o CER nasceu em junho de 2017 e conta com 50 profissionais atuando nas áreas de fisiatria, fisioterapia motora, fisioterapia respiratória, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, serviço social, nutrição e enfermagem. Eles atendem mil pacientes por mês.

UBSs de Barueri separam alas de sintomáticos de coronavírus e pacientes prioritários

Desde a metade de março, quando a transmissão pelo novo coronavírus já ocorria de forma comunitária na região, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Barueri, em uma ação emergencial, reconfiguraram seu fluxo, passando a atender prioritariamente pessoas com sintomas respiratórios. Para tanto, foram canceladas consultas, exames e outros tipos de atendimentos, visando controlar o contágio e garantir a segurança dos pacientes.

Tal mudança tem ajudado a desafogar os atendimentos nos prontos-socorros do município com relação aos sintomáticos de Covid-19 e, consequentemente, filtrado o fluxo de pacientes com sintomas graves que precisam de internação ou de UTI no Hospital Municipal de Barueri (HMB). Da mesma forma, pacientes com sintomas leves têm sido melhor orientados sobre os cuidados em casa, evitando maior exposição ao vírus.

“Desde o começo, a análise que tínhamos em conjunto com os governos federal e estadual é que as Unidades Básicas ficam mais próximas da população e têm uma estrutura para poder atender alguns pacientes com sintomatologia, os sintomáticos respiratórios. Assim, a pessoa que mora próximo não fica percorrendo uma distância maior até chegar a um serviço de saúde que está mais longe e com isso espalhar um pouquinho mais a doença. Então as unidades começaram a atender, também pensando que o número de pessoas que vão procurar o sistema de saúde aumentaria bastante”, justifica o coordenador da Cabs (Coordenadoria de Atenção Básica à Saúde) de Barueri, Claudinei Alves Rodrigues.

Atendimentos prioritários continuam

No entanto, as UBSs não deixaram de atender aos pacientes com maior prioridade, como é o caso das gestantes em pré-natal, crianças de até um ano de idade e diabéticos e hipertensos descompensados.

Para garantir o cuidado a essas pessoas e também a segurança de todos, as UBSs criaram alas distintas. Os andares térreos dos postos são destinados exclusivamente aos sintomáticos do novo coronavírus; já os primeiros andares ficam reservados para os demais pacientes, evitando o contato de uns com os outros. Apenas a UBS Drª. Elisabete Izilda Duleba, do Chácaras Marco, que possui apenas um piso, destinou os atendimentos prioritários, assim como sua sala de vacina, para a escola do bairro, a EMEF Elizabeth Parminondi Romero, ficando o prédio da UBS dedicado apenas aos pacientes com sintomas do novo coronavírus.

As equipes também são distintas. Médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos no amparo a pacientes de Covid-19 não são os mesmos que atendem os casos prioritários no andar superior.

Claudinei explica que a assistência não deixou de ser oferecida em nenhum momento. “A gente se preocupa com os outros pacientes, principalmente os diabéticos e hipertensos, que geralmente são idosos e estão no grupo de risco. Então começamos a estruturar as unidades de forma que atendesse os sintomáticos respiratórios, mas sem deixar de fora alguns atendimentos prioritários dentro das unidades”, diz.

Teleatendimento

Para garantir o cuidado, uma equipe multiprofissional da Cabs está ligando diariamente aos pacientes das 19 UBSs para saber como está seu estado de saúde e a continuidade do tratamento. Por meio dessas ligações os profissionais identificam os casos que precisam de maior atenção e dão as orientações necessárias.

“Os diabéticos e hipertensos são de risco e nós achamos que eles estarem dentro da unidade com os sintomáticos respiratórios aumentaria o risco pra eles, então suspendemos os atendimentos como um todo, mas sem abandonar o acompanhamento. Pedimos a todos os profissionais que olhassem o prontuário de cada paciente e selecionassem aqueles que pudessem ter uma vulnerabilidade maior. Agora estamos ligando pra todos os diabéticos e hipertensos, não só os que os médicos indicaram, mas todos que constam no nosso banco de dados, pra verificarmos como está a evolução das doenças deles, se precisam pegar medicação e quem não estiver compensado vai ser acolhido e colocado na linha de cuidado”, garante o médico.

Para garantir a segurança dos usuários, durante a Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza, em curso desde 23 de março até 22 de maio, as salas de vacina das UBSs também foram realocadas.

Elas estão em prédios públicos próximos às unidades de saúde, como escolas e ginásios de esportes, garantindo que o público preconizado não se exponha ao vírus da Covid-19.

Coronavírus: por que o distanciamento social é fundamental?

Sem vacina e nem mesmo um tratamento específico para a Covid-19, o distanciamento social passa a ser a única arma contra a doença, conforme pregam cientistas e as maiores autoridades de saúde do mundo, como a OMS (Organização Mundial de Saúde). A estratégia de isolamento social foi adotada por praticamente todos os países afetados pelo novo coronavírus.

O isolamento ou distanciamento social tem sido adotado para garantir que haja atendimento médico suficiente aos doentes mais graves e, consequentemente, diminuir o número de óbitos provenientes da doença. Os demais atendimentos não cessam, o que exige uma potente ampliação das capacidades do sistema de saúde, tanto públicos quanto privados.

Sem um isolamento eficiente pode ocorrer o contágio em massa: quando a doença é transmitida a um grande número de pessoas ao mesmo tempo, levando os sistemas de saúde ao colapso, já que não terão condições de atender a todos. Isso compromete a oferta de vagas, medicamentos, insumos, aparelhagem e profissionais – que também adoecem.

Diante de um quadro desses, o colapso se estende a outros serviços essenciais, como é o caso dos necrotérios, cemitérios e serviços funerários em geral, por exemplo. Um número de óbitos maior do que a capacidade local impossibilita os serviços e, automaticamente, o sepultamento. Essa consequência dramática foi vivenciada por países como Itália e, mais recentemente, Equador, por exemplo, que precisaram recolher os corpos em caminhões e dispensá-los em valas comunitárias para cremação.

Em Barueri, a Vigilância em Saúde iniciou, além de um monitoramento rígido, um amplo processo de orientações e ações preventivas tão logo surgiram os primeiros casos na China. As medidas de isolamento foram propostas bem antes do vírus espalhar-se pelo Brasil.

“A proximidade de Barueri com a capital paulista coloca a cidade em uma situação bastante delicada, uma vez que não só a capital, mas todo o Estado tornou-se o epicentro da doença, concentrando a grande maioria dos casos no País. Com uma população flutuante considerável, que migra de São Paulo para cá e de cá para lá, não teria como o município se blindar desse mal. Porém, os números por aqui seriam ainda piores se não tivéssemos adotado o distanciamento social”, alerta a coordenadora de Vigilância em Saúde de Barueri, que também é biomédica, Rosana Perri Andrade Ambrogini.

A especialista lembra que o isolamento foi adotado em um bom momento na cidade, quando ainda não havia tantos casos. Quanto antes ele é aplicado, maior é sua eficácia, ou seja, mais brando é o pico de contágio local, permitindo ao município socorrer a todos que precisam. No domingo (dia 19), Barueri registrava 372 casos confirmados, 1.065 em investigação e 45 óbitos, dos quais 14 já com confirmação para Covid-19. Até então a cidade contava com 73 pacientes internados e 65 curados da doença.

 Para que se possa controlar

De fácil contágio e rápida evolução, o novo coronavírus representa um grande desafio aos especialistas de saúde, que correm contra o tempo diante do desconhecido.

“As medidas de isolamento devem ser adotadas em casos de doenças de fácil transmissão (ou seja, transmissão respiratória é a principal delas), quando não se tem nem vacina e nem medicação eficaz. O isolamento é utilizado para que a doença se torne controlável, para que não haja um pico que sobrecarregue o sistema de saúde do país, para que consigamos atender a todos que necessitem”, reforça a médica infectologista que atua na Policlínica do Engenho Novo, Camilla Choairy de Almeida.

O novo coronavírus, causador da doença denominada Covid-19, foi descoberto no dia 31 de dezembro de 2019 após o registro de casos na China. Em pouco tempo o vírus já se espalhou pelo globo terrestre configurando-se como pandemia: quando há um número de casos acima do esperado e que afeta vários países e continentes.

 Isolar-se é ato de consciência e solidariedade

O simples ato de ficar em casa, evitar aglomerações e o contato físico é também solidário. Todas as pessoas são transmissores em potencial: crianças, jovens, adultos e idosos. Quanto menor a circulação, menor é a transmissão. Esse tipo de cuidado poupa não apenas membros da família, vizinhos, amigos, mas também toda a comunidade, o que inclui os profissionais de saúde que, por compromisso com a profissão, não podem ficar em casa e se expõem diariamente socorrendo os doentes. Respeitar o isolamento é respeitar o esforço de quem gostaria, mas não pode parar.

Saúde recebe doação de EPIs da CSU em Barueri

Na manhã desta quarta-feira (dia 8) a Secretaria de Saúde de Barueri recebeu uma valiosa doação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) da empresa CSU. O contato foi intermediado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Trabalho (SICT).

A empresa entregou 12 mil itens, dentre os quais três mil litros de álcool em gel, três mil aventais, três mil luvas e três mil toucas cirúrgicas para o secretário de Saúde, Dionisio Alvarez Mateos Filho, destinados ao Hospital Municipal de Barueri (HMB) para uso interno.

“Nós agradecemos imensamente essa doação humanitária que mostra um elevado espírito altruísta. São equipamentos de alta rotatividade que nos ajudam sobremaneira”, destaca o secretário de Saúde, que agradeceu também em nome do prefeito Rubens Furlan e da Primeira-dama Sônia Furlan.

A doação ocorreu na sede da CSU, em Barueri. O secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, esteve presente na entrega. Para ele é de extrema importância a atuação conjunta com o setor privado nessa luta contra o coronavírus. “A principal importância da ação está no exemplo. Lutamos, todo dia, para conseguir insumos porque são usados numa velocidade muito grande e todos têm que estar paramentados. Se a gente não consegue proteger o colaborador, não conseguimos tratar o doente. Que os outros sigam esse caminho porque vamos precisar por mais um bom tempo”, declarou Germann.

Também acompanharam o ato de solidariedade o secretário de Indústria, Comércio e Trabalho de Barueri, Joaldo Macedo Rodrigues – o Magoo -, o diretor executivo da CSU CardSystem, Gustavo Menezes, a superintendente de Recursos Humanos da CSU, Cristina Lima, e o diretor de operações da CSU.Contact, Renato Bufalo.

Para Marcos Ribeiro Leite, CEO da companhia, “superar uma das maiores crises globais exige empatia e esforços do setor público e privado. A CSU assumiu o compromisso para minimizar os impactos do coronavírus, apoiando e protegendo os profissionais da área da saúde – verdadeiros heróis que têm lutado pela vida em meio à pandemia”.

O programa “CSU Contra o Coronavírus” prevê a doação desses equipamentos às comunidades onde estão inseridos no Estado de São Paulo. Ao todo estão doando 10 mil aventais descartáveis, 10 mil litros de álcool em gel, 10 mil luvas e 10 mil toucas, sendo 70% cedido ao governo estadual. 

O ato foi bastante valorizado por Magoo, que sabe a importância da parceria entre poder público e iniciativa privada, especialmente em um momento tão tenso como o que estamos vivendo agora com essa pandemia por coronavírus. “Essa união de forças é primordial, especialmente em um momento como este que nós estamos enfrentando. A CSU está dando um exemplo e tanto de solidariedade, consciência e responsabilidade social, como só uma grande empresa pode fazer”, declarou Magoo.

Sobre a CSU

A CSU é empresa líder no mercado brasileiro de prestação de serviços de alta tecnologia voltados ao consumo, relacionamento com clientes, processamento e transações eletrônicas. Oferece soluções completas de programas de cartões de crédito e meios de pagamento eletrônicos, data center, soluções customizadas de loyalty, e-commerce, vendas, cobrança, crédito e contact center.

Prefeitura de Barueri lança Canal WhatsApp Coronavírus

Cada vez mais a Prefeitura de Barueri amplia os canais de informação oficial sobre o coronavírus para a população manter-se bem atualizada e segura.   

Agora o munícipe pode tirar as principais dúvidas sobre a pandemia também pelo Canal WhatsApp Coronavírus. 

Basta adicionar o número (11) 99547-6482 à agenda do celular e enviar pelo aplicativo de mensagens WhatsApp a pergunta com base no número da opção desejada. O sistema responde com rapidez e objetividade. 

A ferramenta foi idealizada e disponibilizada pela Secretaria de Comunicação e reúne centenas de perguntas e respostas sobre a Covid-19. O intuito é facilitar cada vez mais o acesso a informações oficiais sobre o novo coronavírus, promovendo maior prevenção, além de combater fake news sobre o tema. 

Viaturas recebem higienização para garantir mais segurança a agentes em Barueri

A Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana de Barueri (SSMU) recebeu a empresa Dr. Ácaro, especializada em higienização profunda, para realizar uma biossanitização em suas viaturas.  

Para a secretária da pasta, Regina Mesquita, o serviço é de extrema importância. “Diariamente garantimos máscaras, álcool em gel e todos os demais produtos que são exigidos para proteção coletiva e individual. A higienização nos carros vai somar na segurança e integridade dos nossos funcionários, não só da Guarda, mas também do Demutran.” 

O produto utilizado na higienização da frota foi o quaternário de amônio, saneante indicado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o mesmo utilizado pela China no combate à pandemia do coronavírus. “Além de matar o vírus da Covid-19, ele protege contra a proliferação de bactérias, o que vai ajudar a manter alta a imunidade da população, evitando contaminação”, explicou o fundador da Dr. Ácaro, Fábio Santiago.  

Fique em casa 

A Prefeitura de Barueri vem seguindo todas as orientações e recomendações propostas pelos órgãos de saúde, mas cabe à população também fazer a sua parte. “A SSMU está na rua 24 horas com a Operação ‘Vai Para Casa’. É importante que a população, neste momento, se conscientize da gravidade deste vírus e obedeça ao isolamento social, para que a gente possa manter mais baixo possível o índice da doença em nosso município”, concluiu Regina Mesquita.