Esportes

Obras da Praça de Esportes do Piratininga seguem em ritmo acelerado

Texto: Lucas Pedrosa

Imagens: Marcelo Deck

Está em andamento as obras de construção do que deve se tornar uma das principais áreas de lazer e esportes da cidade, a Praça de Esportes do Flamenguinho, localizada na Avenida Edmundo Amaral, altura do número 588 – no Jardim Piratininga, em Osasco.

No local, as equipes já montaram o canteiro de obras, cercaram o espaço e agora fazem a terraplanagem do terreno, que tem mais de mais de 20 mil m².

A Praça de Esportes terá campo de futebol com arquibancada, quadra poliesportiva, quatro vestiários, espaço pet, playground, academia ao ar livre, pista de caminhada, local de convivência para terceira idade, estacionamento e área reservada para ambulância.

Na quarta-feira, 14/4, acompanhado dos secretários Waldyr Ribeiro (Obras) e Pedro Sotero (Habitação), o prefeito Rogério Lins visitou o local das obras. O chefe do Executivo destacou que essa era uma reivindicação antiga dos moradores do Piratininga. “Era um sonho dos moradores aqui dessa região. Aqui, atenderemos da criança ao idoso. Será um espaço para a família”.

A previsão é de que o empreendimento de esportes e lazer seja entregue à população já em setembro.

Acompanharam a visita o vereador Carmônio Bastos e o secretário-adjunto de Habitação, Alex de Sá.

Santana de Parnaíba sai da fase emergencial e entra na fase vermelha do Plano São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (9) o fim da fase emergencial de enfrentamento à pandemia a partir de hoje(segunda-feira, 12). Com a queda de internações por Covid-19, todas as 645 cidades do Estado de São Paulo retornam para a fase vermelha até o próximo dia 18. Porém, algumas restrições serão mantidas, como o toque de recolher das 20h às 5h e veto a cerimônias religiosas coletivas.

A fase emergencial está em vigor desde o dia 15 de março para frear o aumento de casos e mortes e reduzir a sobrecarga em hospitais públicos e particulares. O recrudescimento da pandemia exigiu prorrogação na medida no dia 26 de março, com término previsto para 11 de abril.

As medidas mais rígidas de restrição, o avanço na vacinação e a expansão de leitos hospitalares resultaram em decréscimo de 17,7% em novas internações e de 0,5% ao dia em UTIs para pacientes moderados e graves com coronavírus.

Com o retorno à fase vermelha, volta a ser permitido a retirada de produtos pelo consumidor diretamente nos locais de venda como comércios, restaurantes e outras atividades, porém, o atendimento presencial e venda no local continuam proibidos em todos os estabelecimentos.

As lojas de construção, que são serviços essenciais, podem voltar a contar com atendimento presencial, seguindo protocolos sanitários e de segurança. Também estão liberados os campeonatos esportivos profissionais a partir desta sexta (9), mas apenas após às 20h, com reforço na testagem e normas mais rigorosas de controle para atletas e integrantes de comissões técnicas e arbitragem.

Outras proibições da fase emergencial acabaram incorporadas à etapa vermelha e continuam em vigor a partir da próxima segunda. Além do toque de recolher noturno e do veto a celebrações religiosas coletivas, o Governo de São Paulo manteve a recomendação de escalonamento de horários de entrada e saída para trabalhadores da indústria, serviços e comércio.

Os horários indicados são das 5h às 7h para entrada e das 14h às 16h para saída de profissionais da indústria; entrada das 7h às 9h e saída das 16h às 18h para os de serviços; e entrada das 9h às 11h e saída das 18h às 20h para os do comércio. A recomendação de teletrabalho também continua para todas as atividades administrativas do setor público e da iniciativa privada.

Créditos

Fotógrafo: Ilustrativa

Jornalista: João Guerra

Em tempos de pandemia, o xadrez Osasco continua ativo

Texto: Giane Vieira 

 A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer e a Escola de Xadrez França Garcia, promoveu vários campeonatos e torneios online de xadrez em 2020. Participações em eventos importantes no exterior também são dignas de nota. 

No início do ano passado, o mestre internacional Renato Quintiliano participou do maior torneio aberto presencial do mundo, em Gibraltar, na Espanha, buscando a sua terceira e última norma que lhe daria em definitivo o título de grande mestre internacional. Não foi ainda dessa vez que Renato conseguiu tal façanha, mas a experiência adquirida foi riquíssima, ao enfrentar a nata do xadrez mundial. 

Em fevereiro, quando começou o Campeonato Paulista Interclubes, no tradicional Esporte Clube Pinheiros, participaram o menino de ouro Henrique Muniz, campeão brasileiro sub 8, com apenas 6 anos, e Antônio Kiss, em seus longevos 74 anos. Os dois enfrentaram os melhores enxadristas paulistas da atualidade.  

No torneio principal do Interclubes, a categoria Especial, Osasco defendia o tricampeonato, conquistado em 2017, 2018 e 2019. A equipe foi composta pelos mestres internacionais Jefferson Pelikian e Renato Quintiliano, pelo mestre FIDE Wagner Madeira e pela estrela ascendente do xadrez osasquense, Renan Araújo.  

“Estávamos liderando isolados a competição, invictos e meio ponto à frente do segundo colocado, o forte esquadrão do Club Homs, quando a pandemia chegou com tudo ao Brasil. Assim, a segunda etapa da competição, que seria realizada no Clube da Caixa Federal, na zona Sul de São Paulo, foi cancelada às vésperas da sua realização. Frustração para toda a comunidade do xadrez, em particular para os nossos enxadristas da categoria especial, que estavam a um passo de conquistar o tão almejado tetracampeonato”, explicou o mestre Fide Wagner Madeira.  

O isolamento em razão da pandemia, que para a maioria das modalidades esportivas foi devastador, para o xadrez representou um crescimento exponencial dos torneios online, disputados em computadores e smartphones. Foi assim que Henrique Muniz conquistou já em março dois campeonatos brasileiros, o Escolar e o da categoria sub 8. Este último, o seu bicampeonato da categoria, quando tinha apenas 7 anos, lhe garantiu a obtenção do título de Mestre Nacional de xadrez, honraria vitalícia outorgada pela Confederação Brasileira de Xadrez. 

Henrique se destacou o ano inteiro em competições online. Ganhou o Paulista de sua categoria, a sub 8. Conquistou várias etapas do importante Circuito Xeque & Mate. Brilhou no torneio mundial sub 8, organizado pela Federação Internacional de Xadrez, que contou com mais de 500 enxadristas de todas as partes do mundo, ficando com a 39ª colocação. 

A exemplo de Henrique, Gabriela Usui, de 11 anos, também se destacou na temporada passada. Já em janeiro, disputou o mais importante torneio aberto brasileiro presencial, o Floripa Open. Não se fez de rogada e ganhou o prêmio de campeã da categoria sub 12 feminina. Pré-pandemia, no seu último torneio presencial, Gabriela Usui ganhou o campeonato paulista de sua categoria, sub 12, brilhou em inúmeros eventos online durante o ano, com destaque para a conquista do título de campeã do Paulista Escolar 

Por falar na categoria sub 12, tivemos no masculino participações significativas de Vítor Carvalho. Disputou inúmeros torneios online, ganhando vários deles, como o Circuito Unidos pelo Xadrez. Tornou-se campeão Paulista sub 12, mostrando que a Escola de Xadrez, nessa categoria, deteve a hegemonia no estado de São Paulo.  

Vitor disputou inúmeros torneios internacionais online. Destacou-se no Mundial sub 12, como o primeiro dos brasileiros e sétimo entre 135 enxadristas sul-americanos. 

Subindo um pouco o degrau de categorias, vale mencionar as performances de Ramon Santana, enxadrista, a exemplo de Vítor, agraciado com o bolsa-atleta. Ramon igualmente tornou-se campeão Paulista de sua categoria, a sub 16. Não satisfeito, foi campeão também do Paulista Escolar do ensino médio, vencendo inclusive enxadristas acima de sua idade.  

Ramon participou de inúmeros eventos mundo afora, tendo se destacado especialmente na Arabian Karpov Cup, competição de alcance mundial que homenageou o ex-campeão mundial de xadrez Anatole Karpov, detentor do título a partir de 1974. Entre mais de 600 participantes, Ramon ficou com o honroso 21º lugar em sua categoria. Nosso enxadrista ganhou também três etapas do Circuito on-line realizado pela Escola de Xadrez de Osasco. 

Gabriela Vitória também se destacou na categoria sub 16. Em fevereiro, no apagar das luzes de torneios presenciais, sagrou-se vice-campeã paulista. No mês seguinte, em torneio on-line, venceu a 1ª etapa do Circuito Unidos pelo Xadrez. Em agosto, ganhou a Liga Leste de Xadrez, categoria livre. Terminou o ano em grande estilo, ao vencer em dezembro a final municipal da prefeitura de São Paulo, que contou com dezenas de participantes, na categoria ex-alunos.  

Quanto à competição absoluta masculina, o destaque foi Renan Araújo, integrante da equipe principal de Osasco. Ele foi campeão na categoria absoluta do tradicional torneio ASESC, realizado on-line. Tal conquista o credenciou a participar de simultânea contra Gilberto Milos, um dos melhores do Brasil. Renan fez bonito e empatou com o grande mestre internacional. No final do ano, Renan se destacou no II Bahia Open, maior torneio on-line brasileiro da temporada passada, sendo um dos seus finalistas. 

Começamos os destaques de 2020 com o mestre internacional Renato Quintiliano e terminamos com ele. Renato foi campeão do Aberto do Brasil de Carnaval, tradicional competição do calendário brasileiro. Venceu também o Circuito On-line organizado pela Federação Paulista de Xadrez. Encerrou com chave de ouro sua trajetória vencedora na temporada passada ao ganhar em dezembro a segunda edição do Bahia Open, competição internacional on-line com mais de trezentos participantes, em que enfrentou diversos grandes mestres internacionais. 

Em resumo, o ano de 2020 foi especialíssimo para o xadrez de Osasco. Podemos dizer que não foi por obra do acaso. Henrique, Gabriela, Vitor e Ramon participaram de treinamento durante a temporada com os mestres Pelikian, Sílvio e Madeira. Todos os destaques mencionados tiveram apoio do programa bolsa-atleta.  

Atualmente os interessados em participar da modalidade podem se escrever no Circuito de Osasco de Xadrez Online, que tem duração o ano inteiro. Informações pelas redes sociais Serel Oficial.  

“O xadrez cresceu vertiginosamente em 2020 devido à sua peculiaridade de poder ser praticado online, ao contrário da maioria das modalidades. Como parece que a pandemia do coronavírus infelizmente está longe de ser controlada, esperamos em 2021 repetir o sucesso de 2020”, disse o mestre Fide Wagner Madeira.  

“Ao contrário do que seria supor, o ano de 2020 foi de muito aprendizado para os enxadristas osasquenses, pois em decorrência do isolamento social se dedicaram ainda mais a modalidade, trazendo muitos títulos para o município”, comentou o secretário Rodolfo Rodrigues Cara.  

Colégio Infantil Alphaville em Santana de Parnaíba terá infraestrutura completa com piscina semiolímpica e ginásio poliesportivo

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Em breve, no bairro do Alphaville, em Santana de Parnaíba, será inaugurado um moderno colégio de ensino infantil, que atenderá cerca de 400 alunos em período integral, contribuindo para zerar a demanda de vagas na região e terá infraestrutura de primeiro mundo.

Localizado na Avenida Marcos Penteado, 1229, a unidade educacional conta com uma área total de mais de 5 mil m² e está com mais de 80% das obras concluídas, atualmente em fase de acabamento. São 10 salas de aula, uma biblioteca, um laboratório e um auditório para 250 pessoas sentadas, além de ginásio poliesportivo e piscina semiolímpica que poderão ser utilizados pelos moradores do bairro.

Nos bairros do Cento e Vinte, Refúgio dos Bandeirantes e Ingaí a prefeitura segue em ritmo acelerado com a construção de outros colégios infantis que em breve serão inaugurados, zerando a fila de creches nessas regiões, além do Novo Imídeo, na Fazendinha, que atenderá alunos do Ensinos Fundamental, Médio e EJA.

Créditos:

Fotos: Marcio Koch

Texto: Guilherme Balbino

Oficinas Temáticas do PPA acontecem até 26/3 com temas variados

Valorização da família, desenvolvimento urbano, saúde em primeiro lugar e educar para transformar serão alguns dos assuntos abordados.

A Secretaria de Planejamento e Gestão da Prefeitura de Osasco segue com a série de oficinas temáticas denominada “Osasco para gente: construindo nossa cidade 2022-2025”, do Plano Plurianual (PPA), até sexta-feira, 26/3.

Os encontros acontecem virtualmente em salas fechadas em dois períodos, manhã e tarde, sempre das 9h às 12h e das 14h às 17h, respectivamente, com duas temáticas diferentes por dia.

As próximas oficinas serão nos dias:

  • 24/3/ Manhã – Tema: Proteção da Criança, Valorização da Família e Respeito aos Idosos

  • 24/3 – Tarde – Tema: Desenvolvimento Urbano e Direito à Cidade

  • 25/3 – Manhã – Tema: Educar Para Transformar

  • 25/3 – Tarde – Tema: Saúde em Primeiro Lugar

  • 26/3 – Manhã – Tema: Gestão Moderna e Sem Complicações

A participação popular é muito importante, pois ajudará a administração pública a pensar a cidade nos próximos anos e encontrar soluções simples e que possam atender a coletividade.

Para se inscrever acesse o link http://encurtador.com.br/tuxCP e informe quais oficinas temáticas você gostaria de participar.

O acesso para entrar nas salas de bate-papo será enviado por meio de e-mail ou WhatsApp cadastrados no preenchimento do formulário.

Serviço

Oficinas Temáticas do Plano Plurianual (PPA) de Osasco

Próximos encontros dias 24, 25 e 26/3

Manhã: 9h às 12h

Tarde: 14h às 17h

Osasquense integra seleção paraolímpica de vôlei

Texto: Giane Vieira 

Imagens: Arquivo Serel  

 O atleta paraolímpico de vôlei Wellington Platini Silva da Anunciação, 35 anos, representante da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer da Prefeitura de Osasco torce como todo brasileiro para que a pandemia do corona vírus acabe logo. Ele tem vários motivos para que isso aconteça, o principal deles é que tem dois desafios futuros: o Saravejo Open, em maio, na Bósnia, e, em agosto, a Paraolimpíada no Japão.  

Nascido e criado em Osasco, há 16 anos ele integra a Seleção Brasileira de vôlei paraolímpico. 

Após um acidente trágico de moto em 2005, quando tinha apenas 19 anos, Wellington começou a treinar vôlei paraolímpico no instituto Mara Gabrilli. Seis meses depois, foi convocado para a seleção sub- 23. 

O osasquense coleciona várias conquistas pela Seleção Brasileira. Em seu primeiro ano, em 2005, foi medalha de bronze no Campeonato Mundial sub-23, na Eslovênia, diante da Alemanha.  

Anunciação participou de três Paraolimpíadas: 2008, 2012 e 2016. Nesta última, ficou em quarto durante a disputa pelo bronze. Em 2014 conquistou medalha de prata na Polônia e bronze em 2018, na Holanda.  

Também foi campeão em três Parapan-Americanos: México (2011), Canadá (2015) e Peru (2019). Além de campeão brasileiro nove vezes, foi eleito o melhor bloqueio do mundo em 2010.  

“O esporte me proporciona coisas boas, não só pelas disputas, mas para a vida. Ter a oportunidade de fazer parte de um grupo seleto e representar o País é sensacional. Hoje posso dizer com todo orgulho que sou uma pessoa mais feliz e determinada”, assegura.  

“Através do esporte, incluímos as pessoas com deficiência em outros setores da vida para que busquem sua autonomia plena”, disse o secretário Rodolfo Rodrigues Cara. 

Osasquense supera obesidade e chega à Seleção Brasileira

Texto: Giane Vieira 

Imagens: Arquivo Serel 

A osasquense Luciana Paula, 37 anos, iniciou trajetória em corridas de rua em 2011 com o objetivo de emagrecer. Com o passar dos anos foi se destacando no montanhismo. 

A atleta disputa as chamadas Skyrunning, que são tipos de corridas de montanhas com terrenos bastante rústicos, com declives e aclives muito fortes chegando a inclinações maiores que 35°. 

“Essas corridas são bastante técnicas e difíceis exigindo muito dos atletas. Aqui no Brasil a entidade que administra esse tipo de corrida de montanha é a Skyrunning Brasil e ela é vinculada no mundo às federações de montanhismo”, explica Luciana. 

Em 2016 a osasquense participou da sua primeira corrida, o Circuito das Serras, em São Paulo, e disputou três etapas, percorrendo as distâncias consideradas curtas de 10 a 13 km, e ganhou três medalhas de ouro. 

Dali em diante começou a disputar as principais corridas de montanhas do Brasil. Em 2017 participou de 10 corridas de montanhismo e obteve nove ouros e uma prata.  

Além da prova de montanha considerada a mais importante do Brasil, a Indomit Pedra do Baú, confirmando sua façanha em 2018, garantiu o bicampeonato e o recorde da prova com o melhor tempo nos 21 km, que até hoje não foi superado. 

E finalmente em 2019 participou da seletiva para a Seleção Brasileira de Skyrunning (Montanhismo mais extremo) e disputou três provas. Ficou com o bronze na La Mission (35km), 4º lugar no KTR Campos de Jordão (42 km) e 5º lugar no Indomit Pedra do Baú (50Km). 

Com todos esses resultados, foi convocada para representar a Seleção Brasileira de Montanhismo (Skyrunning) no Campeonato Mundial de Seleções, que será disputado em julho de 2021 na cidade de Vall de Boi, na Espanha. Ela integra a equipe de atletas da Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer (Serel), da Prefeitura de Osasco, contemplada pelo bolsa atleta. 

“Eu iniciei nas corridas para emagrecer, pois sofria com a obesidade. Cheguei a pesar 85 kg. Com as corridas, emagreci e me apaixonei por esse esporte maravilhoso. É um orgulho enorme competir representando Osasco. Fico muito emocionada e feliz por ter alcançado esse sonho de poder defender a bandeira e as cores de minha cidade, onde nasci, cresci e vivo até hoje. Espero que até julho tenha acabado a pandemia e eu possa disputar a prova na Espanha”.  

“A atleta merece todo nosso reconhecimento, pois superou um problema de saúde e hoje é atleta de ponta do montanhismo. Trouxe várias medalhas para Osasco”, disse o secretário Rodolfo Rodrigues Cara. 

Confira os resultados da atleta: 

2016 Circuito das Serras 

Campeã da Etapa Morro do Saboó – São Roque (12 km) 

Campeã da Etapa Caminhos do Mar – Estrada Velha de Santos (12 km) 

Campeã da Etapa Parque Estadual do Juquery (12 km) 

2017 Corridas de Montanhas do Brasil 

Campeã da Corrida O Rei da Montanha 14 km – Mogi das Cruzes – Sabaúna 

Campeã da Corrida A Rainha da Montanha 7 km – Mogi das Cruzes 

Campeã do Circuito Ladeiras Trail nas seguintes etapas: Ubatuba, Suzano, Guararema e Mairiporã, todas 21 km 

2017 Circuito KTR SERIES 

Campeã do KTR Series Etapa Campos de Jordão (21 km) 

Vice-campeã KTR Series Etapa Serra Fina/Passa Quatro (MG, 21 km) 

Campeã KTR Series Etapa Itamonte (MG, 21 km) 

Quarta colocada KTR Series Etapa Ilha Bela/SP (21 km) 

2017 / 2018 Indomit Pedra do Baú 

Campeã em 2017 e 2018. É atualmente recordista com o tempo nos 21 km 

2019 seletiva para a Seleção Brasileira de Skyrunning (Montanhismo mais extremo) 

KTR Campos de Jordão (42 km) – 4º lugar 

Indomit Pedra do Baú 50 km – 5º lugar 

Projeto empodera e desenvolve liderança em meninas adolescentes

Com mentorias e reuniões semanais, As Vozes das Adolescentes’  transforma estudantes em protagonistas de mudanças na escola e na comunidade; projeto chega a fase de construção de ações de enfrentamento à desigualdade de gênero

Após passarem pelo processo de formação em liderança ao longo do ano passado no projeto ‘As Vozes das Adolescentes’, 42 meninas adolescentes, entre 13 e 18 anos, estudantes da rede municipal de Santana do Parnaíba, em São Paulo,  refletiram sobre os problemas que as afetam por serem mulheres e desenham ações para a busca de igualdade e respeito. 

Na segunda fase do projeto, as participantes recebem mentorias e acompanhamento de tutoras para estruturação de planos de ação de incidência política que mudem a realidade de problemas que enfrentam no cotidiano e ajude outras meninas a conhecer e exercer seus direitos. 

Ao todo seis temas foram identificados pelas meninas e estão sendo trabalhados, a maior parte para enfrentar desafios no ambiente escolar. Entre eles, estão a discriminação LGBTQI+; falta de absorventes nas escolas; falta de apoio psicológico; desigualdade de gênero nas aulas de educação física; insegurança de mulheres para denunciarem violência e educação sexual e saúde das meninas nas escolas.

As meninas passaram por oficinas virtuais, de agosto a fevereiro,  e agora elas estão aprendendo a como definir os objetivos dos planos de ação delas e criar um plano de incidência política para mudar as estruturas da sociedade”, destaca Jane Moura, presidente da Empodera-Transformação Social pelo Esporte. 

O projeto é realizado pela Empodera, em parceria com a Rise UP, Cummins Brasil e Fundação Tênis, e conta com o apoio da Secretaria de Educação de Santana de Parnaíba, e tem como objetivo empoderar e desenvolver a liderança em meninas adolescentes para que se tornem líderes e impactem positivamente a escola e os lugares em que vivem. 

Liderança e empoderamento

No total, a formação promovida pelo projeto As Vozes das Adolescentes mobilizou e envolveu cerca de 60 estudantes na metodologia criada pela Rise Up e adaptada ao contexto brasileiro pela Empodera. As atividades – que ocorreram de agosto a fevereiro –  tiveram como foco a participação ativa das meninas que, por meio de jogos lúdicos, práticas corporais e rodas de conversa, discutiram como garantir seus direitos na sociedade. Por conta da pandemia, a maior parte das atividades foi realizada virtualmente. 

Entre os conteúdos abordados, as meninas adolescentes trabalharam habilidade de comunicação, negociação, empatia, garantia de direitos  e advocacy, fundamental para colocarem seus projetos em ação e promover a transformação social na escola, família e lugares em que vivem. 

“No futuro isso vai me ajudar a ser segura de mim mesma, para minha família , vou ajudá-las e quem não tem voz”, destaca a estudante Giullya (14 anos) participante do projeto As Vozes das Adolescentes já com planos ajudar outras mulheres do seu convívio a conhecerem sobre seus direitos.

Já Livia (15 anos) acredita que o conhecimento adquirido ao longo da participação do projeto e também o empoderamento vai apoiar na construção de ações relevantes para que mais meninas adolescentes tenham espaço. “Acredito que a gente pode realizar vários projetos para que a gente tenha mais lugar na sociedade. Nós, meninas, queremos igualdade”. 

Por que meninas?

É na infância e na adolescência que as questões de gênero são construídas e que situações de vulnerabilidade têm impactos na vida adulta. Segundo dados do Instituto Data Folha (2018),  536 mulheres sofrem violência física por hora (quase 5 milhões por ano). 

A triste realidade não para por aí. 

É na puberdade, que a autoconfiança das meninas diminui duas vezes mais que a dos meninos, segundo levantamento da ONU Mulheres. Isso também se reflete na prática de esportes. 34,8% das meninas brasileiras abandonam  quando chegam à adolescência, segundo o Ministério do Esporte (2013) por não serem espaços considerados “para meninos”.

O projeto As Vozes das Adolescentes aposta no empoderamento e no desenvolvimento da  liderança de meninas adolescentes para garantir a igualdade de gênero. A metodologia desenvolvida pela Rise Up e adaptada ao contexto brasileiro pela Empodera combina práticas esportivas, espaços de escuta, desenvolvimento de habilidades de liderança e incidência política e conhecimento. 

As meninas são impedidas de realizar todo seu potencial na adolescência, seja por questões sociais como controle e sexualização do corpo das meninas e falta de oportunidades. Por isso é tão importante trabalhar a liderança com essas meninas. E o esporte é um meio para trabalhar a saúde física e mental”, destaca Jane. 

Sobre a Empodera

Empodera é uma organização sem fins lucrativos (ONG). Fundada no Rio de Janeiro 2017, tem como missão empoderar meninas adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social para exercerem o seu pleno potencial e direitos, utilizando o esporte e os jogos lúdicos. Tem sede no Rio de Janeiro e seus projetos têm alcance nacional. 

Mesmo com aulas remotas, estudantes de Barueri somam 481 medalhas na OBA

Como vem acontecendo nos últimos anos, os estudantes da rede de ensino de Barueri fazem bonito na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

A competição é realizada anualmente e envolve estudantes de todo o Brasil, com o objetivo de levar a maior quantidade de informações possíveis sobre as ciências espaciais para a sala de aula, despertando o interesse de jovens e adolescentes pela ciência.

A premiação refere-se a atuação dos estudantes de 51 escolas da rede na importante competição. Apesar das limitações impostas pela pandemia do novo coronavirus, as escolas baruerienses se superaram e conquistaram 481 medalhas, sendo 152 de ouro.

A Emeief Yojiro Takaoka se destacou com a conquista de 15 medalhas de Ouro; em seguida veio a Emef Renato Rosa, que somou 11 prêmios máximos; e a terceira melhor colocação ficou para a Emef Estevão Placêncio, com 10 medalhistas de ouro.

Para o professor de ciências, José Feitosa, os estudantes demostraram muita determinação e interesse, apesar dos desafios impostos pelas aulas remotas. “Eu não esperava um rendimento como esse devido as dificuldades causadas pela pandemia, mas por outro lado tinha a confiança na qualidade dos alunos, apesar de ter trabalhado sobre o tema durante duas lives e ter passado apenas alguns exercícios”, comemora.

A estudante do 5º ano da Emeief Yojiro Takaoka, Ligia Miranda Moura, foi uma das medalhistas de ouro. Aluna muito dedicada, ela ficou muito feliz e surpresa com a premiação. “Estou muito honrada com o resultado, principalmente por saber que consegui me superar, mesmo em tempos difíceis consegui me concentrar com tantas coisas acontecendo ao meu redor. Muito feliz com essa surpresa”, conta.

Também medalhista de ouro, a estudante Beatriz Santos Morales ficou muito emocionada com o resultado. ”Sou simplesmente apaixonada por ciência e gostei muito de participar. Sempre mostrei grande interesse por projetos científicos, qualquer trabalho de ciência e idas ao laboratório era motivo de comemoração, eu ficava encantada. Meus professores sempre me incentivaram a seguir tentando. Estou muito lisonjeada e emocionada com o resultado, pois sinto que estou indo no caminho certo para algo que eu amo. E mesmo estudando on-line, não tendo acesso ao laboratório, continuo pesquisando e participando das aulas de ciências sem deixar que isso me desmotive”, comenta a aluna do 7º ano da Emeif Yojiro Takaoka.