Cultura

Bernadete & Ministério do Samba; Folkets Musik & Jazzens Språk, com Rubem Farias (BRA), Erik Söderlind (SUE), participação de Flávio Venturini e Jards Macalé são atrações musicais do Sesc Osasco no mês de dezembr

Texto de Dias Gomes “O Santo Inquérito” encerra o 10º ano do projeto ‘7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores ‘ , que teve como tema a Justiça

image002No encerramento do 10º ano do projeto ‘7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores’, que teve como tema a JUSTIÇA, o clássico texto de Dias Gomes “O Santo Inquérito”, será dirigido por Eugênia Thereza de Andrade, em 6 de dezembro, terça-feira, às 19h30, no Sesc Consolação e dia 7 de dezembro, quarta-feira, às 20h, no Sesc Osasco.

No elenco, os atores Diego Machado, Jorge Luiz Alves, Marcelo Galdino, Renato Forner e Maíra Dvorek, no único papel feminino. As apresentações contam com as participações especiais da cantora Ná Ozzetti e do músico Filipe Massumi (violoncelo).

Sinopse: “O Santo Inquérito” – Dias Gomes

O Santo Inquérito foi escrita por Dias Gomes em 1966. Na peça o autor usa o conceito de distanciamento brechtiano para que o espectador possa refletir sobre nossa realidade e evocar outros heróis e aqueles torturados e mortos pela ditadura militar em 1964 e em dias atuais. Baseou-se num episódio histórico – o de Branca Dias, jovem inocente condenada pela inquisição da igreja católica. Dias Gomes afasta os recursos espetaculares que um escritor romântico traria para o palco e enfatiza os conflitos entre a pureza da personagem, sua boa fé e aqueles que deturpam sua sinceridade e inocência. Mostra que a capacidade de comunicação entre os homens é relativa e que a linguagem, em vez de ser o elo entre as pessoas, pode se transformar em um terrível mal entendido e destruição. O texto é uma das grandes peças brasileiras, por suas intenções artísticas e preocupações sociais.

 

O AUTOR: Dias Gomes nasceu na Bahia e ainda jovem foi para o Rio onde estudou direito e logo abandonou. Aos 15 anos escreveu sua primeira peça com a qual foi premiado. Desde seus primeiros textos assumiu posição de esquerda. Tinha grande conhecimento de literatura universal. Produziu muitas novelas para o Rádio onde conheceu sua mulher, a novelista Janete Clair. Por meio dela foi para a TV Globo onde escreveu novelas de sucesso como “Roque Santeiro” e “O Bem Amado”. Sua peça “O Pagador de Promessa” foi transformada em filme com o qual Anselmo Duarte ganhou o prêmio em Cannes. Dias Gomes foi um dos criadores mais censurados e perseguido pela ditadura militar e, mesmo assim, jamais deixou de ser marxista, até seus últimos dias o autor viveu coerentemente com sua ideologia.

 

Concepção das Encenações
A Concepção e Direção Geral desse o projeto das 7 Leituras é da diretora Eugênia Thereza de Andrade, onde cada Diretor concebe sua leitura como um esboço de encenação teatral usando marcação de cenas, ambientação cenográfica, elementos de figurino, música, desenho de luz e para tal realiza ensaios. Desde o início em 2007 a escolha dos temas das 7 Leituras são pertinentes à contemporaneidade como: “O Barateamento da vida humana” (Bauman), A Tradição da Comédia, Intolerância, Amor, Família, Utopia, 7 vezes Shakespeare, Os 7 Pecados Capitais, Violência e neste 10º ano:Justiça.

Maria Eugenia Cerqueira apresenta o livro “A PORCA E EU”

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A escritora Maria Eugenia Cerqueira apresenta seu mais novo livro: A PORCA E EU. Nele, é narrada sua experiência com Gipsy, uma porca de estimação que adquirida como miniporco, tornou-se um presente de grego. Apesar disto, conquistou seu coração e ganhou um espaço especial na família.

Apaixonada por animais, a autora também tem quatro cachorros, quatro papagaios, dois canários e um jabuti. Um dia resolveu comprar um mini porco por sugestão do neto, que mora nos Estados Unidos, e naquela ocasião, estava passando férias no Brasil.

Maria Eugenia pesquisou pela internet e acabou encontrando uma fazenda em Minas Gerais especializada em “mini animais”, que iam desde porcos a búfalos. Mas ela não imaginava que seria enganada pelos criadores.

Gipsy, como foi carinhosamente batizada, acabou crescendo mais do que a dona esperava e, com isso, diversas providências e mudanças na vida da escritora tiveram que ser tomadas.

Hoje com 195 quilos, a porca, desde cedo, chamou muito a atenção da mídia. Já foi destaque em revistas e jornais. No livro, Maria Eugenia fala do estrelato de Gipsy, mas o que eletraz de diferencial em suas páginas são as dicas e cuidados para a criação de um porco e, principalmente sobre posse responsável de qualquer animal.

A autora nunca encontrou instruções ou conselhos que pudessem ajudá-la com a Gipsy, um animal de grande porte que precisa de atenção especial. Teve que se virar sozinha.

Decidiu escrever “A PORCA E EU”, para compartilhar toda a sua experiência e falar a respeito da interação dos porcos com o homem.

O livro traz curiosidades e desafios sobre a convivência com o animal, além de ser um alerta, pois a autora constatou que milhares de indivíduos são, como ela, enganados não só no Brasil, mas também em muitos outros países.

Indo mais a fundo, “A PORCA E EU” enfatiza a importância da posse responsável e conta a história do amor entre a“porquinha” e sua dona. Ele está à venda através do site: www.amantesdavida.com.br. e na livraria Martins Fontes.

Sema Osasco comemora Dia Nacional da Consciência Negra no parque do Rochdale

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A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, comemorou  domingo (20/11), no Parque Nelson Vilha Dias, no Rochdale, o Dia Nacional da Consciência Negra com o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. Ao longo do dia muita música, dança, teatro, poesia e artesanato. Dentre os artistas que se apresentaram João Pedro Riva e Rosi Cheque (flauta e poesia), Dorgival Nazaro (MPB), Grupo La Vida e Esperança Cigana, além de oficinas de artesanato com Laurita Ferreira.

“No repertório dos artistas poesias, como os versos de GonçalvesDias que, há mais de 150 anos, já colocava em discussão a questão do negro e ressaltava toda sua força, beleza, religiosidade e musicalidade”, sintetizou Isa Ferreira, coordenadora do projeto Domingo no Parque.

A cidade de Osasco tem se destacado na região pelas discussões e consolidação de políticas públicas de Direitos Humanos, e vem mantendo o diálogo, com segmentos voltados à igualdade racial.

Para Carlos Marx, secretário municipal de Meio Ambiente, é preciso diminuir ainda mais as desigualdades sociais entre raças através de políticas públicas voltadas para a população negra e parda. “A raça negra e sua cultura são importantes na formação do povo brasileiro e a igualdade racial é de extrema importância para a democracia”.

Dados divulgados na última sexta-feira (18/11) pelo movimento Todos pela Educação revelam que, no Brasil, brancos frequentam escola por mais tempo, enquanto pretos e pardos têm acesso a escolas de pior qualidade. De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo é de 11,2% entre os pretos, 11,1% entre os pardos, e 5% entre os brancos. O estudo levou em consideração os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considerou como negro os cidadãos que se declaram pretos ou pardos.

A Secretaria de Meio Ambiente convida músicos, atores, dançarinos, poetas, artesãos e artistas em geral para participarem do Projeto “Domingo no Parque”, cujo objetivoé propiciar atividades aos moradores próximos aos parques de Osasco e estreitar a relação de todos com o meio ambiente, sempre ressaltando a importância da preservação da natureza e dos recursos naturais.

Teatro nos Parques do Jardim Piratininga e Jardim Bonança

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No domingo, 27, será o encerramento do Circuito Cultural Osasco 2016, com patrocínio da empresa Belgo Bekaert Arames e Realização da Cooperativa Paulista de Teatro e apoio da SEMA Osasco. Serão apresentados dois espetáculos em parques diferentes. De manhã, no Parque do Jardim Piratininga, às 11h, haverá o espetáculo “Gigantes de Ar” com Pia Fraus e à tarde no Parque do Jardim Bonança, às 16h, o espetáculo “Zôo-Ilógico” com Cia Truks-Teatro de Bonecos, com entrada gratuita.

 “Gigantes de Ar” (50 minutos, classificação livre)

O espetáculo é uma reunião de “sketches” inspiradas nas populares apresentações de circo-teatro e nos animais e seus amestradores que reúnem palhaços e bonecos infláveis gigantes, em uma atmosfera de humor e poesia circense. Um elefante azul, três girafas e um casal de cangurus são algumas das atrações do espetáculo, que é um verdadeiro circo a céu aberto.

 “Zôo-Ilógico” (50 minutos, classificação livre)

Pai e filho resolvem fazer um piquenique no zoológico. Ao encontrarem as portas do parque fechadas, não se intimidaram em criar, com muita criatividade e um certo non-sense, o seu zoológico particular, em que bichos serão feitos de pratos, panos, garrafas, talheres e tudo o mais que estiver ao alcance de suas mãos. As nada comuns criaturas viveram situações cômicas ou poéticas.

 Serviço: Circuito Cultural Osasco 2016

 “Gigantes de Ar”

Pia Fraus

Onde: Parque Ecológico do Jardim Piratininga

Quando: 27/11, Domingo às 11h

Endereço: Rua David Silva, 111 ao lado dos Condomínios Acácia e Flamboyant/SESI

“Zôo-Ilógico”

Cia. Truks-Teatro de Bonecos

Onde: Parque do Jardim Bonança

Quando: 27/11, Domingo às 16h

Endereço: Av. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, 615-Piscinão-Antigo Clube de Campo

Isa Ferreira – Coordenadora de Projetos

Art Eleven – ‘Um Registro Vivo’ – 11 Grandes Artistas do Brasil

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O Hotel Premium Blue Tree Alphaville em parceria com a GC2 Escritório de Arte & Fotografia apresentam a exposição Art Eleven, ‘Um Registro Vivo’, com a participação de ‘11 Grandes Artistas do Brasil’.
A organização e curadoria é de Adriana Guidolin. São 31 obras de arte instaladas no lobby do hotel e criteriosamente distribuídas em uma área de aproximadamente 400 metros quadrados.

A abertura será realizada no dia 26 de novembro, no Hotel Blue Tree Premium de Alphaville, com um almoço comemorativo entre os próprios artistas e convidados especiais, a partir das 13h, no Restaurante Noah, localizado no 1º andar, dentro do próprio Boulevard, no Complexo Madeira, em Alphaville.
Na abertura será prestada singela homenagem em memória de Ivald Granato, artista que pertencia ao grupo, mas faleceu no início de julho deste ano.
O encerramento da mostra será no dia 20 de fevereiro de 2017. Por ordem alfabética, os artistas que integram Art Eleven são Antonio Peticov, Caciporé Torres, Carlos Zibel, David Dalmau, Duda Rosa, Guto Lacaz, Ivald Granato, Kamori Mori, Neno Ramos, Sandra Zebi e Sônia Menna Barreto.

O objetivo desse evento é transmitir ao público visitante, o espectador, e mesmo aos hóspedes do Hotel, o conceito da diversidade, uma das marcantes facetas da arte na contemporaneidade. 
A mostra apresenta diferentes linguagens, estilos, técnicas, além de vários suportes utilizados.
Com base nas obras de ‘11 Grandes Artistas do Brasil’, que dispensam qualquer apresentação, essa é uma reflexão que deve ser feita ao percorrer o espaço expositivo e interagir com esses trabalhos.
A exposição do grupo Art Eleven reúne muito do que há de melhor dentro da Arte Contemporânea entre esculturas, pinturas e fotografias.Qualidade de conteúdo, conceitos e atitudes.
’11 Grandes Artistas do Brasil’ é composto por uma geração de artistas destacados que tiveram carreiras e obras reconhecidos por meio de trajetórias bem sucedidas, premiações e talentos insofismáveis.
Visitando a mostra, o espectador poderá perceber claramente as evidências da contraposição entre estilos e técnicas de ‘11 Grandes Artistas do Brasil’. 
Juntas, as obras de arte expostas atingem um valor de aproximadamente R$ 700 mil e poderão ser comercializadas no local. Vale uma visita.

 

ESPARRAMA ENCERRA TEMPORADA COM APRESENTAÇÃO COM ACESSIBILIDADE

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Após sucesso de público e indicação a prêmios, o Grupo Esparrama formado por Iarlei Rangel, Kleber Brianez, Ligia Campos, Luciana Gandelini e Rani Guerra, encerra a temporada de sua mais nova montagem no Teatro Alfa com uma apresentação especial para cegos e deficientes visuais. No último sábado da temporada, dia 26 de novembro, o grupo se apresenta com a participação da empresa “Ver com Palavras” que trará recursos de audiodescrição, permitindo o acesso de todos os interessados. Neste dia, haverá ainda um transporte especial, que sairá às 16h00 da estação de trem Santo Amaro e após a apresentação retornará para o mesmo ponto de partida.

Com este espetáculo, o grupo convida o público para uma passagem pelo fim do mundo, onde só sobraram duas baratas e dois palhaços. Com o sugestivo nome “FIM?” o grupo propõe importantes reflexões sobre os comportamentos da sociedade contemporânea e questiona: afinal, para onde e de que forma nós, os humanos, estamos caminhando?

Durante a temporada de estreia o espetáculo agradou o público, a crítica especializada e já está entre os finalistas de um dos principais prêmios de teatro da América Latina, o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem.

Em um cenário de destruição, duas baratas festejam o fim do mundo, poisagora o mundo é só delas. Mas de repente, se deparam com dois seres atrapalhados e esquisitos que acreditam que poderão plantar a semente do novo recomeço: dois palhaços. Irritadas com a presença destes seres, elas passam a executar planos mirabolantes e colocar divertidas armadilhas para que assim eles entendam que não tem mais jeito, que o mundo agora é das baratas. De forma leve e divertida, estes palhaços irão percorrer cenários de guerras, desastres, catástrofes provocadas pelos seres humanos e convidarão as crianças para encontrar uma forma de reavivar tudo o que foi perdido.

FIM? é um espetáculo que trata das diversas perspectivas sobre o fim do mundo. Por um viés ecológico, trata da necessidade de recuperar a natureza, da necessidade de pensarmos formas de consumo consciente e sustentável. E trata também do fim do mundo decorrente da falta do encontro do ser humano com o seu outro. Do fim do mundo que acontece pela falta de diálogo, pela ausência de afetos, pela falta de empatia com a dor do outro. Assim como no espetáculo, onde os dois palhaços buscam um local para plantar essa semente do recomeço, o Grupo Esparrama entende que as crianças e o seu território infantil, são umterreno fértil para também plantar sua semente. Com a interação das baratas, com estes dois palhaços, o grupo pretende instigar e provocar o público, propondo que as pessoas se percebam e tentem imaginar-se no lugar do outro, estimulando uma reflexão sobre o momento em que estamos vivendo, como tratamos o nosso planeta, buscando uma convivência mais afetuosa e humana, como cidadãos do mundo.

“Escolhemos falar com as crianças por que sabemos que elas ainda se deixam afetar, ainda se espantam diante das novidades (sejam boas ou ruins). Queremos continuar falando para as crianças, pois temos esperança de que elas possam emprestar seu olhar inquieto para os adultos. Queremos que elas repitam perguntas que pareçam ingênuas, de tão óbvias que são. Queremos que estas questões sejam repetidas por elas, na esperança que um dia os adultos as ouçam de verdade.”, comenta o diretor do espetáculo Iarlei Rangel.

O Grupo Esparrama ganhou notoriedade por trazer arte para o Minhocão e é um dos grandes responsáveis por dar cara nova a esta região do centro de São Paulo. Esparramando cores, arte e muito bom humor, o grupo cativou a população local e atraiu os olhares de pessoas de diversos lugares, que passaram a incrementar seus domingos de lazer, participando as atividades propostas pelo Esparrama.  Após a explosão do teatro na janela, forma como carinhosamente a população apelidou o projeto onde o grupo apresenta um espetáculo de teatro a partir da janela de um apartamento, localizado em frente ao Minhocão, o Grupo Esparrama volta para falar do fim do mundo, mas mantém sua pesquisa com elementos e importantes reflexões sobre a cidade.

Ótima oportunidade de conhecer o trabalho deste grupo que já faz parte do cotidiano da cidade. Mais informações e a programação completa, você encontra na página: facebook.com/esparrama

GRUPO ESPARRAMA – FIM?

O mundo acabou. Tudo está destruído e só sobraram lixões, campos de guerra, estranhos muros, restos lamacentos de um rio doce e… Duas baratas: Beatriti e Margueriti que, juntas, comemoram este fim.

Elas acreditam que agora o mundo será apenas das baratas. Mas o que elas não sabem é que outros dois seres esquisitos e muito atrapalhados também sobreviveram: os palhaços Batatinha e Nerdolino, que agora perambulam pelo mundo com um mapa, uma semente e muita esperança.

Empenhados em encontrar um novo começo para a humanidade, eles não desconfiam que estão sendo observados pelas baratas, que criarão divertidas armadilhas para “ajudá-los” a entender que o mundo delas é bem melhor sem eles… Será o Fim?

Dia 26 de novembro –  Apresentação especial com audiodescrição – Ver com Palavras

Convites para pessoas com deficiência são limitados e deverão ser reservados através do email:

marina@vercompalavras.com.br

Será disponibilizado um transporte da Estação de trem Santo Amaro, com saída às 16h00. Retorno após o espetáculo para a mesma estação.

Último final de semana da temporada:  01 de outubro a 27 de novembro – sábados e domingos – Horários: 17h30

Endereço: R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04757-000 – www.teatroalfa.com.br  – Telefone: (11) 5693-4000

Ingressos: R$ 30,00 (inteir) e R$15,00 (meia para crianças, estudantes e maiores de 60 anos).

MONTAGEM REPRODUZ CLIMA DE DESMORONAMENTO E CONVIDA O PÚBLICO PARA O ABISMO

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No dia 07 de outubro, o grupo Chá de Atores, formado por Beto Paixão, Breno Furini, Chris Fabricio e Tiago Melo estreia a segunda temporada do espetáculo Abismo no Viga Espaço Cênico e convida o público para uma experiência sensorial muito diferente, vagando por um local em que acaba de acontecer um desmoronamento. Após uma temporada de estreia de sucesso, o grupo retorna ao Viga para apresentar novamente a montagem que propõe uma reflexão sobre os diferentes conflitos enfrentados por cada um de nós, desafiando padrões e questionando: Qual é o seu abismo?

A noite começa com um chá servido pelo elenco, que se aproxima do público de forma amena, já que um grande abismo esta prestes a começar. Os espectadores são levados ao palco, passando por espaços que os remete a túneis obscuros, com a utilização de lanternas, como se estivessem buscando por vítimas de um grande desmoronamento. Em uma apresentação intimista, o grupo de utiliza de um palco em formato 360°, o que dá às pessoas a sensação de estarem, de fato, com os atores dentro deste local soterrado.

O drama psicológico Abismo apresenta a relação entredois homens, pai e filho, que são obrigados a conviver sem qualquer expectativa, em uma condição inóspita: o soterramento. É neste espaço que eles farão indagações sobre passado, presente, futuro e terão de se deparar com distintos sentimentos como angústia, alegria, frustração, raiva, compaixão, amor. Perpassando erros do passado e movidos pela vontade de sobreviver, os personagens conduzirão o público a se questionar como se comportariam em uma situação como esta. Uma situação que nos coloca em xeque, nos força a uma análise da vida e a lutar pelo recomeço. A obra propõe acima de tudo, uma reflexão sobre como cada um de nós se depara com os grandes conflitos de nossa existência.

Com o espaço totalmente estruturado no formato de um território onde acaba de acontecer um grande desmoronamento, o público é levado a imergir em uma experiência sensorial intensa, que aguçará os sentidos, dando a ideia de estar vivendo junto com os atores uma grande situação conflituosa. A proposta é unir os espectadores e o palco, reduzindo o espaço como um todo, aproximando as pessoas das sensações que estes personagens passarão durante a trama.

“Abismo convida o espectador a experimentar não só as sensações vividas pelos personagens, mas também a se deparar com suas próprias questões, provocando em cada um que se permite viver essa experiência, o encontro impactante com seu próprio abismo” – explica Beto Paixão, que assina o seu segundo trabalho de dramaturgia com esta obra e faz sua estreia como diretor.

Além da utilização de um palco restrito, limitado, para instigar e caracterizar a situação, a iluminação basicamente criada por luz negra, remete o público a um visual de penumbra, onde só será possível enxergar as cenas, quando o olhar se acostumar e compreender essa necessidade. Com o efeito da luz sobre os cenários e figurinos brancos, personagens e plateia se encontrarão no mesmo período-tempo, no qual começarão juntos a buscar por sobrevivência.

O Chá de Atores é um coletivo criado em 2014, que tem parte de seus integrantes com formação no Teatro Escola Macunaíma. É um grupo relativamente novo, que vem ganhando espaço na cena teatral de São Paulo, apresentando um trabalho intenso, potente e muito surpreendente. Como objetivo, os próprios integrantes brincam ao fazer referência ao líquido do chá, quando dizem que o idealé “beber um pouco da ilusão, para engolir a realidade das dificuldades vividas diariamente”.

Vale a pena conferir a temporada do espetáculo Abismo e conhecer o trabalho deste coletivo que empenha-se em aproximar, de fato, o público de sua criação artística. O chá está pronto para ser servido! Não perca esta oportunidade!

A temporada do espetáculo Abismo no Viga Espaço Cênico vai de 07 de outubro a 16 de dezembro, com apresentações às sextas-feiras, às 21h00. Para mais informações, acesse a fanpage: www.facebook.com/chadeatores

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Beto Paixão | Elenco: Chris Fabrício, Beto Paixão, Breno Furini, Tiago Melo | Cenógrafo: Chá de Atores | Cenotécnico: Claudecir Tardivo | Sonoplasta: Carol Lopes | Figurinista: Gabriela Sanches


ESPETÁCULO ABISMO

Amor. Sentimento incondicional de Pai para Filho, de Homem para Mulher. Perda. No vazio dos sufocados, lembrança, culpa e solidão. “Só paramos para pensar o que estamos fazendo com nossas vidas, quando nos deparamos com uma situação de risco”. E é assim, que Pai e Filho, soterrados por um deslizamento de terra, encontram no derradeiro momento, a oportunidade de questionar a relação entre eles, a vida e suas
principais dificuldades: o comodismo, o medo, o fracasso, os erros do passado e, talvez, a maior delas: sobreviver.

NÚCLEO MACABÉA NARRA MEMÓRIAS DE MORADORAS DA FAVELA DO BOQUEIRÃO

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Com cinco anos de criação cênica, o Núcleo Macabéa lança mão dehistórias orais de vida de moradoras da Favela do Boqueirão, comunidade da zona sul de São Paulo, para narrar poeticamente os despejos de muitas localidades periféricas das grandes metrópoles brasileiras. No dia 04 de novembro, estreou o espetáculo Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores, a nova obra teatral deste grupo que tem como uma de suas principais características a imersão em comunidades periféricas, formadas por migrantes. Estabelecendo desde 2011 uma relação estrita com os moradores da Favela do Boqueirão, que passaram por uma grande remoção e tiveram suas vidas modificadas, o grupo buscou um resgate de memórias para compor seu novo espetáculo, que agora é apresentado na sede da Cia. Pessoal do Faroeste. Com texto de Rudinei Borges e encenação de Edgar Castro, a peça narra os andamentos excludentes do despejo de uma família de retirantes nordestinos (Nazara, Judas, Macabéa, Misael e Auarã) que arranjou morada numa favela na cidade de São Paulo.

“Esta montagem teatral nasce do encontro com as memórias de despejo de moradoras da Favela do Boqueirão. Essas mulheres, vindas de outros estados, que encontraram nesta comunidade uma moradia, mesmo em condições precárias. Mas parte significativa da favela foi duramente despejada, pois os barracos foram construídos às margens de um córrego, um esgoto poluído. Depois do despejo a situação piorou, uma vez que não tinham mais onde morar. O auxílio-aluguel é um valor insuficiente para que a dignidade de moradia seja garantida. Muitos moradores foram viver até na rua. Dessas situações de extrema exclusão e de nenhum diálogo do Estado com a população, nasce a miséria mais profunda do Brasil”, comenta o dramaturgo Rudinei Borges, recentemente indicado ao Prêmio Shell pela autoria de Dezuó, breviário das águas, outro espetáculo do Núcleo Macabéa.

Já o encenador Edgar Castro, comenta: “Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores é a metáfora mais adequada de um país que se vê repetidamente despejado da vida.  É a fábula de uma família de retirantes que vaga em constante processo de expulsão, e que mal conseguindo fixar moradia numa favela, enfrenta mais uma vez o murro da exclusão”. Em seu segundo trabalho com o Núcleo Macabéa (o primeiro como encenador), Edgar pensa a nova montagem como tentativa de equacionar o que chega de uma realidade em franco desmoronamento, de um campo social que trata os pobres a chutes e bordoadas, território que se ergue sobre a negação ao direito mais elementar de viver com alguma dignidade.

Além das histórias orais de vida de moradoras do Boqueirão colhidas pelos atores, a peça foi composta com a leitura atenta do romance de Clarice Lispector, A hora da estrela (1977), e do Primeiro Livro de Macabeus. A obra faz parte das ações do projeto Tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas – Teatro e História Oral de Vida. Residência artística do Núcleo Macabéa na favela Boqueirão contemplado pela 27° Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

O Núcleo Macabéa, desde a fundação, cria suas peças de teatro motivado pelo encontro com migrantes e com a história oral de vida de moradores de comunidades que enfrentam situações extremas de despejo. O grupo reside artisticamente na Favela do Boqueirão há meia década e criou montagens teatrais que dialogam diretamente com os moradores, desde cortejos cênicos a peças em salas de teatro. A poesia, não o registro documental, é o mote de criação teatral do grupo. Desde 2011, foram montadas cinco peças: Chão e Silêncio (2012); Agruras, ensaio sobre o desamparo (2013); Fé e Peleja (2014); Dezuó, breviário das águas (2016) – peça indicada aos prêmios Shell e Aplauso Brasil, e Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores (2016). Todas estas peças adentram a condição humana e a memória do êxodo dos migrantes.

O Núcleo Macabéa é um agrupamento teatral cujo nome evoca a força de resiliência que há tanto na alusão à última personagem romanesca de Clarice Lispector, quanto na relação que tal figura emblemática estabelece com os obstinados macabeus, o antigo povo semítico que defendeu o templo no Monte Sião contra a opressão dos gregos. Foi fundado pelo poeta e dramaturgo Rudinei Borges em fins de 2011, com o processo de criação da peça Chão e Silêncio, encenada em 2012, nas vielas e casas de moradores da Favela do Boqueirão, localizada na Zona Sul de São Paulo, região do Ipiranga, onde o grupo reside artisticamente.

A narrativa oral da migração, do exílio, da retiração em refúgio, do nomadismo e da andaria dos povos move o Núcleo Macabéa para a composição de metáforas das travessias, a partir do encantamento poético. Com o objetivo de adentrar os sentidos e razões desta migração por melhores condições, pela construção e afirmação de uma terra, o grupo propõe-se a realizar um estudo teatral, com ênfase em uma dramaturgia inédita e no trabalho do arte-oralista, baseado na pesquisa da palavra poética, da condição humana e da história oral de vida dos excluídos.

Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores estreou no dia 04 de novembro, na sede da Cia. Pessoal do Faroeste e segue em temporada até o dia 12 de dezembro. O Núcleo Macabéa faz um convite ao público para adentrar por estas vielas e histórias da Favela do Boqueirão, e a conhecer esta narrativa poética sobre as memórias de despejo de seus moradores. Um espetáculo forte e reflexivo, que com certeza irá te surpreender, instigar um novo olhar sobre o tema e sobre as mudanças drásticas que podem ocorrer na vida de cada indivíduo após uma ação de despejo. Mais informações na fanpage do grupo: www.facebook.com/nucleomacabeaoficial

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Coordenação – Rudinei Borges | Encenação – Edgar Castro | Atuação – Alexandre Ganico, Andrea Aparecida Cavinato, Daniela Evelise, Dionízio Cosme do Apodi e Heitor Vallim | Cenografia e Figurino – Telumi Hellen | Iluminação – Felipe Boquimpani | Sonoplastia – Dani Nega | Produção – Fernando Gimenes | Programação Visual – Renan Marcondes | Fotografia e Vídeo – Cacá Bernardes e Bruna Lessa (Bruta Flor Filmes) | Assistência de Direção e Preparação Corporal – Raoni Garcia | Assistência de Figurino – Claudia Melo | Oficina de História Oral – Marcela Boni | Oficina de Jogos Grupais – Rani Guerra | Oficina de Cultura Popular – Cleydson Catarina | Oficina de Teatro e Imaginário – Andrea Cavinato | Assessoria de Imprensa – Luciana Gandelini | Palestra Clarice Lispector – Gilberto Martins | Revisão de Texto – Airton Uchoa Neto | Parceria – Cia. Pessoal do Faroeste | Realização – Núcleo Macabéa, Prefeitura de São Paulo, Programa de Fomento ao Teatro, Cooperativa Paulista de Teatro

 SINOPSE

Escrita a partir de memórias de moradoras da Favela doBoqueirão e do romance A hora da estrela de Clarice Lispector, a peça narra a saga de uma família de retirantes nordestinos, da chegada em São Paulo ao despejo da comunidade onde viviam.  

COMPANHIA ANTROPOFÁGICA REESTREIA ‘A TRAGÉDIA DE JOÃO E MARIA’

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No dia 04 de Novembro, a emblemática Companhia Antropofágica de Teatro, uma das maiores companhias de teatro de São Paulo, iniciou a terceira fase do projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA e apresenta temporada do espetáculo A Tragédia de João e Maria. Após duas temporadas de apresentações em sua sede, o Espaço Pyndorama, o grupo agora vai para a sede da Companhia do Feijão, localizada na região do bairro República, para apresentar o seu “Teatro da Deformação”.

A Tragédia de João e Maria foi a segunda montagem criada pelo grupo e surgiu da necessidade de falar sobre a exclusão e a miséria. Desta forma, o grupo se propõe a ir ao grotesco, às debilidades humanas, o que se deu através de um processo de criação feito em meio à escuridão, onde os atores eram instigados a representar por meio de ações físicas a fome, a miséria e o abandono. Com o sentido da visão limitado, os atores desenvolveram uma aversão à luminosidade, onde surge então o Teatro da Deformação. As histórias infantis contadas pelos Irmãos Grimm e texto de Câmara Cascudo foram fontes de pesquisa, assim como Graciliano Ramos, a música de Arnold Schoenberg e a ruptura de padrões estéticos.

O espetáculo já foi apresentado na sede da Companhia Antropofágica, o Espaço Pyndorama, no Festival FRINGE, em Curitiba (2005), realizou temporada no Teatro Fábrica (2008) e na sede da Companhia do Feijão, em 2013, pra onde retorna agora, a partir do dia 04 de novembro, com apresentações gratuitas.

Uma das grandes referências da cena teatral de São Paulo, a Companhia Antropofágica de Teatro, dá andamento ao seu projeto de comemoração de quinze anos de trajetória, o Tram(a)ntropofágica, contemplado na 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidadede São Paulo.
O projeto foi iniciado com uma temporada de muito sucesso de uma Trilogia sobre o Brasil, onde a Antropofágica apresentou três espetáculos diferentes por fim de semana, chegando a atingir a lotação máxima do Espaço Pyndorama. Depois, o grupo apresentou o Programa I: Brazyleirinhas QI, com quatro peças de curta duração apresentadas a cada final de semana, todas de autoria exclusivamente brasileira. Agora, o grupo vai para a sede da Companhia do Feijão e convida o público para conhecer “A Tragédia de João e Maria”.

Dona de um extenso processo de criação, estudo, experimentação e um significativo currículo com prêmios e indicações, a Companhia Antropofágica, criada em 2002, é hoje uma grande referência da cena teatral de São Paulo e convida o público para uma viagem no tempo e na história do grupo, através do projeto TRAM(A)NTROPOFÁGICA, que como o próprio nome diz, propõe uma grande trama para formar uma rede unindo cada experimento realizado desde seu surgimento. O objetivo é levar a público de forma condensada, a história da Companhia que ao longo dos anos, se esforça em responder artisticamente à trama complexa do tempo presente, investigando seus percalços políticos e travando um diálogo crítico permanente com o desenrolar histórico do próprio tecido social que o envolve: a situação política da cidade, a relação fundamental entre o grupo e seu público e, num sentido amplo, as consequências históricas do próprio desenvolvimento humano. TRAM(A)NTROPOFÁGICA é um marco para o grupo que apresenta desde espetáculos premiados, até aquilo que acreditam que “não deu certo”, como forma de revisitar e investigar de fato, tudo o que foi construído com este trabalho que se destaca através de uma clara opção por pesquisar procedimentos, gêneros, autores e textos ligados à tradição das formas híbridas, muito propícias ao ideal antropófago que move a cada um de nós. Composta por mais de trinta integrantes, a Companhia Antropofágica propõe com este projeto, a realização de espetáculos, intervenções, oficinas e experimentos, atuando tanto em sua sede, o Espaço Pyndorama, quanto em outros espaços da cidade de São Paulo. Serão dezoito temporadas e mais dezenove atividades, realizadas de Setembro de 2016 a Agosto de 2017, culminando com a estreia de um novo espetáculo.

A temporada de A Tragédia de João e Maria começa nodia 04 de novembro e vai até o dia 27, com apresentações na sede da Companhia do Feijão, sextas, sábados e domingos. Ótima oportunidade de conhecer o repertório e a maneira Antropofágica de fazer teatro. Participe desta grande trama! Mais detalhes em: www.facebook.com/CiaAntropofagica ou www.antropofagica.com/

A TRAGÉDIA DE JOÃO E MARIA
Teatro da Deformação
SINOPSE
Livremente inspirado no conto dos irmãos Grimm, a peça é uma versão adulta e deformada de Hansel und Gretel. A história retrata a trajetória de duas crianças abandonadas pelos pais em meio ao desespero da fome e da impossibilidade de alimentá-los. Influenciada por imagens de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a peça, cujo mote é uma sociedade em decadência e o universo carcomido da miséria “adulta”, evoca condições vitais precárias que são o cerne de um corpo oprimido, e dão aos atores a marca da dor e da fome.