Cultura

POR UM FIO – TEMPORADA GRATUITA NO SESC SANTO AMARO

Foto: Eder Progetti

RELEASE

POR UM FIO é um divertido espetáculo conjunto da companhias A Hora da História e Conto em Cantos que traz à cena personagens em situações tolas e atrapalhadas, que revelam um mundo onde todos temos inteligências e tolices.

QUER SABER MAIS?
Clique e veja nossa trajetória, fotos, links de vídeos e muito mais: http://horadahistoria.blogspot.com.br/search?q=FIO

SERVIÇO:
POR UM FIO no SESC Santo Amaro
R. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04752-005
De 04/06 à 09/07 (domingos e feriado) – 16h
Grátis

Selma Egrei vive conflito geracional em texto inédito de Silvia Gomez. Marte, Você Está Aí? estreia no Auditório do MASP dia 9 de junho

Dirigida por Gabriel Fontes Paiva e com Selma Egrei, Michelle Ferreira e Jorge Emil no elenco, peça olha para o momento inflamado em que vivemos por meio de um mergulho que vai das relações humanas mais íntimas à relação do homem com o universo pela concepção não realista de Silvia Gomez

 

Na peça, as ruas do país estão em chamas e tempestades espaciais afetam as redes elétricas e os sistemas de comunicação. Neste mundo de asfalto em brasa e sistemas de poder em combustão, uma militante (Michelle Ferreira) se esconde numa casa esquecida, posta à venda. Sua mãe (Selma Egrei), sobrevivente de uma nem tão distante ditadura, a procura há muito tempo, até que um misterioso Intruso (Jorge Emil) a encontra.

Para Silvia Gomez, vencedora dos prêmios APCA e Aplauso Brasil de 2015 pelo texto de Mantenha Fora do Alcance do Bebê, o mundo contemporâneo é sempre inspiração para a construção dramatúrgica. “Quando se está diante de tamanho caos como o que vivemos, dentro e fora do país, com políticas intolerantes e injustas ganhando bizarra aceitação e com tantas visões muitas vezes contraditórias sendo colocadas como verdades absolutas a todo instante, tudo se torna mais irracional do ponto de vista da criação. Bernard-Marie Koltès, dramaturgo francês que admiro, colocou certa vez – Ao descobrir a violência política por dentro, eu não podia mais falar em termos políticos, mas em termos afetivos. Nesse sentido, acho que a peça tenta observar a contradição mais profunda de cada personagem – um olhar que passa por dentro para quem sabe ter alguma pista sobre o que se dá lá fora”.

“O texto tem muitas camadas. Quando parece chegar ao fundo, você se surpreende ao perceber que pode ser mais fundo ainda. A Silvia Gomez escreve poesia. É uma peça aberta que abraça instabilidades sem polarizar. A cena propõe uma leitura múltipla em diálogo com o momento que vivemos. Sem apontar certezas – e muito mais levantando perguntas – tentamos entender sob a ordem poética o mundo em carne viva que aí está”, comenta Gabriel Paiva.

Marte, Você Está Aí? celebra muitos reencontros profissionais. Gabriel e Silvia trabalharam juntos pela primeira vez há exatos 20 anos, ainda em Belo Horizonte (MG), quando se conheceram. Silvia e Michelle se conheceram no Centro de Pesquisas Teatrais (CPT), em 2003, e ambas são dramaturgas da mesma geração. A parceria entre Jorge Emil e Gabriel também vem de longa data, quando integraram o elenco de Ricardo III, em 1999, em Belo Horizonte. Recentemente, Jorge atuou em Uma Espécie de Alasca, peça dirigida por Gabriel, em 2015. Silvia Gomez ainda assinou a dramaturgia de O Amor e Outros Estranhos Rumores (a partir da obra de Murilo Rubião) e fez as traduções de Contrações, de Mike Bartlett, e de O Continente Negro, de Marco Antônio de La Parra, projetos do Grupo 3 de Teatro, do qual Gabriel é integrante e fundador, junto com Yara de Novaes e Débora Falabella.

Selma Egrei, que completa 47 anos de uma carreira dedicada ao cinema, ao teatro e à televisão, com muitos prêmios ao longo dessa trajetória (ela acaba de receber o APCA), foi convidada para integrar o elenco. “Selma possui grande expressividade corporal e sofisticada interpretação do texto. Ela contribui a cada palavra. Michelle, Selma e Jorge são o trio precioso para o espetáculo por serem atores propositores da cena: suas interpretações multiplicam as possibilidades de entendimento”, comenta Gabriel Fontes Paiva.

Dr Morris, vencedor do último Prêmio Shell, faz a trilha sonora do espetáculo. O premiado cenógrafo André Cortez assina o cenário e Fábio Namatame, também premiadíssimo, o figurino. Ana Paula Lopez assina a assistência de direção e a direção de movimento. A experiente Marlene Salgado está na direção de produção.

Texto: Silvia Gomez. Elenco: Selma Egrei, Michelle Ferreira e Jorge Emil. Direção: Gabriel Fontes Paiva. Assistência de direção: Ana Paula Lopez. Trilha sonora: Dr Morris. Cenário: André Cortez. Figurino: Fábio Namatame. Direção de produção: Marlene Salgado.

 

Serviço

Auditório MASP: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista

Temporada: de 9 de junho à 30 de julho, sextas e sábados às 21h e domingos às 20h.

Ingressos: 20,00

Duração: 90 min

Censura: 14 anos

Venda de ingressos:

horário de funcionamento da bilheteria:

terça a domingo: das 10h às 17h30

quinta-feira: das 10h às 19h30

Em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até o horário de início da apresentação.

 

Venda pela internet:

www.masp.org.br

www.ingressorapido.com

Venda call center:

4003 1212

Acessível a deficientes, ar condicionado.

Capacidade: 374 lugares (vagas especiais para cadeirantes)

Cia Articularte comemora 18 anos com estreia do espetáculo Menino Coragem

Foto: João Valério

Um menino (Boneco Zaki) e sua irmã se perdem de sua família e vivem uma aventura inusitada. Com muita coragem, eles serão obrigados a cruzar uma floresta escura, com seres surreais, depois um mar de criaturas marinhas fantásticas, até chegarem em uma nova terra, onde terão que adaptar-se à vida daquele povoado. Diversos bonecos e formas animadas ajudam a contar essa curiosa trama dirigida por Dario Uzam,  praticamente sem palavras, elaborada pela Cia. Articularte.

 

A ideia foi livremente inspirada em histórias de vida de imigrantes, exilados, refugiados e suas crianças. Menino Coragem estreia dia 3 de junho, às 16h, no Teatro Cacilda Becker comemorando 18 anos de companhia.

 

Em cena, quatro atores-animadores (Surley Valerio, Gabriela Zenaro, Renato Bego, Flávio Borzi) dão vida a doze bonecos. A montagem ganhou prêmio edital de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. A sonoplastia é assinada por Raul Teixeira e a coordenação de dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

 

Uma peça de viagem e coragem

“Contamos aventuras de crianças corajosas e destemidas com muita animação e peripécias. Nós nos inspiramos livremente em histórias e contos de crianças refugiadas e imigrantes. É na hora de encarar os pequenos apuros que se conhece o verdadeiro ser humaninho. A música e trilha sonora são diferenciadas e ajudam a navegarmos para outros mundos. Os figurinos são divertidos, falantes e o cenário com iluminação setorizada indicam pura alegria. Uma peça de viagem, fantasia e coragem!”, conta Dario Uzam.

 

 

Ficha Técnica
Direção e autoria: Dario Uzam. Bonequeira e adereços: Surley Valério
Coordenação de dramaturgia: Luis Alberto de Abreu.
Trilha sonora: Raul Teixeira e Aragonesco
Elenco: Surley Valerio, Gabriela Zenaro, Renato Bego, Flávio Borzi.
Figurinos: Deborah Correa.
Cenografia, Direção de Arte e Pintura  – MicheleRolandi e Tide Nascimento (Casa Amarela).
Artes Gráficas: Aída Cassiano

Iluminação: Dario Uzam, Eric Valério e Cia. Articularte
Direção de Produção: Deborah Correa

Fotos: João Valério
Produção Executiva: Cia. Articularte – 2017

 

Serviço

Temporada: de 03 a 24 de junho – sábados e domingos às 16h

Ingressos:R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia.

Classificação indicativa: Livre – Recomendado a partir de 4 anos de idade.

Duração: 45 minutos
Site: www.articularte.com.br/
Página do espetáculo: www.articularte.com.br/menino-coragem/

Ator global João Acaiabe participa de projeto literário em Itapevi

“Cantos e contos do folclore brasileiro” será o tema apresentado pelo ator; projeto Viagem Literária acontece na Biblioteca Monteiro Lobato

No dia 1º de junho, o ator global João Acaiabe, participará do Projeto Viagem Literária, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, com o apoio da Prefeitura de Itapevi. Acaiabe ficou conhecido como o Tio Barnabé da série infantil Sitio do Pica Pau Amarelo, levada ao ar pela TV Globo nos anos 2000.

O evento acontecerá em duas sessões na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato (Av. Luís Manfrinato, 194, Centro), às 10 e às 14 horas, com entrada gratuita.

João Acaiabe apresentará o tema Cantos e Contos do Folclore Brasileiro. O ator, que também atua no cinema e teatro, recebeu o Kikito de melhor atuação no Festival de Cinema de Gramado, com o filme “O dia em que Dorival encarou o Guarda” (1986).

Campanha

A Prefeitura de Itapevi lançou, em março, a campanha “Leia para Crianças”, para incentivar o gosto das crianças e jovens da cidade pela literatura e estimular o hábito da leitura.

Também faz parte da campanha o projeto Biblioteca Itinerante, onde agentes da Secretaria de Educação e Cultura levam alguns títulos do acervo da Biblioteca de Itapevi para serem emprestados aos alunos da rede municipal.

Durante as visitas a estas escolas, monitoras vestidas com fantasias de temas da literatura infantil também fazem contação de histórias para as crianças e jovens. Desde março, mais de 1.500 alunos já participaram do projeto.

No dia 8 de junho, é a vez do escritor Leo Cunha participar do projeto, com uma roda de conversa na Biblioteca Monteiro Lobato.

DOUTOR FAUSTO com direção de Neyde Veneziano faz nova temporada de 2 a 25 de junho no Teatro Arthur de Azevedo

Foto: Daniel Segin

Uma das mais importantes e respeitadas obras da literatura universal, Doutor Fausto recebe adaptação de Calixto de Inhamuns e direção de Neyde Veneziano. Daniel Costa, Guryva Portela, Rita Carelli, Claudinei Brandão, Jhe Oliveira e Fabiola de Morais estão no elenco.

Sinopse
Tomando como mote o pacto com o demônio e seus reflexos no imaginário coletivo, a adaptação de Calixto de Inhamuns busca sua principal referência nos clássicos Fausto, uma Tragédia e UrFaust (Fausto Zero), de Goethe. Ao transportar a lenda para a realidade brasileira, surge um Fausto intelectual, deprimido, ateu e estudioso da essência humana: uma espécie de neurocientista empenhado em entender a frágil natureza humana. Um Mefistófoles moderno lhe devolve o desejo de poder, de viver e lhe devolve também a sexualidade. Mas esta retomada do sopro vital tem o preço descrito no acordo: Fausto vendeu sua dignidade.

A sensual e meiga Margarida, objeto do desejo carnal, depois de seduzida e rejeitada, perde o rumo de sua vida e comete um infanticídio “à la brasileira”, produto da marginalização e da miséria. Noites de Valpúrgis, loucuras e drogas, levam Fausto à destruição moral arquitetada por Mefistófoles. É a tragédia da vaidade, combinada ao erotismo e à sede de poder. Pelo poder Fausto vendeu sua alma ao diabo.

 

A direção

Neyde Veneziano conta que a montagem tem ‘uma encenação moderna, poética e contemporânea. A poética da cena vai sublinhar os espaços com luz, música erudita e sons extraídos dos próprios corpos do atores, dentro de um cenário nada realista e nada figurativo. A poesia de Goethe saltará aos olhos e aos ouvidos da plateia. O prazer da palavra se juntará à musicalidade e à estética da obra contemporânea’.

“Desta vez não faço teatro de revista, nem commedia dell’arte. Estou perseguindo o mito fáustico, a tragédia da arrogância e do conhecimento. E que é também uma tragédia erótica. Com esses temas, a poética da cena se revela absolutamente necessária. Se Goethe alcançou o belo cantando em versos toda a história universal, nós usaremos a plasticidade dos cenários, da luz, das óperas, e, principalmente, da musicalidade nas falas dos atores com seus corpos líricos e essenciais”.

 

Ficha técnica

Elenco:

Daniel Costa (Doutor Fausto)

Guryva Portela (Mefisto)

Rita Carelli (Margarida)

Claudinei Brandão (Wagner)

Jhe Oliveira (Valentim / Poderoso / Mendigo)

Fabiola de Morais (Prostituta / Poderosa)

Direção: Neyde Veneziano

Assistente de Direção: Carol Bezerra

Cenografia: Amanda Vieira

Figurinos: Cássio Brasil

Desenho de Luz: Domingos Quintiliano

Trilha Sonora Original: Ricardo Herz

Preparação Vocal: Renata Rosa

Coreografia de cenas: Dirceu de Carvalho

Visagismo: Mary Paiva

Idealização do Projeto: Guryva Portella

Produção Executiva: Michelle Gabriel

Assistente de Produção Executiva: Kamunjin Tanguele

Operador de Luz e Som: André Lemes

Estagiária assistência direção: Helena Fraga

Fotografias do Espetáculo: Priscila Prade

Design Gráfico: Amanda Vieira

Fotografias Making Of: Marco Zschommler

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Direção de Produção e Administração: Michelle Gabriel

 

Serviço:

Serviço

Teatro Municipal da Mooca Arthur de Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Mooca

Telefone: (11) 2605-8007

Temporada: de 02 a 25 de junho –  sextas e sábados às 21h e domingos às 19h

Ingresso: R$ 20

Duração: 80 minutos

Lotação: 349 lugares

UNFAITHFUL, de Owen McCafferty com direção Lavínia Pannunzio, faz 4 apresentações no Festival Cultura Inglesa

foto: Leekyung Kim

UNFAITHFUL estreou em 2014 no Edinburgh Fringe Festival. Uma segunda montagem do texto foi realizada em 2016, em Londres e agora estreia em São Paulo, sob direção de Lavínia Pannunzio. No elenco, Noemi Marinho, Hélio Cícero, Luna Martinelli e Laerte Késsimos (idealizador do projeto). A peça se apresenta nos dias 8, 9 10 e 11 de junho no Teatro da Cultura Inglesa de Pinheiros.

 

Owen McCfferty – autor irlandês de produção dramatúrgica focada nas relações humanas, com aproximadamente 20 textos escritos, vencedor de inúmeros prêmios de dramaturgia, nesta peça escreve a história de um casal de meia-idade no ápice da crise conjugal, Tom (Hélio Cícero) e Joan (Noemi Marinho), e um casal de jovens na busca por sentido para suas vidas vazias, Tara (Luna Martinelli) e Peter (Laerte Késsimos).

 

Uma noite em um bar de hotel, uma possível traição. Dois relacionamentos emaranhados, desejos não expressos, arrependimentos e conversas adiadas. Quatro personagens ligados pela sensação de que foram enganados pela vida. Um austero e abrasador vislumbre da realidade de nossos relacionamentos – dos desejos não ditos, dos arrependimentos penetrantes e das conversas adiadas que marcam a todos nós.

 

Lavínia Pannunzio optou por uma direção intimista. Público e atores ficam muito próximos, já que a plateia é colocada no palco, ao redor do cenário. Os diálogos muito bem escritos pelo autor podem ser ouvidos de perto, assim como as expressões dos atores. “UNFAITHFUL pretende, ao percorrer o labirinto do espelhamento desses casais formados por Tom, Joan, Peter e Tara, compreender o momento em que as “confissões das traições” – que o público sequer consegue saber se aconteceram ou não – estabelecem ou re-estabelecem os amorosos laços da confiança entre eles. Paradoxalmente. UNFAITHFUL é o nosso ´to be or not to be, that is the question, o que quer que haja entre eles tece um labirinto de confiança e coisas ditas que se estende além de suas relações e toca algo no nosso coração de seres humanos”, comenta a diretora Lavínia Pannunzio.

 

A consciência do espectador fica maior que a consciência das personagens. O público passa a operar como um agente decifrador do comportamento anímico daqueles quatro personagens, na medida em que passa a conhecer os outros lados do quarteto de solitários.

 

Na trama Joan e Tom estão casados há quase trinta anos. Tom é um encanador de meia-idade que às vezes gosta de tomar uma bebida sozinho, após o trabalho, em um bar de hotel no centro da cidade. Certa noite, ele é abordado por Tara, uma jovem que insiste em ter relações sexuais com ele. Não é uma prostituta. Quando Tom diz a Joan o que aconteceu, ela não deixa por menos e se encontra com o garoto de programa, Peter, no mesmo hotel onde seu marido conheceu Tara. O público nunca tem certeza se que o que eles dizem é verdade.

 

“Ainda somos nós mesmos quando mentimos? O que significa ser infiel àqueles que você ama? A você mesmo? O amor é um tipo de fé. E quando duas pessoas acreditam, algo muito poderoso acontece. Se se está apaixonado, e um confia no outro o bastante para se inclinar em sua direção, eles se encontram no meio, como um triângulo, e sustentam um ao outro, e isso é muito forte. É inquebrável. Mas se um desaparece, o outro não pode manter o triângulo de pé. Ele cairá. Não existe amor sem confiança, sem fé. Por isso, quando alguém trai, é chamado de infiel (unfaithful)”,completa Lavínia.

 

Ficha Técnica

 

Texto: Owen McCafferty

Tradução: Renata Aspesi

Direção: Lavínia Pannunzio

Elenco: Noemi Marinho, Helio Cicero, Luna Martinelli e Laerte Késsimos

Cenografia e Adereços: Cássio Brasil

Figurinos: Anne Cerrutti

Iluminação: Aline Santini

Trilha sonora, Sonoplastia e engenharia de som: L. P. Daniel

Direção de Produção: Carla Estefan

Assistente de produção: Marcela Cardoso

Fotografia e documentação em vídeo: Leekyung Kim

Idealização: Laerte Késsimos- Sociedade Líquida

 

 

Serviço:

Temporada: Dias 8, 9, 10 de junho às 21h e 11 de junho às 19h.

Teatro Cultura Inglesa de PinheirosRua Deputado Lacerda Franco n 333

Censura: 14 anos

Duração: 70 minutos

Lotação: 173 lugares

Gênero: Drama

Entrada franca, retirada de ingressos 1 hora antes do início das apresentações.

Acesso para deficientes.

Não tem estacionamento.

 

https://www.culturainglesasp.com.br/wps/portal/Internet_New/cif/2017/teatro/unfaithful

UMA VIDA BOA prorroga temporada no Teatro Eva Herz até dia 30 de junho

Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, espetáculo traz no elenco Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol. Peça recebeu indicações aos prêmios Cesgranrio e APTR no Rio de Janeiro em 2015

Sucesso de público e crítica, Uma vida boa prorroga temporada em São Paulo até dia 30 de junho no Teatro Eva Herz. Com direção de Diogo Liberano e texto de Rafael Primot, o espetáculo traz Amanda Mirásci como protagonista e idealizadora do projeto ao lado de Pablo Sanábio. Daniel Chagas e Julianne Trevisol completam o elenco da peça, o mesmo desde 2014 quando estreou no Rio de Janeiro.

Baseado em uma história real ocorrida nos Estados Unidos em dezembro de 1993, Uma vida boa apresenta a história de B., um homem nascido num corpo de mulher, que enfrenta as consequências de sua decisão e acaba sendo assassinado por isso. O fato que deu origem ao espetáculo inspirou também o documentário The Brandon Teena Story(1998) e o filme Meninos não choram (1999).

Uma vida boa propõe uma discussão ampla que vai além da questão da sexualidade e da transexualidade.  É peça sobre amor e também sobre a intolerância humana. “Estava em busca de um trabalho que pudesse ter um forte impacto sobre o público e, quando cheguei a esse acontecimento real, eu mesma fiquei impactada com a beleza e a violência dele. Interpretar um transexual me exigiu uma composição muito delicada e um estudo muito longo e aprofundado”, lembra Amanda.

Para compor o personagem B., Amanda assistiu a diversos documentários e filmes como Tomboy (2011), além de estudar o livro Viagem solitária(2011) de João Nery, o primeiro transhomem a ser operado no Brasil. “Pude perceber como esse assunto ainda é desconhecido para muitas pessoas. Escutamos coisas como ‘aquela menina que se veste de menino’ ou ‘aquele menino que finge que é menina’, porém, não é nada disso. É um dilema humano e profundo, sobre uma pessoa que, de fato, sente e acredita ter nascido no corpo errado”, conta a atriz.

Para a criação da dramaturgia, Rafael Primot se baseou naquilo que foi publicado na imprensa na época da tragédia. No entanto, mais do que tentar ser fiel aos fatos, o dramaturgo informa: “aproveitei situações reais, mas busquei criar uma nova narrativa a partir do real”. Assim, em Uma vida boa, o que se apresenta é a mesma história, porém, através de uma cronologia descontinuada, que visa oferecer ao público deslocamentos entre o tempo presente e o fato ocorrido no passado.

A partir dos desafios da dramaturgia, a cenografia, composta por Brunella Provvidente, apresenta estruturas finas de aço que remetem a portas, janelas e molduras vazadas, sugerindo um espaço frágil tal como parece ser a memória e também a vertigem acelerada da atualidade. A estética do espetáculo inspira-se nas cores e pinturas do anglo-irlandês Francis Bacon, apresentando um jogo de revelações e ocultamentos, tal como parece ser o dilema vivido por B..

É nesse universo que o diretor Diogo Liberano propõe o seguinte jogo de cena: “na memória, encenamos o fato tal como ele aconteceu, logo, as personagens vivem aquela história sem possibilidade de modificá-la. Já no espaço da atualidade, flagramos estas personagens no tempo presente, reféns de alguma consciência crítica sobre os fatos do passado que, hoje, podem apenas ser lembrados. O espaço da memória só está vivo porque as personagens se lembram dessa história hoje, no mesmo tempo em que o público que vai ao teatro”, explica o diretor.

Uma vida boa estreou em março de 2014 no Teatro Oi Futuro do Flamengo no Rio de Janeiro. Em julho do mesmo ano, fez segunda temporada no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). A peça recebeu três indicações ao prêmio Cesgranrio 2015(melhor texto para Rafael Primot, melhor atriz para Amanda Mirásci e melhor iluminação para Daniela Sanchez) e duas indicações ao prêmio APTR 2015 (melhor atriz para Mirásci e melhor iluminação para Sanchez, tendo sido vencedor nessa última categoria).

SINOPSE
Escrito por Rafael Primot e dirigido por Diogo Liberano, o drama Uma vida boa é baseado na história real de Brandon Teena (também apresentada no filme “Meninos não choram”) e nos acontecimentos que o tornaram vítima de um crime de ódio em dezembro de 1993 nos Estados Unidos. A peça apresenta a história de um rapaz nascido em um corpo de mulher e a sua luta por ser quem ele era: um homem.

FICHA TÉCNICA
Texto: Rafael Primot
Direção: Diogo Liberano
Elenco: Amanda Mirásci, Daniel Chagas e Julianne Trevisol
Diretora assistente: Dominique Arantes
Trilha sonora original: Diogo Ahmed Pereira
Iluminação: Daniela Sanchez
Figurinos: Bruno Perlatto
Cenário: Brunella Provvidente
Assistente de cenografia: Ana Machado
Direção de movimento: João Pedro Madureira
Preparação vocal: Verônica Machado
Projeto gráfico: Daniel Vides Veras
Design gráfico: Ale Pessôa
Diretor de Palco: Fernando Queiroz
Mídias sociais: Teo Pasquini
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Foto de cena: Renato Mangolin
Foto de divulgação: Sérgio Baia
Produção local: Andreia Porto
Produção geral: Amanda Mirásci
Idealização: Pablo Sanábio
Realização: Arrakasta Produções Artísticas

SERVIÇO TEATRO EVA HERZ

Espetáculo:Uma vida boa
Temporada: 6 de abril a 30 de junho de 2017
Dias e horários: quintas e sextas, às 21h 

Após o espetáculo, o elenco faz um debate com a plateia.

Teatro Eva Herz
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – Bela Vista, São Paulo
Telefone: (11) 3170-4059
164 lugares
16 anos
60 minutos
R$ 40
Vendas: Ingresso Rápido

MAURICIO MEIRELLES – STAND UP E WEBBULYING

Mauricio Meirelles, que completa 10 anos de carreira em 2017, traz aos palcos o seu solo de stand-up e o tão aclamado Webbullying. Durante 90 minutos de apresentação, o humorista aborda temas polêmicos de forma madura e sem o menor pudor: “Falo sobre religião, maus tratos aos animais, corrupção, temas atuais e do cotidiano”, explica.

Além disso, na parte final do espetáculo, Meirelles quebra as quatro paredes do teatro com sua interatividade digital; Através do seu quadro Webbullying, fenômeno de audiência no YouTube, onde o comediante chama um espectador da plateia e toma conta do seu perfil nas redes sociais (Facebook, Whatsapp, Tinder, Snap, etc…) passando a interagir com outras pessoas como se fosse o titular da conta.

 

O quadro estourou em seu canal do Youtube, que hoje conta com mais de 2 milhões de inscritos, 235 milhões de visualizações e mais 370 vídeos.

https://www.youtube.com/user/mauriciomeirelles/

 

Já participaram do trote virtual diversos famosos, entre eles, Tatá Werneck, Katia Aveiro (irmã do Cristiano Ronaldo) Danilo Gentili, Catra, Sergio Mallandro, Marco Luque, entre outros.

 

Em 2016, realizou 7 shows em Portugal, nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto onde mais de 1700 pessoas o assistiram. Em 2017, já com turnê agendada para retornar à Europa, o humorista se apresentará novamente em Portugal e incluirá novos países nessa turnê.

CLÁSSICO PEDRO E O LOBO CHEGA A ESCOLAS PÚBLICAS DA CAPITAL E INTERIOR PAULISTA

Com 15 apresentações gratuitas entre os dias 3/6 a 2/7projeto “Ópera na Escola” entra em cartaz em seis cidades do Estado.

São Paulo, 03 de maio de 2017 – Disseminar a música clássica para comunidades que habitam no entorno das escolas públicas do estado de São de Paulo é a proposta do Projeto Ópera na Escola, que chega a Araçariguama no próximo dia 04 de junho, nas EE Humberto Victorazzo e EM Alecrim.

 

Esse ano, o projeto traz em sua sexta edição o espetáculo Pedro e o Lobouma versão em português da famosa obra do compositor russo do século 19 Serguei Prokofiev. O espetáculo é apresentado por um narrador, acompanhado de 7 músicos e do diretor musical e regente Thiago Tavares.

“Não é necessário ter erudição para ter prazer com a música, mas escutar com conhecimento causa um prazer ainda maior. Por isso, Prokofiev sentiu a necessidade de apresentar os instrumentos da orquestra de uma forma mais acessível: cada personagem é representado por um instrumento diferente. O intuito do arranjo é respeitar a vontade de Prokofiev, permitindo que o grupo menor revele a essência dessa composição”, explica Thiago Tavares, responsável pelo arranjo.

O projeto Ópera na Escola acontece em escolas públicas abertas aos finais de semana para eventos culturais, sendo muitas vezes a única opção de lazer das comunidades. Paralelamente ao espetáculo, o Projeto fornece material pedagógico às escolas e desenvolve atividades didáticas vinculadas à obra.

O Projeto pretende tornar possível o primeiro contato de muitos jovens e seus familiares com o gênero musical. Ao todo, 15 escolas receberão as apresentações, que têm entrada gratuita. As apresentações iniciam em São Paulo, e durante o mês de junho e julho percorrem Araçariguama, Cotia, Sorocaba, Mogi das Cruzes e Pindamonhangaba.

Ópera na Escola tem realização da Tulipa Produções Artísticas e conta com o patrocínio da Gerdau, por meio do Instituto Gerdau e copatrocínio da Viação Cometa, firmado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – ProAC.

Baixe as imagens de divulgação em: https://drive.google.com/open?id=0B2oGvQPJdmCQeDdJZHAtTUVpQnM

 

Confira a programação:

Dia 03 de junho | São Paulo
11h – EMEF Paulo Carneiro Thomaz Alves – R. Nossa Sra. da Aparecida, 15 – Parque Vila Maria.
15h – EE Heróis da FEB – R. Sd. Benedito Eliseu dos Santos, s/n – Parque Novo Mundo.

Dia 04 de junho | Araçariguama
11h – EE Humberto Victorazzo- Rua Aparecida, 2 – Centro.
15H – EM Alecrim – Rua José Manoel Rodrigues, 490.

 

 

Dia 10 de junho | Cotia
11h – EM Isabel Ribeiro Leal Leite – Rua Nova Odessa, 230 – Jd Nova Cotia. 15h – EM Profª Ana Maria Pereira – Rua Shizuoka, 396 – Nakamura Park.

Dia 25 de junho | Mogi das Cruzes
11h – EE Profa Lucinda Bastos – R. São Jorge, 50 – Cj. Res. S. Angelo.
15h – E.E. Galdino Pinheiro Franco – R. Schwartzmann, s/n – Braz Cubas.
Dia 01 de julho | São Paulo
11h – EMEF Coronel Ary Gomes – Rua Benedito Aléssio, 184 – Jd. Andaraí.
15h – EMEF Célia Regina Lekevicius Consolin – Rua Giuseppe Marino, s/n – Pq. Novo Mundo.

 

 

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro, atividades que estão ampliando o mix de produtos oferecidos ao mercado e a competitividade das operações. A Gerdau possui plantas industriais em 12 países, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões de toneladas de aço por ano. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. As ações das empresas Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.

 

Sobre a Viação Cometa


A Viação Cometa, empresa integrante do grupo JCA, protagoniza uma história de 68 anos de sucesso no transporte de passageiros. Atualmente conta com cerca de 600 ônibus em sua frota patrimonial, 2.400 colaboradores e mais de 14,5 milhões de pessoas transportadas ao ano. Está organizada em 6 Filiais Regionais, distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.

Café Azedo faz nova temporada aos domingos no Teatro Pequeno Ato

Dirigido por Einat Falbel, espetáculo mergulha no universo feminino com inspiração em Virginia Woolf


Inspirado no conto homônimo de Paula Mandel, que também é responsável pela dramaturgia, o espetáculo Café Azedo faz nova temporada: de 4 a 25 de junho, domingos, às 19h no Teatro Pequeno Ato. A direção é de Einat Falbel (que também está no elenco) e Giseli Ramos. No elenco, além de Einat, estão Angela Fernandes e Camila Leitte.

Na trama, três mulheres observam o movimento em uma cafeteria refletindo sobre si mesmas e as pessoas que entram, saem ou ficam. A identidade de cada uma se revela aos poucos em fluxo de consciência. Sem jamais dialogar efetivamente, elas se comunicam no campo das identificações e projeções. A linguagem poética, quase onírica, nos defronta com nossas próprias histórias, escolhas e renúncias.

Para a composição do espetáculo, serviram como referência o escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira e seu narrador sentado na confeitaria a divagar sobre velhice e morte, conversando mentalmente com os demais frequentadores na obra Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus.

Outra referência vem do romance Mrs. Dalloway, da britânica Virginia Woolf (1882-1941). Um romance com intensa troca de ponto de vista narrativo. Cada personagem vai passando o bastão à próxima em um enredo que se passa num único dia.

“O texto do espetáculo procura gerar empatia, apostando no poder dos encontros, quando um sorriso ou um gesto produzem micro – às vezes macro – transformações. Três mulheres interagindo num plano imaginário. São mulheres com histórias díspares, cada uma com suas dores, suas cores. Neste mergulho fomos nos dissolvendo e misturando nuances, encontrando matizes comuns”, diz a autora.

Ficha Técnica:
Elenco: Angela Fernandes, Camila Leitte e Einat Falbel. Eliane Sombrio (stand -in). Dramaturgia: Paula Mandel. Direção: Einat Falbel e Giseli Ramos. Desenho de Luz: Yuri Cummer. Figurino: Veridiana Toledo. Cenografia: João Alfredo Liébana Costa. Colaboração: Pedro Granato e Teatro do Pequeno Ato. Produção: Confraria das pequenas mentiras. Fotografia e Visagismo: Gleiber Felix. Desenho de Som: Franco de Paula.

Serviço:
Teatro Pequeno Ato – Rua Doutor Teodoro Baima, 78 – Vila Buarque.
Temporada: 4 a 25 de junho de 2017.
Domingos às 19h
R$ 40
Classificação: 14 anos.
Bilheteria aberta com uma hora de antecedência. Aceita cartões. Ar condicionado.
Capacidade: 30 lugares.