Cultura

Último final de semana: A Arca de Noé no Teatro Gazeta

A Arca de Noé (Chico Nogueira)

Espetáculo infantil inspirado nas canções de Vinícius de Moraes e Toquinho se despede de São Paulo

Este é o último final de semana de apresentações do espetáculo infantil “A Arca de Noé” no Teatro Gazeta, em São Paulo: sábado e domingo (20 e 21 de maio) às 16h.  Com texto e direção de Edson Bueno, a “Arca de Noé” recebeu 9 indicações no Troféu Gralha AZUL 2016: Melhor espetáculo para crianças, melhor direção de espetáculo para crianças, melhor cenário, melhor figurino, melhor iluminação, melhor ator coadjuvante e três indicações de melhor atriz coadjuvante.

“A Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes e Toquinho, é um verdadeiro caso de amor da literatura, do teatro e da música popular brasileira. Vinícius escreveu poemas de espírito infantil para seus filhos e um dia resolveu transformá-los em música com a parceria de Toquinho. Dali para o teatro foi um pulo e “A Arca de Noé” com alguns de seus poemas mais famosos como “O Pato”, “Corujinha”, “Pinguim” e “São Francisco” transformaram-se em verdadeiros hinos cantado por crianças do Brasil inteiro. É uma verdadeira viagem pelo mundo encantado das rimas, da imaginação e da inteligência.

Entre os personagens, animais, cantores e crianças brincam e cantam a beleza da vida e, transformados em personagens de teatro, deixam uma mensagem eterna para as crianças, mensagem que seguirá para sempre até a fase adulta. “A Arca de Noé” é um daqueles patrimônios artísticos brasileiros que precisa ser encenada e cantada por gerações e gerações.

SERVIÇOS

A Arca de Noé

Com Edson Bueno (Personagem: São Francisco); Jeff Bastos (Personagem: Pinguim); Marvhem Hd ou Lilian Marchiori (Personagem: Gato); Marcelina Fialho (Personagem: Coruja); Robysom Souza (Personagem: Leão), Ingrid Bozza (Personagem: Abelhinha) e Vivian Schimitz (Personagem: Foca).

Texto e Direção: Edson Bueno

Direção de Produção: Márcio Roberto

Direção Musical e Sonoplastia: Marcela Zanette e Du Gomide

Cenografia e Adereços: Aorélio Domingues

Iluminação: Rodrigo Ziolkowski

Coreografias: Eliane Campelli

Figurinos: Mariana Zanette

Maquiagem: Lilian Marchiori

Designe Gráfico: Kim Takeuchi

Assistente de Produção: Claudia Zanca

Assistência de Figurinos: Regina Celli e Thaisa Aielo

Operador de Som: Rafael Ivanoski

Operador de Luz: Wesley Daum

Contra Regra: João Vicente

Período: 15 de Abril a 21 de maio de 2017

Dia/Horário: Sábados e Domingos, às 16h

Local: Teatro Gazeta

Gênero: Infantil

Duração:  60 minutos

Capacidade: 680 lugares

Classificação: Livre

Valor R$ 80,00 (aceita carteirinha de estudante / idosos pagam meia)

Venda online: http://www.teatrogazeta.com.br/event/a-arca-de-noe/

Bilheteria: Avenida Paulista, 900, térreo

Dias e horários de funcionamento: De terça a Domingo, das 14:00 até o início do último espetáculo.

Estacionamento Conveniado: MultiPark de quinta-feira à domingo /Rua São Carlos do Pinhal, 303 – Subsolo.

Telefone da bilheteria: (11) 3253.4102

Registro recebe o espetáculo circense – O Circo de Lampezão e Maria Botina

A apresentação integra a programação da Virada Cultural 2017 e acontece neste domingo, às 14, na Praça dos Expedicionários (Av. Prefeito Jonas Banks Leite s/n ). A entrada é gratuita!

Nessa divertida peça da Cia Caravana Tapioca, os palhaços Cavaco e Nina contam a história de um casal anônimo que viveu no sertão: Maria Botina, que sonha em ser levada por um cangaceiro; e Lampezão, que finge ser valente para impressioná-la. Em meio a muitas trapalhadas nessa conquista, os dois tocam música ao vivo, fazem malabarismo com baldes, mágica, número com chicotes, entre outras habilidades circenses.

Este espetáculo ganhou os prêmios APACEPE em 2014: Melhor Figurino (Fabiana Pirro), Melhor ator (Anderson Machado), Melhor atriz (Giulia Cooper).

Sobre a Caravana Tapioca

A Caravana Tapioca surgiu em 2010, na cidade do Recife, fundada por Anderson Machado (o palhaço Cavaco) e Giulia Cooper (a palhaça Nina), que há anos desenvolviam suas pesquisas separadamente.

Anderson Machado em 2014 ganhou o Prêmio Apacepe de melhor ator no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos (PE), em 2011 foi campeão do Festival de Palhaços no Festival Mundial de Circo (MG) e em 2009 ficou em primeiro lugar na “Mostra Competitiva de Malabarismo” na 2ª Convenção Paulista de Malabarismo e Circo. Fez uma formação de dois anos na escola de Palhaços dos Doutores da Alegria em São Paulo.

Giulia Cooper cursou o CEFAC (Centro de Formação Profissional em artes circenses-SP). Ganhou o Prêmio APACEPE de melhor atriz em 2014. Ambos estudaram com diversos mestres da palhaçaria e em 2016 fizeram uma residencia de palhaçaria excêntrica no Celebration Barn Theater, nos Estados Unidos, com o mestre Avner Eisenberg.

A Caravana tem um repertório de quatro espetáculos, que mesclam  circo, teatro, música e riso. Ao longo desses anos, a Caravana Tapioca vem se apresentando em palcos e picadeiros de todo o Brasil, realizando também diversas turnês pelo agreste e sertão nordestino, pesquisando a rua como forma de democratização da arte e formação de platéia, quebrando a rotina das cidades. Além de ministrar oficinas o grupo também organiza encontros que reúnem artistas, como o “Palco Aberto Recife” e o “Festival de Circo a Céu Aberto”.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Ésio Magalhães

Elenco: Anderson Machado e Giulia Cooper

Máscaras: Ésio Magalhães/ Anderson Machado

Roteiro: Ésio Magalhães

Figurino: Fabiana Pirro

Cenografia: Anderson Machado/ Fabiana Pirro

Fotos: Marilia Chalegre

Duração: 50 minutos

A Virada Cultural 2017 de Registro tem programação especial de circo, e traz dois divertidos espetáculos da Cia Suno

Considerada uma das mais importantes companhias circenses da atualidade, a Cia Suno apresentará dois espetáculos de seu repertório na Virada Cultural de Registro. No sábado a companhia vai apresentar o espetáculo Compilação Suno. Em cena, uma seleção dos melhores números do repertório circense da companhia, lapidados ao longo de centenas de apresentações no Brasil e no exterior. Voltado para todo tipo de público, o espetáculo leva ao público números de tirar o folego. Em uma incrível demonstração de habilidade, Duba Becker apresentará malabarismos com chapéu e claves, números de equilibrismos e rola-rola. Helena Figueira traz à cena números de contorção, ginástica rítmica com faixa e pirâmide humana, desafiando os presentes a participar dessa loucura. Os artistas executam ainda muita música ao vivo, completando a diversão dos presentes. No número final, há ainda um duo acrobático impressionante!!!! A apresentação acontece às 21h no Palco Externo, que está montado na Praça Beira Rio -Rua Seiji Sumida, s/n.

No domingo, finalizando a programação da Virada, a Cia Suno apresenta o Cortejo Suno, um divertido espetáculo em forma de cortejo, com muita música, acrobacias e palhaçadas. Desta vez o público participa de uma verdadeira palhaceata festiva. O espetáculo vem em forma de cortejo e é formado por três atistas circenses. O grupo demonstra algumas habilidades circenses com música ao vivo. São elas, acrobacias, equilibrismo, malabarismo e mágicas, tudo com um toque de humor. A apresentação acontece às 16h no Palco Interno, que está na Praça dos Expedicionários – Av. Prefeito Jonas Banks Leite s/n.

A Cia Suno:

Composta por uma atriz dramática e circense, formada pelo CPT e pela École National du Cirque Annie Fratellini (Helena Figueira) e um artista acrobata com domínio das técnicas de malabares (Duba Becker), a Cia Suno foi fundada em 1998 por um grupo de amigos que sonhavam criar um núcleo de pesquisa cênica na cidade.

Inicialmente, a Cia dedicou-se a pesquisas sobre o teatro do absurdo, realizando estudos sobre “Fando e Lis”, “Piquenique no Front” e “O Arquiteto e o Imperador da Síria”. Logo após, iniciou um trabalho sobre “Esperando Godot”, onde integravam as artes circenses e dramáticas. O espetáculo que recebeu três prêmios de melhor ator (Victor Nóvoa) e indicações de melhor direção e melhor ator coadjuvante. Iniciava aí a “identidade” da Cia Suno: mesclar a riqueza poética do circo com a linguagem teatral, sem perder a essência da máscara. Todas as peças realizadas pela companhia, desde então, têm uma temática, uma história.

Hoje a Cia Suno tem dezesseis espetáculos em seu repertório. Há desde o lúdico “A Bailarina e o Palhaço”, que conta uma linda história de amor entre esses tradicionais personagens do universo infantil; como o dinâmico “Estripulias no Circo”, que apresenta a história da criação do circo em ordem cronológica, passando pelo circo de cavalaria inglês, circo chinês, russo, até a linhagem mais moderna e inusitada. Em “De Partida”, a Cia Suno busca levar à cena a nostalgia cantada na música típica da alma do artista.

Além de se dedicar à arte circense nestes dezoito anos de existência, a Cia Suno assinou a coreografia da comissão de frente das Escolas de Samba X9 Santista (2008) e Gaviões da Fiel (2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2017). Também foi convidada pelo Ministério do Turismo e Embratur para representar a arte circense brasileira em Lisboa, Madrid e Argentina.

Roteiro e Direção: Helena Figueira

Elenco: Duba Becker, Fernando Proença, Helena Figueira e Cesar Lopes

Figurinos: Maria Eugênia Ramos

Preparação acrobática: Jullius – Riccieri Pastori

Cenografias: Cia Suno

Iluminação e Sonoplastia: Marcos Diglio

Produção: Moretti Cultura e Comunicação

Sonata Arctica: terceiro lote de ingressos à venda

A produtora Circle Of Infinity informa ao público em geral e aos fãs da banda finlandesa Sonata Arctica que o terceiro lote de ingressos para a apresentação que a banda realizará no dia 21 de maio no Bar da Montanha em Limeira encontram-se à venda.

O valor unitário do terceiro lote é R$ 125,00 e podem ser adquiridos através da internet ou diversos pontos de venda na região de Campinas.

Pasi Kauppinen, baixista da banda finlandesa de Heavy Metal Sonata Arctica gravou um vídeo convidando os fãs para prestigiar o show da banda que será realizado no dia 21 de maio no Bar da Montanha em Limeira, interior do estado de São Paulo.

Assista o vídeo gravado pelo baixista Pasi Kauppinen:
https://www.youtube.com/watch?v=MvcypDU2jM0

A banda Sonata Arctica é formada pelos músicos Tony Kakko (Vocal e Teclados), Elias Viljanen (Guitarra), Pasi Kauppinen (Baixo), Henrik Klingenberg (Teclados e Backing vocals) e Tommy Portimo (Bateria) que estarão divulgando neste show em Limeira o álbum “The Ninth Hour”. Este novo trabalho em estúdio da banda Sonata Arctica possuí doze faixas autorais e uma música cover de Bryan Adams, o lançamento ocorreu em outubro de 2016.

Vendas:
Internet: http://www.circleofinfinityproducoes.com/events/sonata-arctica-2
Em Limeira: Loja Sintonia, Loja Classics Forever
Em Vinhedo: Attitude Headbangers House
Em Americana: Heavy Metal Rock

Não estudantes devem levar 01 quilo de alimento não perecível.

Informações:
http://www.circleofinfinityproducoes.com
https://www.facebook.com/circleofinfinityproducoes

Melodramática: a genealogia das rainhas

Foto: Moisés Moraes

Melodramática: a genealogia das rainhas,

residência de artes integradas idealizada pelas artistas  Jackeline Stefanski e Milena Filó

 

Na próxima terça-feira, dia 16 de maio, às 20h na Oficina Cultural Oswald de Andrade, as artistas Jackeline Stefanski e Milena Filó abrem processo de ‘Melodramática: a genealogia das rainhas’. O projeto tem como principal objetivo debater a identidade do gênero feminino construída e as possibilidades de sua reinvenção.

  

Neste processo, as atrizes Jackeline Stefanski e Milena Filó investigam a biografia da Rainha Elizabeth I – uma mulher forte e respeitada, que recusou o matrimônio, os filhos e reinou soberana na Inglaterra do século XVI, criando um arquétipo de si mesma – e tenta, a partir desta persona, responder à pergunta: quem é a rainha? O projeto busca encontrar um mosaico uníssono para esta voz-gênero, romper com os padrões opressores da árvore genealógica machista imposta e encontrar em figuras como Elizabeth I, arquétipos complexos e livres, para a construção de uma nova forma de habitar o mundo, enquanto mulheres e artistas.

 

A obra Melodramática: a genealogia das rainhas compreende a terceira parte da investigação do núcleo sobre a performatividade do gênero feminino nas artes. A primeira foi o espetáculo Teatro de Bonecas que estreou em 2014, a segunda parte é a performance Nascimento que se realiza desde o início de 2016 até hoje.

 

ABERTURAS DE PROCESSO

Dia 16 de maio

Terça-feira, 20h

Oficina Cultural Oswald de Andrade

16 anos

1h30

30 pessoas

 

Encontros para fruir as etapas do processo criativo em formatos diversos: pocket shows, apresentações, instalações, entre outros.

DACARTO BENVIC TRAZ PARA OSASCO O ESPETÁCULO INFANTIL “ERA OUTRA VEZ…”

Espetáculo acontecerá em diversos pontos culturais da cidade com apresentações gratuitas para a comunidade

 

Utilizando a temática dos clássicos universais da literatura infantil, o projeto “Era Outra Vez…”, é voltado para crianças na fase da descoberta da escrita, e aborda de maneira lúdica a importância do desenvolvimento de hábitos de leitura na infância.

As ações do projeto ocorrem em dois momentos: uma peça, que conta a história da menina Cora que recebe a visita inesperada de um Ser Mágico vindo direto do Mundo da Fantasia; e um livro, com contos da literatura clássica infantil.

As apresentações acontecerão a partir do dia 08 de maio para alunos de escolas municipais da cidade, e no sábado, dia 13 de maio, véspera do Dia das Mães, haverá duas apresentações gratuitas e abertas para a comunidade às 11h no Salão Comunitário Santa Maria Madalena, próximo à comunidade Esperança e às 15h na EMEF Alipio da Silva Lavoura, Vila Bela. Após as apresentações, os atores que dão vida aos personagens entregarão livros com clássicos da literatura infantil para o público presente. “A distribuição dos livros fortalece a mensagem do espetáculo e para dar vazão ao potencial criativo das crianças, as ilustrações do livro são para colorir. Assim, elas se sentem também autoras da obra.”, afirma Roberto Limberger, coordenador do projeto.

Esse projeto é realizado pela Educom.Arte, uma empresa de produção cultural voltada para projetos nas áreas de educação, comunicação e cultura, via Lei Rouanet, com patrocínio da Dacarto Benvic.

 

SINOPSE:

A peça “Era outra vez…” conta a trajetória de Cora, uma criança que diz não gostar de livros e de histórias infantis. Um dia, Cora é observada por um Ser Mágico que resolve, através de um toque de mágica, despertar o olhar da menina para o mundo das histórias, até então desvalorizado pela pequena.

Ao acordar do encantamento, Cora vê através de uma tela um mundo desconhecido, o mundo das histórias, e se surpreende com as confusões que lá acontecem. Descobre que as antigas histórias estão perdendo seu encanto e magia porque as crianças não as lêem mais. Ao longo dessa descoberta, Cora encontra muitos personagens conhecidos e comete muitas falhas engraçadas.

O desfecho acontece quando Cora percebe o quão divertido e prazeroso é fazer parte desse mundo mágico através da leitura e sai para dividir essa descoberta com outras crianças.

 

Programação:

Sessões aberta ao público

13/05 – às 11h – Salão Comunitário Santa Maria Madalena (Av: Antonio Canos Quadros, 06)

13/05 – às 15h – EMEF Alipio da Silva Lavoura (R: Guilherme Luiz de Carvalho, 81 – Vila Bela)

 

Sessões para alunos de escolas públicas

08/05 – CEMEIEF Professora Maria José Ferreira Ferraz

15/05 – EMEF Professora Oneide Bortolote

22/05 – EMEF Alípio da Silva Lavoura

29/05 – Escola Professor Gastão Ramos

Musical Na Laje relembra o clima do pagode dos anos 90 no Teatro Viradalata

Foto: Gustavo Morita

Temporada prorrogada até dia 24 de junho
Sábados às 22h

No ápice dos anos 90, o pagode viveu o seu auge com diversas músicas e grupos. Com inspiração nessa atmosfera, o musical Na Laje prorroga sua temporada, após grande sucesso de público no Teatro Viradalata. A montagem tem concepção e direção geral de Fezu Duarte e dramaturgia de Marcos Ferraz, direção musical de Crikka Amorim eIvan Parente além da coreografia de Juliana Sanches.

O espetáculo é uma comédia romântica musical conduzida por canções do universo do pagode que fizeram sucesso nos anos 90. Apresenta personagens cativantes e os clássicos que estão na ponta da língua dos espectadores. Na Laje eleva o conceito de teatro a uma experiência musical, envolvendo todos em um clima de bar com amigos, já que o espectador conta com serviço de bar durante a encenação.

Lançando mão de recursos cênicos megalomaníacos, que satirizam os grandes musicais, a produção conta a história de um grupo de pessoas que vive na Cohab. Pimpolho é um cara bem legal que quer levar sua vida simples, administrando seu boteco, tocando seu pagode com os amigos e casando com sua namorada, Tânia. Contudo, o concurso de televisão nacionalmente conhecido como “A Garota da Laje” vai fazer uma seleção no bairro, algo que mudará a vida dos dois e da produtora do concurso Inara.

A diretora Fezu Duarte contou sobre os pilares que movem a peça. “O espetáculo traz a reflexão do público sobre a importância da música em nossas vidas, pegando carona na temática que resgata o espírito e os clássicos do samba e do pagode dos anos 90. A música brasileira, anda, permeia come e bebe como a antropofagia. O pagode é uma mistura para se obter uma nova sonoridade, livres de preconceitos, afinal a música brasileira é feita do povo para todos os povos”.

Clássicos de Negritude Júnior (Cohab City), Katinguelê (Lua Vai) e Art Popular (Pimpolho e Temporal) estão no repertório. O elenco é formado por Diego Rodda, Fábio D’Arrochella, Fernando Fecchio, Marilice Cosenza, Paula Flaibann, Pedro Passari e Veridiana Toledo.

“A escolha da inserção das músicas partiu do autor (Marcos Ferraz) e da diretora (Fezu Duarte). Nos ensaios também aconteceram improvisações que trouxeram novas músicas para o repertório”, diz o supervisor musical Ivan Parente.

“O musical aborda, de forma leve e despretensiosa, a discussão do que é o bom gosto. Quem define o que é boa música? O pagode dos anos 90 vem com uma força popular muito grande porque é feito por gente majoritariamente das periferias, mas, como todo ritmo popular, primeiro ele é rejeitado pela elite intelectual para só depois ser absorvido pela classe média. A peça tem como objetivo fazer o público se divertir, cantar e sair feliz do teatro”, conta o autorMarcos Ferraz.


Ficha Técnica:
Gênero: Musical.
Concepção e Direção Geral: Fezu Duarte
Autor: Marcos Ferraz
Direção Musical: Crikka Amorim e Ivan Parente
Arranjos Musicais: Crikka Amorim
Arranjos vocais: Rogério Matias
Coreógrafa: Juliana Sanches
Sonoplasta: Janice Rodrigues
Figurinista: Fernando Fecchio
Cenógrafo: Chicão Guerrero
Luz: Fernando Liberal
Elenco: Diego Rodda, Pedro Passari, Fábio D ́Arrochella, Fernando Fecchio, Marilice Cosenza, Paula Flaibann e Veridiana Toledo
Direção de Produção: Fezu Duarte, Fernanda Bianco e Guilherme Maturo
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Produção e Comunicação: Elemento Cultural

Serviço:
Teatro Viradalata – Rua Apinajés, 1387 – Sumaré, São Paulo.
Telefone: (11) 3868-2535
Temporada: De 10 de março a 24 de junho de 2017
Sábados às 22h
Preço: R$ 60,00 (inteira) R$ 30,00 (meia entrada)
Duração: 120 Minutos. Classificação Etária: Livre.

Roque Santeiro, de Dias Gomes, prorroga temporada no Teatro FAAP até dia 30 de julho com novidades no elenco

Foto: Joao Caldas Fº

A partir de 19 de maio as atrizes Amanda Acosta e Patrícia Gasppar entram no elenco como Mocinha e Dona Pombinha. Espetáculo tem direção musical de Zeca Baleiro e direção geral de Debora Dubois


A peça escrita em 1963 deveria ter sido encenada em 1965, mas foi censurada pelo governo militar. Em 1975, Dias Gomes (1922-1999) adaptou a obra para a televisão e esta versão também foi proibida. Só dez anos depois, em 1985, já com o país vivendo um processo de democratização, é que a novela foi levada ao ar

 

Esta é a primeira montagem de Roque Santeiro, em formato musical, em São Paulo. O texto, tornado clássico depois de proibido e adaptado com grande sucesso para a TV, é encenado no Teatro FAAP no formato pensado originalmente pelo autor Dias Gomes – como uma opereta popular.

O elenco desta montagem é composto por 13 atores: Jarbas Homem de Mello é Chico Malta; Livia Camargo faz a viúva Porcina; Flávio Tolezani é Roque Santeiro; Amanda Acosta interpreta Mocinha, filha de Dona Pombinha, vivida pela atriz Patrícia Gasppar, e do prefeito Florindo Abelha, interpretado por Dagoberto Feliz.Edson Montenegro é Padre Hipólito; Luciana Carnieli vive a dona do bordel da cidade, Matilde, e as duas prostitutas – Rosali e Ninon – são vividas respectivamente pelas atrizes Yael Pecarovich e Giselle Lima. O músico e ator Marco França faz o papel de Toninho Jiló. Samuel de Assis é Zé das Medalhas, e Cristiano Tomiossi faz o papel do General.

A trilha sonora composta por Zeca Baleiro é executada ao vivo pelos atores com o apoio de dois músicos – André Bedurê (baixo e violão) e Érico Theobaldo (guitarra, percussão e eletrônicos). Baleiro musicou algumas letras do autor que já existiam na versão original do texto e compôs outras canções especialmente para a peça.

“A trilha traz um toque levemente marcial, um certo tom militar, mas também tem elementos de bolero, tango, baião, valsa, muita brasilidade e brejeirices. Mas é bom deixar claro: a peça é diferente da novela, desde o texto até a música”, comenta Zeca Baleiro.

Roque Santeiro marca a quarta parceria da diretora Debora Dubois com o compositor. Juntos, eles já fizeram “Quem tem Medo de Curupira?”, “Lampião e Lancelote” e “A Paixão Segundo Nelson”. “Essa parceria é longa porque nos entendemos muito artisticamente, o Zeca é um artista muito completo, que entende o teatro e coloca a música a seu serviço de uma forma linda”, conta a diretora. “Optamos por uma trilha musical original. Resistimos à tentação de usar músicas da trilha da novela, que foi muito marcante. Mas, como uma espécie de ‘homenagem’ à novela, incluímos dois trechos de canções de Sá & Guarabyra”, continua Débora.

A direção de movimento é de Fabrício Licursi que, junto com Debora Dubois, optou por coreografias mais orgânicas, que misturam gestos e traços característicos dos personagens com a movimentação coletiva nos números musicais, como se reproduzissem festas populares na fictícia cidade de Asa Branca.

Sobre a peça Roque Santeiro ou O Berço do Herói:


A peça O Berço do Herói foi escrita em 1963 por Dias Gomes e deveria ter sido encenada em 65 com direção de Antônio Abujamra e música de Edú Lobo, mas foi censurada pelo governo militar duas horas antes da sua estreia. A proibição do texto durou cerca de 20 anos.
A primeira encenação de O Berço do Herói ocorreu no Teatro “The Playhouse”, do Departamento de Teatro e Cinema da Pennsylvania State University, em 28 de novembro de 1976, em tradução de LEON LYDAY

Em 1975 Dias Gomes resolveu adaptar a obra para a televisão. Mas, novamente, a história foi proibida. Dez anos depois, em 1985, já com o país vivendo o processo de redemocratização, a novela foi levada ao ar. O sucesso foi estrondoso e imediato. Tal foi o êxito, nacional e Internacional da novela, que esta nova edição da peça foi retrabalhada por Dias Gomes. O autor resolveu enriquecê-la com cenas que lhe foram sugeridas pela novela.

“Ao leitor desavisado quero alertar que não se trata do texto (seria impossível, dada sua extensão) da novela ROQUE SANTEIRO, nem mesmo uma sinopse ou uma adaptação para novela literária e sim o original da peça o Berço do Herói, do qual foi extraída a telenovela.

Escrevi
O BERÇO DO HERÓI em 1963. Com o golpe militar de 64, tive que esperar quase dois anos até que surgisse um produtor suficientemente corajoso e interessado em montá-la. A Editora Civilização Brasileira publicou o texto no início do ano de 65, com um contundente prefácio de Paulo Francis e uma mordaz orelha de Enio Silveira (o que levou um general a exigir do Conselho de Segurança Nacional a prisão dos mesmos… e do autor da peça, evidentemente.). É que a peça abordava o mito do herói (e herói militar), tema delicado para o momento que atravessava o país. Tão delicado que ela acabou sendo proibida na noite em que deveria ser encenada pela primeira vez. O então Governador Carlos Lacerda, pressionado pelos militares, assumiu publicamente a autoria da proibição. (…)

Dez anos depois, em 1975, os militares ainda mandavam no País, mesmo assim decidi adaptá-la para a televisão, embora o texto teatral continuasse proibido. É evidente que procurei burlar a censura,não só dando-lhe outro título,
ROQUE SANTEIRO (ou mais precisamente A FABULOSA HISTÓRIA DE ROQUE SANTEIRO E SUA FOGOSA VIÚVA, A QUE ERA SEM NUNCA TER SIDO), como também trocando os nomes de quase todas as personagens, além de transformar o protagonista, um cabo da força expedicionária brasileira no original, num artesão, um fazedor de santos de barro, um santeiro. Com essas alterações e mais o acréscimo de algumas tramas paralelas, achava eu que ninguém poderia ligar a novela à peça. No entanto, a novela também foi proibida quando eu já tinha mais de cinqüenta capítulos escritos. Na época, não ficaram claras as razões da proibição, que revoltou a opinião pública e levou a Rede Globo a um veemente protesto contra a Censura Federal em editorial transmitido no horário mesmo da novela e em seguida repetido pelo Jornal Nacional. Só muito recentemente, quando um jornalista teve acesso ao arquivo de telefonemas gravados pelo SNI, veio a público o que de fato ocorrera. O SNI grampeara o telefone do historiador Nelson Werneck Sodré e gravara um telefonema meu para ele. Nesse telefonema eu lhe confidenciava inadvertidamente que a novelaROQUE SANTEIRO era uma adaptação disfarçada de O BERÇO DO HERÓI. A gravação não omitia nem mesmo as gargalhadas que eu e Nelson dávamos em seguida…

(..) Mais dez anos se passaram e, em 1985, já com o país em processo de democratização, a novela foi finalmente liberada. Tal foi o êxito, nacional e internacional que, ao reeditarmos agora o texto da peça, fomos obrigados a alterá-lo em vários pontos. As personagens, de tal forma haviam sido popularizadas pela televisão, que não teria sentido mantê-las com os nomes originais. (…)”

Dias Gomes

Ficha Técnica
Texto: Dias Gomes. Direção: Débora Dubois. Direção musical: Zeca Baleiro. Elenco: Jarbas Homem de Melo, Livia Camargo, Flavio Tolezani,  Amanda Acosta, Luciana Carnieli, Edson Montenegro, Dagoberto Feliz,  Patrícia Gasppar, Yael Pecarovich, Giselle Lima, Marco França, Samuel de Assis, Cristiano Tomiossi. Músicos: André Bedurê e Érico Theobaldo. Assistência de direção: Luis Felipe Correa. Direção de movimento: Fabrício Licursi.  Cenário: Débora Dubois. Figurinos: Luciano Ferrari. Iluminação: Fran Barros. Preparação Vocal: Marco França. Produção Executiva: Fabrício Síndice e Vanessa Campanari. Coordenação: Elza Costa. Direção de Produção: Edinho Rodrigues. Realização: Ministério da Cultura e Brancalyone Produções Artísticas.

Serviço
Estreou dia 27 de janeiro de 2017
Teatro FAAP – www.faap.br/teatro
Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 18h
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo
Tel. (11) 3662-7233 / 7234
Duração 120 minutos
Classificação indicativa – 14 anos
Até dia 30 de julho.

*Ingressos:
Sextas R$ 50 e 80 (inteira) | R$ 25 e 20 (meia).
Sábados e Domingos R$ 50 e 90 | R$ 25 e 45 (meia)

Bilheteria quarta a sábado das 14h às 21 e domingo das 14h às 18h
Estacionamento no local

O Jogo do Amor e da Morte estreia 27 de maio em um casarão na Vila Mariana

Foto: VagnerClik

Com texto e direção de Eliseu Paranhos, a peça é encenada na antessala da “Casa dos Fagundes”.

 “O Jogo do Amor e da Morte” busca inspiração em diversas obras literárias para contar a história de um homem (interpretado por Eliseu Paranhos) e de uma mulher (interpretado por Juliana Fagundes), fragilizados e paralisados diante de suas dores. A cada noite um jogo é proposto. Assim, “Os Maias” de Eça de Queiroz, “Giovanni” de James Baldwin e “Olhos Azuis – Cabelos Pretos” de Marguerite Duras emprestam seus personagens para que esses “jogos” se estabeleçam, numa expiação incessante que só acontece à noite – durante os dias os personagens somem, como vampiros.

 

Os espectadores ficam a poucos metros dos atores de forma que uma experiência naturalista é levada às últimas consequências, ainda que elementos distanciadores desafiem esta lógica – como o notebook ligado o tempo todo ou o som de mar intermitente vindo de alto-falantes.

 

Sinopse Curta

 

Um homem contrata uma mulher para lhe fazer companhia por cinco noites. A cada noite um jogo é proposto no qual eles devem representar papéis diferentes, sempre relacionados a amores frustrados e abandonos.

 

Sinopse

 

Um homem contrata uma mulher para lhe fazer companhia por cinco noites durante as quais ela não deve fazer perguntas a seu respeito. A cada noite um jogo é proposto no qual eles devem representar papéis diferentes, sempre relacionados a amores frustrados e abandonos.

 

Os enredos criados remetem a personagens literários de forma que o que é verdade e o que é representação acaba se perdendo em meio aos devaneios e às dores, como num jogo de espelhos.

 

É certo, no entanto, que uma relação íntima e desesperada se estabelece e se fortalece durante esse período, de forma que um último abandono se torna imperativo sem que nenhum deles possa controlar.

 

Sobre o texto inédito de Eliseu Paranhos

 

“O Jogo do Amor e da Morte” é um pastiche cujos autores são, em última análise, os dois personagens da peça. São eles que citam e usam, como inspiração, as obras e autores que lhes convém.

 

O texto tem como fontes os enredos e personagens dos romances “Olhos Azuis – Cabelos Pretos”, de Marguerite Duras, “Giovanni”, de James Baldwin e “Os Maias” de Eça de Queiroz, bem como referências ao filme “Blade Runner”, de Ridley Scott, à música “La Maison Dieu”, de Renato Russo e à peça “Galileu Galilei”, de Bertold Brecht.

 

“Em nossa fábula um homem está chorando em uma praia quando é abordado por uma mulher de olhos azuis, que também começa a chorar. Por algum motivo, o homem a contrata para lhe fazer companhia por cinco noites durante as quais ela não deve fazer perguntas a seu respeito.

 

Noite após noite os dois passam a representar papéis com o propósito aparente de entender e purgar os motivos pelos quais os dois se sentem tão abandonados e com tantas dores.

 

Destes jogos, às vezes lúdicos, às vezes extremamente dolorosos, nasce uma intensa relação fadada a uma interrupção ríspida devido à natureza do contrato que os une”.

 

 

Sobre a encenação

 

Concebida desde o início para ser encenada numa casa, para poucos espectadores, a peça possui inúmeras características que a afastam de uma experiência convencional de teatro.

 

“O cenário é composto pela própria arquitetura e pelos móveis da casa – uma casa da década de 40, localizada em frente ao Instituto Biológico, na Vila Mariana. Nada foi retirado ou colocado. Não há um aparato cênico específico de teatros – equipamento de luz e de som, urdimentos ou nada parecido”, conta Eliseu.

 

A trilha sonora é composta por três canções compostas por Eliseu para o espetáculo e cantadas “à capela” e por um barulho constante de mar, que vem de um notebook utilizado como um elemento cênico.

 

A luz é toda feita pelas luminárias e abajures que fazem parte da mobília da própria casa, por aparelhos celulares e “tablets”, num confronto entre o novo e o antigo.

 

“Alie-se isso ao tom poético e literário do texto e não poderíamos deixar de experimentar uma interpretação que não fosse intimista e radicalmente naturalista, com a encenação flertando mais com a linguagem cinematográfica do que a teatral”, completa Eliseu.

 

Ao espectador resta a sensação quase literal de ser um intruso, um “voyeur”, de ter um olhar privilegiado sobre aquelas veias abertas em que se transformam as pessoas à sua frente, cujas dores são tão intensas que fica difícil decifrar o que é mentira e o que é verdade nas encenações propostas pelos personagens.

 

Sobre a produção

 

“O Jogo do amor e da Morte” foi todo produzido através do empenho de artistas e outros colaboradores sem o uso de nenhuma lei de incentivo ou outro tipo de financiamento.

 

O espaço, ora denominado “Casa dos Fagundes”, foi gentilmente cedido pela família Fagundes.

 

“Eu e Juliana Fagundes produzimos com recursos próprios (e poucos) o que foi impossível conseguir através de apoios. “Lord Lu” – de Luciano Ferrari e Elen Zamith – produziram os figurinos, Paula Di Paoli o design gráfico, VagnerClick fez as fotos e Lena Roque faz a administração. Sem estas parcerias, estas amizades e sem as memórias que estas relações nos proporcionaram este projeto não seria possível.” Explica o diretor.

 

FICHA TÉCNICA

 

Texto e direção – Eliseu Paranhos

Elenco – Eliseu Paranhos e Juliana Fagundes

Cenário – Casa dos Fagundes

Figurino – Luciano Ferrari

Produção de Figurinos – Elen Zamith

Iluminação – Eliseu Paranhos e Juliana Fagundes

Projeto Gráfico – Paula di Paoli

Ilustração Projeto Gráfico – Luciano Ferrari

Ilustração “Casa dos Fagundes” – Pedro Brecheret Fagundes

Fotografia – VagnerClick

Administração – Lena Roque

 

Agradecimentos: Lena Roque, Julio Pompeo, Beto Magnani, Elaine Bortolanza, Ulysses Fagundes Neto, Claudio Marco Antonio, Mauro Casa dos Fagundes, Clarete Paranhos, Mauro Nemirovsky de Siqueira

 

 

 

SERVIÇO

Casa dos Fagundes: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1239 (em frente ao Instituto Biológico) – próximo à estação Ana Rosa do metrô.

Estreia: dia 27 de maio.

Temporada: sábados  às 21h e domingos às 20h.

Duração: 80 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Capacidade: 20 pessoas

Ingressos: R$ 60,00 / meia-entrada: R$30,00– reservas pelo telefone: 993319366 (Vivo)

Até: 26 de agosto

GRUPO ESPARRAMA – FIM?

Foto: Sissy Eiko

Um dos mais famosos grupos de teatro de São Paulo iniciou no dia 01 de maio uma temporada de apresentações no Sesc Pinheiros. Famoso por realizar o Teatro na Janela, no Minhocão, o Grupo Esparrama apresenta agora o espetáculo FIM? que convida crianças e adultos para uma divertida passagem pelo fim do mundo.
 

ESPARRAMA PROPÕE REFLEXÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DOS HUMANOS EM ‘FIM?’


O Grupo Esparrama formado por Iarlei Rangel, Kleber Brianez, Ligia Campos, Luciana Gandelini e Rani Guerra estreou uma temporada no Sesc Pinheiros no dia 01 de maio e agora convida o público para uma passagem pelo fim do mundo, onde só sobraram duas baratas e dois palhaços. Com o sugestivo nome “FIM?” o grupo propõe importantes reflexões sobre os comportamentos da sociedade contemporânea e questiona: afinal, para onde e de que forma nós, os humanos, estamos caminhando?

Em um cenário de destruição, duas baratas festejam o fim do mundo, pois agora o mundo é só delas. Mas de repente, se deparam com dois seres atrapalhados e esquisitos que acreditam que poderão plantar a semente do novo recomeço: dois palhaços. Irritadas com a presença destes seres, elas passam a executar planos mirabolantes e colocar divertidas armadilhas para que assim eles entendam que não tem mais jeito, que o mundo agora é das baratas. De forma leve e divertida, estes palhaços irão percorrer cenários de guerras, desastres, catástrofes provocadas pelos seres humanos e convidarão as crianças para encontrar uma forma de reavivar tudo o que foi perdido.

FIM? é um espetáculo que trata das diversas perspectivas sobre o fim do mundo. Por um viés ecológico, trata da necessidade de recuperar a natureza, da necessidade de pensarmos formas de consumo consciente e sustentável. E trata também do fim do mundo decorrente da falta do encontro do ser humano com o seu outro. Do fim do mundo que acontece pela falta de diálogo, pela ausência de afetos, pela falta de empatia com a dor do outro. Assim como no espetáculo, onde os dois palhaços buscam um local para plantar essa semente do recomeço, o Grupo Esparrama entende que as crianças e o seu território infantil, são um terreno fértil para também plantar sua semente. Com a interação das baratas, com estes dois palhaços, o grupo pretende instigar e provocar o público, propondo que as pessoas se percebam e tentem imaginar-se no lugar do outro, estimulando uma reflexão sobre o momento em que estamos vivendo, como tratamos o nosso planeta, buscando uma convivência mais afetuosa e humana, como cidadãos do mundo.

“Escolhemos falar com as crianças por que sabemos que elas ainda se deixam afetar, ainda se espantam diante das novidades (sejam boas ou ruins). Queremos continuar falando para as crianças, pois temos esperança de que elas possam emprestar seu olhar inquieto para os adultos. Queremos que elas repitam perguntas que pareçam ingênuas, de tão óbvias que são. Queremos que estas questões sejam repetidas por elas, na esperança que um dia os adultos as ouçam de verdade.”, comenta o diretor do espetáculo Iarlei Rangel.

O Grupo Esparrama ganhou notoriedade por trazer arte para o Minhocão e é um dos grandes responsáveis por dar cara nova a esta região do centro de São Paulo. Esparramando cores, arte e muito bom humor, o grupo cativou a população local e atraiu os olhares de pessoas de diversos lugares, que passaram a incrementar seus domingos de lazer, participando as atividades propostas pelo Esparrama.  Após a explosão do teatro na janela, forma como carinhosamente a população apelidou o projeto onde o grupo apresenta um espetáculo de teatro a partir da janela de um apartamento, localizado em frente ao Minhocão, o Grupo Esparrama volta para falar do fim do mundo, mas mantém sua pesquisa com elementos e importantes reflexões sobre a cidade.

Criado em 2012, o Grupo Esparrama, tem como base de sua pesquisa o estudo do palhaço e das estruturas cômicas em suas variadas expressões nas artes cênicas (rua, palco convencional, intervenções, etc.). Com o projeto de teatro na janela, que surgiu em 2013, atraiu os olhares da crítica especializada, da imprensa nacional, internacional e ganhou notoriedade. Com o projeto ainda sendo realizado de forma independente, foi contemplado com importantes prêmios do teatro: Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem (Categoria Revelação – pela direção – e Prêmio Crystal Eco de Sustentabilidade) e o Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro, na categoria Melhor Ocupação de Espaço.

Em 2014 o grupo foi contemplado com o programa Rumos Itaú Cultural e em janeiro de 2015 deu início ao projeto Janelas do Minhocão, que contou com importantes ações de ocupação, como uma temporada com artistas convidados (Esparrama Amigos pela Janela), uma temporada do primeiro espetáculo (Esparrama pela Janela), ciclos de debates no Minhocão sobre arte e cidade e culminou com a criação de seu segundo espetáculo “Minhoca na Cabeça”. Para esse espetáculo o grupo contou com os atores convidados Gabi Zanola, Renato Ribeiro e Vinicius Ramos, integrantes da Trupe DuNavô. Ainda em 2015, na segunda edição do Prêmio Zé Renato, foi contemplado e realizou temporadas de seus dois espetáculos feitos especialmente para o Minhocão: Esparrama pela Janela e Minhoca na Cabeça.

Com um publico participativo desde o seu surgimento, o grupo tem em suas redes sociais um ambiente de troca e conversa com seus seguidores, aproximando as pessoas e proporcionando uma vivência para além dos limites de sua janela física. Por isso, em 2016, o grupo resolveu experimentar outra forma de comunicação, através de um canal oficial no youtube. Em parceria com a produtora Bruta Flor Filmes, o Grupo Esparrama lançou o videoclipe “Bem-te-vi”, gravado com um dos personagens mais carismáticos da janela: A Pomba Cantora.  Além de uma gama de pessoas muito diferentes, o grupo contou com um time de convidados de peso! Entre eles, a cartunista Laerte, o ator Ailton Graça, a atriz Bete Dorgam, os palhaços Raul Figueiredo e Ronaldo Aguiar, Gazi Zanola, Renato Ribeiro, Gis Pereira e Vinicius Ramos, da Trupe Dunavô, entre muitos outros membros de coletivos e grupos parceiros. A Pomba Cantora é um boneco produzido pelo cenógrafo e diretor de arte Jaime Pinheiro, que tem uma história de longa data com o Grupo Esparrama, já que foi o grande responsável pela confecção do principal marco do projeto do Minhocão: a janela azul. Além de ter produzido o boneco Jardineiro, personagem do espetáculo Esparrama pela Janela.

Recentemente o grupo foi contemplado pelo mais importante programa de apoio ao teatro da cidade, o Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, para dar continuidade à pesquisa de intervenção urbana a partir de sua janela.

Mais informações você encontra na página: facebook.com/esparrama

FICHA TÉCNICA

Direção: Iarlei Rangel. Assistente de Direção: Lígia Campos. Elenco: Kleber Bianez e Rani Guerra. Cenógrafa, Figurinista e Aderecista: Marcela Donato. Iluminação: Tulio Pezoni. Dramaturgia e Trilha Sonora: Grupo Esparrama. Músicas Originais: Rani Guerra. Assessora de Imprensa e Comunicação: Luciana Gandelini. Preparação Corporal: Ronaldo Aguiar. Designer Gráfico e Cenário da Guerra: Amanda Vieira. Confecção de Casacos das Baratas: Ana Griz. Ilustrações do Programa: Marina Faria. Fotógrafa: Sissy Eiko. Produção: Lígia Campos e Iarlei Rangel.

GRUPO ESPARRAMA

FIM?

O mundo acabou. Tudo está destruído e só sobraram lixões, campos de guerra, estranhos muros, restos lamacentos de um rio doce e… Duas baratas: Beatriti e Margueriti que, juntas, comemoram este fim.

Elas acreditam que agora o mundo será apenas das baratas. Mas o que elas não sabem é que outros dois seres esquisitos e muito atrapalhados também sobreviveram: os palhaços Batatinha e Nerdolino, que agora perambulam pelo mundo com um mapa, uma semente e muita esperança.

Empenhados em encontrar um novo começo para a humanidade, eles não desconfiam que estão sendo observados pelas baratas, que criarão divertidas armadilhas para “ajudá-los” a entender que o mundo delas é bem melhor sem eles… Será o Fim?

Temporada: de 01 de maio até 04 de junho

Horário: Sempre aos domingos e feriados, em dois horários: às 15h e 17h.
Onde: Sesc Pinheiros – R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05424-150 – Telefone (11) 3095-9400

Duração: 50 minutos
Classificação: Livre para todos os públicos.
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos. Ingressos à venda nas bilheterias da Rede Sesc. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: Credenciados plenos no Sesc: R$ 12 nas três primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 18,00 nas três primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credenciados plenos) e R$ 18 (não credenciados).

Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m