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Chega em Fevereiro às Livrarias o Livro O Iminente Colapso de Boston

12524060_1082362838469910_4364460054862805495_n * Vandi Dogado

Depois do sucesso do livro “O Templo de Aiakos” lançado nos países de Língua Portuguesa pela Chiado Editora de Lisboa e nos países de Língua Inglesa pela editora americana Star Book, lançarei em fevereiro “O Iminente Colapso de Boston” com a chancela da Novo Século Editora. O livro traz novamente a personagem principal o agente da CIA, Patrick Monks, que desta vez se vê encrencado ao ser ameaçado pela Rátio, uma poderosa organização criminal.  Sob pressão para salvar a vida de seu grande amor, Patrick não consegue evitar a chantagem da Rátio e revestido por equipamentos tecnológicos de última geração tenta invadir um prédio subterrâneo do governo americano, mas é surpreendido por robôs gigantes que protegem o espaço. Então, inicia-se uma ferrenha batalha que coloca em risco a população de Boston, pois no subsolo do prédio são realizados testes com urânio e o impacto dos disparos das armas de Patrick e dos robôs podem desencadear uma gigantesca explosão nuclear. Este é o grande mistério do livro, Boston será ou não aniquilada? Embora “O Iminente Colapso de Boston” tenha relações com a história de “O Templo de Aiakos” não é uma continuação do enredo, apenas possui a mesma temática e os mesmos personagens. Espero que o livro repita o sucesso do anterior.

* Vandi Dogado é professor e escritor. 

A lei esquecida e o dano ambiental

     Ariovaldo Caodaglio*

A necessidade de um ajuste fiscal profundo é indiscutível, pois se trata de medida basilar para a retomada do crescimento econômico nacional, por razões já explicadas em profundidade por economistas e especialistas no tema. Contudo, cabe reflexão sobre os critérios nos cortes das despesas, pois há prioridades, como saúde, educação e investimentos em infraestrutura, que não podem ser preteridas, considerando sua alta relevância para a sociedade.

Dentre as demandas mais importantes do Estado neste momento, inclui-se, com certeza, a Lei nº 12.305, de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cuja execução prática é de extrema importância para o meio ambiente, a melhoria da qualidade da vida no meio urbano e a saúde pública dos brasileiros. A sua execução prática assenta-se sobre dois eixos fundamentais: a erradicação dos chamadoslixões, que são um verdadeiro crime ambiental, com a consequente instalação de adequados aterros sanitários; e a logística reversa, que estabelece responsabilidades compartilhadas da indústria, importadores, distribuidores e varejistas na coleta e destinação ambientalmente correta dos chamados restos do consumo (baterias, pneus, lâmpadas, eletrônicos em geral e embalagens, dentre outros itens).

A logística reserva, embora sem contrapartida em proporção adequada do Estado, segue sendo articulada pelas distintas cadeias produtivas. No entanto, a erradicação dos lixões e a implantação de aterros sanitários são assuntos aparentemente esquecidos pelo governo. A extinção dos primeiros, conforme a lei, deveria ter sido concluída em agosto de 2014, mas apenas cerca de metade das cidades brasileiras havia conseguido cumprir. A Câmara dos Deputados, no ano passado, aprovou a prorrogação do prazo por quatro anos, embutindo a matéria em Medida Provisória que tratava de assunto econômico.

O grande obstáculo à erradicação dos lixões é a falta de dinheiro das prefeituras, que precisariam receber aportes federais e estaduais. Porém, se o tema já estava esquecido pelo governo, o que dizer agora no âmbito do ajuste fiscal? As perspectivas são preocupantes, em especial se considerarmos algo sinalizado no recente anúncio do contingenciamento do orçamento da União: o Ministério das Cidades, sob o qual está parte expressiva da gestão da Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi o que sofreu o maior corte: R$ 17,23 bilhões. Assim, se estava difícil para os municípios conseguirem recursos antes, imaginem agora. Pode-se presumir que o prazo será novamente postergado? E como está a fiscalização da lei? Está sendo feita pelo Ministério Público?

A sociedade espera respostas, pois a Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma das normas nacionais mais importantes deste século, pois significa expressiva transformação ambiental das cidades. Alinha nosso país ao que há de mais contemporâneo no cenário urbano mundial, em termos de enfrentamento dos principais problemas de sustentabilidade, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos, prevendo o aumento da reciclagem, reutilização de tudo o que for possível e a destinação adequada dos rejeitos. Ao esquecer a Lei 12.305, o Brasil agrava sua dívida com o meio ambiente.

 

*Ariovaldo Caodaglio, cientista social, biólogo, estatístico e pós-graduado em meio ambiente, é presidente do SELUR (Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo).

LITIGAR MENOS

  • Renato Nalini – Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo

O Governo, sob suas várias exteriorizações, é o maior cliente do Judiciário. Dos 106 milhões de processos em curso, por todos os Tribunais e foros do Brasil, praticamente metade tem pertinência com o Estado. São as execuções fiscais, cobrança de dívida ativa que nunca deveria ser confiada à Justiça, mas mereceria um tratamento administrativo mais eficiente. Funcionar como agência de cobrança não é missão do Judiciário. Até mesmo porque ele é um equipamento dispendioso demais para ser utilizado como cobrador.

Pouca gente sabe que uma execução fiscal gasta cerca de 1.500 reais do povo que sustenta o Judiciário. Cobrança de valor inferior a esse nunca poderia ser submetida à Justiça. No entanto, é o que mais existe. A cada final de ano, tangidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os Prefeitos inundam os Fóruns com milhares de certidões de dívida ativa. Em grande parte, os nomes dos devedores não coincidem, os endereços são falhos, tudo em virtude de cadastro mal feito.

A Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo desenvolveu estudos e recomendou a todos os credores se servissem do Cartório de Protestos para receber o devido. Isso depois de obter junto ao Tribunal de Contas do Estado a aprovação da tese de que o protesto seria legal. Também os Tribunais Superiores sinalizaram nesse sentido. E o Órgão Especial do TJSP encerrou a questão, ao afastar a arguição de inconstitucionalidade da lei permissiva do protesto.

A possibilidade de encaminhamento das CDAs ao Cartório de Protestos é muito mais saudável para o credor, o órgão público que só pode funcionar se cada contribuinte fizer sua parte e recolher o que deve ao Erário. E alivia o Poder Judiciário, sobrecarregado de ações e que não deveria perder tempo com tarefa essencialmente administrativa.

Louve-se a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo que adotou inúmeras estratégias para atuar com eficiência maior e liberar o Judiciário de encargos que o sacrificam e também implicam no sacrifício dos outros jurisdicionados. Pois estes não conseguem ver seus pleitos apreciados, diante da pletora de processos de interesse do Governo.

Por isso é que países mais adiantados têm o seu contencioso administrativo. Não faz sentido que o povo gaste para sustentar o Judiciário e este fique reservado, em grande parcela, para solucionar problemas que mereceriam solução mais rápida e menos dispendiosa na esfera administrativa.

Litigar menos e melhor! Lema da Procuradoria Geral do Estado que deveria ser adotado por todas as Procuradorias das Fazendas dos 646 Municípios Paulistas.

Nada é permanente, exceto a mudança

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Tudo se encontra em constante processo de mudança. O Universo, nosso país, os pensamentos, os desejos, cada célula do corpo, tudo se transforma. Ou seja, o processo da mudança é algo inerente à vida.

Para o Coach Robson Profeta, a mudança coloca todas as pessoas em um novo patamar de suas vidas, mas antes, acaba empurrando-as para locais desconhecidos. “Por não conhecermos as novas situações, somos invadidos pelo sentimento da estranheza, do medo, do estresse, do desconforto e da ansiedade. Mudar não é nada fácil, principalmente quando a mudança não é desejada”, revela.

Segundo ele, a mudança nasce à partir de um “gatilho”. De repente, um agente desencadeador dispara a possibilidade, o interesse e/ou a necessidade da mudança. Para entendê-la, o especialista listou algumas formas distintas de mudança, além da primeira a seguir (que não pode ser classificada como mudança):

Mudança impossível

É a vontade de mudar algo que não pode ser mudado e, portanto, precisa ser aceito. Um exemplo simples: A pessoa tem uma baixa estatura e gostaria de ser alta, ou mesmo ao contrário. Determinadas mudanças são impossíveis, por isto não devemos sofrer querendo mudar algo que não irá mudar e sim aceitar e seguir em frente!

Mudança Involuntária

É aquela que ocorre em função de uma ou mais variáveis que não controlamos, como por exemplo, o falecimento de um ente querido, a demissão do emprego ou o término de uma relação amorosa. Estas situações nos colocam obrigatoriamente no processo de mudança e temos que encarar o fato, passar por ele, tirar proveito e nos tornarmos melhores. Afinal de contas, esses desafios nos lapidam.

Mudança Voluntária Consciente

É aquela que ocorre em função de decisões tomadas e que, “teoricamente”, sabemos a razão pela qual queremos mudar. Alguns exemplos são: Mudar de cidade por causa da violência urbana; casar ou se separar; mudar de trabalho ou de departamento.

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É aquela que foge à nossa consciência, que está escondida no nosso mais profundo interior. Esta mudança é muito confundida com a Mudança Voluntária Consciente, pois, em diversas ocasiões, existe a ideia de que sabemos qual o verdadeiro gatilho que provoca o interesse da mudança. Porém, o consciente da pessoa pode estar pregando uma peça ou mesmo se protegendo, deixando as verdadeiras causas escondidas em nosso inconsciente. Muitas vezes achamos que estamos infelizes em nosso trabalho por questões financeiras e a partir disso buscamos salários melhores. Após algum período, percebemos que a insatisfação é por não fazer o que amamos, ou vice-versa, ou seja, buscarmos o que amamos e inconscientemente estarmos buscando segurança financeira.

Robson ainda afirma que o processo de mudança deve ser visto como algo natural. “Qualquer tipo de mudança pela qual estamos passando, pode nos auxiliar no processo de crescimento. Elanos faz evoluir e empurrar a humanidade adiante”, conclui.

Robson Profeta

Personal & Professional Coach

Site: www.robsonprofeta.com.br

E-mail: rp@robsonprofeta.com.br

Tel:  11  98107-1003

Desarranjo de compadres

Assinei o pedido registrado em cartório e na Câmara Federal para impeachment da presidente. Em nome do movimento que dirijo e da minha consciência, sobretudo. Tem horas que o melhor é nos aborrecer com outras figuras da política. E a presidência da Câmara Federal, terceiro autoridade pública a assumir a presidência da República na falta do vice-presidente, precisa ser trocada. A quantidade de acusações noticiadas pelos vazamentos via imprensa exige o afastamento de quem deveria conduzir a Nação e liderar sem qualquer nódoa o Poder Legislativo. Aqui, transformam o escândalo em razão para a fortalecimento da politicalha.

O Partido dos Trabalhadores, desconfiavamos, desbotou seu vermelho desde sua primeira conquista presidencial. Abraçou o PMDB e a maioria dos partidos que nasceram da lei que transforma bandeiras políticas em balcão de negociatas. A aliança com bases no oportunismo de ocasião representava o selo de governabilidade que o PT sempre buscara. O PT, por favor admitam, desceu à fossa para qual odor sempre apontou um tipo de J´Accuse, matreiro, sabemos hoje.

O PT mensalou para manter maioria no Congresso, enquanto o PMDB irrigava, com recursos públicos, os inúmeros currais eleitorais que garantem a eleição de uma das maiores bancadas do Congresso e nos quais vários integrantes são citados como beneficiários desta, repito, irrigação irregular de dinheiro nos esquemas investidados a partir de Curitiba.

Mas este tratado de dilapidação de recursos públicos para fins a serem explicados começou a ter maiores problemas. Aliás, como tudo que envolve politiqueira. Ninguém prestou muita atenção, mas a desavença começou quando o PT tentou emplacar decreto que previa a criação de conselhos populares para, dentre outros objetivos vagos, “consolidar a participação social como método de governo”.

Na Ciência Política, sabe-se que a criação de conselhos é estratégia para falsear a representatividade de diversos setores da sociedade. E que tal sistema, a exemplo da Venezuela, pode retirar poder dos representantes eleitos no Executivo e no Legislativo e transferi-lo a membros da sociedade civil tais como coletivos, movimentos sociais e outros grupos tradicionalmente amigos do PT.

Os conselhos foram repudiados por parte da sociedade e pelos deputados, mas o PT necessitava “construir hegemonia na sociedade”. Precisava para isso submeter o Congresso, tinha inclusive que dominar o seu até então aliado. As tentativas petistas de diminuição do poder do PMDB foram várias, aventaram a criação de novo partido para atrair parlamentares do PMDB, excluíram o “amigo” de vários ministérios, disputaram o controle do Senado e da Câmara.

A aliança estremeceu. O ensaio do PT falhou, o PMDB conquistou as duas Casas do Congresso e ainda colocou na presidência da Câmara inimigo histórico do PT, Eduardo Cunha.

Poderia ser apenas mais um pequeno desarranjo entre compadres a ser “tradicionalmente” resolvido, mas a desaprovação popular acompanhada por vários pedidos de impeachmentcolocaram o mandato de Dilma em risco. A fatura dessa vez foi muito alta, pois, caindo Dilma – pelos votos do Congresso -, assume o seu vice – Michel Temer – que é do PMDB. O PT teve de entregar seus principais ministérios ao amigo habitual.

Para fraturar o PMDB, foi-se à caixinha das maldades do mercado de informações, no qual tudo de sabe e se guarda para o melhor momento da venda e troca que é a política. A pressão veio pelas denuncias contra Cunha, apresentadas de maneira célere. Agora, o presidente da Câmara, que autorizaria o início do impeachment de Dilma, também está com seu mandato em risco.

Os dois lutam por sua sobrevivência política, enquanto que parte do PMDB quer manter ministérios conquistados, parte quer o controle do Brasil. Novas alianças e ataques são diariamente feitos, mas o que acontecerá dependerá do abraço ou mata-leão que os sempre amigos Dilma e Cunha, PT e PMDB se derem. Este é o Brasil, governado pela ocasião das alianças.

Enquanto isso, um brasileiro morre assassinado a cada onze minutos; aguarda-se até onze horas para ser atendido nos hospitais públicos e umas três nos privados; um quinto das residências deste país tem gente que não trabalha; as vendas caem em todos os setores; e querem aumentar impostos para garantia das benesses de quem está no Poder.Patrícia Bueno MEB

 

 

Por Patrícia Bueno, mestre em Direito Político e Econômico e diretora-executiva do Movimento Endireita Brasil (patriciabuenobr@gmail.com)

Cidadania Honorária

José Renato Nalini* 

 

Aprendi com o Desembargador NEREU CESAR DE MORAES, a quem assessorei quando presidiu o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que a maior distinção a ser conferida por uma cidade a um forasteiro é conferir-lhe a cidadania honorária. Isso significa chamá-lo conterrâneo, semelhante, igual ou até irmão. Honra maior não há.

Por isso é que não me recuso a aceitar a honraria que muitos municípios de São Paulo tributam ao transitório Presidente do Tribunal de Justiça. Não é a pessoa em si a merecer homenagem. É, na verdade, uma Corte de Justiça que é a maior do Planeta, sem que se vanglorie disso. Não há Tribunal no mundo com 50 mil funcionários, 2501 magistrados e 26 milhões de processos!

Um Tribunal que tem 141 anos e já se prepara a celebrar seu sesquicentenário, com o projeto do Resgate da Memória, uma Agenda 150 anos destinada a reverenciar os grandes vultos que fizeram do TJSP essa instituição gigantesca, empenhada em aceitar o repto contemporâneo que reclama eficiência.

Foi pensando na eficiência que se ousou implementar o Projeto 100% Digital. Até final de 2015, todas as unidades judiciárias do Estado de São Paulo estarão preparadas para receber peticionamento eletrônico e para fazer tramitar virtualmente os processos que forem iniciados.

Até o momento, cerca de 82% das unidades já estão informatizadas. Esforço hercúleo de muitas pessoas. 44 mil funcionários capacitados a atuar no espaço digital, com abandono gradativo da cultura analógica.

Vislumbra-se um período alvissareiro para a Justiça de São Paulo. Não haverá mais necessidade de prateleiras, nem de arquivos, nem de manuseio com papel, função praticamente insalubre, pois o papel armazena ácaros, micro-organismos e outros elementos nocivos. As unidades judiciais serão agradáveis, ambientalmente sedutoras, assegurando ao pessoal interno e ao jurisdicionado outra paisagem, muito mais receptivas do que hoje.

Essa a mensagem que o Presidente do Tribunal de Justiça leva ao interior, quando se vê cercado do carinho da gente boa e simples que acredita e confia na Justiça e que saúda o chefe do Judiciário com a simpatia característica das pessoas boas.

Simultaneamente, venho colhendo as melhores impressões de um povo que continua a trabalhar e a fazer sua parte, independentemente da crise polimorfa que assola o Brasil. Em cada cidade uma recepção cativante, o estímulo tão essencial num momento em que administrar carências desgasta e deprime.

Por isso não recuso cidadanias e me orgulho de ser cidadão de municípios nos quais não tive o privilégio de nascer, mas que me oferecem carinho, amizade e respeito à Justiça.

Isso é bastante em tempos turbulentos como os ora vivenciados.

 

José Renato Nalini é presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo     

Estamos em guerra e ninguém sabia

                                      Sidney Anversa Victor*

            O Brasil do mensalão, do petrolão, do cartel do metrô, da irresponsabilidade fiscal, dos juros e impostos exorbitantes, das leis trabalhistas anacrônicas e outros desmandos é também a terra do desrespeito à Constituição. Triste exemplo disso é a bitributação de produtos gráficos, há quase 40 anos, a despeito de centenas de tentativas de diálogo com o poder público, projetos de lei e promessas vazias. O setor é vítima de uma inconstitucionalidade, pois a Carta Magna proíbe que o mesmo fato gerador seja taxado com impostos diferentes.

Há produtos gráficos, porém, que seguem sendo tributados com o ICMS (Imposto sobre a Circulação e Mercadorias e Serviços), de competência estadual, e o ISS (Imposto sobre Serviços), municipal. É o caso das embalagens, cujas fábricas produzem uma mercadoria, utilizada como insumo em distintas cadeias produtivas e, portanto, inserida nos preços dos produtos que as utilizam. Elas são vendidas pelas gráficas fabricantes às distintas indústrias (medicamentos, cosméticos, alimentos etc.), que as utilizam para fazer seu produto chegar ao mercado. Devem, portanto, pagar o ICMS.

O exemplo mostra o quanto é descabida a bitributação dos produtos gráficos. O ISS deveria ser cobrado somente nos impressos destinados ao consumidor final, como cartões de visita, convites de casamento, talonários em geral, catálogos de produtos e cartazes promocionais. O ICMS deveria tributar apenas os direcionados ao consumo na industrialização, tais como rótulos, etiquetas e embalagens. O mais grave é que os itens bitributados são justamente os que se agregam a produtos importantes nas distintas cadeias de suprimentos, agravando o seu custo: rótulos, etiquetas, embalagens, bulas de medicamentos e manuais de instrução em geral. Como se percebe, o problema não prejudica apenas a indústria gráfica, mas também atividades cruciais. Mais do que isso, atenta contra o consumidor.

A bitributação contraria princípios da Constituição, que prevê apenas duas exceções nas quais se pode praticá-la: a primeira refere-se a pessoas físicas ou jurídicas com presença em mais de um país, podendo ser taxadas em cada um deles, conforme suas legislações. Este, porém, não é o caso da grande maioria das gráficas, cujas operações limitam-se ao território nacional.

A segunda possibilidade de cobrança dupla de impostos prevista na Constituição é guerra externa. É tão absurda a continuidade da bitributação e autuação de gráficas, como vem ocorrendo no Estado de São Paulo, que tudo, então, é possível! Vai ver que estamos em guerra e ninguém sabia… Isso explicaria esse desrespeito tão longevo à Lei Maior brasileira. As duas hipóteses, acreditem, são absurdas na mesma proporção.

A bitributação envolvendo a cobrança de ICMS e ISS preocupa cada vez mais o setor gráfico. É que várias empresas continuam sendo multadas em municípios como São Paulo. Trata-se de algo descabido, pois já se demonstrou à exaustão às autoridades competentes do Estado, da prefeitura e da União, bem como ao Congresso Nacional, a inconstitucionalidade e o caráter obsoleto desse desmando tributário. Chega-se à conclusão de que há sim uma guerra, não externa, mas mantida pelo Estado contra quem produz e trabalha. É um bombardeio sem tréguas, como a reoneração da folha de pagamentos das empresas e ameaças de mais aumentos da carga tributária, tudo financiado pelos impostos pagos pela sociedade.

*Sidney Anversa Victor é presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica-SP (Abigraf Regional São Paulo).

A importância da correta alimentação nutricional da criança

A preocupação com a alimentação das crianças deve iniciar-se desde a gravidez, quando a criança ainda é um pequeno feto em desenvolvimento na barriga da mãe.
Sem orientação especializada de nutricionistas, a preocupação de muitas mães em preencher a necessidade nutricional da criança muitas vezes as leva ao erro de tentar inserir alimentos complementares antes do tempo certo.
Um estudo feito pela Universidade Federal de Pelotas (RS) com crianças de até 12 anos revelou que a maioria delas apresentou inadequações alimentares no primeiro ano de vida, principalmente relacionadas à amamentação. Os dados do estudo foram publicados na Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. O índice de amamentação constatado foi de 95,4%, porém, o período de amamentação foi inferior ao período mínimo necessário para assegurar uma melhor saúde para a criança, com alto índice de introdução precoce de alimentos complementares. Isso, naturalmente, não é benéfico para a criança, que fica exposta a problemas posteriores como a obesidade infantil.
Uma criança obesa tem cerca de 40% de chances de se tornar um adulto obeso, e doenças como diabetes e hipertensão e aumento nas taxas de gordura do sangue podem ser fatores que caminham lado a lado com a obesidade.
O ideal é que as crianças sejam amamentadas apenas com leite materno até os seis meses de idade. Segundo especialistas, alimentos complementares antes dessa idade não trazem nenhum benefício ao bebê, pois o leite materno tem todos os nutrientes necessários para que a criança se desenvolva. Outros alimentos dados antes do tempo podem provocar diarreias, bem como desnutrição, hospitalizações por doença respiratória e mais idas ao hospital que poderiam ser evitadas, pois o organismo das crianças não está preparado para esses alimentos.
Para saber mais sobre o assunto e conversar com nossos especialistas entre em contato conosco:
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Governo do “morde e assopra” não busca solução para redução dos gastos públicos

*Por Reginaldo Gonçalves

Parece que assistimos todos os dias à mesma novela. De um lado o Ministro da Fazenda discutindo com o Ministro do Planejamento para ver quem tem mais poder na condução do sistema econômico e de outro lado a política fragilizada de um governo que faz uso das pedaladas clássicas ou da contabilidade criativa para reduzir gastos que vão atingir alguns projetos sociais. Lembrabdo que os projetos sociais foram a prioridadeda campanha da atual presidência.

Infelizmente com o déficit primário estabelecido no orçamento – o que para a população é a mesma coisa que dizer que não terá dinheiro para arcar com todos os gastos, só que com uma diferença primária – as pessoas apertam os cintos e reduzem gastos, ou ainda procuram outras alternativas de renda produtiva para sobreviver.

O problema é que o governo somente pensa em taxar a todos de maneira direta e indireta. O objetivo é manter a mesma estrutura de gastos e ainda com risco de serem majorados por inércia da própria política, aumentando o gasto público e estabelecendo metas impossíveis para as empresas, que agonizam com seu fluxo de caixa cada vez mais difícil e com o aumento dos juros sobre os empréstimos.

Pensar em alternativas de redução de cargos comissionados e corte de ministérios parece ser mais difícil do que aumentar tributos e cada vez arrecadar menos em virtude do encerramento das atividades das empresas ou da redução de investimentos dos empresários no setor produtivo. Para muitos, o mercado financeiro acaba sendo a saída natural para remunerar o capital investido do que colocar em risco o dinheiro e ver seus investimentos sairem pelo ralo.

O que o governo e sua equipe vêm fazendo é jogar com a população e empresários o aumento de tributos e testar a paciência de todos. Se existem críticas por parte dos empresários e da população, o governo volta atrás e fala que a ação não é dele, mas sim de sua equipe, para não delapidar ainda mais sua imagem desgastada por falta de transparência e problemas econômicos que foram mergulhados em uma política socialista sem alicerces. Uma situação que fica difícil de ser revertida em virtude de compromissos políticos.

O déficit orçamentário é ainda maior do que o que foi apresentado. Os R$ 30,5 bilhões não abarcam o compromisso de pagar os juros da dívida pública – o que será um desafio para os próximos anos. Enquanto o governo mantiver a política do “morde e assopra” não resolverá os problemas pontuais que cercam a política econômica e enfraquecerá seu ministro. Além disso, corremos o risco de ver a nota do Brasil ser rebaixada pelos Institutos de Avaliação de Risco, encarecendo mais ainda os empréstimos.

 

*Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM)

Porque fazer psicoterapia?

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Antes de entender por que você talvez precise de terapia, vamos compreender o que é a psicoterapia? Ele é um atendimento realizado por um psicólogo dentro do consultório. A psicoterapia pode ajudar pessoas de todas as idades, isso mesmo, desde bebês até os idosos, a viver de forma mais saudável.

A psicoterapia acontece através do dialogo e da relação entre a pessoa que pede ajuda e o psicólogo, tudo isso baseado em uma ciência, a psicologia. O acolhimento, o sigilo e a escuta sem julgamento faz da psicoterapia um momento para falar abertamente com alguém que irá te ajudar a pensar e achar o melhor caminho.

A psicoterapia é para quem possui transtornos graves, assim como para quem está vivendo um conflito interno pontual. Cada pessoa sabe o quanto sofre, o quanto a sua questão o faz penar, não existe dor maior ou menor, o que existe é a sua dor que precisa ser ouvida.

Sendo assim quem vem na psicoterapia não é louco, mas é alguém que está passando por dificuldades, sejam elas pontuais ou não. As dificuldades podem ser emocionais como: crise no casamento, dificuldades em tomar decisões, traumas emocionais, dificuldades em lidar com pessoas, choro fácil, sensibilidades e irritabilidades, dificuldade em namorar, dificuldade em decidir qual carreira seguir. Dificuldades comportamentais: medo de falar em público, explosões de raiva, timidez, fobias, compulsão por comida. Dificuldades cognitivas: pensamentos depressivos ou de suicídio, sensação de estar sendo perseguido, ansiedade, etc.

Quando se trata de crianças elas podem apresentar um atraso no desenvolvimento, dificuldade de separação dos pais em especial da mãe, dificuldades na escola, etc.

Ao menos uma vez na vida todos nós podemos passar por essas situações e para esses momentos procure um psicólogo.

Elizangela Barbosa do Nascimento é psicóloga especialista da infância pela Universidade Federal de São Paulo.

Contato: elizbn@ig.com.br – Atendimento em Carapicuíba.