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As Duas Colunas da Avaliação Mercadológica

A Prerrogativa do Corretor de Imóveis opinar com arrimo da Lei nº 6.530/1978, sem dúvida, é costumeiro em qualquer forma de intermediação imobiliária. Nesse seguimento, as duas colunas da avaliação mercadológica se mantem por intermédio das atividades extrajudiciais e judiciais, ambas amparadas pela aptidão do Corretor de Imóveis, segundo a Resolução do COFECI nº 1.066/2007:

“Art. 6º – A elaboração de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica é permitida a todo Corretor de Imóveis, pessoa física, regularmente inscrito em Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

Parágrafo Único – A pessoa jurídica regularmente inscrita em Conselho Regional de Corretores de Imóveis pode patrocinar a elaboração de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica, chancelado por corretor de imóveis, pessoa física, nos termos deste artigo.”

Vale considerar a cautela da utilização do Selo do COFECI e a sua relevância evidente nos artigos 8º à 11º da Resolução 1.066/2007, garantindo autenticidade, estabilidade ao trabalho e a plausibilidade do arquivamento para fins de fiscalização, bem como segue:

“Art. 12 – O Corretor de Imóveis Avaliador deverá manter em arquivo, por 05 (cinco) anos, cópias do Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica, da Declaração de Avaliação Mercadológica e do vinculado Selo Certificador, os quais deverão ser apresentados, se e quando solicitados pelo Conselho Regional, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis.”

O PTAM é um documento feito mediante análise do mercado com a finalidade de determinar o valor do imóvel, inquestionavelmente, reconhecido como o objeto que serve para suprir a necessidade das partes envolvidas em demanda extrajudicial e judicial, sendo realizado em consonância com a normatização estabelecida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre Avaliação de Imóveis, série NBR 14.653. Desse modo, apresenta as seguintes definições sobre o assunto:

“Parecer Técnico: Relatório circunstanciado ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade.

Perícia: Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica, para averiguar e esclarecer fatos, verificar o estado de um bem, apurar as causas que motivaram determinado evento, avaliar bens, seus custos, frutos ou direitos.”

Referente a avaliação extrajudicial, mais conhecida como avaliação particular para pessoa física e pessoa jurídica, as partes envolvidas na compra, venda, permuta e locação de imóveis contratam profissionais habilitados para garantir a segurança e eficácia durante a tratativa do negócio.

Tratando de avaliação judicial, por meio de pesquisa realizada do Recurso Especial nº 277443 STJ de 2002, teve um relevante reconhecimento no âmbito judicial, a Justiça de Santa Catarina resolveu que a avaliação de imóveis não demanda conhecimentos específicos de engenharia, arquitetura ou agronomia, nem é ato privativo desses profissionais.

Afinal, seguindo sempre avante para que não reste dúvida sobre a competência legal do Corretor de Imóveis em elaborar e assinar Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica – PTAM, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região – Distrito Federal (TRF/DF) emitiu o acórdão nº 0010520-92.2007.4.01.3400 de 2.010, negando provimento ao recurso de Apelação Cível do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) em face ao COFECI (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), confirmando a competência legal do Corretor de Imóveis em avaliar imóveis.

 

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Perito Avaliador de Imóveis
CNAI-COFECI nº 7.225
CRECI-SP nº 69.455-F

 

 

 

 

A Relevância da Ética no Mercado Imobiliário

 

 

Nos dias atuais, com cautela, não podemos deixar de lado o conceito de ética e nem ignorar o tema no exercício profissional, diante da expansão do setor imobiliário.

Então, a relevância da ética no mercado imobiliário está nítida no artigo 2º da Resolução do COFECI n.º 326/92, bem como segue:

“Art. 2°- Os deveres do Corretor de Imóveis compreendem, além da defesa do interesse que lhe é confiado, o zelo do prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica das transações imobiliárias.”

Vale ressaltar que, na década de 60, foi criado o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (COFECI) e os Conselhos Regionais (CRECI´s), a Lei 6.530/78 e seu decreto regulamentador nº 81.871/78, sendo os principais pilares da nobre profissão, ambos fundamentais para a origem do Curso Técnico em Transações Imobiliárias (T.T.I.).

Desde então, com o empenho incessante da classe e o trabalho eficaz da fiscalização dos CRECI´s, passou a ser inadmissível o exercício ilegal por pseudoprofissionais no Brasil.

Com isso, a Resolução de cunho Federal n.º 326/92, dispõe que os Corretores de Imóveis devem atuar com zelo, imparcialidade, transparência e observar os critérios necessários para o progresso da categoria.

Contudo, salvo melhor juízo, a partir do ano 2000, diante do aumento de ingresso de profissionais na área, foram criados os primeiros cursos superiores de graduação tecnológica de Ciências Imobiliárias e Gestão Imobiliária. Porém, o Curso Técnico em Transações Imobiliárias pode ser feito em escolas, na modalidade presencial e ensino a distância (EaD).

O possuidor deste certificado poderá requerer a inscrição no Conselho de Corretores de Imóveis, após o deferimento e recebimento da carteira de identidade profissional estará apto para intermediar a compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária.

Em suma, os Corretores devem entender que a ética consiste no conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.

 

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Perito Avaliador de Imóveis
CNAI-COFECI nº 7.225
CRECI-SP nº 69.455-F

A influência da Avaliação na Negociação Imobiliária

antonio-carlos-oliveiraImprescindível! Essa é a melhor forma de definir a influência da avaliação na negociação imobiliária, porque profissional que se preze não pode desconhecer os requisitos necessários para opinar quanto ao valor do bem.

Portanto, na execução do trabalho, a regularidade do documento em face ao registro de imóveis merece muita cautela, em conformidade com a Lei de Registros Públicos nº 6.015/73, que visa assegurar a autenticidade dos fatos, como exemplo o título de propriedade por meio da matrícula. Com isso, o ponto a ser considerado é que, costumeiramente, algumas avaliações não são realizadas por Corretores de Imóveis, (E SIM POR AVENTUREIROS, PSEUDOPROFISSIONAIS). Diante do atual cenário do mercado imobiliário, alguns proprietários de imóveis não contratam o trabalho de um profissional especialista para realizar a avaliação. Por isso, normalmente, há um tempo maior para a concretização do negócio e o imóvel desocupado gera muita despesa.

Vale ressaltar que, sem falso juízo de valor, o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica – PTAM – deve ser assinado por um Corretor de Imóveis, conforme a Lei nº 6.530/1978, que disciplina e regulamenta o exercício da profissão e o Decreto nº 81.871/1978, que exige que o profissional possua título de Técnico em Transações Imobiliárias – TTI´ e artigo 6º e Parágrafo Único da Resolução 1.066/2007.

Contudo, conclui-se que é prudente a contratação de profissional inscrito no CRECISP, e com registo no CNAI (Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis) exercendo com zelo a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis para um resultado eficaz do negócio.

                                                        ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA 
                                                                       Perito Avaliador de Imóveis 
                                                                             CNAI-COFECI nº 7.225 
                                                                             CRECI-SP nº 69.455-F

 

Formação para crescer

Luiz Gonzaga Bertelli*

13 de maro de 2015 S‹o Paulo - SP Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE Cliente: CIEE Fotos: Jeff Dias - www.jeffdias.com.br

13 de maro de 2015
S‹o Paulo – SP
Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE
Cliente: CIEE
Fotos: Jeff Dias – www.jeffdias.com.br

Chegar à universidade é o sonho de muitos jovens que, por problemas financeiros acentuados pela crise econômica, têm de adiar a continuidade dos estudos. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um dos mecanismos do governo federal para auxiliar na inclusão desses estudantes nos cursos superiores. Por isso, a prova vem, a cada ano, ganhando mais e mais importância na vida dos adolescentes.

Para se dar bem na avaliação nacional e marcar uma pontuação que garanta vaga, principalmente nas universidades públicas, os jovens precisam se preparar com eficiência e inteligência. Devem ficar atentos a temas da atualidade – acompanhando o noticiário de jornais, revistas, portais da internet e telejornais – e trabalhar incansavelmente os assuntos clássicos que fazem parte da grade disciplinar do ensino médio.

Para ajudar no objetivo principal deles, o CIEE oferece aos estudantes o curso gratuito Dicas para o Enem, com aulas pela internet disponíveis também para smartphones, num formato que possibilita a adição contínua de novas aulas, a cada semana, elaboradas a partir de pesquisas e feedbacks das escolas. Os conteúdos abrangem cinco áreas de conhecimento: linguagens, ciências da natureza, ciências humanas, matemática e redação.

Acompanhando as aulas toda semana, os jovens terão um importante instrumento para auxiliá-los a entender temas dos simples aos mais complexos, podendo tirar dúvidas e aprofundando-se em algumas matérias como Alterações climáticas e suas consequências, Aquecimento global, Interpretação de texto – espanhol, Interpretação de texto – inglês, Advérbio e locução adverbial, Uso do hífen, entre muitas outras. Estão disponíveis 55 cursos no portal CIEE (www.ciee.org.br) e as inscrições são gratuitas.

Com a experiência de 52 anos na inclusão de jovens no mercado de trabalho, o CIEE presta mais uma vez assistência filantrópica para os jovens que não podem se valer de cursos alternativos para aprimorar seus conhecimentos em relação ao Enem. Com isso, reforça democraticamente as oportunidades para que estudantes de todas as regiões do país possam competir de igual para igual, em busca de acesso a uma educação qualificada para se transformarem em profissionais competentes e protagonistas futuros do nosso desenvolvimento econômico.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Eleições direitas já!

Professor Flaudioartigo _ Professor Flaudio

A comissão executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) realizou na última semana sua primeira reunião após o golpe que afastou do executivo o governo da presidenta Dilma Rousseff. Após o encontro, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, recebeu a imprensa na sede do partido e afirmou: “Diante de um governo que não tem voto, que usurpa o poder, que assalta o poder, achamos que a única maneira de reestabelecer a democracia é através do voto popular”.

A prioridade do PT, neste momento, é retomar a ordem democrática e barrar um projeto de desmonte das conquistas sociais que havia sido rechaçado nas eleições presidenciais de 2014. Os caminhos devem ser a intensificação das mobilizações populares para reforçar a rejeição ao golpe e a viabilização de eleições diretas para o executivo o quanto antes. Para o nosso partido, o que ocorreu nesta semana é um golpe para destruir conquistas sociais.

Com a votação do afastamento de Dilma pelo Senado, ruas de todo o país foram ocupadas com manifestações pela democracia. Apesar de a maior parte dos participantes protestar pacificamente, policiais militares têm reprimido de forma brutal os atos. Principalmente, o governo truculento de Geraldo Alckmin. Em São Paulo, o excesso policial causou a perda da visão de um olho na militante do Levante Popular da Juventude, Deborah Fabri, no dia 31 de agosto.

É contra esse estado de coisas que o PT continuará lutando.  Vamos continuar lutando pela manutenção das conquistas sociais. Além disso, em período eleitoral, devemos nos lembrar que maioria das conquistas alcançadas nos últimos 12 anos, nas cidades da região, se deve a recursos do Governo Federal, do Governo Dilma. Temos candidatos do Partido dos Trabalhadores que disputam uma vaga ao Executivo e à Câmara Municipal que podem legitimamente representar a população. Pense em todas as conquistas alcançadas na hora de votar!

Professor Flaudio (PT) é diretor estadual da Apeoesp e vice-prefeito de Itapevi (SP)

Educar sem bater

2.3_Artigo Elizangela

Elizangela Barbosa do Nascimento *

Infelizmente para algumas famílias bater nos filhos é sinônimo de educar, alguns minimizam dizendo que é só uma palmadinha, e que isso nem dói. O que essas famílias não levam em consideração é que, uma palmada, que não dói em um adulto pode sim doer e muito em uma criança. Pensamos juntos, quando um homem da um tapa em uma mulher isso é um absurdo! Eles são maiores e mais fortes que uma mulher, uma covardia! Agora porque uma mulher ou um homem que bate em uma criança não é covardia também?

Bater é um ato de desespero, o ser humano vai para a agressão quando não sabe lidar com a situação. Sendo assim, quando você bate e o seu filho te obedece ele tem medo e não respeito por você. Muitas vezes as crianças nem sequer entendem porque estão sendo castigadas, só sabe que aconteceu alguma coisa pelo qual seus pais não as amam. Isso mesmo, muita crianças associam o apanhar a falta de amor dos pais e não a algo que fizeram de errado.

Para educar um filho você precisa de paciência e perseverança. As crianças nem sempre aprendem na primeira vez que os pais falam, será preciso falar de forma clara o que elas fizeram de errado e como deveriam ter sido feito. Mostre para os seus filhos que você é uma pessoa equilibrada e que tem sabedoria afina,l o que você quer que os seus filhos sintam por você admiração ou medo?

Você ainda pode pensar, eu fui criado assim, porque não posso criar meus filhos do mesmo jeito? O mundo mudou muito, mesmo que você queira não é possível criar os filhos da mesma maneira que você foi criado. Além do mais um pai quer o melhor para o seu filho e assim vamos evoluindo deixando para traz um comportamento primitivo.

Mudar não é fácil, mas é possível. Se você tem duvida da melhor forma de educar os seus filhos procure ajuda, procure um psicólogo.

 

*Elizangela Barbosa do Nascimento – Psicóloga Pós graduada pela Unifesp – atende em Carapicuíba. Email: elizbnascimento@hotmail.com ou facebook Elizangela Barbosa do Nascimento – Psicologa.

Quando a criança quer dormir na cama com os seus pais?

2.3_Artigo Elizangela

*Elisangela Barbosa

Dormir na cama dos pais pode ser prazeroso para as crianças e cômodo para os pais, mas essa pratica traz risco para o bebê que pode ser machucado pelos pais ou até mesmo sufocado. Quando se trata de crianças maiores, além do desconforto físico onde todos ficam apertados e tem o sono prejudicado,pode ocorrer um prejuízo emocional.

Dividir a cama com os filhos pode deixá-las mais dependente. A hora de dormir é entendida pelas crianças como a hora de separar-se dos pais, dos brinquedos, e de tudo o que poderia estar fazendo. Por isso, elas vão deitar-se  sempre protestando. Ajuda-las a lidar com essa separação fortalece as para que possa ter mais autonomia para resolver as suas questões para a vida.

Para ajudar a criança neste processo é necessario rotina. É preciso ficar claro para a criança que o lugar dela dormir é na cama dela, então não pode dormir hoje na cama dela e amanhã na cama dos pais. Deixe a criança montar a sua caminha escolher o lençol, o ursinho, a matinha que gostará de dormir. A rotina para dormir pode levar até uns 30 minutos entre o banho, a troca de roupa, limpeza dos dentes, historias e enfim o sono.

Quando a crianca tem pesadelos elas geralmente vão a cama dos pais, nesta hora é recomendado que os pais as leve de volta a cama e as acalme. Assim ensinará seu filho a enfrentar os problemas dizendo que você estará do lado dele. Caso esse processo seja muito dificil para as crianças ou para os pais procure um psicólogo nos podemos te ajudar.

 

*Elisangela Barbosa é Psicologa em Carapicuíba e atende a região – Contato: elizbn@ig.com.br

Depressão pós-parto, quando a chegada do bebê não alegra a mãe

2.3_Artigo Elizangela

*Elizangela Barbosa

A chegada de um bebê na família costuma causar muita alegria, até mesmo para as situações mais difíceis, quando não houve um planejamento ou até mesmo, quando todos os planejamentos não deram certo. A verdade, é que somos programados para nos derreter na frente de um bebê. E quando essa felicidade não alcança a mãe? Ela pode estar sofrendo de depressão pós-parto.

Após o parto é comum algumas mulheres apresentarem sintomas de tristeza, desespero e até crises de choro. Isso acontece devido às alterações hormonais que ocorrem logo após o parto. É muito difícil a mãe perceber que está sofrendo com esses sintomas, o papel materno ainda vem com muitas cobranças,  por isso a família e os amigos são muito importantes nesse momento. Eles poderão ajudar nos cuidados com o bebê para que a mãe consiga realizar outras atividades como descansar ou cuidar dela mesma. Esses sintomas devem desaparecer em alguns dias, e logo a mãe consegue aproveitar melhor esse momento.

A mãezinha precisará de mais cuidado, quando esses sintomas se intensificarem o sentimento de tristeza, o humor deprimido ou desespero constante ou, não sentir prazer na maioria das atividades diárias. Além da alteração de sono (para mais ou para menos) e alteração de apetite (também para mais ou para menos). Também pode ocorrer uma inquietação e dificuldade para se concentrar.  Um sintoma muito preocupante e grave na depressão são os pensamentos de morte que podem se referir a ela mesma ou ao bebê.

Se você está se sentindo deprimida ou desconfia de alguém que está assim após o nascimento do bebê. Converse com o seu médico pode ser o ginecologista, o obstetra, o endocrinologista e o psicólogo. Quanto mais cedo começar o tratamento, mais tempo terá para aproveitar a vida com o bebê.

*Elizangela Barbosa é psicologa em Carapicuíba.

Mulher: Aqui jaz o sexo frágil!


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Não, a mulher não é o “sexo frágil”. Também não é o “segundo sexo”. O que coloca as mulheres na situação de fragilidade e numa suposta segunda posição da fantasiosa hierarquia dos gêneros é a cultura do machismo e do patriarcalismo.

Por isso, é importante termos discussões voltadas especificamente para as mulheres, a fim de que elas se conheçam cada vez mais, assumam seu protagonismo na vida, na sociedade e em si mesmas. Para que elas tenham as mesmas condições que nós, homens, de tomar as rédeas das suas vidas sem precisar ser à sombra do gênero oposto.

VENCENDO BARREIRAS E CONQUISTANDO SEU ESPAÇO

É claro que debater a saúde da mulher, nesse sentido, é compreender um pouco também de uma “saúde social” que envolve a cultura do nosso povo. Segundo ranking anual do Fórum Econômico Mundial, o Brasil avançou 20 posições em termos de igualdade de gênero, saindo da 82ª para a 62ª posição, entre 135 países pesquisados.

O aumento da participação feminina em cargos políticos e em sistemas educacionais são os principais responsáveis pela melhoria do índice.

“Isso é coisa de homem e isso é coisa de mulher” diziam (dizem) os pais. Esses ensinamentos de infância refratam a realidade do trabalho e nos faz compreender porque, até hoje, raramente vemos mulheres operando máquinas, e, quando vemos, chamamos a imprensa para fazer uma reportagem, já que se torna a algo incomum, exótico, extraordinário.

Dentro desse contexto, exaltemos a personalidade transgressora da mulher e incentivemos os homens a não terem medo de pisar no solo tido como feminino. Podemos caminhar por todas essas representações, experimentá-las, nos identificarmos com elas – ou não – e construir uma identidade própria. Permita-se!

Por José Roberto Marques

A DEMOCRACIA EXISTE?

*Renato Nalini

Não se discute que o Estado de Direito de índole democrática vigente no Brasil é uma Democracia. Mas o que é uma Democracia? A Democracia é formal por definição. Convive com a defesa das quatro liberdades dos modernos: a liberdade pessoal, de opinião, de reunião e associação.

Mas é satisfatório esse conceito de Democracia? Norberto Bobbio, ao escrever com Maurizio Viroli “Diálogo em Torno da República”, faz uma espécie de “mea culpa”, ao lembrar sua atuação como professor: “Eu ensinava com uma certa frieza, com um certo distanciamento. Um dos autores que eu mais gostava de usar em minhas aulas era Kelsen, que evita os juízos de valor e constrói o sistema jurídico como um sistema normativo que pode ser preenchido por qualquer conteúdo. A teoria pura do direito pode ser aplicada seja na União Soviética, seja nos Estados Unidos; seja em um sistema totalitário, seja em um sistema democrático”.

Se a Democracia se resume ao seu aspecto formal, se ela não escolhe valores, abriga-se confortavelmente em regimes ditatoriais ou totalitários, ela não se converte num exercício intelectual sofisticado mas impotente para assegurar garantias democráticas aos cidadãos?

Enfatize-se que é mediante o uso da Democracia que governantes populistas se apropriam com desenvoltura da linguagem democrática para perseguir desígnios políticos completamente antípodas à natureza do “governo do povo, para o povo e pelo povo”.

Aceita-se como Democracia o fato de as instituições funcionarem, os Tribunais estarem abertos – cada vez mais abarrotados, isso não importa – e a imprensa livre para noticiar o que quiser e como quiser. Mas aqui também entra um componente complexo da vida democrática. Para se evitar o governo dos piores, seria interessante criar um conjunto de MAS, sigla do inglês Media Accountability Systems, que poderia ser traduzido como Sistemas de Responsabilização da mídia.

A Democracia é o regime da plenitude de direitos, mas deve ser também o espaço do cumprimento dos deveres. Num regime democrático, todos têm responsabilidades. O Estado, a cidadania e, por que não, também a mídia. Não há lugar para irresponsabilidade no ambiente democrático.

*Renato Nalini Secretário da Educação do Estado de São Paulo