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MOMENTOS DE GRANDEZA

GAUDÊNCIO TORQUATO
          Há uma pendenga entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário que teima em não dar trégua. O último lance dessa batalha foi a incursão da Câmara Federal no terreno do Tribunal Superior Eleitoral, com a colocação na pauta de um projeto proibindo aquela Corte de punir partidos que não apresentem prestação de contas ou que tenham suas contas rejeitadas. Foi preciso uma intervenção do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, para convencer o presidente da Câmara a eliminar essa disposição, que acabaria estiolando a força do Tribunal.

A primeira leitura que se faz do episódio é a de que o Parlamento quer dar troco aos juízes eleitorais ante a crescente invasão do Judiciário em sua seara. A queixa: o Poder Judiciário está legislando e invade a propriedade exclusiva dos representantes eleitos, deputados e senadores. O argumento é de que os legis­ladores, para preservarem os princípios da harmonia e da indepen­dência entre os Poderes, estatuídos na Carta Magna, não fazem a lição de casa. Como o poder não admite vácuo, a Corte o tem preenchido com farta legislação judicial.

Nesse ponto, convém indagar: o STF deve entrar no terreno legislativo ou só informar às Casas congressuais as omissões? O Supremo só age quando acionado. Sua missão é interpretar a Constituição ante a falta de clareza ou inexistência de leis.  Mas algo mudou. Os magistrados passaram a produzir regras. O Supremo tem se reposicionado no cenário institucional, tomando decisões de impacto, sem se incomodar com críticas de que está legislando.

Por que os parlamentares, tão afeitos à produção legislativa, deixam de fora de sua agenda a regulamenta­ção de dispositivos importantes da Constituição? Há, segundo cálculos da Casa Civil da Presidência da República, cerca de 180 mil diplomas normativos na esfera federal, entre leis, decretos-leis, decretos, portarias, resoluções e instruções normativas, muitos conflitando com a própria Constituição.

Não estaria havendo transgressão ao princípio democrático de que o representante eleito pelo povo é quem detém o poder de legislar?

Outra queixa recorrente é a de que os juízes passaram a falar fora dos autos. Quando isso ocorre não estaria o juiz cometendo pré-julgamento? Pela visão aristotélica, o Judiciário cum­pre uma função política. O Poder Judiciário seria detentor da cota de política que Aristóteles atribuía ao homem, cujo dever é participar da vida de uma cidade, “sob pena de se transformar em ser vil”. Pela interpretação do ensinamento do filósofo grego, não haveria restrição para ver na missão dos juízes uma faceta política. Mas, o que se critica é o fato de o ente político, a serviço da co­letividade, se confundir com o politiqueiro. Naquele habitaria a grandeza, neste residiria a vilania.

Daí a imagem deteriorada que se tem dos Poderes. Nos Estados Unidos, os membros da Suprema Corte são intensamente identificados com os partidos republicano e democrata. A disputa pelo controle da Casa Branca e do Congresso entre os dois partidos se estende na composição da Suprema Corte. Daí a escolha de nomes com os quais os representantes do Executivo e do Legislativo sintam-se mais seguros em defesa de seus interesses políticos.

O Estado-Espetáculo é outro componente que acaba desvirtuando a missão do juiz. Não se pretende defender a tese de que juiz precisa ves­tir o figurino da neutralidade. O que se pretende é voltar a encontrar no Judiciário as virtudes que tanto enobrecem a magistratura: independência, saber jurídico, honestidade, coragem e capacidade de enxergar o ideal coletivo.

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

 

A PRUDÊNCIA NA CORRETAGEM

A prática do Corretor de Imóveis pode ser exercida de várias formas, porém muitos colegas iniciam suas atividades nos lançamentos das inúmeras imobiliárias e construtoras que oferecem a oportunidade de ingressarem nesta profissão. O ponto que merece destaque, sendo positivo, é a condição atrativa por intermédio de equipe estruturada por gerente, coordenador, superintendente, diretor, departamento de análise de crédito e jurídico para apoiá-los durante a tratativa do negócio.

No entanto, o seguimento de terceiros exige uma independência maior do Corretor de Imóveis, ou seja, é prudente que o profissional se especialize para conduzir suas diligências com zelo, competência, imparcialidade e transparência ao intermediar a compra, venda, permuta, locação e avaliação de imóvel.

É fundamental considerar a preocupação do CRECISP, que disponibiliza inúmeros cursos e palestras a todos os inscritos no Conselho, para auxiliar no desenvolvimento e no eficaz progresso da nobre categoria. O interessado em aprimorar o conhecimento pode participar dos eventos oferecidos gratuitamente pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo, disponíveis em sua Sede, Delegacias, TV CRECI e canais através das Redes Sociais pela internet.

Dessa maneira, a prudência na corretagem consiste no interesse da classe para exercer suas atividades em harmonia com os artigos 722 a 729 do Código Civil, a saber:

“Art. 722. Pelo contrato de corretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas.

Art. 723. O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência, e a prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio.

Parágrafo único. Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência.

  1. A remuneração do corretor, se não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais.

Art. 725. A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes.

Art. 726. Iniciado e concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida ao corretor; mas se, por escrito, for ajustada a corretagem com exclusividade, terá o corretor direito à remuneração integral, ainda que realizado o negócio sem a sua mediação, salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade.

Art. 727. Se, por não haver prazo determinado, o dono do negócio dispensar o corretor, e o negócio se realizar posteriormente, como fruto da sua mediação, a corretagem lhe será devida; igual solução se adotará se o negócio se realizar após a decorrência do prazo contratual, mas por efeito dos trabalhos do corretor.

Art. 728. Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos em partes iguais, salvo ajuste em contrário.

Art. 729. Os preceitos sobre corretagem constantes deste Código não excluem a aplicação de outras normas da legislação especial.”

Portanto, independente da área de atuação, o profissional da corretagem deve iniciar o atendimento com precaução e formalizar qualquer prestação de serviço em contrato para garantir a segurança na intermediação imobiliária. Vale ressaltar o uso da cláusula compromissória que é uma espécie de convenção de arbitragem, segundo o artigo 4º da Lei 9.307 de 23/09/1996, bem como segue:

“Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.”

Em resumo, o Corretor de Imóveis precisa ser cauteloso e firmar a negociação por meio de pacto entre duas ou mais pessoas, que se obrigam a cumprir o que foi entre elas combinado sob determinadas condições porque se houver intransigência, ambos fracassam.

 

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Perito Avaliador de Imóveis
CNAI-COFECI nº 7.225
CRECI-SP nº 69.455-F

O imponderável e as grandes interrogações

A morte do ministro Teori Zavascki cobre o país com um manto de tristeza. Primeiro, pelo imponderável que volta a acinzentar o horizonte com sombras cheias de interrogações. Teremos um ministro com o senso do dever de Teori para dar o tom adequado às investigações da Operação Lava Jato? Nem bem líamos sobre sua disposição de abreviar férias para ler as delações dos 77 executivos da Odebrecht e nos chocamos com a tragédia que ceifa sua vida. Discreto, compunha aquele figurino tão bem traçado por Francis Bacon: “os juízes devem ser mais instruídos que sutis, mais reverendos do que aclamados, mais circunspetos do que audaciosos. Acima de todas as coisas, a integridade é a virtude que na função os caracteriza”. Que juiz será tão comedido quanto Teori? Foi um magistrado sobre o qual não reinavam dúvidas.

O FIADOR DA LAVA-JATO

Teori ganhou respeito pela qualidade de seus votos. Guardava a maior coleção de delações de toda a história do Judiciário, sobre a qual se dedicará seu sucessor, possivelmente um ministro da 2ª turma. Teori era, para a sociedade, o fiador-mor da Lava Jato.

Se o processo decisório nas mãos do novo relator abrir espaço para aliviar a situação de políticos, a inferência será imediata: “a Lava Jato mudou de rumo. A morte de Teori abre espaço para a absolvição de corruptos”. Outra hipótese: “ se apenas alguns políticos forem condenados, é porque o novo relator decidiu aliviar a maioria dos implicados, acomodando as camadas do terremoto que ocorreria com a prisão de grande número de políticos”. Dessa forma, a Lava Jato seguiria seu rumo sob uma coleção de suspeitas.

A tendência na área política, como é sabido, é a de buscar um meio termo. Há forte disposição para se aprovar um dispositivo que possa ampliar o raio de ação do caixa 2. Isso levaria partidos e atores a procurar se abrigar nesse esconderijo e escapar da zona perigosa da propinagem. Essa ideia também será lançada no “vácuo deixado por Teori”. Ou seja, tudo o que poderá doravante ocorrer acabará ganhando um selo de desconfiança, de complô.

O Brasil perdeu um baluarte na arena jurídica. Ele expressava domínio técnico das matérias sob sua responsabilidade e não se mostrava contrariado ante eventuais posições de colegas que confrontavam seu parecer. Não foi objeto de polêmica, mesmo com decisões como as que implicaram a prisão do senador Delcídio do Amaral e o afastamento do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara.

A TRAVESSIA SOBRE O ABISMO

O Poder Executivo, por sua vez, terá enorme papel na ordenação do equilíbrio no Supremo, a partir da nomeação do magistrado para o lugar de Zavascki. As indicações já começaram em torno de perfis e as abordagens abrem posições: uma ala que defende a imediata nomeação do novo ministro, que abriga a ideia de o presidente Michel Temer aliviar a carga de pressões que continuará até o desfecho do caso; e o grupo que defende uma decisão não tão imediata, ou seja, após o término do recesso congressual.

Ao Senado compete endossar ou negar a indicação do nome escolhido pelo presidente da República. Nesse momento, observa-se intensa preocupação com os desdobramentos da Operação Lava Jato.

Comentários e análises de todos os lados se multiplicam. A disputa de interesses acende os polos de poder e faz emergir uma torrente de insinuações e suspeitas.

A pergunta é pertinente? E se o novo relator foi designado pela presidente Carmen Lúcia e sob sorteio entre os ministros da segunda turma ou mesmo junto ao corpo inteiro do Supremo? As ilações e interrogações continuarão? A resposta é positiva. A Operação Lava Jato entra em um novo ciclo.

Que a lembrança do ministro Teori Zavascki sirva de lume.

 

Gaudêncio Torquato, jornalista, professor titular da USP é consultor político e de comunicação. Twitter: @gaudtorquato

As Duas Colunas da Avaliação Mercadológica

A Prerrogativa do Corretor de Imóveis opinar com arrimo da Lei nº 6.530/1978, sem dúvida, é costumeiro em qualquer forma de intermediação imobiliária. Nesse seguimento, as duas colunas da avaliação mercadológica se mantem por intermédio das atividades extrajudiciais e judiciais, ambas amparadas pela aptidão do Corretor de Imóveis, segundo a Resolução do COFECI nº 1.066/2007:

“Art. 6º – A elaboração de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica é permitida a todo Corretor de Imóveis, pessoa física, regularmente inscrito em Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

Parágrafo Único – A pessoa jurídica regularmente inscrita em Conselho Regional de Corretores de Imóveis pode patrocinar a elaboração de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica, chancelado por corretor de imóveis, pessoa física, nos termos deste artigo.”

Vale considerar a cautela da utilização do Selo do COFECI e a sua relevância evidente nos artigos 8º à 11º da Resolução 1.066/2007, garantindo autenticidade, estabilidade ao trabalho e a plausibilidade do arquivamento para fins de fiscalização, bem como segue:

“Art. 12 – O Corretor de Imóveis Avaliador deverá manter em arquivo, por 05 (cinco) anos, cópias do Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica, da Declaração de Avaliação Mercadológica e do vinculado Selo Certificador, os quais deverão ser apresentados, se e quando solicitados pelo Conselho Regional, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis.”

O PTAM é um documento feito mediante análise do mercado com a finalidade de determinar o valor do imóvel, inquestionavelmente, reconhecido como o objeto que serve para suprir a necessidade das partes envolvidas em demanda extrajudicial e judicial, sendo realizado em consonância com a normatização estabelecida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre Avaliação de Imóveis, série NBR 14.653. Desse modo, apresenta as seguintes definições sobre o assunto:

“Parecer Técnico: Relatório circunstanciado ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade.

Perícia: Atividade técnica realizada por profissional com qualificação específica, para averiguar e esclarecer fatos, verificar o estado de um bem, apurar as causas que motivaram determinado evento, avaliar bens, seus custos, frutos ou direitos.”

Referente a avaliação extrajudicial, mais conhecida como avaliação particular para pessoa física e pessoa jurídica, as partes envolvidas na compra, venda, permuta e locação de imóveis contratam profissionais habilitados para garantir a segurança e eficácia durante a tratativa do negócio.

Tratando de avaliação judicial, por meio de pesquisa realizada do Recurso Especial nº 277443 STJ de 2002, teve um relevante reconhecimento no âmbito judicial, a Justiça de Santa Catarina resolveu que a avaliação de imóveis não demanda conhecimentos específicos de engenharia, arquitetura ou agronomia, nem é ato privativo desses profissionais.

Afinal, seguindo sempre avante para que não reste dúvida sobre a competência legal do Corretor de Imóveis em elaborar e assinar Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica – PTAM, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região – Distrito Federal (TRF/DF) emitiu o acórdão nº 0010520-92.2007.4.01.3400 de 2.010, negando provimento ao recurso de Apelação Cível do CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) em face ao COFECI (Conselho Federal de Corretores de Imóveis), confirmando a competência legal do Corretor de Imóveis em avaliar imóveis.

 

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Perito Avaliador de Imóveis
CNAI-COFECI nº 7.225
CRECI-SP nº 69.455-F

 

 

 

 

A Relevância da Ética no Mercado Imobiliário

 

 

Nos dias atuais, com cautela, não podemos deixar de lado o conceito de ética e nem ignorar o tema no exercício profissional, diante da expansão do setor imobiliário.

Então, a relevância da ética no mercado imobiliário está nítida no artigo 2º da Resolução do COFECI n.º 326/92, bem como segue:

“Art. 2°- Os deveres do Corretor de Imóveis compreendem, além da defesa do interesse que lhe é confiado, o zelo do prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica das transações imobiliárias.”

Vale ressaltar que, na década de 60, foi criado o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (COFECI) e os Conselhos Regionais (CRECI´s), a Lei 6.530/78 e seu decreto regulamentador nº 81.871/78, sendo os principais pilares da nobre profissão, ambos fundamentais para a origem do Curso Técnico em Transações Imobiliárias (T.T.I.).

Desde então, com o empenho incessante da classe e o trabalho eficaz da fiscalização dos CRECI´s, passou a ser inadmissível o exercício ilegal por pseudoprofissionais no Brasil.

Com isso, a Resolução de cunho Federal n.º 326/92, dispõe que os Corretores de Imóveis devem atuar com zelo, imparcialidade, transparência e observar os critérios necessários para o progresso da categoria.

Contudo, salvo melhor juízo, a partir do ano 2000, diante do aumento de ingresso de profissionais na área, foram criados os primeiros cursos superiores de graduação tecnológica de Ciências Imobiliárias e Gestão Imobiliária. Porém, o Curso Técnico em Transações Imobiliárias pode ser feito em escolas, na modalidade presencial e ensino a distância (EaD).

O possuidor deste certificado poderá requerer a inscrição no Conselho de Corretores de Imóveis, após o deferimento e recebimento da carteira de identidade profissional estará apto para intermediar a compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária.

Em suma, os Corretores devem entender que a ética consiste no conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.

 

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Perito Avaliador de Imóveis
CNAI-COFECI nº 7.225
CRECI-SP nº 69.455-F

A influência da Avaliação na Negociação Imobiliária

antonio-carlos-oliveiraImprescindível! Essa é a melhor forma de definir a influência da avaliação na negociação imobiliária, porque profissional que se preze não pode desconhecer os requisitos necessários para opinar quanto ao valor do bem.

Portanto, na execução do trabalho, a regularidade do documento em face ao registro de imóveis merece muita cautela, em conformidade com a Lei de Registros Públicos nº 6.015/73, que visa assegurar a autenticidade dos fatos, como exemplo o título de propriedade por meio da matrícula. Com isso, o ponto a ser considerado é que, costumeiramente, algumas avaliações não são realizadas por Corretores de Imóveis, (E SIM POR AVENTUREIROS, PSEUDOPROFISSIONAIS). Diante do atual cenário do mercado imobiliário, alguns proprietários de imóveis não contratam o trabalho de um profissional especialista para realizar a avaliação. Por isso, normalmente, há um tempo maior para a concretização do negócio e o imóvel desocupado gera muita despesa.

Vale ressaltar que, sem falso juízo de valor, o Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica – PTAM – deve ser assinado por um Corretor de Imóveis, conforme a Lei nº 6.530/1978, que disciplina e regulamenta o exercício da profissão e o Decreto nº 81.871/1978, que exige que o profissional possua título de Técnico em Transações Imobiliárias – TTI´ e artigo 6º e Parágrafo Único da Resolução 1.066/2007.

Contudo, conclui-se que é prudente a contratação de profissional inscrito no CRECISP, e com registo no CNAI (Cadastro Nacional de Avaliadores de Imóveis) exercendo com zelo a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis para um resultado eficaz do negócio.

                                                        ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA 
                                                                       Perito Avaliador de Imóveis 
                                                                             CNAI-COFECI nº 7.225 
                                                                             CRECI-SP nº 69.455-F

 

Formação para crescer

Luiz Gonzaga Bertelli*

13 de maro de 2015 S‹o Paulo - SP Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE Cliente: CIEE Fotos: Jeff Dias - www.jeffdias.com.br

13 de maro de 2015
S‹o Paulo – SP
Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE
Cliente: CIEE
Fotos: Jeff Dias – www.jeffdias.com.br

Chegar à universidade é o sonho de muitos jovens que, por problemas financeiros acentuados pela crise econômica, têm de adiar a continuidade dos estudos. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um dos mecanismos do governo federal para auxiliar na inclusão desses estudantes nos cursos superiores. Por isso, a prova vem, a cada ano, ganhando mais e mais importância na vida dos adolescentes.

Para se dar bem na avaliação nacional e marcar uma pontuação que garanta vaga, principalmente nas universidades públicas, os jovens precisam se preparar com eficiência e inteligência. Devem ficar atentos a temas da atualidade – acompanhando o noticiário de jornais, revistas, portais da internet e telejornais – e trabalhar incansavelmente os assuntos clássicos que fazem parte da grade disciplinar do ensino médio.

Para ajudar no objetivo principal deles, o CIEE oferece aos estudantes o curso gratuito Dicas para o Enem, com aulas pela internet disponíveis também para smartphones, num formato que possibilita a adição contínua de novas aulas, a cada semana, elaboradas a partir de pesquisas e feedbacks das escolas. Os conteúdos abrangem cinco áreas de conhecimento: linguagens, ciências da natureza, ciências humanas, matemática e redação.

Acompanhando as aulas toda semana, os jovens terão um importante instrumento para auxiliá-los a entender temas dos simples aos mais complexos, podendo tirar dúvidas e aprofundando-se em algumas matérias como Alterações climáticas e suas consequências, Aquecimento global, Interpretação de texto – espanhol, Interpretação de texto – inglês, Advérbio e locução adverbial, Uso do hífen, entre muitas outras. Estão disponíveis 55 cursos no portal CIEE (www.ciee.org.br) e as inscrições são gratuitas.

Com a experiência de 52 anos na inclusão de jovens no mercado de trabalho, o CIEE presta mais uma vez assistência filantrópica para os jovens que não podem se valer de cursos alternativos para aprimorar seus conhecimentos em relação ao Enem. Com isso, reforça democraticamente as oportunidades para que estudantes de todas as regiões do país possam competir de igual para igual, em busca de acesso a uma educação qualificada para se transformarem em profissionais competentes e protagonistas futuros do nosso desenvolvimento econômico.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

Eleições direitas já!

Professor Flaudioartigo _ Professor Flaudio

A comissão executiva nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) realizou na última semana sua primeira reunião após o golpe que afastou do executivo o governo da presidenta Dilma Rousseff. Após o encontro, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, recebeu a imprensa na sede do partido e afirmou: “Diante de um governo que não tem voto, que usurpa o poder, que assalta o poder, achamos que a única maneira de reestabelecer a democracia é através do voto popular”.

A prioridade do PT, neste momento, é retomar a ordem democrática e barrar um projeto de desmonte das conquistas sociais que havia sido rechaçado nas eleições presidenciais de 2014. Os caminhos devem ser a intensificação das mobilizações populares para reforçar a rejeição ao golpe e a viabilização de eleições diretas para o executivo o quanto antes. Para o nosso partido, o que ocorreu nesta semana é um golpe para destruir conquistas sociais.

Com a votação do afastamento de Dilma pelo Senado, ruas de todo o país foram ocupadas com manifestações pela democracia. Apesar de a maior parte dos participantes protestar pacificamente, policiais militares têm reprimido de forma brutal os atos. Principalmente, o governo truculento de Geraldo Alckmin. Em São Paulo, o excesso policial causou a perda da visão de um olho na militante do Levante Popular da Juventude, Deborah Fabri, no dia 31 de agosto.

É contra esse estado de coisas que o PT continuará lutando.  Vamos continuar lutando pela manutenção das conquistas sociais. Além disso, em período eleitoral, devemos nos lembrar que maioria das conquistas alcançadas nos últimos 12 anos, nas cidades da região, se deve a recursos do Governo Federal, do Governo Dilma. Temos candidatos do Partido dos Trabalhadores que disputam uma vaga ao Executivo e à Câmara Municipal que podem legitimamente representar a população. Pense em todas as conquistas alcançadas na hora de votar!

Professor Flaudio (PT) é diretor estadual da Apeoesp e vice-prefeito de Itapevi (SP)

Educar sem bater

2.3_Artigo Elizangela

Elizangela Barbosa do Nascimento *

Infelizmente para algumas famílias bater nos filhos é sinônimo de educar, alguns minimizam dizendo que é só uma palmadinha, e que isso nem dói. O que essas famílias não levam em consideração é que, uma palmada, que não dói em um adulto pode sim doer e muito em uma criança. Pensamos juntos, quando um homem da um tapa em uma mulher isso é um absurdo! Eles são maiores e mais fortes que uma mulher, uma covardia! Agora porque uma mulher ou um homem que bate em uma criança não é covardia também?

Bater é um ato de desespero, o ser humano vai para a agressão quando não sabe lidar com a situação. Sendo assim, quando você bate e o seu filho te obedece ele tem medo e não respeito por você. Muitas vezes as crianças nem sequer entendem porque estão sendo castigadas, só sabe que aconteceu alguma coisa pelo qual seus pais não as amam. Isso mesmo, muita crianças associam o apanhar a falta de amor dos pais e não a algo que fizeram de errado.

Para educar um filho você precisa de paciência e perseverança. As crianças nem sempre aprendem na primeira vez que os pais falam, será preciso falar de forma clara o que elas fizeram de errado e como deveriam ter sido feito. Mostre para os seus filhos que você é uma pessoa equilibrada e que tem sabedoria afina,l o que você quer que os seus filhos sintam por você admiração ou medo?

Você ainda pode pensar, eu fui criado assim, porque não posso criar meus filhos do mesmo jeito? O mundo mudou muito, mesmo que você queira não é possível criar os filhos da mesma maneira que você foi criado. Além do mais um pai quer o melhor para o seu filho e assim vamos evoluindo deixando para traz um comportamento primitivo.

Mudar não é fácil, mas é possível. Se você tem duvida da melhor forma de educar os seus filhos procure ajuda, procure um psicólogo.

 

*Elizangela Barbosa do Nascimento – Psicóloga Pós graduada pela Unifesp – atende em Carapicuíba. Email: elizbnascimento@hotmail.com ou facebook Elizangela Barbosa do Nascimento – Psicologa.

Quando a criança quer dormir na cama com os seus pais?

2.3_Artigo Elizangela

*Elisangela Barbosa

Dormir na cama dos pais pode ser prazeroso para as crianças e cômodo para os pais, mas essa pratica traz risco para o bebê que pode ser machucado pelos pais ou até mesmo sufocado. Quando se trata de crianças maiores, além do desconforto físico onde todos ficam apertados e tem o sono prejudicado,pode ocorrer um prejuízo emocional.

Dividir a cama com os filhos pode deixá-las mais dependente. A hora de dormir é entendida pelas crianças como a hora de separar-se dos pais, dos brinquedos, e de tudo o que poderia estar fazendo. Por isso, elas vão deitar-se  sempre protestando. Ajuda-las a lidar com essa separação fortalece as para que possa ter mais autonomia para resolver as suas questões para a vida.

Para ajudar a criança neste processo é necessario rotina. É preciso ficar claro para a criança que o lugar dela dormir é na cama dela, então não pode dormir hoje na cama dela e amanhã na cama dos pais. Deixe a criança montar a sua caminha escolher o lençol, o ursinho, a matinha que gostará de dormir. A rotina para dormir pode levar até uns 30 minutos entre o banho, a troca de roupa, limpeza dos dentes, historias e enfim o sono.

Quando a crianca tem pesadelos elas geralmente vão a cama dos pais, nesta hora é recomendado que os pais as leve de volta a cama e as acalme. Assim ensinará seu filho a enfrentar os problemas dizendo que você estará do lado dele. Caso esse processo seja muito dificil para as crianças ou para os pais procure um psicólogo nos podemos te ajudar.

 

*Elisangela Barbosa é Psicologa em Carapicuíba e atende a região – Contato: elizbn@ig.com.br