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Aura ambiental

Sujeitos às necessidades materiais e aos seus instintos, a humanidade tem experimentado dias difíceis. São reiterados os atos de violência, os atentados contra a moral e a ética, os desastres da natureza e guerras que ceifam vidas, enfim, situações que afetam a psicosfera, ou seja, o campo de emanações eletromagnéticas que envolvem os seres humanos. 

Quando vivenciamos uma forte emoção, choque ou perturbação, emitimos vibrações densas que formam núcleos de força negativa, repletos de resíduos escuros. A física quântica diz o aparente comportamento estável da matéria foi substituído por ondas e pacotes de energia; portanto, as formas mentais que criamos são ativas e agem intensamente ao redor do seu criador. Cabe dizer: o pensamento tem força!

Daí a importância de que sempre, em qualquer situação, os pensamentos procurem refletir emoções de esperança, fraternidade e alegria, formando uma aura ambiental individual e coletiva de amor.

Joanna de Ângelis diz que “o teu pensamento é fonte de vida que não podemos descurar”. Manter a energia individual positiva ajuda a criar um comportamento vibratório coletivo mais harmônico, bem com abre oportunidades para nos aproximarmos dos sentimentos superiores emanados pela espiritualidade amiga.

Como o planeta passa por profundas transformações no campo espiritual: “Seja luz, por mais que a vida lhe traga desgostos. Seja caridoso, por mais que a vida lhe traga pessoas ingratas. Seja Humilde, por mais que a vida lhe traga provações ingratas. Seja amor, por mais ódio que tentem colocar em seu coração. Pois nada, nem ninguém, merece que você mude sua essência. Não devolva na mesma moeda a energia que recebe, transmute-a dentro de si.”.

Devemos zelar pelo nosso ambiente mental tornando saudável e harmônico o ambiente material. Não nos deixemos contaminar pelo pessimismo, pela tristeza, enfim, por vibrações negativas. Devemos estar atentos para o nosso próprio estado emocional.

Lembremos sempre do ensinamento de Jesus no sentido de que é preciso Orar, para estarmos mais próximo de Deus, e Vigiar, para que os pensamentos e, consequentemente, os atos não entrem em contradição com a oração.

Enfim, como sempre, é preciso que cada qual faça a sua parte!

Paulo Eduardo de Barros Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A AUSÊNCIA DE CONFLITO NO EXAME DE MOTO


ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Graduado em Direito, Mediador Judicial habilitado pelo CNJ e Instrutor de Trânsito conforme Resolução nº 358/10 CONTRAN.

A cada dia cresce de maneira exponencial o número de pessoas que pretendem adquirir a “carta de moto”, porém devem preencher todos os requisitos exigidos pelo Departamento Estadual de Trânsito. Dessa maneira, após a aprovação no exame teórico, o examinando precisa ser aprovado na segunda etapa do processo avaliatório para possuir a Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

A habilidade do pretendente será apurada com fundamento na sua capacidade de exercer domínio sobre a moto, porque se o futuro motorista cometer alguma falha, não vai escapar aos olhos do examinador do DETRAN.

Nesse sentido, vários alunos são reprovados por pequenos deslizes no dia do exame, por iniciar a prova sem estar com o capacete ajustado ou afivelado à cabeça, deixar a viseira levantada ou não usar óculos de proteção, avançar sobre o meio-fio ou a indicação de parada obrigatória, abalroar um ou mais cones de balizamento, Colocar o(s) pé(s) no chão com a moto em movimento, não manter equilíbrio na “prancha” e sair lateralmente dela, errar o percurso ou não completar o “8” de maneira correta, cair da motocicleta durante a prova ou provocar acidente durante a realização do exame, como bater em outra moto.

É de se perceber que muitas vezes o aluno faz os exercícios com facilidade durante as aulas com o instrutor, mas no dia do exame fica nervoso e acaba reprovado. É importante evitar a ansiedade, concentrando-se no conhecimento adquirido durante as vinte (20) aulas que teve com o instrutor da autoescola e manter a ausência de conflito no exame de moto.

A prova deve ser realizada como se fosse uma aula normal, ou seja, com o foco na aprovação, o candidato pode até imaginar que está sendo observado pelo instrutor para manter a tranquilidade durante a avaliação.

Neste dia, é interessante não falar com outros candidatos antes de entrar na prova, evite qualquer tipo de interferência negativa, mantendo-se focado e com ânimo firme. Assim sendo, cautelosamente, para que haja um bom desempenho, o candidato deve ter se dedicado durante todo o processo de habilitação, principalmente, na época em que recebeu as informações sobre a teoria e prática nas aulas com a motocicleta. Finalmente, se possível, vale a pena ter o seu próprio capacete e é imprescindível, uns dias antes, conhecer o local prova, onde o examinando deve mostrar aptidão por intermédio de equilíbrio, eficiência na manobra, uso adequado de sinalização e reflexo rápido diante de obstáculos para ser aprovado e obter a CNH.

Sobre a liberdade

Em tempos de radicalismos, mensagens que enfatizam a busca da liberdade de toda espécie são muito bem recebidas. É o que ocorre com a nona versão do filme ‘Papillon’, segunda versão do livro de sucesso publicado em 1969 por Henri Charrière, que alegava que se tratava de uma história autobiográfica, fato contestado posteriormente.

Após uma versão de grande repercussão de 1973, a nova versão de 2018 humaniza os personagens de modo a serem menos heroicos, mas não perde a essência do romance, que está na vitória da determinação perante condições muito adversas. Afinal, as prisões do século passado conseguiam ser ainda piores dos que as de hoje em termos de humilhações e maus tratos.

O protagonista Papillon, que significa ‘borboleta’, cumpre pena por uma injusta acusação de assassinato, e conhece numa prisão de máxima segurança um responsável por falcatruas financeiras. A capacidade de sobrevivência de um e o dinheiro do outro constroem uma amizade fundamentada na busca de alternativas para a sobrevivência.

Papi supera violências físicas e morais, além do risco de enlouquecer na solitária ou na colônia penal, sempre com a ideia da fuga. O filme se sustenta por mostrar que possibilidades de saída existem mesmo nas mais terríveis situações. Para isso, é necessário olhar para diante, aprendendo com erros próprios e alheios. Desistir nunca é a lição que fica, assim como a da construção de uma amizade por mais improvável que ela possa parecer.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Uma visão apolítica dos Direitos Humanos

Como todos sabem, eu me considero um eleitor do Bolsonaro. Muito mais pela indignação, tendo em vista a corrupção que se instalou no país, do que por qualquer outro motivo. Eu fui um daqueles que saíram às ruas para clamar pelo novo, pela dignidade de viver num país melhor, já que no Brasil a prática política foi desvirtuada, tomada pela impunidade dos membros do legislativo e pela promiscuidade entre entes públicos e privados. Fui também um daqueles que lutaram pela Constituição de 1988, que acolhia os princípios da dignidade humana, educação, justiça social e tudo mais que achávamos essencial para um país crescer de forma humanitária, alinhada com as premissas dos conceitos que permeavam os países da Europa, nos quais os Direitos Fundamentais eram aplicados e estudados na sua forma mais abrangente do ponto de vista social, como ocorria na Alemanha, um exemplo de vanguarda quando se fala em Direitos Fundamentais da pessoa humana.

Como já disse, não tive outra opção a não ser me tornar um eleitor de Bolsonaro, mas não um eleitor fanático, que perdeu o senso crítico e que aceita tudo em nome de voto de protesto contra a corrupção, não, votei consciente e pronto para participar, caminhando junto, aprovando ou criticando pontos da pauta conservadora, medindo, sim, os exageros, os despropósitos, e de certa forma sempre com um olhar vigilante, como advogado, analisando as propostas de mudanças, principalmente na área criminal, em que a Carta Magna se esboçou na modernidade do Direito, visando à dignidade humana, o que já é contemplado nas Constituições modernas de países que podemos apontar como paradigmas de uma cultura avançada.

Com o aumento da violência no Brasil, a expressão “Direitos Humanos” se vulgarizou, pois, quando não se tem um baixo nível de criminalidade, culpa-se a política social, que visa aos direitos fundamentais, e se ateia fogo em todos os preceitos de proteção à população em nome de uma reação contrária a tudo que poderíamos ver como avanços na nossa Constituição.

O projeto de lei anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, no meu entender, abrange pontos positivos e muitos pontos negativos. É na realidade um apanhado de maior vigor contra crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, o que é positivo. Contudo, toda exegese do princípio de execução penal é o acirramento das prisões e o aumento significativo do encarceramento dos agentes delituosos, levando o país a um grave aumento da população carcerária, que hoje está por volta de 800.000 presos, ou seja, a terceira maior população carcerária do planeta.

A pergunta que se faz é a seguinte: Numa visão simplista, a ideia num primeiro momento parece ser a de encarcerar mais pessoas, construir mais presídios, enaltecer a excludente de ilicitude para vários casos controversos, atolar a Justiça Criminal com mais processos, menosprezar alguns aspectos que atingem em cheio a nossa Constituição, mas seria essa a solução?

Vejo, portanto, com bons olhos a iniciativa da Comissão Arns, uma homenagem ao cardeal arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, que em 1972, durante a ditadura militar, criou a Comissão Justiça e Paz de São Paulo. O grupo será presidido pelo ex-ministro e cientista político Paulo Sérgio Pinheiro. Integram também essa Comissão juristas de renome, como o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi.

Num governo Conservador, deve-se, antes dos postulados políticos, analisar se novas ideias podem ser palatáveis à população, que, ainda que repleta de razão em sua sede de vingança contra a violência, não pode abrir mão de leis que preservem um ajuste jurídico e acima de tudo técnico, a fim de não padecer um retrocesso em relação ao já conquistado na nossa Constituição, que em última instância sempre teve como objetivo a proteção da pessoa humana, principalmente dos mais pobres, pois são os que mais sofrem com o descaso da sociedade.

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais, Professor de Direito

Contra a homofobia

Obras de arte que alertam contra a homofobia são maneiras de alertar para um tema que muitas vezes se faz presente de maneira velada. Enfocá-lo de maneira direta é o grande mérito do filme chileno ‘Nunca vas a estar solo’, de Alex Anwandter. A maneira clara e direta de enfocar dois aspectos da questão merece destaque.

O protagonista é um rapaz de 18 anos que vive com o pai, gerente de uma fábrica de manequins. O jovem, que mantém um relacionamento homossexual, é violentamente atacado na rua e internado num hospital para diversas cirurgias plásticas. Começa então a saga do pai em duas direções. Ambas igualmente complexas.

Por um lado, ele começa a tirar o véu da homossexualidade que ele mesmo tinha colocado sobre o filho. É por meio de relatos externos, de vizinhos e de amigos dele que começa a descobrir a sexualidade de quem convivia sem viver de fato sob o mesmo teto. Em paralelo, verifica como plano de saúde não paga pela agressão sofrida.

As duas dimensões se aglutinam na maneira de lidar com a dor. O preconceito próprio, as dificuldades financeiras e as marcas de ser pai com um filho que não atende às expectativas se mesclam em múltiplos desdobramentos. Ele percebe que é mais fácil fabricar um manequim artificial do que com um ser vivo, com vontades próprias numa sociedade preconceituosa, onde a diferença é geralmente vista como aberração e tratada com intolerância.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Lesões ao andar de skate

Ao começar a andar de skate ou tentar aprender um truque ou manobra nova, muitas vezes inevitavelmente você vai cair, faz parte da curva de aprendizado. Depois de um tempo, muitos skatistas aprendem a cair corretamente ou para evitar a queda, desenvolvem técnicas especiais. Aqui estão alguns exemplos de como evitar quedas e como cair (caso aconteça) com o dano menor possível ao seu sistema músculo esquelético.  

Ajuste as suas rodas para o ponto onde você se sinta confortável, especialmente quando for comprar pela primeira vez. Use uma tabela de ajustes, a maioria das lojas as tem e orientam o melhor ponto de colocação. O erro mais comum é apertar as rodas em excesso. Ajuste para o ponto que quando você está em seu skate não force ou emita sons como se estivesse rangendo (alguns óleos sintéticos nas buchas de borracha ajudam). 

Movimente e rode cada roda para verificar se eles não tocam a mesa, peça na qual o eixo é encaixado, durante as curvas duras, pois isso gera uma parada súbita. Rodas mais macias são melhores para andar na rua, uma vez que proporcionam muita aderência; no entanto, elas falham em lugares de madeira por exemplo. As rodas mais duras falham menos e criam menos atrito com o solo, permitindo uma maior aderência entre o tênis e o skate; portanto, eles são mais populares no skate convencional. Todos os ajustes técnicos para o marinheiro de primeira viagem devem ser supervisionados por um profissional mais experiente num primeiro momento   

Um novo skatista que tentar fazer um flip-360 graus em uma half-pipe tem que rezar pra não ter uma lesão. Você pode tentar tudo o que quiser, mas tenha cuidado sempre, faça uma evolução progressiva do grau de dificuldade de suas manobras. Você deve sair da zona de conforto para evoluir, mas que seja de forma gradual. Nunca tente algo fora do alcance de suas habilidades: ela pode levar a lesões graves.   

Se você perder o controle do seu skate, salte dele. Simples assim, você vai continuar com a energia cinética e correr um pouco antes de parar, mas evita a queda.

Se você começar a cair, há algumas medidas que você deve tomar imediatamente. Elas surgem de maneira instintiva e com tempo de treino. 

Independentemente da sua experiência, ao cair, use de preferência os braços para proteger sua cabeça. Se possuir um capacete de bicicleta ou um especial para o skate é preferível. Especialmente se o seu cérebro ainda está em desenvolvimento (crianças e adolescentes).   

Isto tende a causar problemas a longo prazo no pulso, devido aos traumas repetitivos. Tentar pousar em uma parte do corpo que é mais acolchoada, de preferência cair em rolamento.   

Procure evitar, sempre que possível, bater suas articulações. No momento da queda, os três lugares mais importantes que devem evitar ser atingidos são a cabeça, coluna vertebral e joelhos. A menos que você esteja usando joelheiras, evite cair sobre os joelhos. Estatisticamente, os entorses e traumas contusionais que atendemos em skatistas são muito comuns nos membros inferiores.   

Depois de algumas quedas duras, tente passar para outra atividade até sua melhora. Se for o caso de traumas mais sérios, procure um médico do esporte para te avaliar, mas só volte se estiver 100%. Cada vez que você cair na mesma parte do corpo, o risco de lesões aumenta consideravelmente. E se você andar de skate com dores no corpo, provavelmente não conseguirá fazer as manobras nem andar com a mesma agilidade, favorecendo novamente às quedas.   

Conselhos finais
– Tentar pousar em ambos os pés, se você cair em um, você pode torcer e quebrar.
– Certifique-se que a área de patinação está livre de obstáculos como pedras pequenas. 
– Estas podem não parecer ameaçadoras, mas se você passar por elas, suas rodas vão parar e você não. Sempre ande de skate com muitas pessoas. 
– Se algo sério acontecer, sempre haverá alguém que pode chamar o número de emergência e ajuda. Se você anda de skate sozinho, sempre leve um telefone com você.
– Use tênis específicos para skate. Se você for muito rápido e não puder parar, o tênis ajuda a frear.
– Capacete, joelheiras, cotoveleiras e algumas órteses são extremamente úteis e evitam a maioria das lesões mais sérias.     

Bons treinos!

Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Contato: www.anapaulasimoes.com.br

BNCC E TECNOLOGIA PODEM IMPACTAR POSITIVAMENTE A EDUCAÇÃO


Por Paula Tomborelli

Desafios e oportunidades estão por vir no sistema educacional brasileiro. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio, tão discutida em debates sobre educação nos últimos anos, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada recentemente pelo Ministério da Educação (MEC). Esta medida deve trazer impactos positivos para o ensino e aprendizado no país, a começar pela substituição do atual modelo. E o primeiro passo foi dado.

O currículo do ‘Novo Ensino Médio’ deverá ser composto por até 60% de conteúdos previstos pela BNCC e 40% por itinerários formativos – optativos, conforme a oferta da escola e interesse do próprio aluno. Mas, o que pode mudar? A começar pela cultura educacional, estimular não somente o ensino cognitivo e intelectual, como também o desenvolvimento socioemocional, de modo que, juntas, sirvam de princípio para transmitir valores, conhecimentos e habilidades. Além disso, o principal argumento da BNCC é que o trabalho do ensino médio brasileiro não será mais aplicado em disciplinas, mas sim na resolução de problemas.

Tecnologia a favor da educação

Outra novidade prevista pela BNCC no ensino médio é que até 20% da carga horária do curso diurno poderá ser ofertada na modalidade de educação a distância, chegando a 30% no curso noturno. Este modelo está em alta no Brasil (em cursos superiores e corporativos), portanto, ter contato com os dois métodos desde cedo ajudaria os estudantes a optarem entre o presencial ou o EAD ao ingressarem na universidade. Em ambos os casos, estimular o uso de outras tecnologias seria um passo importante, pois trata-se de uma oportunidade para as escolas se adequarem a novos formatos e modernizarem seus modelos de ensino, o que proporcionaria mais igualdade na distribuição da educação.

Dentro dessas transformações sociais, um dos focos desta medida, um exemplo prático seria a inserção de temas como o trânsito nas aulas, que é a principal causa de mortes entre jovens de 15 e 29 anos no mundo – o Brasil é o quinto país com mais fatalidades no trânsito. Assim, seria possível conscientizar os jovens a terem comportamentos adequados a partir da verticalização do tema em matérias tradicionais, como física, estimulando os alunos a calcular distância entre o local de origem e o destino final; ou matemática, incluindo estatísticas sobre frotas ou números de infrações e acidentes. Já em matérias de itinerários formativos, a tecnologia seria aliada com a inclusão do simulador de direção educacional nas aulas, que estimulariam os estudantes a se comportarem com mais responsabilidade, ética e segurança, no relacionamento intersocial com o trânsito, seja como pedestre, como passageiro ou usuário de diferentes modais, como patinete, bicicleta, moto, ônibus, etc.

Afinal, educar o jovem para que ele seja um cidadão mais preparado para o mundo é fundamental. Termos essa mudança em um momento em que a tecnologia está cada vez mais acessível e inovadora, nos dá a esperança de que esse movimento pode trazer consequências positivas não somente ao futuro dos jovens, como também ao futuro do país.

O ATO JUSTO E PERFEITO DO NOVO CONDUTOR


ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA
Graduado em Direito, Mediador Judicial habilitado pelo CNJ e Instrutor de Trânsito conforme Resolução nº 358/10 CONTRAN.

O exame prático de direção é último passo do processo para a primeira habilitação. Nesta fase a avaliação é vista por muitos como a mais temida e gera, sem dúvida, ansiedade mesmo nos candidatos mais bem preparados.

Por isso, desde a primeira aula, é importante que o instrutor oriente o aluno sobre tudo que o examinador do DETRAN leva em conta durante a prova. No dia do exame, é indispensável que o candidato mostre tudo que aprendeu na autoescola, na teoria, atrás do volante e, especialmente, que tem condição de manter a calma e ser responsável nas vias públicas.

É fundamental que o habilitando conheça o método do exame prático de direção veicular, conforme define o Manual dos Examinadores de Trânsito do DETRAN-SP/ 2015, para obtenção, adição ou mudança das categorias “B”, “C”, “D” e “E”, aplica-se:

“A avaliação do candidato terá por critério a pontuação negativa por falta cometida:

a. 1 (uma) falta eliminatória: reprovação;

b. 1 (uma) falta grave: 3 (três) pontos negativos;

c. 1 (uma) falta média: 2 (dois) pontos negativos;

d. 1 (uma) falta leve: 1 (um) ponto negativo.

Faltas eliminatórias

a.Desobedecer à sinalização semafórica e de parada obrigatória;

b. Avançar sobre o meio-fio;

c. Não colocar o veículo na área balizada em, no máximo, 3 (três) tentativas,13 no tempo estabelecido;

d. Avançar sobre o balizamento demarcado durante o estacionamento do veículo na vaga;

e. Transitar em contramão de direção;

f. Não completar a realização de todas as etapas do exame;

g. Avançar a via preferencial;

h. Provocar acidente durante a realização do exame;

 i. Exceder a velocidade regulamentada para a via;

 j. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza gravíssima.

Faltas graves

a. Desobedecer à sinalização da via ou ao agente da autoridade de trânsito;

b. Não observar as regras de ultrapassagem ou de mudança de direção;

c. Não dar preferência de passagem ao pedestre que estiver atravessando a via transversal para onde se dirige o veículo ou, ainda, quando o pedestre não haja concluído a travessia, mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;

d. Manter a porta do veículo aberta ou semiaberta durante o percurso da prova ou parte dele;

e. Não sinalizar com antecedência a manobra pretendida ou sinalizá-la incorretamente;

f. Não usar devidamente o cinto de segurança;

g. Perder o controle da direção do veículo em movimento;

h. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave.

Faltas médias

 a. Executar o percurso da prova, no todo ou em parte dele, sem estar com o freio de mão inteiramente livre;

b. Trafegar em velocidade inadequada para as condições adversas do local, da circulação, do veículo e do clima;

c. Interromper o funcionamento do motor, sem justa razão, após o início da prova;

d. Fazer conversão incorretamente;

e. Usar buzina sem necessidade ou em local proibido;

f. Desengrenar o veículo nos declives;

g. Colocar o veículo em movimento sem observar as cautelas necessárias;

h. Usar o pedal da embreagem antes de usar o pedal de freio nas frenagens;

i. Entrar nas curvas com a engrenagem de tração do veículo em ponto neutro;

j. Engrenar ou utilizar as marchas de maneira incorreta durante o percurso;

k. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média.

Faltas leves

a. Provocar movimentos irregulares no veículo sem motivo justificado;

b. Ajustar incorretamente o banco destinado ao condutor;

c. Não ajustar devidamente os espelhos retrovisores;

d. Apoiar o pé no pedal da embreagem com o veículo engrenado e em movimento;

e. Utilizar ou interpretar incorretamente os instrumentos do painel do veículo;

 f. Dar partida ao veículo com a engrenagem de tração ligada;

g. Tentar movimentar o veículo com a engrenagem de tração em ponto neutro;

h. Cometer qualquer outra infração de natureza leve.”

Com relação à categoria “A” (motos) e Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), o exame ocorre em pista fechada, composta por obstáculos similares aos encontrados em vias públicas. Nesse local, o candidato é observado pelo examinador desde a colocação dos equipamentos de segurança até a parada final do veículo.

Nesse passo, a ritualística para obtenção da ACC e para obtenção ou adição da categoria “A”, observa-se:

“Faltas eliminatórias

a. Iniciar a prova sem estar com o capacete devidamente ajustado à cabeça ou sem viseira ou óculos de proteção;

b. Descumprir o percurso preestabelecido;

c. Abalroar um ou mais cones de balizamento;

d. Cair do veículo durante a prova;

e. Não manter equilíbrio na prancha, saindo lateralmente dela;

f. Avançar sobre o meio-fio ou a parada obrigatória;

g. Colocar o(s) pé(s) no chão com o veículo em movimento;

h. Provocar acidente durante a realização do exame;

i. Cometer qualquer outra infração de natureza gravíssima.

Faltas graves

a. Deixar de colocar um pé no chão e o outro no freio ao parar o veículo;

b. Invadir qualquer faixa durante o percurso;

c. Fazer incorretamente a sinalização ou deixar de fazê-la;

d. Fazer o percurso com o farol apagado;

e. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza grave.

Faltas médias

a. Utilizar incorretamente os equipamentos;

 b. Engrenar ou utilizar marchas inadequadas durante o percurso;

c. Não recolher o pedal de partida ou o suporte do veículo antes de iniciar o percurso;

d. Interromper o funcionamento do motor sem justa razão após o início da prova;

e. Conduzir o veículo durante o exame sem segurar o guidom com as duas mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;

f. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza média.

Faltas leves

a. Colocar o motor em funcionamento quando já engrenado;

b. Conduzir o veículo provocando movimento irregular nele sem motivo justificado;

c. Regular os espelhos retrovisores durante o percurso do exame;

d. Cometer qualquer outra infração de trânsito de natureza leve.”

Portanto, na qualidade de representante do poder público, também cabe ao examinador exercer suas funções de acordo com os princípios da ética, civilidade, urbanidade e cordialidade perante as pessoas envolvidas direta ou indiretamente nas atividades em questão.

Nesse sentido, durante o exame, o examinador deve instruir o candidato com antecedência sobre as etapas (baliza e percurso preestabelecido), registrar as faltas no boleto de avaliação no momento em que elas acontecerem; esclarecer dúvidas sobre o percurso e repetir orientações quando necessário; apenas para as categorias “B”, “C”, “D” e “E”, manter-se dentro do veículo durante todo o exame (baliza e percurso), utilizando o cinto de segurança; acionar os pedais de freio e embreagem (duplo comando) exclusivamente em caso de erros dos condutores que colocam em risco a segurança dos participantes do exame. Se houver uma falta eliminatória ou atingir mais de três pontos, o examinador terá que assumir a condução do veículo nos casos em que o candidato não apresente condições de continuar no controle.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, o tempo máximo para realizar a baliza varia em cada categoria, para “B” (carros e veículos comerciais leves) é até cinco minutos, para categoria “C” (caminhão) e “D” (micro-ônibus, ônibus) seis minutos e para “E” (ônibus articulados, biarticulados) nove minutos. A avaliação é dividida basicamente em duas fases, estacionamento e deslocamento em via pública.

Dessa maneira, importa dizer que um dos maiores desafios para quem deseja passar na segunda prova do DETRAN, certamente, é a temida baliza. Ao estacionar corretamente, surge o primeiro sinal que pode determinar se o candidato irá passar ou não.

Em suma, no dia da prova, o candidato precisa executar o ato justo e perfeito do novo condutor, demonstrando a habilidade ensinada pelo instrutor durante as 20 (vinte) aulas, ao entrar no carro fechar a porta, regular o banco (assento e encosto) na posição adequada, posicionar todos os retrovisores corretamente, colocar o cinto de segurança, antes de ligar o veículo observar o painel, em todo percurso respeitar a sinalização e sempre usar a seta para ser aprovado.

FOCO NA AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS

ANTONIO CARLOS VICENTE DE OLIVEIRA- Perito Avaliador de Imóveis CNAI-COFECI nº 7.225 – CRECI-SP nº 69.455-F

Referindo-se a avaliar um ou mais imóveis, para saber o valor mais próximo do justo,ocorre logo à ideia de consultar um corretor inscrito no Conselho Regional de Corretores de Imóveis. É evidente que o profissional atuante e conhecedor do mercado imobiliário é o corretor de imóveis.

Nesse seguimento, inclusive os engenheiros, quando fazem avaliações, sempre buscam as informações com corretores, imobiliárias e em seus anúncios de imóveis à venda. Ainda que as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas expressem atenção obrigatória no fornecimento de produtos ou serviços, definindo “avaliação de bens” e “laudo de avaliação” como trabalhos realizados por “engenheiros de avaliações”, diferente tem sido o entendimento do poder judiciário, por meio de diversas decisões, reiteradas e uniformes, no sentido de que é, sem dúvida, atribuição profissional dos corretores de imóveis a elaboração de avaliações de mercado.

Dessa maneira, com o foco na avaliação de imóveis e não contrariando as diretrizes emanadas da normalização das avaliações pela ABNT, o Conselho Federal de Corretores de Imóveis escolheu a denominação de Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica para o trabalho avaliatório elaborado pelo corretor de imóveis, e por intermédio do qual expressa sua opinião em relação ao valor de mercado de um imóvel, de forma fundamentada, metódica e revestida de legalidade. Assim, o regramento da ABNT aplica-se somente aos laudos de avaliação, deixando de regulamentar a emissão de pareceres técnicos, apesar de mencioná-los.

A aptidão do corretor em avaliar imóveis, “opinar” por escrito ou verbal, é assegurada pelo artigo 3º e seu parágrafo único da Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, observe:

“Art 3º Compete ao corretor de imóveis exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, podendo, ainda, opinar quanto à comercialização imobiliária.

Parágrafo único. As atribuições constantes deste artigo poderão ser exercidas, também, por pessoa jurídica inscrita nos termos desta lei”.

Então o COFECI, visando o aprimoramento e a qualidade dos PTAM’s emitidos pelos corretores de imóveis, editou uma importante Resolução, dispondo sobre o conteúdo mínimo e a forma de apresentação desses trabalhos, e criou o Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários.

Desse modo,se houver a necessidade da utilização do selo certificador do COFECI, o profissional da corretagem precisa ter o registro no CNAI, conforme dispõe o artigo 8° e seu parágrafo único da Resolução 1.066/2007, conforme segue:

“Art. 8º – Todo corretor de imóveis inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários tem direito à utilização do selo certificador, fornecido pelo Conselho Regional da jurisdição, para afixação em cada Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica de sua emissão.

Parágrafo único – O selo certificador terá numeração individual e sequenciada, com mecanismo que permita autenticação e certificação de código de segurança.”

A inscrição no CNAI do COFECI é restrita aqueles que, além de sua formação de corretores de imóveis, participaram  de um curso de avaliação de imóveis em escolas autorizadas pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis, cujo conteúdo é focado especificamente na aplicação do método comparativo de dados de mercado, aliado à experiência e conhecimento desses profissionais.

Em suma, para o corretor de imóveis, a atividade de avaliação de imóveis e a inscrição no CNAI representa sua inserção num novo nicho de mercado e outra fonte de renda. Portanto, para o seu cliente, a segurança de ter uma avaliação correta, bem elaborada e representativa do real valor de mercado do imóvel, além da facilidade de encontrar, no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários do COFECI, uma relação de profissionais capacitados a realizarem essas avaliações.

 






Boas notícias para Carapicuíba

Foi com essa frase incisiva que durante o ato de lançamento da programação do aniversário de Carapicuíba, realizado dia 7 deste mês, o prefeito Marcos Neves convidava cada um dos dez deputados presentes ao evento.

“Venha fazer uso da palavra e anunciar boas notícias para Carapicuíba” dizia o prefeito convidando, nominalmente, cada deputado. Neste ato, somados os valores das emendas destinadas ao município pelos parlamentares presente, a cidade receberá investimentos de mais de R$ 10 milhões de reais para obras de infraestrutura, segurança no trânsito e saúde.

Outra notícia importante revelada pelo prefeito, deputados e o vice-governador Marcio França, também presente ao evento, foi a inauguração da primeira Policlínica de Carapicuíba, dia 24 deste mês, no parque Santa Tereza.

Neste florescer de acontecimentos e boas notícias, vale destacar dois fatos relevantes que concretizam compromissos de campanha do prefeito Marcos Neves. Primeiro: em 2016, durante a campanha eleitoral, com o intuito de enfraquecer sua candidatura, os adversários diziam que Carapicuíba não podia perder seu único deputado.

Com habilidade, Marcos Neves se defendia dizendo que, com a sua eleição para prefeito, Carapicuíba teria não apenas um, mas dezenas de deputados que investiriam na cidade. Essa projeção está sendo cumprida diante de inúmeros parlamentares que estão disponibilizando recursos financeiros para a cidade.

Segundo fato: a destinação do prédio construído com recursos federais para abrigar a unidade de pronto atendimento à saúde, abandonado há vários anos no parque Santa Tereza. Depois de um ano de avaliações e planejamento, o prefeito Marcos Neves decidiu implantar no local a primeira Policlínica de Carapicuíba, que contará com 18 especialidades médicas e equipamentos modernos para realizar diversos exames.

Que venham mais “boas notícias”! Carapicuíba e a população merecem.

 

Luiz Gonzaga de Oliveira é secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e Trabalho de Carapicuíba.