Batalha do Terminal completa três anos em Carapicuíba

“Há três anos, para participar de rodas culturais de Hip Hop eu precisava sair da zona oeste, mas um dia ouvi uma música que dizia ‘nunca volte pra sua quebrada de mãos e mente vazias’. Foi então que reuni amigos envolvidos no movimento Hip Hop em Carapicuíba, e realizamos a primeira Batalha do Terminal em 18 de outubro de 2016”, conta Shina, idealizador e produtor do projeto.

Com três anos de existência, a Batalha do Terminal de Carapicuíba se tornou uma das mais antigas rodas de rima da zona oeste e grande nome da cena Hip-hop de São Paulo. Morador de Carapicuíba e produtor do projeto, Jefferson Twister, explica como o ‘Batalha do Terminal’ possui facilidade para se aproximar da comunidade. “O Hip Hop é uma cultura que fala a mesma linguagem da juventude de Carapicuíba, uma cidade periférica. A música, arte e moda que consomem fazem parte do Hip Hop, que dá voz para a comunidade se expressar”, ressalta Twister.

A roda cultural acontece com o apoio institucional da Prefeitura de Carapicuíba, semanalmente, todas as terças-feiras na Praça das Bandeiras (Av. Deputado Emílio Carlos), às 20 horas, trazendo a ‘Batalha de Sangue’, em que MC’s resolvem assuntos pessoais; ‘Batalha de Tema’, em que debatem questões sociais; e a ‘Batalha das Mina’, uma iniciativa de inclusão feminina no movimento. A Batalha do Terminal traz ainda o breaking, popping, loocking e allStyle (estilos de dança).

Hip Hop

No Hip Hop, DJs e MCs travam competições, por meio da discotecagem e batalhas de rima realizadas pela manifestação de vivências e ideias. O Graffiti é a expressão da pintura na cultura. Já o Breaking, Popping e Locking são os estilos de dança dentro do movimento, que permite que conflitos aconteçam sem violência, baseados no respeito e nas manifestações artísticas e culturais.

Participantes aprendem a pensar sobre sua realidade e sobre si mesmos de maneira crítica, estendendo a visão sobre aspectos sociais, por meio da escrita, música, dança e pintura.