Cia do Sopro estreia o seu segundo espetáculo “COMO TODOS OS ATOS HUMANOS”

image002

Com dramaturgia e atuação de Fani Feldman e direção de Rui Ricardo Diaz, Como Todos os Atos Humanos estreia dia 4 de agosto no Teatro do Núcleo Experimental para curtíssima temporada.  Novo espetáculo da Cia do Sopro foi criado a partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho eGiorgio Manganelli e tem preparação de Antonio Januzelli.

Durante o mês de agosto, os dois espetáculos da Cia ficam em cartaz simultaneamente no Teatro do Núcleo Experimental. Como Todos os Atos Humanos às quintas e sextas e A Hora e Vez (solo de Rui Ricardo Diaz) aos sábados e domingos.

A Cia. do Sopro tem como princípio de sua pesquisa o “Laboratório Dramático do Ator”, de Antonio Januzelli. Após um longo processo de treinamento nasceu o primeiro trabalho da Cia, o solo A Hora e Vez, a partir do conto de João Guimarães Rosa.

Como Todos os Atos Humanos, nasce da continuidade desses estudos e de uma investigação que dá base para verticalizar a pesquisa iniciada com o primeiro trabalho. Colocar o ator à frente da linguagem, tornando-o a própria linguagem é de onde o trabalho emerge, indicando inclusive uma linguagem estética. Trata-se da depuração do universo poético daquele que se propõe a dizer algo.

A naturalização da violência

“O fora e o dentro – o mundo somos nós dentro dele, somos contidos – continentes e conteúdos – e contemos o que nos contém” – Hélio Pellegrino.

 Hoje e sempre nos deparamos mais do que gostaríamos com notícias de mães que matam filhos, de filhos que matam pais, de pais que empurram filhos pela janela, de amantes que esquartejam e espalham pedaços pela cidade. Em “Como Todos os Atos Humanos” atos inegavelmente perversos como esses são comparados a toda e qualquer minúscula busca por sobrevivência, revelando o quanto os ímpetos humanos podem ser devastadores.

 

Sinopse

Filha relata ao público o seu crime. Sem tempo definido, sem nada além do aspecto lúdico pautado por uma lógica própria, no espetáculo o realismo fantástico amplia o espaço entre o real e o território abstrato.

 Sobre Fani Feldman

Formada pela Escola de Arte Dramática EAD – ECA – USP e pela Escola Livre de Teatro. Co-fundadora da Cia. do Sopro. No teatro, seus últimos trabalhos foram “O Burguês Fidalgo” (Moliére), com direção de Hugo Possolo (Parlapatões), “O Anjo de Pedra” (Tennessee Williams), com direção de Inês Aranha; “Kd Eu?” da Cia. Dramática, com direção de Bete Dorgam (Prêmio Miriam Muniz Circulação 2010); “O Amor das Três Laranjas ou Kd Vc?”, também com direção de Bete Dorgam, a partir da obra de Serguei Prokofiev  (Rumos – Itaú Cultural 2009), Ao lado de Sérgio Viotti atuou em “O Dia em que Raptaram o Papa”, de João Bethencourt, com de direção de Iacov Hillel; “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, também com direção de Iacov Hillel; “Cobra na Geladeira” (Brad Fraser) com direção de Marco Antônio Pâmio, entre outros. Na TV gravou o Programa “Direções II – Uma Escada para a Lua”. No cinema atuou em “Aquém das Nuvens” de Renata Martins.

 

Sobre Rui Ricardo Diaz

É um dos protagonistas da série “Supermax”, da Rede Globo, com estreia prevista para outubro de 2016. É protagonista do longa metragem “Blitz”, de Bosco Brasil, com direção de Renê Brasil, com estreia prevista para 2017. Estreou em 2015 o filme “A Floresta Que Se Move”, de Vinicius Coimbra. Interpreta o Marechal Rondon no longa “Rondon, o grande chefe”, com estreia prevista para 2017. Em 2012 e 2013, trabalhou na novela “Lado a Lado”, da Rede Globo.  Foi indicado em 2011 pela ACIE como melhor ator por interpretar o ex-presidente Lula, no filme “Lula, o Filho do Brasil”. Protagonizou o filme “Aos Ventos Que Virão” (2014), de Hermano Penna. Atua ainda no longa-metragem “De Menor”, de Caru Alves de Souza e Tata Amaral, melhor filme no Festival do Rio de Janeiro em 2013. Entre suas peças, destaque para “O Anjo de Pedra”, de Tennessee Williams, “A Propósito da Chuva”, de Dostoievski, “O Cobrador”, de Rubem Fonseca, “A Colônia Penal”, de Franz Kafka e “Macário”, de Álvares de Azevedo. Trabalhou com os diretores Cacá Carvalho, Paulo Fabiano, Inês Aranha, Marcello Airoldi, entre outros.

Sobre Antonio Januzelli

Diretor e pesquisador das práticas do ator. Professor de teatro da EAD/ECA – USP desde os anos 70, pesquisa o trabalho do intérprete no processo que desenvolve há mais de 30 anos, o “Laboratório Dramático do Ator”. Autor dos livros “Aprendizagem do Ator” Ed. Ática/SP e “Práticas do ator – Relatos de mestres”, este último a ser editado, Januzelli já publicou diversos artigos em importantes revistas

e ministrou cursos no Brasil e no exterior. Formou-se em Direito pela PUC – Campinas em 1966, como ator pela Escola de Arte Dramática – USP em 1970 e fez

Mestrado e Doutorado em Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo entre 1884 e 1992. Entre os tantos trabalhos que dirigiu em teatro, destaque para o espetáculo “O Porco”, de Raymond Cousse, indicado ao prêmio Shell de melhor ator em 2005, “Um segundo e meio”, de Marcello Airoldi, “Fogo-Fátuo”, de Samir Yazbek, “Querido pai”, a partir de Carta ao Pai, de Franz Kafka, “De Verdade”, de Sandor Marai e “Se eu fosse eu”, a partir de textos de Clarice Lispector.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a Cia do Sopro

A partir dos estudos sobre o trabalho do intérprete dentro do “Laboratório Dramático do Ator”, de Antonio Januzelli, nasceu o solo “A Hora e Vez” e a Cia do Sopro. A Cia surge como meio de possibilitar a verticalização do ininterrupto trabalho do intérprete. Trata-se da depuração do universo poético daquele que se propõe a dizer algo. O primeiro trabalho, “A Hora e Vez”, estreou em 2014 no SESC Ipiranga. Em seguida a Cia foi contemplada com o “Prêmio Zé Renato”, realizando uma nova temporada do espetáculo em 2015. “A Hora e Vez” atualmente segue em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental. O segundo trabalho “Como Todos os Atos Humanos”, a partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho e Giorgio Manganelli, estreia em 04 de agosto de 2016.

 

Ficha técnica

Dramaturgia e atuação: Fani Feldman

Direção: Rui Ricardo Diaz

Assistência de direção: Plínio Meirelles

Treinamento e preparação: Antonio Januzelli

Iluminação: Osvaldo Gazotti

Cenário/Figurino: Daniel Infantini

Idealização: Cia. do Sopro

Produção: Quincas

Fotos: Cabelo Duro Produções

 

Serviço

Estreia: 4 de agosto de 2016

Duração: 60 minutos        

Classificação: 16 anos

Teatro do Núcleo Experimental (R. Barra Funda, 637 – Barra Funda – São Paulo – SP)

65 lugares

Informações: (11) 3259-0898

Temporada: 4 a 26 de agosto

Quintas e sextas, às 21h

R$ 40

Vendas: www.compreingressos.com

Até 26 de agosto